LIMA.- Especialistas do Chile, Colômbia, Equador e Peru participarão em setembro de um cruzeiro pelo Oceano Pacífico para pesquisar se este ano ocorrerá o fenômeno El Niño, que altera as condições do clima, especialmente na América do Sul.
Trata-se de uma corrente marinha quente, que se forma a cada três ou seis anos diante da Austrália e da Nova Guiné e que, ao chegar às costas do Pacífico na América do Sul, aumenta a temperatura do ambiente.
O resultado é a alteração do regime de chuvas, com efeito de seca em algumas regiões e inundações em outras. O El Niño causou a esses quatro países, entre novembro de 1997 e junho de 1998, prejuízos de US$ 2 bilhões.
RIO DE JANEIRO.- A cidade de Foz do Iguaçu será sede, entre os dias 2 e 6 de setembro, do V Diálogo Interamericano de Manejo de Águas, promovido pela OEA e pela Rede Interamericana de Recursos Hídricos.
O local e o momento escolhidos para o encontro são oportunos. Foz do Iguaçu é um importante centro turístico, devido à sua localização na fronteira com a Argentina e o Paraguai e por seus recursos hídricos. Sobretudo as Cataratas do Iguaçu e o gigantesco lago da hidrelétrica de Itaipu.
Além disso, o Brasil enfrenta uma crise energética causada pela escassez de água nas represas. A gestão urbana e o manejo de bacias transfronteiriças serão temas do encontro.
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CHILE: Incentivos para eficiência energética
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SANTIAGO.- Uma nova proposta para aumentar a eficiência energética, com base em incentivos tributários, foi lançada no Chile por Sara Larraín, diretora do Programa Chile Sustentável, e Miguel Márquez, do Programa de Energia da Universidade do Chile.
Segundo Márquez, enquanto faltarem investimentos, o uso eficiente da energia é indispensável, já que há um notável aumento da demanda nos últimos anos.
Larraín, por sua vez, apontou que o Chile tem uma excessiva dependência do petróleo, o que justifica um sistema tributário que aumente a taxação pelo uso de combustíveis fósseis e que a reduza para quem usar fontes alternativas.
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VENEZUELA: Criado novo refúgio
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CARACAS.- Um espaço de 129 mil hectares do oriente da Venezuela, que abriga uma grande diversidade biológica, foi transformado pelo governo em refúgio da fauna silvestre.
Situada entre os estados Monagas e Delta Amacuro, a região escolhida, é um dos reservatórios mais importantes do país.
As autoridades explicaram que a intenção é proteger essa área da caça ilegal, da exploração petrolífera e do turismo desordenado.
Trata-se de um hábitat de variadas espécies, entre elas guepardos, tigres, manatis, papagaios, araras, toninhas, cães d'água e felinos.
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