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Johannesburgo

A cidade de Johannesburgo, na África do Sul, será durante duas semanas o epicentro de uma reunião fundamental para o futuro ambiental do planeta, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que atrairá dezenas de milhares de delegados de todo o mundo. Esta Cúpula convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU) poderia convocar uma centena de chefes de Estado e de governo, e um total de 65 mil delegados, de acordo com as estimativas dos organizadores. Para a cidade anfitriã, é uma oportunidade e um desafio.

Além dos debates próprios de uma cúpula, a cidade teve de enfrentar um longo processo de preparação, incluindo obras de infra-estrutura, e uma estratégia para atender um número tão elevado de visitantes. A Companhia da Cúpula Mundial em Johannesburgo foi criada para a preparação do encontro, também conhecido como Cúpula Rio+10, por realizar-se dez anos depois da anterior, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 1992.

As autoridades da cidade de Johannesburgo, que tem uma página na web sobre os preparativos para a Cúpula, informavam duas semanas antes da chegada dos delegados que haviam sido reservados 43 mil quartos de hotel. Os organizadores também prepararam cerca de sete mil camas em casas particulares.

Johannesburgo tem 115 anos, pois foi fundada em 1886. A cidade é um centro mineiro e industrial da maior importância, com 3,8 milhões de habitantes (censo de 1998).

Um site com os números desta metrópole indica que 40% da população é de menores de 24 anos e 72% de raça negra. A Internet é uma fonte de informação importante para os viajantes que se dirigem à África do Sul por ocasião da Cúpula. Além da informação específica sobre o encontro, é possível encontrar guias de turismo de Johannesburgo, informes sobre o tempo e dados de serviços disponíveis na cidade, que fica a dois mil metros de altitude.

Companhia da Cúpula Mundial em Johannesburgo (em inglês)
Cúpula Rio+10 em Johannesburgo (em inglês)
Joburg: site oficial da cidade de Johannesburgo (em inglês)
Johannesburgo em números (em inglês)
Earthsummit2002: recomendações aos viajantes (em inglês)
ONU/Cyberschoolbus: perfil de Johannesburgo (em espanhol)
Prognóstico do tempo para Johannesburgo (em espanhol)
Viajar.com: Johannesburgo (em espanhol)
Ananzi: portal da Internet sobre a África do Sul
Johannesburgo: guia de serviços
Site oficial brasileiro da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (em português)
Canal do Tempo.com - Johannesburgo (em português)
Folha do Turismo - África do Sul (em português)
Ecoturismo - África do Sul (em português)

Corredores biológicos

O conceito de corredor biológico implica uma ligação entre zonas protegidas e áreas com uma biodiversidade importante, a fim de contrapor-se à fragmentação dos hábitats. E, na atualidade, são apresentados como uma nova ferramenta para promover a conservação da natureza. Uma incursão em busca de informação sobre esse tipo de projeto de conservação na Internet evidencia que o projeto mais comentado atualmente é o do Corredor Biológico Mesoamericano, que inclui os países da América Central e o sul do México, mas não é o único.

projetos de corredores no Brasil, na região amazônica e na selva atlântica, na zona andina do Equador e Peru, também são mencionados como alternativa na Argentina, e existem alguns projetos de alcance menos limitado que o mesoamericano na América Central, e outros nos Estados Unidos. Embora a maioria seja mencionada na América, também são considerados como alternativa em outras regiões, como, por exemplo, no Mar Negro ou no Butão. Uma página web, que explica a natureza do termo "corredor" utilizado no sentido biológico, alerta que esta nomenclatura era conhecida desde os anos 30, embora na década de 60 tenha surgido a proposta de implantá-los para unir reservas ou outras zonas com diversidade em espécies.

"Os corredores devem permitir o aumento em tamanho e aumentar as probabilidades de sobrevivência das populações menores" de espécies, adverte esta página web. Mas, para que sejam eficientes, estes corredores devem estar bem planejados, acrescenta. O objetivo fundamental dos corredores biológicos é a conservação dos ecossistemas. "Os corredores incluem áreas de excepcional biodiversidade", explica uma página web sobre os projetos brasileiros.

