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Espécies ameaçadas
No planeta Terra existem 11.167
espécies de animais e vegetais em risco de
extinção, alerta a nova edição
da Lista Vermelha publicada pela União Mundial
para a Natureza (UICN), considerada uma ferramenta
fundamental para observar o estado da diversidade
biológica. A Lista
Vermelha das Espécies Ameaçadas 2002
inclui 121 entradas a mais do que em sua edição
de 2000.
"Muitas espécies
estão diminuindo a níveis populacionais
críticos", destaca a entidade num dos
comunicados que acompanham o dossiê
de informação sobre a lista. Também
recorda que "a perda da diversidade biológica
é uma das crises mais urgentes do mundo, e
a preocupação sobre o estado dos recursos
biológicos dos quais depende significativamente
a vida humana está aumentando". As espécies
contidas na Lista Vermelha estão classificadas
segundo seu nível de risco: em perigo crítico,
em perigo, ou vulnerável.
A UICN considera que o risco
de extinção total é de mil a
dez mil vezes maior do que seria naturalmente, sem
a intervenção da civilização
humana. Destruição de hábitat,
superexploração de recursos, contaminação,
tráfico ilegal, degradação dos
ecossistemas e fenômenos provocados, como a
mudança do clima, são fatores que contribuem
para a extinção das espécies.
As ameaças à biodiversidade,
entendida como a variedade de plantas, animais e microorganismos
que habitam o planeta, são fonte de preocupação
para a comunidade internacional, o que se reflete
na grande
quantidade de informação sobre o
assunto disponível na Internet.
Essa preocupação
também gera acordos entre governos. Um dos
mais relevantes é o Convênio
sobre a Diversidade Biológica, firmado
em 1992. No link Secretaria deste site, informa-se
que no planeta haveria 13 milhões de espécies
identificadas. Mas estima-se que possam existir muitas
mais. A Fundação
All Species realiza um projeto que busca identificar
todas no prazo de 25 anos. E em seu site pode-se pesquisar
mais de 800 mil espécies.
Outra iniciativa que aborda a
proteção das espécies é
o da Convenção sobre o Comércio
Internacional de Espécies Ameaçadas
de Fauna e Flora Silvestres, conhecida como CITES,
que busca controlar o tráfico ilegal de animais
e de plantas protegidas.
UICN:
Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas
(inglês)
Dossiê:
A Lista Vermelha 2002 (espanhol, inglês,
francês)
UICN:
Comissão para a Sobrevivência das Espécies
(inglês)
CITES
(espanhol)
Instituto
dos Recursos Mundiais (inglês, espanhol)
Terramérica:
A biodiversidade (espanhol)
Fundação
All Species (inglês)
Pnuma:
Secretaria do Convênio sobre a Diversidade Biológica
Yahoo!
em espanhol: sites sobre espécies em perigo
Links
da Internet: espécies ameaçadas
(inglês)
BDT
- Base de Dados Tropical (português)
WWF-Brasil
- espécies ameaçadas (português)
Guerra à malária
A guerra contra a malária,
ou paludismo, deu um passo gigantesco após
o anúncio da decodificação dos
genomas do mais perigoso dos parasitas causadores
da doença e do mosquito que serve de seu veículo
transmissor. As prestigiosas revistas Science
e Nature
publicaram, simultaneamente, no início de outubro,
os resultados de uma pesquisa internacional que decifrou
as seqüências desses genomas, o que permite
conhecer uma informação fundamental
para o desenvolvimento de mecanismos de controle ou
cura da doença.
Os genomas decifrados foram os
do mosquito anófeles Anopheles gambiae e os
do parasita Plasmodium falciparum, que combinados
produzem as versões mais fortes da malária.
"Fornece uma oportunidade sem precedentes",
disse a Science
no editorial de sua edição especial
sobre o assunto. A busca de armas para combater a
malária tem grande relevância, pois 40%
da população do planeta vive em regiões
onde essa enfermidade é endêmica.
A Organização Mundial
da Saúde (OMS), que tem uma seção
em seu site especialmente dedicada à doença,
alerta que mais de 300 milhões de pessoas são
infectadas a cada ano pela malária, e mais
de um milhão morrem, a maioria crianças
com menos de cinco anos do mundo em desenvolvimento.
Com o passar dos anos, os medicamentos para combater
a malária perdem eficácia para enfrentar
o parasita.
Também é complexa
a busca de mecanismos para prevenir a enfermidade.
Durante grande parte do século XX, a estratégia
concentrou-se em erradicar o mosquito vetor, mas,
apesar dos êxitos alcançados em seu momento
em algumas regiões, foi impossível manter
o controle sobre esses insetos ao longo do tempo.
A busca de uma vacina também não é
fácil. Uma das iniciativas de maior sucesso
foi a do médico colombiano Manuel Patarroyo,
mas ainda não há uma solução
definitiva. Com a nova descoberta, a pesquisa será
beneficiada.
