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Biotecnologia no resgate da tequila

Por
Pilar Franco*

Os cientistas devolvem a esperança ao enfermo agave, a planta que no México é matéria-prima da tequila e que sofre o ataque de microorganismos patogênicos há pelo menos 15 anos.

Cidade do México - A indústria da tequila, que registrou um inesperado boom de vendas nos últimos anos, poderia evitar uma crise em potencial de grandes proporções com a contribuição da biotecnologia, ao que parece, capaz de afastar graves infecções no agave, a matéria-prima da popular bebida. Branca, nova ou envelhecida, os diversos tipos de tequila - bebida de gosto seco, orgulho dos mexicanos - foi conquistando paladares ao redor do mundo. Sua produção passou de 30 bilhões de litros, em 1995, para 130 bilhões de litros no ano passado.

Entretanto, ao mesmo tempo em que eram registrados ritmos de crescimento de seu mercado, entre 18% e 20%, gelados e letais microorganismos produziram em 1997 uma escassez de agave, que demora entre sete e dez anos para amadurecer. O consumo explosivo de tequila e a falta de planejamento para produzir a matéria-prima colocaram a indústria numa espiral de encarecimento do produto. Os preços do agave dispararam: de 85 centavos, em junho do ano passado, para os atuais 4,5 pesos (cerca de 9,5 pesos por dólar).

Agora, a indústria da tequila se apressa em montar uma estratégia integral para reverter a súbita queda nas vendas: 9% no primeiro semestre deste ano, segundo números oficiais. Depois de 15 anos da detecção da presença de um conjunto de microorganismos no Agave tequilana Weber variedade azul (ATWA), diversos estudos revelaram, há dois anos, que a bactéria Erwina carotovora e o fungo Fusarium oxysporum matam sem dó a matéria-prima da tequila. Cerca de 23% da superfície semeada de ATWA no México (mais de 60 mil hectares) estão infectados.

As indústrias buscaram nos cientistas uma opção e "nos pediram que resolvêssemos seus problemas", disse ao Terramérica Benjamín Rodríguez Garay, pesquisador do Centro de Pesquisa e Assessoria Tecnológica do estado de Jalisco. Vinculada ao setor produtivo de alimentos e bebidas, a instituição estabeleceu planos para preservar o agave e contratos "de conteúdo confidencial" com os industriais que permitirão a recuperação do setor, embora uma crise de preços para este ano e o próximo seja realidade, afirmou o especialista. "A clonagem maciça in vitro permite uma plantação limpa desenvolvida no laboratório como se estivesse no campo, só que a um custo menor e sem risco de enfermidades", afirmou Garay.

A micropropagação, técnica utilizada em árvores frutíferas e plantas ornamentais, é a aplicação recente no ATWA pela qual se obtém grandes quantidades de plantas livres de infeção de microorganismos patogênicos. Estudos feitos por Mercedes Monroy, pesquisadora do Instituto Politécnico Nacional, conseguiram desenvolver, através de um processo biotecnológico, uma planta de ATWA resistente à bactéria Erwina caratovora. No México existem 72 empresas produtoras de tequila que comercializam aproximadamente 500 marcas, enquanto outras cem são operadas por envasadoras na França, Bélgica, Espanha, Holanda e Estados Unidos, segundo dados do Conselho Regulador da Tequila.



* A autora é redatora do Terramérica

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Matéria-prima da tequila / Claudio Contreras
  Matéria-prima da tequila / Claudio Contreras