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COLOMBIA: Coca erradicada
à mão
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SANTAFÉ DE BOGOTÁ - Mil famílias
do departamento de Putumayo, ao Sul da Colômbia, comprometeram-se
perante o governo, no dia 16 de março, a erradicar
mil hectares de coca à mão, em troca de segurança
alimentar.
O governo implementa programas
de erradicação manual e voluntária de cultivos ilegais
de coca com proprietários de menos de quatro hectares
de terras.
O sistema evita a fumigação,
rejeitada pelas comunidades devido à deterioração
que provoca no meio ambiente e na saúde humana, e
será aplicado em 15 mil dos 130 mil hectares onde
cresce a coca, segundo prevêem as autoridades.
NAIRÓBI - O diretor-executivo
do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Klaus Toepfer, criticou o presidente dos
Estados Unidos, George W. Bush, por negar-se a tomar
medidas que evitariam o avanço do aquecimento da Terra.
"Sem a liderança efetiva dos
Estados Unidos, a ação global e eficaz na questão
da mudança climática não é possível", disse Toepfer.
Bush declarou, no dia 13 de março, que seu governo
não buscaria a regulamentação de emissões de dióxido
de carbono das usinas elétricas de seu país, devido
ao impacto que isso teria na já golpeada indústria
energética e nas altas tarifas de energia elétrica.
As emissões de dióxido de carbono
são as principais causas da mudança do clima.
HAVANA - Brasil, Argentina e
Cuba uniram-se em meados de março em uma rede regional
de radares, um projeto que fortalecerá a cooperação
regional diante da mudança climática.
Esse meio de teledetecção, baseado,
em raios laser permite medir a concentração na atmosfera
de gases que causam a degradação da camada de ozônio
e o aquecimento da Terra. A estação cubana que opera
em Camaguey, distante 570 quilômetros de Havana, é
a única de seu tipo na área do Caribe.
Pesquisadores cubanos esperam
que este acordo sirva para uma futura rede continental,
inclusive com as participações dos Estados Unidos
e do Canadá.
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ARGENTINA: Represa rechaçada
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BUENOS AIRES - Cerca de 60 organizações
sociais e de agricultores uniram-se, na Argentina,
contra a construção da represa argentino-paraguaia
de Corpus, no rio Paraná, já rechaçada num plebiscito,
em 1996.
O movimento, apoiado por grupos
religiosos católicos e batistas, opõe-se à intenção
do governo de reviver o projeto hidrelétrico entre
a província argentina de Misiones e a de Itapúa, no
Paraguai, cujo custo é de US$ 4 bilhões.
O projeto foi rechaçado por 90%
dos participantes de um plebiscito no qual votaram
63% dos eleitores de Misiones.
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