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Desarmamento
As campanhas em favor do desarmamento
costumam ser identificadas com o objetivo da paz.
Mas há outro argumento: os quase US$ 900 bilhões
investidos anualmente em armamentismo prejudicam os
recursos disponíveis para o desenvolvimento
e ameaçam o meio ambiente. O Departamento de
Assuntos de Desarmamento da Organização
das Nações Unidas (ONU) fez o alerta
pouco antes da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento
Sustentável: o aumento dos gastos militares
desvia importantes recursos financeiros, materiais
e humanos para setores não produtivos.
Além disso, a tendência de aumentar o
investimento em armamento até níveis
que não eram vistos desde a Guerra Fria também
implica uma ameaça latente para o ambiente
e para as perspectivas de desenvolvimento social e
econômico das nações, adverte
essa agência da ONU, que na Internet também
tem uma página em espanhol. As campanhas mundiais
pelo desarmamento apontam tanto para as armas de destruição
em massa, lideradas pelas nucleares, quanto as convencionais.
E a preocupação com esse assunto chegou
à Internet, onde numerosos sites difundem os
objetivos de promover esta estratégia ou apresentam
mecanismos para acabar com a corrida armamentista.
Existem acordos internacionais sobre desarmamento
e não-proliferação de armas,
como o Tratado de Tlatelolco assinado pelos países
latino-americanos para não aceitar armas nucleares
na região. Porém, ao mesmo tempo, proliferam
conflitos regionais, ou mesmo de alcance global, que
implicam o uso dos arsenais, o que é ainda
mais depredador do que sua fabricação
e comércio. Os temas de desarmamento também
incluem as armas pequenas e leves, das quais existem
cerca de 500 milhões de unidades em todo o
mundo, segundo o site brasileiro desarme.org.
A cada ano, estas armas causam a morte de 500 mil
pessoas, das quais 200 mil são vítimas
de homicídios, crimes, suicídios e acidentes.
“A presença constante de armas no mundo
mudou a natureza da violência. Tensões
inevitáveis entre os povos transformaram-se
em guerras, enquanto conflitos banais culminam em
tragédias. Sociedades tranqüilas passam
a ser campos de batalha”, afirma-se no desarme.org.
ONU:
Desarmamento (página principal, em inglês)
ONU:
Departamento de Assuntos de Desarmamento (em espanhol)
Centro
Regional de Nações Unidas para a Paz,
o Desarmamento e o Desenvolvimento na América
Latina e no Caribe (em espanhol)
Instituto
das Nações Unidas para Pesquisas sobre
Desarmamento - Unidir (em inglês)
Unidir:
Links sobre desarmamento
Desarme.org: contra
as armas de fogo (português e espanhol)
Organismo
para a Proscrição das Armas Nucleares
na América Latina e no Caribe - Opanal (em
inglês)
Acordos
sobre desarmamento e não-proliferação
de armas
Yahoo!:
sites sobre desarmamento (em inglês)
Depois da Cúpula
A Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimnento Sustentável convocou 104 chefes
de Estado e de governo, nove mil delegados, oito mil
representantes de organizações não-governamentais
e quatro mil delegados dos meios de comunicação,
segundo balanço oficial. Mas, qual foi seu
legado? A maioria dos informes da imprensa datados
de Johannesburgo no dia 4 de setembro, quando terminou
o encontro, informavam sobre reações
desencontradas a respeito dos resultados finais: enquanto
os organizadores demonstravam satisfação,
a sociedade civil criticava a falta de compromissos
assumidos por parte dos governos.
O site
oficial da Cúpula refletia, após
a reunião, parte desse balanço oficial.
Diante das críticas pela falta de resultados,
o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou
que Johannesburgo não foi o fim de um processo,
"é
o começo", afirmou. Durante os dez
dias em que os delegados estiveram reunidos o encontro
atraiu o interesse da imprensa, provocou debates e
inspirou
coberturas de numerosos sites. Grande parte dessa
atividade cessou pouco depois do final da Cúpula,
embora, seguramente, nos próximos meses e anos
continuarão os comentários, análises
e avaliações sobre uma das maiores conferências
já realizadas na história.
