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Um bacalhau com problemas
O bacalhau de profundidade, ou
merluza negra, é vítima de sua popularidade:
a alta demanda em cozinhas de todo o mundo sustenta
uma intensa atividade pesqueira que pode ameaçar
sua sobrevivência. Mas esse argumento não
serviu para aumentar a proteção desta
espécie. Durante a XII Conferência das
Partes da Convenção sobre o Comércio
Internacional de Espécies Ameaçadas
de Fauna e Flora Silvestres (Cites), em Santiago do
Chile, foi rejeitada uma proposta
australiana para colocar o bacalhau de profundidade
no Apêndice II desse tratado, que estabelece
regras para sua compra e venda no mundo.
Os
delegados optaram de forma unânime, inclusive
com apoio australiano, por uma proposta do Chile no
sentido de deixar a espécie fora desse regime
especial de proteção e mantê-la
sob vigilância da Convenção para
a Conservação dos Recursos Vivos Marítimos
Antárticos (CCAMLR), garantindo-lhe a aplicação
de um sistema de documentação que permita
certificar a origem do bacalhau e discriminar entre
um produto legal e outro ilegal. Organizações
ambientalistas, como a União
Mundial para a Natureza (UICN) afirmam que as
medidas de proteção em vigor até
agora através da CCAMLR não são
suficientes para deter a pesca excessiva dessa cobiçada
espécie.
O Greenpeace
realizou protestos durante a COP-12 da Cites para
pedir a inclusão do bacalhau de profundidade
no Apêndice II. Esta organização
denunciou que a pesca ilegal do bacalhau de profundidade
alimenta um mercado de mais de US$ 500 milhões.
O nome cientifico do bacalhau de profundidade é
Dissostichus
eleginoides, conhecido como merluza negra, austromerluza
negra, Patagonian Toothfish (inglês), Chilean
sea bass (inglês), légine australe (francês)
ou patagonsky klykach (russo). A proposta inicial
de proteção da espécie incluía
outro peixe muito parecido, também chamado
de merluza negra, da espécie Dissostichus mawsoni.
Os bacalhaus de profundidade
podem pesar cerca de 90 quilos, medir até dois
metros e viver cerca de 50 anos. Mas seu grande tamanho
tem alguns pontos fracos: a taxa de reprodução
é lenta e os indivíduos da espécie
demoram entre seis e dez anos para chegar à
maturidade. Segundo um
documento da Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO) disponível na Internet, em 1999 o Chile
e a Argentina eram os países com maior captura
de bacalhau de profundidade.
Porém, o principal problema
para esta espécie é a pesca pirata.
Um documento da Administração de Drogas
e Alimentos dos Estados Unidos adverte que o alto
preço pago pela carne desse peixe gera uma
pesca
ilegal e não regulada que ameaça
a espécie. O bacalhau de profundidade é
pescado em mares próximos da Antártida.
Mas 90% da produção é imediatamente
enviada para restaurantes no Japão, Estados
Unidos e Europa.
Cites
/ COP-12: Decisão sobre o bacalhau de profundidade
(espanhol)
IUCN:
Áreas marinhas protegidas na Antártida
(inglês)
IUCN:
Proposta australiana na Cites para proteger a espécie
(espanhol)
FAO:
ficha do bacalhau de profundidade (inglês)
Ficha
do Dissostischus eleginoides, merluza negra (espanhol)
Campanha
contra o consumo do bacalhau de profundidade nos Estados
Unidos (inglês)
US
FDA: Informação sobre o Dissostischus
eleginoides (inglês)
Chile
/ IFOP: bacalhau de profundidade (espanhol)
Greenpeace:
protesto a favor do bacalhau de profundidade (espanhol)
Merluza
negra, ouro branco: pesca pirata (espanhol)
Efeitos vulcânicos
Os vulcões são
gigantes adormecidos que podem despertar de repente,
recriando temores ancestrais. Suas erupções
são acompanhadas de tremores de terra e da
expulsão de materiais como gases, lava, vapor,
pedras e cinzas. Uma
nuvem de cinza cobriu a capital do Equador no início
deste mês, e dessa forma reviveu um episódio
que já havia causado grandes problemas ambientais,
econômicos, sociais e de saúde em 1999.
