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Efeitos vulcânicos

Os vulcões são gigantes adormecidos que podem despertar de repente, recriando temores ancestrais. Suas erupções são acompanhadas de tremores de terra e da expulsão de materiais como gases, lava, vapor, pedras e cinzas. Uma nuvem de cinza cobriu a capital do Equador no início deste mês, e dessa forma reviveu um episódio que já havia causado grandes problemas ambientais, econômicos, sociais e de saúde em 1999. Poucos dias antes, as localidades próximas às encostas do vulcão Etna, na Itália, tiveram de ser evacuadas.

Essas erupções recordaram a força dos vulcões e a vulnerabilidade que pode afetar as populações localizadas em sua área de influência. Quando estão em calma são belas formações, mas quando entram em atividade são perigosas. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) alerta de maneira especial sobre esses perigos, e lembra que 10% da população do mundo vive perto de vulcões e que 76% das mortes causadas por erupções vulcânicas no século XX ocorreram na América Latina e no Caribe.

Na Internet há abundante informação sobre vulcões, em sites que explicam com detalhe sua natureza, as conseqüências de suas erupções e que identificam as zonas onde estão situados, tanto na superfície terrestre quanto no fundo do mar. No Equador há mais de 40 vulcões, muitos em atividade. Desde 1999, quando Quito foi coberta por cinzas, a população da capital foi avisada sobre o que fazer nessa situação.

As erupções parecem ser um fenômeno isolado, mas alguns vulcões ativos têm, com freqüência, movimentos, tal como é evidenciado em sites que registram o assunto. Esses movimentos são gerados por forças quase incompreensíveis, que têm sua origem nas entranhas de nosso planeta.

OPS: Erupções vulcânicas no Equador 2002 (espanhol)
Vulcões do Equador (espanhol)
Perigos vulcânicos (espanhol)
Como agir em caso de erupção (espanhol)
OPS: Os vulcões e a proteção da saúde
Vulcões: Um perigo escondido (espanhol)
Conecte-se: Montanhas de fogo (em português)
Erupções vulcânicas (inglês)
Portal: O mundo dos vulcões (inglês)
A vulcanologia (espanhol)
Vulcano (português)
Vulcões e terremotos (português)
Vulcões e a física (português)
Clube de Ciências (português)
GeoVol - Picos/Vulcões (português)
Vulcões e o clima terrestre (português)
Vulcões na história da humanidade (português)

Baleias em perigo

Os seres vivos mais colossais do planeta Terra, as baleias, devem enfrentar um predador muito insistente: o ser humano. Cada vez que há uma reunião sobre espécies protegidas, como a convocada para o Chile neste mês de novembro, essa conflitiva relação volta a ser tema de debate. A 12ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites), convocada para Santiago do Chile, entre 3 e 15 de novembro, tem as baleias na agenda.

Entre as primeiras propostas apresentadas na Cites para a COP-12, há duas do Japão no sentido de suavizar a proteção dada pela Convenção a pelo menos duas espécies de baleias. Japão e Noruega desejam conseguir maior permissividade para a caça de baleias, e são alvo constante de críticas ou denúncias de ambientalistas por continuarem com a atividade predadora destes enormes mamíferos marinhos, que povoam diversos oceanos do mundo.

Grande parte das batalhas em torno das baleias são travadas no contexto da Comissão Baleeira Internacional, que já prepara sua 55ª reunião para junho de 2003, em Berlim, e que decretou, desde 1986, uma moratória sobre a caça dessas espécies com fins comerciais. As decisões da Comissão são determinantes para os acordos no contexto da Cites. Entretanto, durante a reunião da Cites no Chile, a questão das baleias será fonte de um dos debates mais intensos, alerta o Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais (IFAW).

As baleias pertencem à ordem Cetacea que compartilham com animais como os golfinhos. Não se sabe exatamente qual a situação destes seres colossais, mas a Comissão Baleeira Internacional alerta que as 13 espécies de grandes baleias foram afetadas por atividades como superexploração, iniciadas há séculos. Em alguns casos, acrescenta, tem havido recuperação de suas populações graças a medidas de proteção. Algumas nações promovem fórmulas mais intensas de proteção através do estabelecimento de "santuários". E diversas organizações assumiram a defesa das baleias no mundo, do Greenpeace ao Savethewhales.org.

