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BRASIL: Começa a vigilância amazônica
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RIO DE JANEIRO.- O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) funcionará parcialmente a partir do dia 25 de julho, quando for inaugurado o principal centro do projeto, em Manaus. Outros dois centros serão construídos em Belém e Porto Velho, formando um triângulo coordenado por Brasília, que processará a informação recolhida por 25 radares, cinco aviões e centenas de unidades de coleta de dados hidrológicos, pluviométricos e meteorológicos.
O projeto, de US$ 1,4 bilhão, tem por finalidade controlar o tráfego aéreo na região, e será vital para combater o desmatamento, a extração ilegal de madeira e outros crimes ambientais que assolam a rica região sul-americana.
O sistema permitirá dispor de muita informação, mas não assegura políticas efetivas para proteger a diversidade biológica, afirma o ambientalista Gilney Viana, deputado estadual do Mato Grosso.
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COSTA RICA: Mais investimento em água
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SAN JOSÉ.- A Costa Rica necessita de investimentos no valor de US$ 1,6 bilhão para modernizar os serviços de água potável e saneamento, afirma um estudo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS).
O país destina 0,7% de seu Produto Interno Bruto a programas hídricos, e há 25 anos não investe em obras de infra-estrutura, aponta a pesquisa “Análise setorial da água potável e do sistema de saneamento da Costa Rica”.
Noventa e seis por cento dos esgotos urbanos correm sem tratamento para cursos de água e as tarifas do serviço público de água potável nem mesmo cobrem os custos, acrescenta o estudo.
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CUBA: Acordo ambiental com a Guatemala
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HAVANA.- Cuba e Guatemala poderão desenvolver projetos comuns para manejo e proteção de recursos naturais em virtude de um acordo de cooperação ambiental firmado pelos dois governos.
A embaixada da Guatemala em Cuba confirmou ao Terramérica que o convênio subscrito no final de junho terá uma vigência de cinco anos, "renováveis por períodos iguais".
O acordo prevê o intercâmbio de dados sobre vigilância ambiental, promoção de seminários e cursos de educação ecológica e pesquisa científica, entre outras áreas.
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CHILE: 120 milhões de árvores
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SANTIAGO.- A cada ano são plantadas no Chile 120 milhões de árvores, um ritmo de reflorestamento que supera o de corte, segundo as autoridades.
A superfície reflorestada e as novas plantações somam cem mil hectares anuais, 16 mil deles correspondentes a pequenas propriedades rurais, disse o diretor da Corporação Nacional Florestal, Carlos Weber.
Os agricultores compreendem que a atividade florestal complementa seu trabalho tradicional, disse Weber. O reflorestamento está centrado na recuperação de solos rurais afetados pela erosão e de zonas urbanas como a Grande Santiago, em cujos municípios mais pobres são plantadas 70 mil árvores todos os anos.
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AMÉRICA CENTRAL: Militares e policiais verdes
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SAN JOSÉ.- Cento e setenta mil policiais e militares dos países da América Central serão treinados para proteger os recursos naturais e as áreas protegidas da região.
A iniciativa dará aos efetivos conhecimentos sobre questões agrícolas, florestais e ecológicas, e faz parte do Programa Centro-Americano de Defesa Ambiental do Corredor Biológico Mesoamericano (CBM), um plano dos países da região mais o México para recuperar as reservas florestais da região.
A tarefa estará a cargo do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE), instituição internacional orientada aos estudos agrícolas e ambientais. Em colaboração com os ministérios do Meio Ambiente dos países centro-americanos, o CATIE capacitará 35 oficiais e 240 soldados e policiais, que serão os agentes multiplicadores do treinamento entre o pessoal de segurança.
Além disso, a instituição dará assessoria a oito academias militares e duas academias de polícia da região.
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GUATEMALA: Justiça detém exploração florestal
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GUATEMALA.- O Tribunal de Constitucionalidade da Guatemala suspendeu por 15 dias a entrega de uma parte da área protegida da Serra das Minas a uma empresa madeireira.
O Tribunal considerou que há riscos de prejuízos irreparáveis aos recursos naturais da reserva e deu prazo de 15 dias para que as partes apresentem suas alegações. Com uma extensão de 236 mil hectares, a Serra das Minas é área protegida desde 1990 e, em 1992, a Unesco a declarou reserva da biosfera.
Quase a metade da área é uma floresta enevoada onde habitam espécies de flora e fauna em risco de extinção. O Conselho Nacional de Áreas Protegidas aceitou em março ceder para exploração mais de quatro mil hectares da reserva para a empresa Madeiras el Alto.
Mas a organização Defensores da Natureza, prefeitos e comunidades de nove municípios reclamaram na Justiça a anulação do acordo, pois da zona montanhosa vem a água que abastece essas populações.
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