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Buenos
Aires - A organização Greenpeace afirma que é iminente
a partida, da França para o Japão, de dois navios
carregados de plutônio, que fariam a rota do Cabo
Horn para chegar ao seu destino, tal como fez o Pacific
Swan, que transportava 192 cilindros contendo resíduos
radioativos.
Os
navios Pacific Pintail e Pacific Teal poderiam optar
por essa rota austral da América do Sul, animados
pela passividade das autoridades argentinas, que permitiram
que navio britânico transitasse por suas águas jurisdicionais,
há algumas semanas. O Greenpeace calcula que os dois
navios transportarão um total de 230 quilos de plutônio,
suficientes para construir 40 bombas atômicas. As
embarcações estão equipadas com canhões e têm a bordo
pessoal militar.
Santafé de Bogotá - Ambientalistas
italianos deram seu apoio aos indígenas u'wa, da Colômbia,
que lutam contra a companhia Occidental Petroleum
pela "defesa de seu território e sua cultura".
"A causa dos u'wa é um
exemplo de dignidade que merece ser apoiado pela comunidade
internacional, e nós faremos pressão no Parlamento
Europeu", afirmaram os ambientalistas liderados pela
presidente da Federação Italiana dos Verdes, Grazia
Francescote, que no dia 20 de janeiro encerraram uma
visita à Colômbia. Os u'wa opõem-se à exploração do
poço petrolífero Giraltar, iniciada em novembro no
Bloco Samoré, região que consideram seu território.
Rio de Janeiro - Como construir
cidades sustentáveis, este será o tema de um dos 16
painéis do primeiro Foro Social Mundial, que acontece,
até o dia 30 de janeiro, na cidade de Porto Alegre.
Convocado em resposta ao Foro
Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o encontro reúne
organizações sociais e personalidades de todos os
continentes, entre elas o prêmio Nobel de Literatura
José Saramago, o religioso Leonardo Boff e o político
da centro-esquerda mexicana Cuauhtémoc Cárdenas. Previsto
para acontecer todos os anos, o encontro na capital
gaúcha discutirá, entre outros temas ambientais, a
solução dos problemas acumulados nas cidades, como
pobreza, violência e poluição do ar, da água e do
solo.
México - O governo do México
iniciará em março uma "cruzada" em favor do meio ambiente,
durante a qual anunciará medidas e programas especiais
e reconhecerá que o país enfrenta dramáticos problemas
ecológicos.
A cruzada será a ponta-de-lança
das ações que a administração de Vicente Fox desenvolverá
nos próximos seis anos em matéria ambiental e que,
segundo funcionários do governo, incluirá todas as
áreas oficiais. O México ficará sem florestas em menos
de um século se o desmatamento continuar no ritmo
atual de 700 mil hectares por ano, segundo diversos
estudos. Além disso, todos os rios estão poluídos,
a erosão está presente em 80% do território, 28% dos
vertebrados estão em perigo de extinção e apenas 6,3%
da superfície do país é protegida por alguma lei.
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