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Jovens erguerão sua voz na África do Sul |
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Por Redação/Terramérica*
O futuro será um pesadelo se a humanidade não agir com rapidez. Esta será a advertência que os jovens latino-americanos levarão à cúpula Rio+10. Pede-se uma sociedade comprometida com a Terra, diz o documento do projeto Geo Juvenil.
MÉXICO.- Em 2025, a Terra estará à beira do colapso, reinará a pobreza e as cidades serão um pesadelo, mas também pode acontecer o contrário: o amor e a natureza governarão e a sociedade abraçará os objetivos do desenvolvimento sustentável. Jovens da América Latina, com idade entre 15 e 25 anos, apresentarão tais cenários, junto com sua perspectiva sobre a questão ambiental, na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+10, que acontecerá em Johannesburgo, na África do Sul, entre 26 de agosto e 4 de setembro.
“A cúpula é uma excelente oportunidade para apresentar nosso trabalho, pois lá estarão os especialistas e os que tomam decisões”, disse Loretta Serrano, mexicana que integra a rede regional Geo Juvenil, iniciativa dirigida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Um relatório elaborado pela rede de jovens alerta que “se a mentalidade destrutiva da humanidade continuar e prosseguirmos agindo como se os recursos naturais fossem inesgotáveis (...), nosso futuro será um pesadelo”. No entanto, acrescenta, “se agirmos logo e de maneira acertada, talvez no ano 2025 vivamos em um planeta onde o respeito e o amor serão os princípios mais valiosos de uma sociedade comprometida com o presente e o futuro da Terra”.
Estes cenários extremos foram projetados no documento “Geo Juvenil para a América Latina e o Caribe: Abra seus Olhos para o Meio Ambiente”, que contém reflexões de aproximadamente 800 jovens, que colaboram em grupos ambientais da região.
O relatório é parte de um projeto iniciado em 1999, através do qual os jovens buscam contribuir para o desenvolvimento sustentável. “Serão os próprios jovens que apresentarão, em Johannesburgo, o projeto, o relatório e uma chuva de idéias sobre suas iniciativas”, disse Luis Betanzos, coordenador do Geo Juvenil no Pnuma. Segundo os participantes, “o ser humano utilizou, depredou e esqueceu o meio ambiente no transcurso histórico dos diferentes sistemas econômicos, e o fez de maneira mais acentuada na pós-modernidade”. “Cada vez mais são os jovens que se preocupam com a problemática ambiental (...) e é importante desenvolvermos uma consciência ambiental para atuar com conseqüência, bem como reconhecermos que somos os responsáveis pelos problemas ambientais e sociais”, diz o relatório.
Após editar o documento, que inclui diversas reflexões, expressões literárias e artísticas e dados sobre projetos juvenis em andamento, os membros da rede agora trabalham em informes de caráter nacional, nos quais se pronunciarão frente a problemáticas particulares. No Peru, o informe nacional será divulgado em junho, enquanto na Argentina, Cuba, México, Nicarágua e Uruguai já se trabalha para fazer algo semelhante.
Para saber mais, entre no site www.rolac.unep.mx/geoyouth
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