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CHILE: Prossegue o projeto de represa
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SANTIAGO.- A empresa elétrica Endesa poderá continuar a construção da central hidrelétrica Ralco, já que a Corte Suprema de Justiça rejeitou um recurso de proteção contra o projeto, apresentada por dois indígenas.
Berta e Nicolasa Quintremán, da etnia pehuenche, questionaram a legalidade dos decretos que autorizam a construção da Ralco, mas o máximo tribunal rejeitou sua argumentação.
Entretanto, as obras não poderão ser reiniciadas até que todos os pehuenches residentes na região aceitem a permuta das terras que serão cobertas pela represa. Situada na zona do Alto Bio Bio, a 600 quilômetros de Santiago, a hidrelétrica inundará um dos ecossistemas mais ricos do Chile.
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COSTA RICA: Impulso para cultivos orgânicos
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SAN JOSÉ.- O governo da Costa Rica pretende impulsionar a agricultura orgânica, uma prática mais saudável e amigável com o meio ambiente do que os cultivos protegidos com produtos químicos.
Felicia Chavarría, gerente do Programa de Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura, informou que o governo organizará em março uma reunião com pesquisadores de todo o país para discutir estratégias de desenvolvimento da agricultura orgânica.
Os cientistas se reunirão no Centro Agrônomo Tropical de Pesquisa, onde exporão projetos bem-sucedidos com possibilidades de aplicação geral no país.
HAVANA.- Uma fábrica de bioinseticidas, doada pela China e que começará a produzir no final deste ano, permitirá a Cuba fortalecer seus programas de controle biológico de pragas.
A fábrica, construída na província de Matanzas, a cerca de cem quilômetros de Havana, estará integrada a um complexo científico produtivo que inclui laboratórios de diagnóstico em virologia, entomologia e toxicologia, entre outras especialidades.
Cuba, que nos anos 70 iniciou um sistema de proteção vegetal de sua agricultura, disporá agora de aproximadamente 500 toneladas anuais de produtos biológicos para seus cultivos de hortaliças, cítricos e cana-de-açúcar.
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VENEZUELA: Biodiversidade ameaçada
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CARACAS.- Cento e trinta e nove das 1410 espécies exóticas de plantas contabilizadas pelo Ministério do Meio Ambiente afetam as áreas agrícolas e o hábitat natural na Venezuela.
As zonas mais prejudicadas são o lago de Valência, a bacia do lago Maracaibo, o Norte do Estado de Sucre, as regiões geográfico-ambientais dos Andes e as planícies, onde algumas espécies exóticas substituíram as endêmicas.
O Ministério destacou que as espécies exóticas invasoras aumentam os custos de produção para os agricultores e criadores de gado, pois mantê-las afastadas exige o uso de produtos químicos. A Venezuela é um dos países do mundo de maior biodiversidade, medida pelo número e variedade genética dos seres vivos.
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