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O Chile na ofensiva contra o buraco da camada de ozônio |
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Por Gustavo González *
As autoridades ambientais chilenas iniciaram uma ofensiva para eliminar o uso do pesticida brometo de metilo, que contribui para enfraquecer a camada de ozônio e afeta as pessoas.
SANTIAGO.- O governo do Chile pretende eliminar os pesticidas à base de brometo de metilo, uma das substâncias que esgotam a camada de ozônio, cujo uso na agricultura nacional disparou nos últimos três anos. O brometo de metilo é utilizado em oito das 13 regiões deste país para exterminar insetos e roedores nos cultivos de frutas. É muito tóxico para as pessoas e afeta o ozônio estrastosférico que protege a vida terrestre das radiações solares. “Nos últimos três ou quatro anos a importação dessa substância aumentou de 380 toneladas por ano, no final da década de 90, para 550 toneladas em 2001”, disse ao Terramérica Jorge Leiva, coordenador do Programa de Proteção da Camada de Ozônio da Comissão Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O plano para erradicar esse produto tem custo de US$ 800 mil, que são financiados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A deterioração da camada de ozônio, descoberto pela ciência em 1974, deve-se ao acúmulo de gases refrigerantes e propelentes industriais conhecidos como clorofluorcarbonos (CFC), halons (agentes de extintor de incêndio) e brometo de metilo, entre outros. O buraco na camada de ozônio, a rigor um afinamento extremo, manifesta-se sobre a Antártida nos meses de setembro e outubro, quando começa a primavera no hemisfério Sul, e atinge sobretudo os territórios austrais do Chile e da Argentina.
A Conama realiza, há nove anos, um programa para cumprir o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Esgotam a Camada de Ozônio, ratificado pelo Chile em 1990. Como país em desenvolvimento, o Chile tem até 2010 para substituir completamente os CFC e halons e até 2015 para eliminar o brometo de metilo. Com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), foram iniciados 32 projetos de reconversão tecnológica destinados a eliminar os CFC e halons, e reduziu-se em 500 toneladas as importações de CFC.
* O autor é correspondente da IPS
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