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ARGENTINA: Perigosos intrusos


BUENOS AIRES - Cerca de 350 espécies exóticas introduzidas em diferentes momentos na Argentina estão causando graves alterações no ambiente, advertiu a Fundação Vida Silvestre.

Trata-se de animais como castores, estorninhos ou carpas, e também de plantas, como a acácia negra, procedente da América do Norte, que se reproduzem de maneira descontrolada e prejudicam o desenvolvimento da flora e da fauna autóctones.

A introdução de espécies é proibida por lei, mas é difícil evitá-la, e os problemas devido à incompatibilidade com as que já chegaram estão aumentando, afirma a fundação

 
 

COLOMBIA: Proteção das zonas úmidas

SANTAFÉ DE BOGOTÁ - O Ministério do Meio Ambiente da Colômbia apresentou um plano de trabalho para este ano orientado à proteção das zonas úmidas, corpos de água que ocupam cerca de 712.216 hectares do país.

O programa, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, Fundo de Investimentos Ambientais (estatal) e Fundo Mundial para a Natureza, tem um custo de aproximadamente US$ 400 mil.

As zonas úmidas são corpos de água doce, salobra ou salgada, de origem natural ou artificial, e são considerados os ecossistemas mais produtivos do mundo.

 
 

MEXICO: Mariposas envenenadas

MÉXICO - A mariposa monarca desafiou por décadas a progressiva destruição de florestas no México, onde hiberna e se reproduz, mas agora enfrenta uma ameaça fatal: os cortadores de árvores as atingem com pesticidas.

Milhares de mariposas foram encontradas mortas em seus santuários do estado de Michoacán, envenenadas com inseticidas, denunciou o escritor Homero Aridjis, líder do grupo ambientalista Grupo dos Cem.

"Foi uma agressão asquerosa, sem antecedentes", disse ao Terramérica. A Procuradoria Federal de Proteção do Meio Ambiente estimou que a causa mais provável da morte foi uma geada. "Talvez a Procuradoria fale de um caso anterior, pois não há dúvida de que as últimas mortes foram causadas por pesticidas", afirmou Aridjis.

As monarcas são famosas porque a cada ano chegam ao México, depois de viajarem mais de três mil quilômetros desde as florestas do Canadá e Estados Unidos, com o objetivo de hibernar, madurar seus órgãos sexuais e acasalar.

 
 

CUBA: Aves beneficiam arrozais

HAVANA - As garças e patos, entre outras aves aquáticas, em lugar de prejudicar beneficiam os arrozais onde buscam alimento, concluíram pesquisadores cubanos que promovem a proteção e conservação dessas espécies.

"Esses animais são agentes naturais de controle biológico, porque contribuem para compensar eficazmente as pragas e, contrariando a crença popular, não comem arroz espigado", garantiu Martín Acosta, da Faculdade de Biologia da Universidade de Havana.

Em Cuba habitam, de maneira permanente ou transitória, 97 espécies de aves aquáticas, das quais 70 vivem nos arrozais ou zonas úmidas adjacentes, que compreendem um total de 120 mil hectares.


*Fonte: Inter Press Service.



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