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Prêmio para empresários verdes |
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Por Néfer Muñoz*
Empresas que cuidam da natureza e aplicam técnicas criativas de produção obtiveram o Prêmio à Inovação Ambiental, pela primeira vez entregue na América Central.
SAN JOSÉ.- Sete empresas pequenas, médias e grandes da América Central que cuidam da natureza e aplicam técnicas criativas de desenvolvimento sustentável foram premiadas esta semana em San José pela Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD). Uma companhia nicaragüense que fabrica licor, uma panamenha que elabora produtos lácteos, uma usina costarriquenha de processamento de café, e um centro turístico hondurenho, entre outros, foram premiados. Também foi dada menção honrosa especial a um pequeno hotel de montanha que utiliza critérios amigáveis com a biodiversidade.
Esta foi a primeira edição do Prêmio à Inovação Ambiental, que a partir de agora será entregue a cada dois anos como incentivo a empresas públicas e privadas que reduzirem o impacto negativo de sua atividade e, por outro lado, aumentar sua competitividade. “Os problemas não podem ser resolvidos apenas com leis de castigo e multas”, disse ao Terramérica Hubert Mendez, coordenador do Programa de Modificação de Sistemas de Gestão Ambiental da CCAD. Por isso, é importante criar estímulos para que os empresários se unam voluntariamente aos esforços para conservar o planeta, disse Mendez.
A primeira edição teve 52 empresas centro-americanas que se candidataram, de Belize, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. O prêmio, uma estatueta desenhada pelo escultor costarriquenho Edgar Zuniga, foi entregue em três categorias: ecoprojeto, eficiência energética e inovação tecnológica. Embora o máximo de prêmios previstos seja nove, nesta primeira edição foram entregues apenas sete. “Os empresários que usam técnicas ambientais às vezes seguem contra a corrente, mas este prêmio mostra que vale a pena”, disse ao Terramérica o engenheiro guatemalteco Luis Arturo Merida, premiado em eficiência energética.
Ele possui uma pequena empresa perto do lago de Amatitlan, 50 quilômetros ao sul da Cidade da Guatemala, onde aplica energia geotérmica para elaborar frutas e verduras secas, que vende em seguida. Sua empresa, a Eco-Fruit, projetou um sistema que aproveita o calor vulcânico subterrâneo, conduzindo-o por um túnel especial para secar frutos como pinha, banana e manga. “O planeta está se esgotando. É como se cada um de nós chegasse no fim do mês devendo 20% do que gastamos”, disse ao Terramérica outro vencedor, o arquiteto costarriquenho Bruno Stagno, que projetou um supermercado segundo modelos ambientais. A primeira edição do prêmio foi financiada pelo governo da Holanda, pela Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (Usaid) e Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
* O autor é correspondente da IPS.
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