No caso da selva ou Mata Atlântica brasileira, o projeto destaca que os hábitats que se conseguiu preservar neste ecossistema são verdadeiras ilhas. O desafio dos corredores "é restabelecer a ligação". No caso do Corredor Biológico Mesoamericano destacou-se a importância de conservar uma área relativamente pequena da superfície onde, entretanto, há uma enorme biodiversidade.

Corredor Biológico Mesoamericano (em espanhol)
Grupo Banco Mundial: projeto de corredores ecológicos no Brasil (em português)
Corredor Biológico do Golfo de Fonseca (em espanhol)
Corredor Biológico no Chocó Andino no Equador (em espanhol)
O que é um corredor biológico? (em espanhol)
Corredor ecológico no Mar Negro (em inglês)
Proposta de corredor ecológico em Porto Rico (em inglês)
Para uma definição de corredor biológico (em inglês)
Corredores biológicos no Butão (em inglês)

Conferências e cúpulas da ONU

As conferências e cúpulas internacionais convocadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) geram uma grande mobilização em torno de temas de interesse mundial. Na agenda há duas convocações de destaque, uma sobre desenvolvimento sustentável e outra sobre a sociedade da informação. Esse tipo de reuniões, que convocam um público muito diverso, desde ativistas de organizações não-governamentais (ONGs) até governantes, tiveram seu apogeu nos anos 90, mas continuam no século XXI: no final de agosto começa a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburgo, e para 2003 foi convocada a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação.

A ONU, que informa sobre alguns desses encontros em sua página de “conferências e eventos”, defende a importância das conferências por sua capacidade de atrair a atenção para temas socioeconômicos cruciais, para orientar políticas nacionais, gerar debates e para a busca de consenso em torno de temas mundiais, além de estabelecer metas que os governos se comprometam a cumprir. As principais críticas a esse tipo de encontros referem-se ao não-cumprimento de promessas e à escassez de compromissos.

As conferências têm seus ritos: são precedidas por um processo preparatório, que busca o consenso entre os governos, no qual também participam ativamente as ONGs; implicam a apresentação de uma grande quantidade de documentos e uma forte organização logística para receber milhares de participantes. Ao terminarem, os governos subscrevem declarações políticas e planos de ação.

Em 1990, houve uma cúpula famosa sobre a questão da infância: presentes 71 chefes de Estado e de governo, um número sem precedentes. Da Cúpula da Terra, do Rio de Janeiro, em 1992, participaram 108 governantes e delegações de 170 países. Os resultados desse encontro serão analisados na Cúpula de Johannesburgo, conhecida como Rio+10. Uma década depois, o balanço não é animador, porque muitos dos compromissos assumidos pelos governos não foram cumpridos.

Porém, há os que argumentam positivamente: a Cúpula realizada há dez anos colocou na mesa um conceito que, desde então, vem permeando os debates sobre o futuro de nossa sociedade, o do desenvolvimento sustentável. Na realidade, as dúvidas maiores giram em torno dos resultados da própria Cúpula Rio+10, pois o processo preparatório não atingiu o consenso esperado. Na Internet pode-se encontrar informação sobre estas conferências, incluindo listas das convocações feitas nos últimos anos e resumos dos resultados dessas reuniões.

ONU: conferências e eventos (em espanhol)
Conferências da ONU: o que se conseguiu? (em espanhol)
Conferências mundiais 2002-2003 (em espanhol)
Cepal: sistema de informação sobre cúpulas e conferências (em espanhol)
Principais cúpulas e conferências realizadas pelas Nações Unidas (em espanhol)
Ficha: Cúpula da Infância (em espanhol)
Ficha: Cúpula da Terra (em inglês)
Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (em inglês)
Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (em inglês)
Isis: conferências internacionais (em espanhol)


 


 

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. Crédito: Carlos Ravazzani/megavision.com.br
Crédito: Carlos Ravazzani/megavision.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aedes aegypti. Fonte: US CDC