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Alto relevo
Em 2002, as montanhas de todo
o mundo são protagonistas de seu próprio Ano Internacional.
A Organização das Nações Unidas lançou essa convocatória
para envolver instituições e pessoas do mundo todo
em torno de um objetivo fundamental para o bem-estar
do planeta: o desenvolvimento sustentável das regiões
montanhosas. O site
na Internet do Ano Internacional das Montanhas
afirma que um dos objetivos fundamentais é incorporar
estes ecossistemas aos programas de desenvolvimento
dos países. Outra meta prioritária é assegurar o bem-estar
das comunidades que habitam essas regiões.
A necessidade de dar especial
atenção às montanhas foi apresentada em 1992, no contexto
da Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente
realizada no Rio de Janeiro. O plano conhecido como
Agenda 21, aprovado nesse encontro para impulsionar
o desenvolvimento sustentável, dedica seu capítulo
13 às regiões montanhosas. "As montanhas são importante
fonte de água, energia e diversidade biológica. Além,
disso, são fonte de recursos vitais, como minerais,
produtos florestais e agrícolas e meios de recreação",
afirma o documento.
Aproximadamente, 10% da população
mundial depende de forma direta das montanhas e de
seus recursos, mas uma proporção bem maior serve-se
dos recursos originados nas zonas montanhosas, onde,
por exemplo, nascem as fontes de água doce. Na Internet
há informação sobre a importância desses ecossistemas.
Algumas organizações estão dedicadas a promover sua
conservação
e outras a divulgar
informação relacionada com montanhas de todo o
mundo.
Ano
Internacional das Montanhas (em espanhol, inglês
e francês)
Ano
Internacional das Montanhas: documento de conceitos
(em espanhol, inglês e francês)
Pnuma/WCMC:
as montanhas e as florestas de montanha (em inglês)
Agenda
21: desenvolvimento sustentável das montanhas
(em espanhol)
Montanhas
no mundo (em inglês)
Foro
de Montanhas (recursos em vários idiomas)
Mountain
Agenda (em inglês)
Yahoo!:
sites sobre montanhas (em inglês)
Yahoo!:
sites sobre montanhas (em português)
The
Mountain Institute (em inglês)
Tetos
do mundo (em espanhol)
O
Guia da Montanha (em português)
Aventure-se
- Montanhismo (em português)
Mountain
Voices - Montanhismo (em português)
M!
Montanha Turismo Ecológico e Esportes de Aventura
(em português)
Gelos à deriva
Os icebergs são os habitantes
mais colossais dos oceanos. Estes desprendimentos
de gelo, que navegam à deriva, são resultado
de um fenômeno natural fascinante, e, às
vezes, perigoso. Entraram no imaginário popular,
literalmente, de um só golpe: em 1912, um deles
chocou-se com o Titanic, navio construído como
demonstração do poder humano, e provocou
seu afundamento.
O termo iceberg também
é utilizado nas conversas diárias quando
se quer fazer referência a algo grande, potente,
gelado, colossal. Ou quando dizemos que se trata apenas
da "ponta do iceberg" e fazemos alusão
a uma característica natural: até 7/8
de sua massa está oculta debaixo da água.
Alguns icebergs pesam centenas
de milhões de toneladas, e qualquer colisão
contra um deles é perigosa. Os pesquisadores
garantem que sua passagem fica registrada no fundo
marinho, onde qualquer contato pulveriza a realidade.
Na superfície, os humanos são obrigados
a estabelecer sistemas de vigilância, inclusive
via satélite, para evitar essas colisões.
De fato, existe uma Patrulha
Internacional do Gelo que controla os icebergs no
hemisfério Norte. Os icebergs originam-se principalmente
por desprendimentos das geleiras na zona polar ártica,
em especial na Groenlândia, e na Antártica,
no Sul. Os do Norte são os que costumam cruzar
zonas sensíveis, como as rotas de navegação.
