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Guerra à malária
A guerra contra a malária,
ou paludismo, deu um passo gigantesco após
o anúncio da decodificação dos
genomas do mais perigoso dos parasitas causadores
da doença e do mosquito que serve de seu veículo
transmissor. As prestigiosas revistas Science
e Nature
publicaram, simultaneamente, no início de outubro,
os resultados de uma pesquisa internacional que decifrou
as seqüências desses genomas, o que permite
conhecer uma informação fundamental
para o desenvolvimento de mecanismos de controle ou
cura da doença.
Os genomas decifrados foram os
do mosquito anófeles Anopheles gambiae e os
do parasita Plasmodium falciparum, que combinados
produzem as versões mais fortes da malária.
"Fornece uma oportunidade sem precedentes",
disse a Science
no editorial de sua edição especial
sobre o assunto. A busca de armas para combater a
malária tem grande relevância, pois 40%
da população do planeta vive em regiões
onde essa enfermidade é endêmica.
A Organização Mundial
da Saúde (OMS), que tem uma seção
em seu site especialmente dedicada à doença,
alerta que mais de 300 milhões de pessoas são
infectadas a cada ano pela malária, e mais
de um milhão morrem, a maioria crianças
com menos de cinco anos do mundo em desenvolvimento.
Com o passar dos anos, os medicamentos para combater
a malária perdem eficácia para enfrentar
o parasita.
Também é complexa
a busca de mecanismos para prevenir a enfermidade.
Durante grande parte do século XX, a estratégia
concentrou-se em erradicar o mosquito vetor, mas,
apesar dos êxitos alcançados em seu momento
em algumas regiões, foi impossível manter
o controle sobre esses insetos ao longo do tempo.
A busca de uma vacina também não é
fácil. Uma das iniciativas de maior sucesso
foi a do médico colombiano Manuel Patarroyo,
mas ainda não há uma solução
definitiva. Com a nova descoberta, a pesquisa será
beneficiada.
Decifrar o genoma representa
insumo fundamental à informação
sobre as características do vetor e do parasita
que permitirão afinar a pontaria na busca de
meios para combatê-lo. As dimensões do
problema causado pela malária estão
refletidas na Internet, onde há abundante
informação sobre as características
da enfermidade, a forma como é transmitida
e os lugares
do mundo onde é mais comum. O site Malaria
OnLine lembra que é conhecida desde a antigüidade
e que no passado também afetou a Europa.
De fato, a palavra tem origem
na antiga Roma: malária é "mal
aria", em espanhol "ar mau". O tema
não é alheio à região
das Américas, já que em numerosos países
a doença é endêmica. A Organização
Pan-Americana de Saúde (PS) oferece em seu
site uma grande quantidade de documentos que revisam
o impacto da malária, ou paludismo, na região.
Revista
Science: O genoma do mosquito anófeles gambiae
(inglês)
Revista
Nature: especial sobre os genomas da malária
(inglês)
OMS
- Temas de saúde: Paludismo (espanhol,
inglês)
OPS:
documentos sobre a malária (espanhol, inglês)
Malaria
OnLine (espanhol, inglês, francês)
Terramérica:
Patarroyo e a estocada contra a malária
(espanhol)
Terramérica:
Patarroyo e a estocada contra a malária (português)
Netsaúde/Costa
Rica: paludismo, informação básica
(espanhol)
Malária:
informação geral e fotos (espanhol)
BBC:
malária no mundo (inglês)
Yahoo/cobertura
especial: descoberta contra la malária
(inglês)
Malária
Net (português)
O Protocolo de Montreal
Num planeta onde custa chegar-se
a um acordo para atuar em favor do meio ambiente,
o Protocolo de Montreal poderia converter-se em um
convênio emblemático cujo cumprimento
ajudaria a resolver um problema dos tempos modernos:
a deterioração da camada de ozônio.
O Protocolo
de Montreal foi subscrito em 1987 e atualmente
cerca de 180
nações estão comprometidas
com suas metas de redução da produção
de gases CFC (clorofluorocarbono), halons e brometo
de metilo, cuja presença na atmosfera é
considerada a principal causa do estreitamento da
camada de ozônio.
Coincidindo com o Dia Mundial
da Preservação da Camada de Ozônio,
em 16 de setembro, este ano foram divulgadas as conclusões
preliminares de uma avaliação
científica sobre este problema. Os especialistas
disseram que o Protocolo de Montreal está
sendo cumprido e que nos próximos anos a camada
de ozônio pode recuperar-se, mas também
advertiram que será necessário continuar
honrando os acordos internacionais para manter essa
tendência. O problema começou a ser conhecido
da opinião pública no início
dos anos 80, e em 1983 foi subscrito o Convênio
de Viena, o primeiro instrumento destinado a gerar
ações para preservação
do ozônio. Nessa época o tema ainda não
era prioritário: apenas 20 países participaram.
