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Artigo


Jóia marinha abre suas portas

Por Néfer Muñoz*

A ilha do Coco, cujas riquezas foram internacionalizadas pelo falecido cientista francês Jacques Cousteau, é uma das principais atrações de um parque costarriquenho.

SAN JOSÉ.- O Parque Marinho do Pacífico, inaugurado pelo governo da Costa Rica no final de abril, procurará promover a pesquisa científica e converter-se em centro vital do turismo ecológico da América Latina e do Caribe. Localizado no porto de Puntarenas, o mais importante do país sobre o Oceano Pacífico, e a 130 quilômetros de San José, o parque foi planejado para atrair amantes da natureza marinha, turistas, pesquisadores e estudantes. “A idéia é que a Costa Rica seja vista no mundo não só como um país verde, mas também como um país azul”, afirmou a vice-presidente do país, Elizabeth Odio, principal animadora da iniciativa e destacada jurista internacional.

Em uma superfície de três hectares de frente para a praia, foi inaugurado no dia 26 de abril a primeira etapa do projeto, que consta de três fases, com um custo que superará os US$ 4,8 milhões. “Por um lado, educamos os visitantes sobre a conservação e, por outro, promovemos a reativação econômica de Puntarenas”, disse Odio, natural dessa cidade, onde a pobreza é crescente. Os visitantes do parque, construído em harmonia com a natureza, podem desfrutar de vários aquários, dos quais 28 grandes, e módulos educativos.

O complexo também vai oferecer exibição de vídeos e exposições, telas interativas, salas com conexão à Internet, laboratórios e jogos infantis ecológicos. O aquário principal, com volume de 90 metros cúbicos, abriga as riquezas biológicas da ilha do Coco, um paraíso tropical declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Este enorme aquário é uma das maiores atrações do parque, pois mostra parte da variedade da ilha, que ganhou notoriedade graças às filmagens realizadas pelo falecido cientista francês Jacques Cousteau.

Com apenas 51100 quilômetros quadrados, a Costa Rica concentra 5% da diversidade biológica do planeta. Políticos, cientistas, empresários e organizações da sociedade insistem em que o país deve tirar proveito dessa riqueza de maneira sustentável. Por isso, o Parque Marinho pretende converter-se em centro de pesquisa, educação e produção de alternativas econômicas. Para impulsionar uma transformação da cultura marinha local, por exemplo, conta com tanques para o cultivo de peixes e crustáceos, aos quais o público também tem acesso. Nesta seção capacita-se os pescadores do Pacífico para que não dependam exclusivamente da pesca, sempre irregular, e explorem opções alternativas de cultivo de espécies marinhas em tanques.

O parque está concebido também para o prazer de crianças em idade escolar, turistas estrangeiros e pesquisadores. “O parque fará um forte trabalho em um programa especial de reciclagem, aproveitando a cartilagem dos moluscos”, explicou ao Terramérica Juana María Coto, presidente da Fundação Parque Marinho do Pacífico, instituição que administra o projeto. As cartilagens dos camarões, por exemplo, hoje são descartadas pelos pescadores e geram grande contaminação ao serem jogadas nas praias ou no mar. O parque conta com uma área para coleta das cartilagens, que serão processadas para extração de uma substância chamada quitina, um produto muito utilizado por laboratórios farmacêuticos internacionais que a usam em medicamentos, cosméticos e agricultura orgânica. “O benefício é duplo. Evitamos a contaminação e ensinamos as pessoas a venderem produtos”, disse Coto.

O Parque é administrado de forma conjunta pelo Ministério do Meio Ambiente, Instituto Nacional de Aprendizagem e Universidade Nacional e, também, pela ONG Instituto Nacional de Biodiversidade (Inbio). Esta organização sem fins lucrativos integrada por biólogos, geólogos, historiadores e especialistas ambientais, converteu-se em líder mundial no desenvolvimento de conhecimento sobre diversidade biológica. Estas instituições pretendem que o Parque Marinho do Pacífico concentre a pesquisa científica em espécies marinhas.

A maioria dos que trabalham nesse complexo é de mulheres pertencentes a associações civis de desenvolvimento, que foram treinadas em administração de empresas, ecologia e inglês. Localizado a 200 metros do cais do porto de Puntarenas, e aberto das 8h às 16h (hora local), o parque espera atrair centenas de turistas que em cruzeiro percorrem as belas costas do país.

* O autor é correspondente da IPS.


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CRÉDITO: Photo Stock
 
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Enlaces Externos

Unesco: a ilha do Coco

Presidência da Costa Rica: Inauguração do Parque Marinho

Instituto Nacional de Biodiversidade da Costa Rica

Ilha do Coco web

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