Buenos Aires - Cientistas de cerca de 40 países reuniram-se
no final de 2000, na cidade de Mar del Plata, 400
quilômetros ao sul de Buenos Aires, para analisar
estudos sobre a incrementada radiação ultravioleta
nos vegetais, animais e seres humanos.
O
encontro internacional sobre Processos Estratosféricos
e sua Influência no Clima permitiu avançar no conhecimento
da dinâmica dos raios ultravioletas da luz solar e
de seu impacto nas zonas mais expostas ao buraco da
camada de ozônio sobre a Antártida. O físico esloveno
Sasha Madronic, membro do Centro para a Investigação
Atmosférica dos Estados Unidos, advertiu que para
cada 5% de aumento da radiação ultraviolenta, aumenta
em 10% a incidência de câncer da pele.
Havana
- O impulso oficial ao ecoturismo em Cuba poderá alcançar
a rede de parques nacionais que, segundo especialistas,
reúnem as condições para receber um grande número
de visitantes.
O ecoturismo
terá 50 milhões de adeptos no mundo` nos próximos
dez anos, segundo estudos internacionais de mercado
citados pelo centro nacional cubano de Áreas Protegidas.
O centro mencionou entre os lugares mais atraentes
para esse turismo o Parque Nacional Alejandro de Humboldt,
uma área de 70 mil hectares de montanhas, mesetas,
rios, planícies, baías, arrecifes de coral e recifes.
Ali estão as Cordilheiras do Toa, uma das seis reservas
da biosfera reconhecidas no Caribe insular pela Unesco.
Quito - Indígenas equatorianos
denunciaram o contrabando para o exterior de plantas
do Parque Etnobotânico Omaere, na Amazônia, e exigiram
assumir a administração do lugar. O parque é administrado,
há dez anos, pela fundação privada Omaere e deveria
ter sido entregue, em 1999, à Organização de Povos
Indígenas da província de Pastaza (OPIP), mas, isso
não aconteceu. A OPIP argumenta que essa passagem
é necessária para acabar com as atividades de bioprospecção
e biopirataria que denuncia.
México - O governo mexicano
deve intervir na velha disputa entre camponeses e
indígenas pela selva de Chimalapas, que ameaça destruir
essa zona de características únicas no mundo, alerta
a organização não-governamental Maderas del Pueblo.
Indígenas com títulos de
propriedade comunitária desde 1687 e camponeses que
chegaram ao lugar depois de 1970, disputam Chimalapas,
uma floresta quase virgem de 1.705 quilômetros quadrados,
afirma Miguel García, coordenador da seção local da
Maderas del Pueblo. Os camponeses desconhecem a propriedade
comunitária dos nativos. Cortam e queimam a flora
para trabalhar a terra com métodos distantes do desenvolvimento
sustentável, acrescenta García. Os indígenas afirmam
que essas terras pertencem ao estado de Oaxaca, mas,
os camponeses dizem que pertencem a Chiapas. Chimalapas
capta 35% das chuvas do México, segundo vários estudos,
e na região nascem dois dos quatro rios mais importantes
e caudalosos do país.
*Fonte: Inter Press Service.
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