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Financiar o desenvolvimento

A mobilização de recursos para financiar o desenvolvimento é um desafio urgente para um mundo onde 1,2 bilhões de pessoas estão condenadas à extrema pobreza. Além disso, é a chave para conseguir a sustentabilidade ambiental de nosso planeta. Os países se mobilizaram, em março de 2002, rumo à cidade mexicana de Monterrey para a Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, e deverão voltar a abordar este mesmo assunto durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, na África do sul, no final de agosto.

A conexão entre os dois encontros é importante, porque na África do Sul serão revisados os compromissos assumidos durante a Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Nessa oportunidade, os governos do mundo divulgaram um documento conhecido como Agenda 21 ou Programa 21, no qual, entre outras coisas, são detalhados os custos do desenvolvimento sustentável: US$ 600 bilhões por ano. Um documento do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), apresentado em outubro como preparação para a reunião na África do Sul, conhecida como Rio+10, destacou que os objetivos de financiamento para o desenvolvimento não foram cumpridos.

Um deles era o de conseguir que os países industrializados aportassem cerca de US$ 125 bilhões anuais em cooperação para o desenvolvimento, equivalentes a 0,7% de seu produto interno bruto (PIB). A meta não foi atingida, e em 2000 a cooperação rondava 0,22%. Como ficou demonstrado em Monterrey, há visões divergentes sobre a cooperação para o desenvolvimento. Na reunião mexicana, a ONU destacou que, neste momento, seriam necessários cerca de US$ 500 bilhões por ano para combater a pobreza, abaixo das metas da Agenda 21, mas, ainda assim, um imenso desafio.

Um Grupo de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, chamado pela ONU para preparar um estudo prévio à reunião de Monterrey, advertiu que se não se chegar a compromissos concretos, não serão atingidas as metas traçadas pela Declaração do Milênio, apresentadas aos países no começo do século. Essas metas incluem reduzir à metade o número de pessoas em situação de extrema pobreza até 2015. Isso implicaria, também, mudar a situação de um mundo polarizado, onde 80% de toda a população vive com 20% dos recursos.

Um grande número de informações sobre estes temas, disponíveis na Internet, também detalham outros desafios relacionados com a mobilização de recursos para o desenvolvimento, para começar, a vontade dos próprios países em desenvolvimento para planejar de forma mais eficiente suas políticas econômicas e financeiras. Os países em desenvolvimento deverão se preocupar em investir seus próprios recursos financeiros.

As nações do mundo também foram chamadas a buscar alívio para os problemas da dívida externa que absorvem grande quantidade dos recursos, a estimular os fluxos de investimento privado e melhorar o acesso dos países em desenvolvimento aos mercados. Um dos objetivos do desenvolvimento deve ser uma globalização mais equitativa, dizem os documentos que sustentam essas conferências.

Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento (em espanhol)
Fórum Global, a sociedade civil frente a conferência (em espanhol)
Kofi Annan: o que se necessita para o desenvolvimento (em inglês)
Grupo de Alto Nível sobre o Financiamento para o Desenvolvimento (em espanhol)
Agenda 21 (em espanhol)
Pnud: financiamento para o desenvolvimento (em espanhol)
Cepal/Pnud: Financiamento para o desenvolvimento sustentável (em espanhol)
Declaração do Milênio: nós, os povos (em espanhol)
Cúpula de Johannesburgo: Rio+10 (em inglês)
Terramérica: A rota do México para a África do Sul (em português)

El Niño

O fenômeno do El Niño é um acontecimento climatológico de grande escala que se manifesta em todo o mundo. E, para muitos, é um motivo de preocupação por provocar chuvas ou secas fora do comum, que causam severos impactos nas condições de vida. A alteração do clima ocorre por um aumento nas temperaturas do mar, em grande parte da superfície do Oceano Pacífico, uma anomalia que afeta as condições atmosféricas. A variação é descrita como uma oscilação, que depois de subir pode registrar temperaturas baixas. Neste caso, o fenômeno chama-se La Niña.