Com o passar dos anos, o problema
foi amplamente divulgado: o estreitamento da camada
de ozônio impediria a filtragem adequada dos
raios ultravioletas, o que, por sua vez, poderia causar
problemas para a vida no planeta. O Protocolo de Montreal
entrou em vigor em 1989, quando 29 nações
mais a União Européia, produtores de
89% das substâncias nocivas à camada
de ozônio, o haviam ratificado. Neste momento,
um dos principais temas é a participação
dos países em desenvolvimento no cumprimento
das metas do Protocolo de Montreal, que objetiva o
fim da utilização de produtos nocivos
ao ozônio. A meta é conseguir isso até
2010.
Além de uma Secretaria
do Ozônio do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Protocolo gerou
outras instâncias, como um Fundo
Multilateral destinado a ajudar os países
em desenvolvimento na substituição tecnológica
necessária para deixar de usar produtos que
prejudicam a camada de ozônio. O Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud)
e o Banco
Mundial têm projetos que apontam na mesma
direção: o cumprimento do disposto no
Protocolo
de Montreal.
O
Protocolo de Montreal, 1987 (espanhol)
Convênio
de Viena, 1985 (espanhol)
Pnuma:
Secretaria do Ozônio (espanhol, inglês,
francês)
Países-partes
dos convênios para proteger a camada de ozônio
(espanhol)
Secretaria
do Fundo Multilateral para a Aplicação
do Tratado de Montreal (inglês)
Pnud:
Protocolo de Montreal (inglês)
OMM
(Organização Meteorológica Mundial):
Boletins do Ozônio (inglês)
Banco
Mundial: o Protocolo de Montreal (inglês)
Ozoneaction:
informação sobre o estado da camada
de ozônio, 2002 (inglês)
Avaliação
cientifica sobre a deterioração do ozônio,
2002 (inglês)
Protocolo
de Montreal (português)
Depois da Cúpula
A Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimnento Sustentável convocou 104 chefes
de Estado e de governo, nove mil delegados, oito mil
representantes de organizações não-governamentais
e quatro mil delegados dos meios de comunicação,
segundo balanço oficial. Mas, qual foi seu
legado? A maioria dos informes da imprensa datados
de Johannesburgo no dia 4 de setembro, quando terminou
o encontro, informavam sobre reações
desencontradas a respeito dos resultados finais: enquanto
os organizadores demonstravam satisfação,
a sociedade civil criticava a falta de compromissos
assumidos por parte dos governos.
O site
oficial da Cúpula refletia, após
a reunião, parte desse balanço oficial.
Diante das críticas pela falta de resultados,
o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou
que Johannesburgo não foi o fim de um processo,
"é
o começo", afirmou. Durante os dez
dias em que os delegados estiveram reunidos o encontro
atraiu o interesse da imprensa, provocou debates e
inspirou
coberturas de numerosos sites. Grande parte dessa
atividade cessou pouco depois do final da Cúpula,
embora, seguramente, nos próximos meses e anos
continuarão os comentários, análises
e avaliações sobre uma das maiores conferências
já realizadas na história.
Entretanto, na Internet é
possível conseguir alguma informação
sobre os resultados da Cúpula. Quase todas
em inglês. Também estão disponíveis
na Internet coberturas especiais como o periódico
Terra
Viva, que circulou durante a conferência,
ou a realizada pela ONU via Internet "ao
vivo". Ao navegar no site oficial também
é possível encontrar em formato PDF
as últimas versões publicadas da Declaração
Política e do Plano
de Ação subscritos em Johannesburgo.
Também pode-se consultar o comunicado oficial
sobre o acordo a respeito da água e dos serviços
sanitários.
Por outro lado, alguns sites
já exibem os comentários finais sobre
a Cúpula. "É
um passo adiante", disse o diretor-executivo
do Programa das Nações Unidas para o
Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, ao lembrar que
as negociações foram muito difíceis.
O Fundo Mundial para a Vida Silvestre (WWF)
recorda que não se conseguiu um plano efetivo
para o desenvolvimento sustentável e pergunta
pelo futuro dos esforços multilaterais para
erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente. O
Greenpeace,
por sua vez, intitulou sua matéria sobre os
resultados de Johannesburgo como "nada para os
pobres, nada para o clima".
Declaração
Política (em inglês)
Plano
de Ação (em inglês)
Comunicado
do acordo sobre água e saneamento (em inglês)
Site
oficial da Cúpula Mundial (em inglês,
francês, espanhol)
Terra
Viva/IPS: um registro da Cúpula (em inglês)
Pnuma:
Opinião sobre a Cúpula (em espanhol)
Cúpula
Mundial: direto (em inglês)
Secretário-geral
da ONU: "é o começo" (em
inglês)
Cobertura
Yahoo!: artigos e links (em inglês)
Greenpeace:
nada para os pobres, nada para o clima (em espanhol)
WWF:
o futuro do multilateralismo (em inglês)
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