Cites: 12ª Conferência das Partes (inglês)
Chile: COP-12 da Cites (espanhol)
Cites: propostas para a Conferência (inglês)
Comissão Baleeira Internacional (inglês)
IFAW: o que está em jogo na COP-12 da Cites (inglês)
Greenpeace: baleias (espanhol)
Conecte-se: Colossos do mar (espanhol)
Conecte-se: Colossos do mar (português)
Savethewhales.org (inglês)
Ordem cetácea (inglês)
A vida das baleias (espanhol)
O Mundo Silencioso (português)
Curiosidades do Mar / Baleias (português)
Animais Marinhos (português)
Ecovida 2000 (português)

Mudança climática

A previsão já é implacável: o planeta Terra enfrenta uma mudança climática que poderá ter conseqüências sobre suas formas de vida. Milhares de delegados foram convocados para uma conferência conhecida como COP-8. A Oitava Sessão da Conferência das Partes (COP-8), da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), foi convocada para o período entre 23 de outubro e 1º de novembro, em Nova Délhi, e espera-se que marque a transição de uma fase de negociações para uma de cumprimento de acordos.

Cento e oitenta e cinco países são signatários da Convenção Marco, que data de 1992. Durante uma década os governos do mundo realizaram intensas negociações para definir a estratégia frente à mudança climática, atribuído a um “efeito estufa” provocado pelo acúmulo em volta do planeta dos gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. O principal resultado das negociações foi o Protocolo de Kyoto, de 1997. Espera-se que depois da COP-8 fique mais claro o panorama sobre a entrada em vigor desse instrumento, que propõe alcançar, para o período 2008-2012, emissões de gases causadores do efeito estufa 5,2% menores do que as taxas de 1990.

O Protocolo de Kyoto deve entrar em vigor depois de ratificado por 55 países, que incluam nações do mundo industrializado responsáveis por 55% das emissões registradas em 1990. No momento de iniciar a COP-8 o documento havia sido ratificado por 96 países, mas, entre todos, o nível de emissões alcançado é de 37%, abaixo da meta prevista, segundo informação do secretariado da UNFCCC. A situação poderia mudar se fossem efetivados os sinais de apoio ao Protocolo por parte de países como Rússia e Japão.

Os Estados Unidos, principal emissor de gases causadores do efeito estufa, não ratificarão o Protocolo, conforme anunciado em reiteradas oportunidades pelo presidente George Bush. As negociações demonstram que se trata de um assunto sensível, pois a redução das emissões de gases causa um impacto econômico ao afetar o consumo de energia. Na mesa de conversações houve posições antagônicas entre o mundo industrializado e os países em desenvolvimento.

Por outro lado, setores ambientalistas asseguram que é urgente chegar a um acordo. A mudança do clima é considerada como um fator de perturbação, com efeitos sobre as condições atmosféricas, o nível do mar, o regime de colheitas. A importância desse problema também fica evidente na Internet, onde há inúmeros sites para tentar explicar o efeito estufa e a mudança climática em geral.

Oitava Sessão da Conferencia das Partes (inglês)
Secretariado da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (inglês)
Texto da Convenção (inglês)
Links: cobertura especial da COP-8 (inglês, espanhol, francês)
Protocolo de Kyoto (português, espanhol)
Termômetro do Protocolo: estado de situação (inglês)
Pnuma: a mudança climática, explicação em gráficos (inglês)
Terramérica: a mudança climática (espanhol)
Cambioclimaticoglobal.com (espanhol)
BBC Mundo: o efeito estufa (espanhol)
Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (português)
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (português)
Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (português)
ComCiência - Reportagem: Mudanças Climáticas (português)


 

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Erupção de um vulcão equatoriano. Fonte: OPS
Erupção de um vulcão equatoriano. Fonte: OPS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crédito: US NOAA
Crédito: US NOAA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COP 8