Lima - O deserto avança no departamento de Lambayeque, na costa Norte do Peru, devido à irrigação de arrozais através de inundação, método que saliniza as terras, que se somam aos areais que circundam os vales da região.
Os vales de Lambayeque apresentam excessiva e crescente concentração de salitre, alerta Servio Cereceda, diretor-executivo da Direção do Projeto de Irrigação Olmos Tinajones. Cereceda disse que os 430 quilômetros de drenagens construídos na região não impediu a salinização, já que persiste a técnica tradicional de inundar pequenas zonas.
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BRASIL: Campanha contra lei
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Rio de Janeiro - Quarenta e oito organizações ambientalistas do Brasil uniram-se na Campanha SOS Florestas (www.codigoflorestal.com.br), para impedir a aprovação de uma lei que amplia o desmatamento permitido nas propriedades rurais. O novo Código Florestal, que será votado pelo Congresso no dia 30 de maio, aumenta a destruição de áreas florestais e ameaça o abastecimento de água de grandes cidades que dependem dela, afirmam os ambientalistas.
O projeto autoriza o desmatamento de até 80% das propriedades em seis Estados amazônicos se estes não fizerem, em três anos, a demarcação de zona ecológica-econômica (identificação de áreas por suas condições para atividades agropecuárias ou como reserva ambiental). Os ambientalistas temem que esses estados demorem para fazer a demarcação por pressão dos fazendeiros.
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GLOBAL: Um direito básico
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Nairóbi - Klaus Toepfer, diretor-executivo do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) recebeu bem o reconhecimento dos direitos ambientais por parte da Comissão de Direitos Humanos, reunida há pouco em Genebra.
“Todos temos direito a viver num mundo livre de poluentes tóxicos e degradação ambiental”, concluiu, pela primeira vez, a Comissão, que integra o sistema da ONU. Topfer qualificou a declaração como uma evolução histórica, pois “muitos dos direitos fundamentais constantes da Declaração Universal dos Direitos Humanos têm dimensões ambientais significativas”.
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CHILE: Santuário turístico
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Santiago - O milionário norte-americano Douglas Tompkins, criador do Parque Pumalín, no Sul do Chile, espera que o governo declare santuário da natureza esse local de 300 mil hectares, para fomentar o turismo ecológico e preservar florestas nativas e cursos de água.
A 1200 quilômetros ao Sul de Santiago, o parque foi criado em 1992, quando Tompkins adquiriu a primeira área de 17 mil hectares, ampliada logo em seguida. Este processo gerou reação em setores políticos e militares, que consideraram uma “ameaça à soberania” esse acúmulo de terras em mãos de um estrangeiro. No último verão, entre janeiro e fevereiro, visitaram o parque 8500 turistas.
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