Entretanto, na Internet é
possível conseguir alguma informação
sobre os resultados da Cúpula. Quase todas
em inglês. Também estão disponíveis
na Internet coberturas especiais como o periódico
Terra
Viva, que circulou durante a conferência,
ou a realizada pela ONU via Internet "ao
vivo". Ao navegar no site oficial também
é possível encontrar em formato PDF
as últimas versões publicadas da Declaração
Política e do Plano
de Ação subscritos em Johannesburgo.
Também pode-se consultar o comunicado oficial
sobre o acordo a respeito da água e dos serviços
sanitários.
Por outro lado, alguns sites
já exibem os comentários finais sobre
a Cúpula. "É
um passo adiante", disse o diretor-executivo
do Programa das Nações Unidas para o
Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, ao lembrar que
as negociações foram muito difíceis.
O Fundo Mundial para a Vida Silvestre (WWF)
recorda que não se conseguiu um plano efetivo
para o desenvolvimento sustentável e pergunta
pelo futuro dos esforços multilaterais para
erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente. O
Greenpeace,
por sua vez, intitulou sua matéria sobre os
resultados de Johannesburgo como "nada para os
pobres, nada para o clima".
Declaração
Política (em inglês)
Plano
de Ação (em inglês)
Comunicado
do acordo sobre água e saneamento (em inglês)
Site
oficial da Cúpula Mundial (em inglês,
francês, espanhol)
Terra
Viva/IPS: um registro da Cúpula (em inglês)
Pnuma:
Opinião sobre a Cúpula (em espanhol)
Cúpula
Mundial: direto (em inglês)
Secretário-geral
da ONU: "é o começo" (em
inglês)
Cobertura
Yahoo!: artigos e links (em inglês)
Greenpeace:
nada para os pobres, nada para o clima (em espanhol)
WWF:
o futuro do multilateralismo (em inglês)
Acordos e compromissos
ambientais
As conferências mundiais
sobre temas ambientais reúnem governos, e com
freqüência, seus máximos representantes
em busca de acordos que reflitam um compromisso com
o desenvolvimento sustentável. Esse é
o propósito da Cúpula de Johannesburgo,
mas também foi essencial em reuniões
anteriores. A Cúpula
Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável,
na África do Sul, convocada pela Organização
das Nações Unidas (ONU), tem seus antecedentes
na Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente
Humano, realizada em Estocolmo em 1972, e na Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro
em 1992.
Em 1972, houve uma importante
Declaração
de princípios por parte dos governos que participaram
do encontro. Essa reunião colocou a questão
na agenda mundial e detalhou a responsabilidade dos
seres humanos na conservação do meio
ambiente. Há 30 anos foi algo inovador. Ao
concluir essa primeira Conferência também
foi adotado um plano
de ação na qual se traçavam,
entre outras, metas de avaliação do
impacto ambiental e de educação sobre
a importância da conservação.
Duas décadas depois, a Conferência do
Rio, também conhecida como Cúpula
da Terra, introduziu o tema do desenvolvimento
sustentável como elemento central da estratégia
para conservar o planeta.
No Rio de Janeiro ficou evidenciada
a dificuldade em negociar-se acordos relacionados
com o meio ambiente entre países com interesses
e prioridades estratégicas muito diversas.
Mesmo assim, ao término dessa reunião
- da qual participaram mais de uma centena de chefes
de Estado e de governo e delegados de 170 países
- foram subscritos cinco documentos, considerados
um marco, ainda quando existam fundamentadas dúvidas
sobre o compromisso para cumprir suas metas. A Cúpula
da Terra produziu uma Declaração
do Rio, que em seu primeiro princípio dizia:
"Os seres humanos constituem o centro das preocupações
relacionadas com o desenvolvimento sustentável.
Têm direito a uma vida saudável e produtiva
em harmonia com a natureza".
