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Amazônia equatoriana

Kichwas celebram a nova reserva

Por Kintto Lucas*

Tena, Equador - Indígenas kichwas das províncias amazônicas de Napo e Orellana, no Equador, asseguram que a declaração do Parque Sumaco Napo-Galeras como Reserva Mundial da Biosfera é um passo para o desenvolvimento sustentável dessa região. A declaração feita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no dia 10 de novembro, foi divulgada há alguns dias em Tena, capital da província de Napo. O Parque tem 931.215 hectares e em seus arredores vivem 80 mil habitantes, 70% de origem indígena kichwa, e 30% de colonos. São camponeses que vivem da agricultura de subsistência e, em parte, se integraram ao sistema de comercialização de produtos tradicionais, como café, cacau e mandioca.

Para Antonio Avilés, morador kichwa da região, a decisão da Unesco é uma forma de reconhecer a necessidade de preservar o meio ambiente e de "promover um desenvolvimento com o ser humano como parte principal da conservação ecológica". "Nós índios vivemos apegados à natureza. As folhas, os bichos, os rios, são como se fôssemos nós próprios, por isso vivemos pedindo ao mundo que nos ajudem a manter essa vida, e esta reserva nos integra à conservação", disse Avilés. O engenheiro Hans Knoblauch, assessor principal do Projeto Gran Sumaco, afirma que o conceito de Reserva da Biosfera busca o equilíbrio de critérios para preservar a natureza e impulsionar o desenvolvimento humano sustentável dos povos. "Parte da premissa de que nenhuma atividade de conservação poderá ter êxito enquanto a população se debate com a pobreza", afirmou Knoblauch.

A área de Sumaco é considerada pelos ambientalistas de importância ecológica porque reúne num espaço relativamente pequeno sete zonas de vida. "Ainda é possível encontrar animais que não existem em outros lugares com bastante abundância, como o jaguar, o urso-formigueiro, o de óculos", assegura Avilés. Também foram identificadas mais de 654 espécies de aves, 470 espécies de peixes e seis mil espécies de plantas. Segundo a declaração, o Parque Nacional é o núcleo central de proteção e espaço intocável para conservar ecossistemas, facilitar a pesquisa científica e permitir um turismo especializado. A área circundante "é considerada de apoio para conservar o Parque, enquanto a população que ali vive recebe assistência para proteger a reserva, produzir melhor em seus terrenos, transformando-se em guardiã do ambiente enquanto constrói seu desenvolvimento", afirmou Knoblauch.

A declaração coincidiu com o início de uma campanha para proteger as reservas que existem na América Latina, lançada pela Rede Ibero-Americana de Reservas da Biosfera. "Queremos que essas áreas deixem de ser manejadas apenas como parques nacionais e envolvam as comunidades", explicou Eduard Müller, coordenador da Rede. No mundo existem 391 Reservas da Biosfera, que somam 260 milhões de hectares.

* O autor é correspondente da IPS.

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Mulher amazônica equatoriana
  Mulher amazônica equatoriana/ Tierramérica