Decifrar o genoma representa
insumo fundamental à informação
sobre as características do vetor e do parasita
que permitirão afinar a pontaria na busca de
meios para combatê-lo. As dimensões do
problema causado pela malária estão
refletidas na Internet, onde há abundante
informação sobre as características
da enfermidade, a forma como é transmitida
e os lugares
do mundo onde é mais comum. O site Malaria
OnLine lembra que é conhecida desde a antigüidade
e que no passado também afetou a Europa.
De fato, a palavra tem origem
na antiga Roma: malária é "mal
aria", em espanhol "ar mau". O tema
não é alheio à região
das Américas, já que em numerosos países
a doença é endêmica. A Organização
Pan-Americana de Saúde (PS) oferece em seu
site uma grande quantidade de documentos que revisam
o impacto da malária, ou paludismo, na região.
Revista
Science: O genoma do mosquito anófeles gambiae
(inglês)
Revista
Nature: especial sobre os genomas da malária
(inglês)
OMS
- Temas de saúde: Paludismo (espanhol,
inglês)
OPS:
documentos sobre a malária (espanhol, inglês)
Malaria
OnLine (espanhol, inglês, francês)
Terramérica:
Patarroyo e a estocada contra a malária
(espanhol)
Terramérica:
Patarroyo e a estocada contra a malária (português)
Netsaúde/Costa
Rica: paludismo, informação básica
(espanhol)
Malária:
informação geral e fotos (espanhol)
BBC:
malária no mundo (inglês)
Yahoo/cobertura
especial: descoberta contra la malária
(inglês)
Malária
Net (português)
O Protocolo de Montreal
Num planeta onde custa chegar-se
a um acordo para atuar em favor do meio ambiente,
o Protocolo de Montreal poderia converter-se em um
convênio emblemático cujo cumprimento
ajudaria a resolver um problema dos tempos modernos:
a deterioração da camada de ozônio.
O Protocolo
de Montreal foi subscrito em 1987 e atualmente
cerca de 180
nações estão comprometidas
com suas metas de redução da produção
de gases CFC (clorofluorocarbono), halons e brometo
de metilo, cuja presença na atmosfera é
considerada a principal causa do estreitamento da
camada de ozônio.
Coincidindo com o Dia Mundial
da Preservação da Camada de Ozônio,
em 16 de setembro, este ano foram divulgadas as conclusões
preliminares de uma avaliação
científica sobre este problema. Os especialistas
disseram que o Protocolo de Montreal está
sendo cumprido e que nos próximos anos a camada
de ozônio pode recuperar-se, mas também
advertiram que será necessário continuar
honrando os acordos internacionais para manter essa
tendência. O problema começou a ser conhecido
da opinião pública no início
dos anos 80, e em 1983 foi subscrito o Convênio
de Viena, o primeiro instrumento destinado a gerar
ações para preservação
do ozônio. Nessa época o tema ainda não
era prioritário: apenas 20 países participaram.
Com o passar dos anos, o problema
foi amplamente divulgado: o estreitamento da camada
de ozônio impediria a filtragem adequada dos
raios ultravioletas, o que, por sua vez, poderia causar
problemas para a vida no planeta. O Protocolo de Montreal
entrou em vigor em 1989, quando 29 nações
mais a União Européia, produtores de
89% das substâncias nocivas à camada
de ozônio, o haviam ratificado. Neste momento,
um dos principais temas é a participação
dos países em desenvolvimento no cumprimento
das metas do Protocolo de Montreal, que objetiva o
fim da utilização de produtos nocivos
ao ozônio. A meta é conseguir isso até
2010.
Além de uma Secretaria
do Ozônio do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Protocolo gerou
outras instâncias, como um Fundo
Multilateral destinado a ajudar os países
em desenvolvimento na substituição tecnológica
necessária para deixar de usar produtos que
prejudicam a camada de ozônio. O Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud)
e o Banco
Mundial têm projetos que apontam na mesma
direção: o cumprimento do disposto no
Protocolo
de Montreal.
O
Protocolo de Montreal, 1987 (espanhol)
Convênio
de Viena, 1985 (espanhol)
Pnuma:
Secretaria do Ozônio (espanhol, inglês,
francês)
Países-partes
dos convênios para proteger a camada de ozônio
(espanhol)
Secretaria
do Fundo Multilateral para a Aplicação
do Tratado de Montreal (inglês)
Pnud:
Protocolo de Montreal (inglês)
OMM
(Organização Meteorológica Mundial):
Boletins do Ozônio (inglês)
Banco
Mundial: o Protocolo de Montreal (inglês)
Ozoneaction:
informação sobre o estado da camada
de ozônio, 2002 (inglês)
Avaliação
cientifica sobre a deterioração do ozônio,
2002 (inglês)
Protocolo
de Montreal (português)
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