O El Niño ocorre ciclicamente, em intervalos de quatro a sete anos, e sua intensidade é variável. Entretanto, alguns episódios considerados graves causaram transtornos climáticos com conseqüências como fome ou inundações. Embora o fenômeno ocorra no Pacífico, suas conseqüências são sentidas em todo o planeta. Algumas pessoas associam o El Niño a um excesso de chuvas, mas também é fonte de secas incomuns.

No Peru, país onde regularmente ocorre a corrente quente também chamada El Niño, teria se originado o nome, pelo fato de os pescadores detectarem as anomalias próximo do Natal. É um dos países mais afetados pelo fenômeno e, portanto, vigiam de forma permanente as temperaturas no Pacífico. Outros países também mantêm essa vigilância.

No site da Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA) dos Estados Unidos, supervisiona-se constantemente as temperaturas do Oceano Pacífico, inclusive com satélites. A prevenção é importante, já que o El Niño não pode ser evitado por se tratar de um acontecimento natural. Existem referências a alterações do clima no passado remoto que foram associadas a este fenômeno. E há registros históricos sobre sua aparição desde o final do século XVI.

Meteorologia no Peru: El Niño (em espanhol)
NOAS: página sobre El Niño (em inglês)
O fenômeno El Niño (em espanhol)
O que é o El Niño? (em espanhol)
Terramérica: os segredos de El Niño (em espanhol)
El Niño, um fenômeno que afeta todo o planeta (em espanhol)
Os dez episódios mais graves (em inglês)
Niños do trópico: El Niño e La Niña (em inglês)
El Niño para crianças (em inglês)
El Niño na história (em espanhol)
El Niño (em português)
Meteorologia: El Niño (em português)

Os elefantes

Os elefantes africanos e asiáticos são os maiores animais terrestres do mundo, únicos sobreviventes de uma grande família conhecida como proboscidea. E sua vida nos tempos modernos está marcada por uma conflitiva convivência com os seres humanos. De acordo com informação disponível na Internet, a ordem proboscidea teve mais de 300 integrantes, todos extintos, salvo as duas espécies que conhecemos hoje em dia. O elefante africano leva o nome cientifico de Loxodonta africana, enquanto o asiático é chamado Elephas máximus.

Características como seu tamanho e sua tromba sempre chamam a atenção. Além disso, os elefantes têm outras peculiaridades: vive em famílias estreitamente ligadas, têm manifestações de afeto incomuns e possuem excelente memória. Também possuem um raro adorno, as presas de marfim, um atributo que, paradoxalmente, tem sido a causa principal da redução das populações destas espécies, por se tratar de um material de alto valor comercial.

A caça de elefantes para a extração do marfim ainda é considerada como a pior ameaça a estas espécies e vem gerando uma série de iniciativas internacionais de conservação, incluindo a restrição ao comércio desse produto. Entretanto, cada vez há mais conflitos entre as populações de elefantes e de seres humanos que compartilham os mesmos ecossistemas, outro fator capaz de alterar o potencial de sobrevivência desta espécie.

Em alguns casos, os humanos se queixam de uma excessiva presença de elefantes, como resultado das iniciativas de conservação, às vezes chegando a pedir que sejam amenizadas as restrições ao marfim. Em outros casos, as famílias destes mamíferos enfrentam difíceis condições de vida em ecossistemas alterados por práticas agrícolas. Na Internet há um excelente portal com informação sobre elefantes. E, além deste, são incontáveis os sites que informam tanto sobre as características destas duas espécies quanto sobre os perigos que as cercam.

Portal: centro de informação sobre elefantes (em inglês)
WWF: espécies ameaçadas: elefantes (em inglês)
Elefantes: características (em espanhol)
Os elefantes (em espanhol)
Salvem os Elefantes (em inglês)
Antepassados do elefante (em espanhol)
Viver com os elefantes (em inglês)
Santuário de elefantes nos Estados Unidos (em inglês)
Elefhant Care International (em inglês)
CITES e o marfim (em inglês)
O Zoo - Mamíferos (em português)
Animalnet (em português)
Saude Animal (em português)
Elefante Mania (em português)
O elefante (em português)


 

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Fuente: UN Photo #149134C
Fuente: UN Photo #149134C

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fuente: NOAA
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Crédito: USFWS
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