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5
de noviembre del 2000
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Por Gustavo González Santiago - O milagre do deserto florido irrompeu novamente este ano no norte do Chile, num fenômeno multicolor que atrai visitantes por sua beleza e também atende aos interesses dos cientistas. As abundantes chuvas que caíram esta temporada no deserto de Atacama, considerado o mais seco e árido do mundo, reproduziram a maravilhosa floração, que não se registrava desde 1997, ao "despertar" as sementes que durante anos permaneceram sepultadas entre pedras e areias. A paisagem cinza da terceira região do Atacama, localizada entre 600 e mil quilômetros ao norte de Santiago, foi modificada por "manchones" multicores de tons verdes, violetas, vermelhos e amarelos. As florações, que começaram a se manifestar em setembro, permanecerão, pelo menos, até dezembro, explicou ao Terramérica Jéssica Acuña, encarregada de Comunicações do governo regional de Atacama. "O ciclo termina em março (de 2001), porque, embora se tornem invisíveis em janeiro no tocante à presença de flores, começam a sair insetos, dando lugar, assim, ao processo biológico", explicou a jornalista. São mais de 200 plantas silvestres que adornam a paisagem e algumas delas, como a garra-de-leão, são endêmicas. Isto é, crescem unicamente nesta parte do mundo. O "deserto florido" é, dessa maneira, um tesouro natural, como uma fragilidade que nasce de sua própria beleza, porque está permanentemente exposto à ação depredadora de turistas que deixam lixo e não se contentam em observar as flores e as levam. No início de setembro, o intendente (autoridade governamental) de Atacama, Armando Arancibia, criou a comissão "Deserto Florido", integrada por representantes dos serviços públicos, municípios, associações de excursionistas, polícia de carabineiros, exército e setor privado. A tarefa dessa comissão é cuidar desta obra da natureza, estabelecendo medidas de proteção das plantas e dos insetos e, também, colocando em marcha medidas de educação para que o público - sobretudo as crianças - compreenda a necessidade de cuidar desse recurso. "Houve um grande aumento do turismo, tanto nacional quanto de estrangeiros, com numerosas delegações que chegam de ônibus até aqui. Graças às medidas de proteção, que incluíram a criação de caminhos e planejamento de circuitos, evitamos que as pessoas destruam ou sujem o lugar, bem como o saque maciço de flores", disse Acuña. Junto ao entusiasmo do turismo, há o interesse dos cientistas. O governo regional de Atacama recebeu propostas para criar viveiros de conservação das flores, bem como de projetos experimentais com as flores e os bulbos das plantas, informou a encarregada de Comunicações. * O autor é correspondente da IPS. Copyright © 2000 Tierramérica. Todos los Derechos Reservados |
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