Acentos
PNUMAPNUD
Edición Impresa
MEDIOAMBIENTE Y DESARROLLO
 
Inter Press Service
Buscar Archivo de ejemplares Audio
 
  Home Page
  Ejemplar actual
  Reportajes
  Análisis
  Acentos
  Ecobreves
  Libros
  Galería
  Ediciones especiales
  Gente de Tierramérica
                Grandes
              Plumas
   Diálogos
 
Protocolo de Kyoto
 
Especial de Mesoamérica
 
Especial de Agua de Tierramérica
  ¿Quiénes somos?
 
Galería de fotos
  Inter Press Service
Principal fuente de información
sobre temas globales de seguridad humana
  PNUD
Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo
  PNUMA
Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente
 
Acentos


Rio+10 em águas turbulentas

Por Redação/Terramérica*

Oitenta dias antes da Cúpula de Johannesburgo, naufragaram as negociações para um plano de ação. As questões mais espinhosas voltarão a ser discutidas na África do Sul.

As diferenças sobre os subsídios agrícolas dos países ricos e o financiamento dos compromissos da Cúpula da Terra do Rio de Janeiro tornaram impossível o acordo de cem ministros de Meio Ambiente reunidos entre 27 de maio e 8 de junho em Bali, na Indonésia. A quarta e última reunião preparatória (Prepcom IV) levou a discussão para a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+10, que acontecerá entre 26 de agosto e 4 de setembro na cidade sul-africana de Johannesburgo, na África do Sul. Diante do risco de um mau acordo, as organizações ambientalistas defenderam que o texto com inúmeros parágrafos entre colchetes (sem acordo) fosse levado assim mesmo para a Cúpula.

Embora o rascunho apresentado no dia 7 de junho pelo ministro do Meio Ambiente sul-africano, Mamad Valli Moosa, contenha compromissos “frágeis” e inaceitáveis para vários membros do Grupo dos 77 países em desenvolvimento e a China, este decidiu aprová-lo sujeito à aceitação incondicional dos outros negociadores. Entretanto, nem todos os países da União Européia aceitaram as referências aos subsídios agrícolas. Os Estados Unidos e o Japão apresentaram mais de 12 objeções, e o mesmo fizeram Austrália e Canadá, selando a sorte da última tentativa de chegar-se a um texto comum.

“Um plano de ação requer recursos, e os países industrializados evitaram o compromisso, principalmente pela inflexibilidade dos Estados Unidos"” disse o ministro brasileiro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. Os Estados Unidos procuraram reabrir discussões sobre acordos alcançados, como a Convenção sobre Diversidade Biológica. “Conseguimos garantir que os compromissos e princípios do encontro do Rio são inegociáveis. Embora seja lamentável que, em lugar de gastar energia para avançar, a gastemos para evitar o retrocesso”, disse Carvalho.

Para alguns observadores, as dificuldades se devem aos problemas para integrar os três pilares do desenvolvimento sustentável: comércio, financiamento e meio ambiente, afirmou o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, do Canadá. “A vergonhosa hipocrisia dos países ricos levou este infeliz episódio ao seu fim. Mas não é tarde para que os governos assumam suas responsabilidades e acertem um plano de ação significativo em Johannesburgo”, disse o diretor político do Greenpeace Internacional, Remi Parmentier.

É provável que alguns propósitos, como o abatimento da perda de diversidade biológica, sejam reféns das negociações de último momento. Embora a declaração final de Johannesburgo não tenha sido formalmente discutida em Bali, o progresso para um texto comum pode determinar a presença de vários chefes de Estado e de governo e garantir o caráter de “cúpula”, ainda não garantido, segundo vários observadores. A ONG Fórum dos Povos de Bali lançou uma campanha para conseguir um milhão de assinaturas que referendem um lema antiglobalização: “Nós, os povos, acreditamos que outro mundo é possível”.


Copyright © 2001 Tierramérica. Todos los Derechos Reservados
 

 

Enlaces Externos

Cúpula Mundial Sobre Desenvolvimento Sustentável

Rascunho do Plano de Ação

Prepcom 4 em Bali

Linkages: informativo sobre a Prepcom 4

Tierramérica no se responsabiliza por el contenido de los enlaces externos