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MÉXICO: Central nuclear com problemas
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MÉXICO.- A paralisação de uma unidade da central nuclear de Laguna Verde, no México, é uma nova demonstração de graves problemas dessa fonte geradora de eletricidade, afirmou a organização Greenpeace.
A decisão foi tomada pela Comissão Federal de Eletricidade depois de detectados vazamentos em uma válvula de água, falha que os porta-vozes oficiais minimizaram.
No entanto, o Greenpeace, apresentando documentos, assegura que a usina é insegura e deve ser fechada. A central de Laguna Verde situa-se no Golfo do México, a 469 quilômetros da capital, e opera desde 1990, gerando 3,6% da eletricidade do país.
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PERU: Neutralizar o mercúrio
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LIMA.- A Sociedade Nacional de Mineração do Peru apresentará, em maio, no Quinto Simpósio Internacional do Ouro, nova tecnologia para neutralizar a contaminação causada pelo uso de mercúrio na lavagem do ouro.
O novo método consiste na estabilização química do mercúrio, que o transforma em súlfur, para reduzir sua volatilidade.
Em seguida, o produto é transformado em um cimento de súlfur polímero, condição na qual o mercúrio pode ser armazenado em forma de blocos inertes e estáveis.
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ARGENTINA: Lixo radioativo
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BUENOS AIRES.- Cerca de 70 organizações ambientalistas da Argentina pediram ao presidente Eduardo Duhalde que não dê seu aval a um acordo de cooperação com a Austrália que converteria o país em centro de processamento de lixo radioativo.
O acordo foi assinado em 2000 pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Invap), da austral província de Río Negro, com a Organização Australiana de Ciência e Tecnologia Nuclear.
O Invap entraria com um reator de US$ 180 milhões para fins pacíficos e também ofereceu um local - talvez em Ezeiza, na província de Buenos Aires - para “processar e acondicionar” o lixo nuclear gerado pelo reator.
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EQUADOR: Petróleo por bolas de futebol
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QUITO.- As condições aceitas pelos dirigentes huaorani, do Equador, para a exploração de petróleo em seu território são “uma burla aos direitos coletivos dessa nacionalidade indígena”, alerta a organização ambientalista Ação Ecológica.
Os indígenas concederam à empresa italiana Agip Oil facilidades na província de Pastaza, para construir uma plataforma petrolífera e um ramal de oleoduto, e explorar o petróleo.
Em troca, a empresa comprometeu-se a entregar-lhes, entre outras coisas, 50 quilos de arroz e 50 quilos de açúcar, dois cubos de gordura, um saco de sal, duas bolas de futebol, 15 pratos, 15 copos e um móvel com US$ 200 em medicamentos para cada uma das seis comunidades. Segundo o contrato, também cabe à etnia um curso para promotores de saúde, uma rádio, uma bateria, um painel solar US$ 3.500,00 para a construção de uma sala de aula.
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