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COLÔMBIA: A volta do “chachafruto”

BOGOTÁ.- O “chachafruto”, ou feijão de árvore, volta a ser um alimento essencial das comunidades indígenas do sudoeste da Colômbia, depois de uma pesquisa que durou dez anos, a cargo da estatal Universidade Nacional.

Trata-se de uma árvore de frutos leguminosos do gênero das eritrinas, comparado ao milho ou à batata por seu valor nutritivo.

As sementes são ricas em aminoácidos essenciais. Além disso, o feijão de árvore fixa o nitrogênio no solo, um processo enriquecido pela cobertura vegetal fornecida pelas folhas que caem da árvore.

Os responsáveis pelo projeto pretendem estendê-lo aos departamentos do Vale, no oeste, e de Putumayo, no sul.

 
 

REGIONAL: Pedida a proteção da infância

MÉXICO.- Especialistas do Canadá, Estados Unidos e México pediram à Comissão para a Cooperação Ambiental da América do Norte (CCA) que formulem políticas para proteger meninos e meninas das ameaças ambientais, embora estas não estejam suficientemente documentadas.

Os países do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) devem prevenir os riscos que a população infantil corre ao consumir alimentos e água, e ao se exporem a diversos produtos, disse esta semana o Conselho Consultivo de Especialistas sobre Saúde Infantil e Meio Ambiente, criado por iniciativa da CCA.

As crianças sofrem problemas gastrointestinais por consumirem água contaminada, sofrem de asma por respirarem ar impuro, ou sentem os efeitos do chumbo no sangue.

 
 

PERU: Prevenção de terremotos e desastres climáticos

LIMA.- O Instituto Geológico, Mineiro e Metalúrgico do Peru realizou estudos, de 18 bacias hidrográficas e três bacias geológicas, destinados à prevenção de desastres naturais na central região da serra e na costa meridional do país.

As análises foram concebidas como instrumento de prevenção de movimentos sísmicos na costa peruana, assentada sobre a instável placa tectônica de Nazca, e de desastres causados pelo fenômeno climático El Niño, periódica corrente quente do Oceano Pacífico, que provoca chuvas torrenciais e inundações durante sua passagem pelas costas do Peru e do Equador.

 
 

ARGENTINA: Alerta contra a dengue

BUENOS AIRES.- Autoridades sanitárias da Argentina tentam controlar a propagação do mosquito transmissor da dengue nas províncias setentrionais de Formosa, Misiones, Jujuy e Salta, onde há condições para uma epidemia.

Salta já está em estado de “alarme epidemiológico” devido ao registro de 21 casos no departamento de San Martín, limítrofe com a cidade de San José de Pocitos, na Bolívia, onde mais de 500 pessoas contraíram dengue.

O norte argentino é a região de maior risco devido à proximidade com o Brasil, onde a epidemia de dengue já causou mais de 30 mortes.

 
 

EQUADOR: Indígenas em guerra pela sobrevivência

QUITO.- Trabalhadores de empresas petrolíferas e madeireiras da Amazônia do Equador temem novos ataques do indígenas tagaeri, aos quais atribui-se a morte, no mês passado, de dois empregados colombianos que cortavam árvores na oriental província de Pastaza.

Os tagaeri, também conhecidos como "pés coloridos", são dos poucos povos amazônicos sem contato com a cultura ocidental nem com outros indígenas. Seus integrantes, não mais de 150, são nômades que sobrevivem da caça e da pesca, internados na selva.

Seu limitado território é ocupado, desde o ano passado, por empresas petroleiras que os empurraram para as terras das vizinhas etnias quichuas. Em novembro, dois quichuas foram surpreendidos e mortos com lanças por um grupo de tagaeris.

Esse ataque foi uma maneira de atrair a atenção para a atividade petroleira na Amazônia, que pode provocar forte deterioração ambiental, adverte Giovanna Tassi, diretora da agência de imprensa ambientalista Tierra en Puyo.



* Fonte: Inter Press Service.


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