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Japão, novamente no banco dos réus |
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Por Redação/Terramérica*
A 54ª reunião da Comissão Baleeira Internacional volta a provocar debates em torno do comércio da carne destes cetáceos, cuja caça está restrita por uma moratória em vigor desde 1986.
CIDADE DO MÉXICO.- Desta vez foi uma exortação diplomática. Embaixadores de 18 países emitiram um comunicado criticando o programa científico baleeiro do Japão, por sua unilateralidade e por promover um constante aumento da caça de cetáceos, às vésperas da 54ª reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que começará no dia 20 de maio, na cidade japonesa de Shimonoseki.
A cada ano, o Japão e a Noruega pressionam nas reuniões da CBI pelo fim da moratória à caça de baleias, determinada em 1986. E, ao mesmo tempo, a cada ano cresce a pressão internacional para frear a ampliação da captura de baleias por parte do Japão, que se ampara em uma permissão de caça “com fins científicos”, concedido pela CBI em 1987. Grupos ambientalistas denunciam que o programa científico do Japão, hoje numa fase conhecida como JARPN II, é uma simples “fachada” para encobrir o comércio de carne de baleia.
Nos últimos meses, o Japão voltou a surpreender seus críticos ao anunciar planos para importar carne de baleia da Noruega, bem como incrementar suas atividades baleeiras científicas. “Fazemos um chamado ao governo do Japão para que cumpra as decisões da CBI e abandone seu programa JARPN II, cujos objetivos não têm o apoio do comitê científico”, assinalou o comunicado de 8 de maio. O Japão argumenta que certas espécies, como a mink, não estão em risco de extinção, e, pelo contrário, vêm registrando importantes aumentos populacionais, e que o consumo de carne de baleia é parte da centenária cultura local.
Segundo especialistas, a venda de carne de baleia no mercado japonês soma cerca de US$ 80 milhões por ano. “É tempo de o Japão entrar no novo século, de unir-se ao resto da comunidade internacional e deixar de pensar em novas formas de ressuscitar o comércio baleeiro”, disse Fred O’Regan, presidente do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, sigla em inglês), instituição que lidera campanhas mundiais em favor das baleias.
Para colaborar com as campanhas em favor das baleias, entre no site www.ifaw.org
Para conhecer mais sobre a CBI, entre no site www.iwcoffice.org
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