Entretanto, foi na Antártica
onde, em março de 2000, detectou-se o maior
iceberg, o B-15, com quase 300 quilômetros de
extensão. Na Internet, os icebergs aparecem
com freqüência. Muitos sites dedicam-se
a explicar sua natureza: apesar de flutuarem no mar
e serem habitantes de um meio ambiente marinho, são
compostos de água doce, devido à sua
origem nas geleiras, onde se formaram ao longo de
aproximadamente três mil anos.
Patrulha
Internacional do Gelo / Guarda Costeira dos Estados
Unidos (em inglês)
Glaciologia:
formação dos icebergs (em espanhol)
Centro
Nacional do Gelo dos Estados Unidos: Icebergs
(em inglês)
Icebergs
antárticos: situação atual
(em inglês)
USAToday:
info sobre icebergs (em inglês)
NASA:
icebergs vistos do espaço (em inglês)
Icebergs
da Groenlândia (em inglês)
FAQ:
icebergs do hemisfério Norte (em inglês)
B-15:
o maior iceberg (em inglês)
Programa
Antártico Brasileiro (em português)
Iceberg Water
Corp (em inglês)
Feira
de Ciencias - Iceberg (em português)
Os que fogem
Uma nova guerra no alvorecer
do século XXI voltou a chamar a atenção
sobre um dos problemas crônicos da humanidade:
o dos refugiados, pessoas obrigadas a fugir para salvar
a vida.
A crise de refugiados do Afeganistão
é considerada como uma das mais graves registradas
pela história. O mais paradoxal é que
esta e outras emergências da mesma natureza
ocorrem em plena "era digital", quando em
outras regiões do planeta se faz alardes de
modernidade e progresso.
O escritório do Alto Comissariado
das Nações Unidas para os Refugiados
(Acnur) é
protagonista de ações realizadas em
todo o mundo para salvar essas pessoas. Segundo estimativas
dessa organização, mais de 20 milhões
de pessoas recebem sua ajuda neste momento.
O principal instrumento jurídico
para atuar em favor dos refugiados é uma Convenção
negociada em Genebra, em 1951, e ratificada por mais
de 140 nações. Em 20 de junho deste
ano, foi celebrado o Dia
Mundial dos Refugiados, 50 anos depois da redação
desse documento.
A convenção define
o refugiado como uma pessoa que "tem um fundado
temor de ser perseguida por causa de sua raça,
religião, nacionalidade, por pertencer a um
determinado grupo social ou de opinião política,
e que ao ver-se fora do país de sua nacionalidade
não pode, ou não quer, devido a esse
medo, aceitar a proteção de seu país".
A Acnur afirma que os refugiados adquirem essa condição
quando são vítimas de perseguição
em razão de conflitos.
No mundo moderno, o tema é
complexo, porque muitas pessoas fogem também
de fatores como a fome e a seca, que podem ser provocadas
por guerras ou por problemas ambientais. Quando as
pessoas não cruzam as fronteiras são
chamadas de "deslocados internamente" e,
nesse caso, a ajuda provém de organizações
como a Cruz
Vermelha internacional. Este grupo de pessoas
representa atualmente um desafio humanitário
para os governos do mundo, pois estima-se que seu
número seja superior ao dos refugiados.
As crises de refugiados são
denunciadas por numerosas organizações
não-governamentais. E, inclusive, existem testemunhos
aterradores, como os oferecidos pela fotografia.
Entretanto, o problema persiste.
Alto
Comissariado das Nações Unidas para
os Refugiados - Acnur (multilíngüe)
Alto
Comissariado das Nações Unidas para
os Refugiados - Acnur (em português)
Acnur:
crise no Afeganistão (em inglês)
Convenção
sobre o Estatuto dos Refugiados, Genebra, 1951
(em espanhol)
ONU/UNHCHR:
Protocolo do Estatuto dos Refugiados (em espanhol)
ONU:
Dia Mundial dos Refugiados (em espanhol)
Cruz
Vermelha: Refugiados e pessoas deslocadas (em
espanhol)
Human
Rights Watch: Refugiados (em espanhol)
BBC:
fogem pela vida (em espanhol)
Êxodos:
Sebastião Salgado
Refugees
International (em inglês)
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