14 de enero del 2001
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Ecoturismo

Novas regras para Machu Picchu

Por Abraham Lama*

Lima - Cada vez mais turistas, sobretudo jovens, se animam no Peru a deixar de lado a estrada de ferro para chegar à cidade inca de Machu Picchu, preferindo fazer a viagem a pé, por 48 quilômetros de caminhos que cortam a cordilheira e atravessam maravilhosos vales tropicais. Durante o trajeto pelo chamado Caminho do Inca, que dura quatro dias e três noites, os visitantes flanqueiam abismos e cruzam um canyon através de uma ponte pênsil, para poderem chegar até o ponto de onde se vê, como uma jóia de pedras, os restos de Machu Picchu, descobertos em 1911.

De apenas 32 mil hectares, este santuário arqueológico é o palco de turismo ecológico e de aventuras mais conhecido e atraente do país. A região concentra uma grande biodiversidade e, embora a maioria dos viajantes o ignore, os vales e as ladeiras do Caminho do Inca contêm cerca de 350 variedades de orquídeas. Nesse maravilhoso cenário natural, os 74.542 visitantes de 1999 e os quase 95 mil do ano passado, deixaram entre cinco e sete toneladas diárias de lixo, em sua maior parte de objetos não-biodegradáveis, como garrafas de plástico e, em alguns casos, provocaram incêndios.

A partir deste ano, os turistas mochileiros terão de acatar um novo regulamento. Em primeiro lugar, já não poderão ser tantos turistas. Nos meses de alta temporada, cerca de 1200 turistas empreendiam a cada dia a aventura do Caminho do Inca. Em 2001, não pode haver mais de 500 pessoas simultaneamente no Caminho. Os grupos de caminhantes não podem ter mais de 40 pessoas, incluindo guias e os carregadores de barracas, alimento e combustível. Além disso, os caminhos serão fechados durante um mês por ano, para reparar a inevitável deterioração provocada pela caminhada de tanta gente.

Está proibido cozinhar ou esquentar alimentos utilizando lenha. Vai para o lixo a cozinha de querosene e adota-se o uso obrigatório do gás. Os carregadores (que, no máximo, podem levar 25 quilos cada um) devem carregar até o final da viagem embalagens, lixo sólido derivado da preparação de alimentos e outros desperdícios. Os turistas têm de estar sob os cuidados de agências autorizadas, com pessoal treinado e carregadores registrados, submetidos a exames sanitários e conscientes da preservação ecológica. As agências de turismo serão responsáveis pelo cumprimento das rígidas normas de preservação incluídas no Regulamento de Uso Turístico da Rede de Caminhos do Inca do Santuário Histórico de Machu Picchu, devendo assumir a responsabilidade pelas infrações cometidas pelos turistas sob seus cuidados.


*O autor é correspondente da IPS.

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O Caminho do Inca, que lega ao santuário arqueológico de Machu Picchu, foi regulamentado, para limitar o número de visitantes e seu impacto sobre o meio ambiente da região.
  As ruinas de Machu Picchu. Crédito: Mauricio Ramos/ Fotoarte de Envolverde

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Sobre o Caminho do Inca

Sobre Machu Picchu

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