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PERU: Campanha por 35 novas áreas protegidas
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LIMA.- O consórcio Biomar, integrado por dez organizações ambientalistas peruanas e internacionais, quer que o governo do Peru declare refúgios silvestres 25 ilhas e dez pontas da costa no Pacífico.
Os locais, situados ao longo dos 2500 quilômetros do litoral peruano, habitados por aves e mamíferos marinhos, devem fazer parte do Sistema Nacional de Áreas Protegidas, pedem os ambientalistas.
Nesses promontórios rochosos moram lobos marinhos, pingüins, pelicanos, corvos do mar, falcões peregrinos e variedades de tartarugas, entre outras espécies em situação vulnerável ou ameaçadas de extinção pela caça descontrolada dos pescadores artesanais, que agem na região.
“Estas espécies devem ser protegidas por sua importância para o ecossistema do mar peruano, pois mantêm a diversidade biológica e renovam a riqueza de recursos do litoral”, disse Patricia Majluf, coordenadora do consórcio Biomar e representante no Peru da Wildlife Conservation Society.
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REGIONAL: Água para as Américas
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MÉXICO.- Especialistas, empresários e ministros do Meio Ambiente das Américas se reunirão em outubro, no México, para adotar estratégias sobre o fornecimento e conservação da água na região.
O encontro também está destinado a formular a posição do continente americano diante do Terceiro Fórum Mundial da Água, que acontecerá no ano que vem no Japão. Esse fórum procurará evitar o desperdício e a contaminação dos recursos hídricos, cuja escassez pode levar a conflitos políticos e sociais, afirmou a Comissão Nacional da Água, do México.
Oitenta por cento da população do continente conta com abastecimento de água potável, mas este fornecimento varia de 91% na América do Norte para menos de 68% na América Central, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde. Cerca de 1,4 bilhão de pessoas no mundo não têm adequado acesso à água potável, e 3,5 milhões morrem por ano por beberem água contaminada.
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COLÔMBIA: Páramos em perigo
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BOGOTÁ.- O ecossistema dos páramos da cordilheira dos Andes está ameaçado pela pobreza de seus habitantes e exploração agrícola inadequada, disseram especialistas no Congresso Mundial de Páramos, realizado entre 13 e 18 de maio, na cidade colombiana de Paipa.
“Oitenta e cinco por cento da população que habita os páramos da Colômbia e do Equador vive em níveis extremos de pobreza, e, inclusive, chegam à indigência”, afirmou o especialista holandês, Robert Hofstede, facilitador internacional do Grupo Páramo. Os páramos são encontrados entre 3000 e 5500 metros de altura nas montanhas da Colômbia, Equador, Costa Rica, Venezuela e Peru, e têm um papel essencial no armazenamento e regulagem de boa parte dos recursos hídricos da região.
Colômbia e Equador abrigam quase 90% dos páramos, afetados pelo avanço urbano, pela agricultura e pelo aquecimento global do clima.
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