Também gerou um Convênio
sobre a Diversidade Biológica ou Biodiversidade,
uma Declaração
de Princípios sobre o Manejo, a Conservação
e o Desenvolvimento Sustentável das Florestas
e uma Convenção
Marco sobre a Alteração do Clima,
cujos textos foram objeto de intensas negociações.
Porém, o documento mais importante foi a Agenda
21 ou Programa 21, um plano de ação
para atingir o desenvolvimento sustentável
no século XXI. O documento explica claramente
os principais desafios que implica essa meta e traça
pautas de ação para atingi-la. Um dos
objetivos da Conferência de Johannesburgo é
avaliar o cumprimento das ações previstas
pela Agenda 21. Entretanto, há meses estão
sendo publicados balanços
que revelam o não-cumprimento dessas metas
por parte da comunidade internacional.
Cúpula
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em
Johannesburgo
Conferência
de Estocolmo
Declaração
da Conferência de Estocolmo
Cúpula
da Terra
Declaração
do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
Agenda
21
Convênio
sobre a Diversidade Biológica
Convenção
Marco das Nações Unidas sobre a Alteração
do Clima
Declaração
de Princípios sobre Manejo, Conservação
e Desenvolvimento Sustentável das Florestas
Secretário-geral
da ONU: o cumprimento da Agenda 21
Notícias da Rio+10
A Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimento Sustentável, na África
do Sul, entre 26 de agosto e 4 de setembro, é
cenário de debates de importância mundial.
E os que não tiverem a oportunidade de assistir
podem recorrer à Internet para se informar
em detalhe sobre esse acontecimento. A existência
da Internet permite, de fato, acesso sem precedentes
ao desenrolar da Cúpula: os interessados nesse
assunto já não dependem de meios locais
nem de grandes meios de comunicação,
e podem recorrer a fontes de informação
diretas, especializadas ou a sistemas
de busca de títulos em uma grande diversidade
de meios.
Este novo acesso à informação
cria um cenário radicalmente diferente do que
existia durante a Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada
no Rio de Janeiro, em 1992, quando a rede de redes
de computadores de alcance mundial ainda não
era uma realidade. A Cúpula de 2002, que tem
sede em Johannesburgo e também é conhecida
como Rio+10, por causa da década decorrida
desde o encontro anterior, tem seu principal centro
de informação para o resto do mundo
no site
oficial do encontro, cuja atualização
é permanente.
O conteúdo desse site
está complementado com um sistema que permite
obter notícias e outros recursos relacionados
com a conferência de Johannesburgo
"diretamente". Por sua vez, a Companhia
da Cúpula Mundial de Johannesburgo, que organiza
a logística da reunião, também
habilitou um centro
de notícias. A conferência, naturalmente,
também é coberta por meios especializados,
como o Linkages,
o boletim do Instituto Internacional para o Desenvolvimento
Sustentável (IISD), ou pela própria
página
especial do Terramérica.
E o uso de buscadores de notícias
pode permitir o acesso a diversas fontes de notícias,
como ocorre com o novo serviço Google
News, que faz procura em uma grande quantidade
de meios em inglês. A Cúpula Mundial
sobre Desenvolvimento Sustentável convoca dezenas
de milhares de delegados e os organizadores anunciaram
a presença de uma centena de chefes de Estado
e de governo. Trata-se, em outras palavras, de um
acontecimento noticioso.
Site
oficial da Cúpula (em inglês, com
acesso a outros idiomas)
Terramérica:
especial da Cúpula Rio+10 (espanhol)
Cúpula
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em
direto (espanhol)
Linkages/Instituto
Internacional para o Desenvolvimento Sustentável
(inglês e francês)
Google
New: busca de notícias sobre a Cúpula
de Johannesburgo (inglês)
Worldnews:
busca de informações sobre a Cúpula
de Johannesburgo (espanhol)
Companhai
da Cúpula Mundial de Johannesburgo (inglês)
IPS
- Inter Press Service (espanhol, ver categorias
"ambiente" e "desenvolvimento")
Rio+10(português)
Earthtimes.org
(inglês)
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