Poucos dias antes, as localidades próximas
às encostas do vulcão Etna, na Itália,
tiveram de ser evacuadas.
Essas erupções
recordaram a força dos vulcões e a vulnerabilidade
que pode afetar as populações localizadas
em sua área de influência. Quando estão
em calma são belas formações,
mas
quando entram em atividade são perigosas.
A
Organização Pan-Americana de Saúde
(OPS) alerta de maneira especial sobre esses perigos,
e lembra que 10% da população do mundo
vive perto de vulcões e que 76% das mortes
causadas por erupções vulcânicas
no século XX ocorreram na América Latina
e no Caribe.
Na Internet
há abundante informação sobre
vulcões,
em sites que explicam com detalhe sua natureza, as
conseqüências de suas erupções
e que identificam as zonas onde estão situados,
tanto na superfície terrestre quanto no fundo
do mar. No
Equador há mais de 40 vulcões, muitos
em atividade. Desde 1999, quando Quito foi coberta
por cinzas, a população da capital foi
avisada sobre o que
fazer nessa situação.
As erupções parecem
ser um fenômeno isolado, mas alguns vulcões
ativos têm, com freqüência, movimentos,
tal como é evidenciado em sites
que registram o assunto. Esses movimentos são
gerados por forças quase incompreensíveis,
que têm sua origem nas entranhas de nosso planeta.
OPS:
Erupções vulcânicas no Equador
2002 (espanhol)
Vulcões
do Equador (espanhol)
Perigos
vulcânicos (espanhol)
Como
agir em caso de erupção (espanhol)
OPS:
Os vulcões e a proteção da saúde
Vulcões:
Um perigo escondido (espanhol)
Conecte-se:
Montanhas de fogo (em português)
Erupções
vulcânicas (inglês)
Portal:
O mundo dos vulcões (inglês)
A
vulcanologia (espanhol)
Vulcano
(português)
Vulcões
e terremotos (português)
Vulcões
e a física (português)
Clube
de Ciências (português)
GeoVol
- Picos/Vulcões (português)
Vulcões
e o clima terrestre (português)
Vulcões
na história da humanidade (português)
Baleias em perigo
Os seres vivos mais colossais
do planeta Terra, as baleias, devem enfrentar um predador
muito insistente: o ser humano. Cada vez que há
uma reunião sobre espécies protegidas,
como a convocada para o Chile neste mês de novembro,
essa conflitiva relação volta a ser
tema de debate. A 12ª
reunião da Conferência das Partes da
Convenção sobre o Comércio Internacional
de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora
Silvestres (Cites), convocada para Santiago
do Chile, entre 3 e 15 de novembro, tem as baleias
na agenda.
Entre as primeiras
propostas apresentadas na Cites para a COP-12,
há duas do Japão no sentido de suavizar
a proteção dada pela Convenção
a pelo menos duas espécies de baleias. Japão
e Noruega desejam conseguir maior permissividade para
a caça de baleias, e são alvo constante
de críticas ou denúncias de ambientalistas
por continuarem com a atividade predadora destes enormes
mamíferos marinhos, que povoam diversos oceanos
do mundo.
Grande parte das batalhas em
torno das baleias são travadas no contexto
da Comissão
Baleeira Internacional, que já prepara
sua 55ª reunião para junho de 2003, em
Berlim, e que decretou, desde 1986, uma moratória
sobre a caça dessas espécies com fins
comerciais. As decisões da Comissão
são determinantes para os acordos no contexto
da Cites. Entretanto, durante a reunião da
Cites no Chile, a questão das baleias será
fonte de um dos debates mais intensos, alerta o Fundo
Internacional para o Bem-Estar dos Animais (IFAW).
As baleias pertencem à
ordem
Cetacea que compartilham com animais como os golfinhos.
Não se sabe exatamente qual a situação
destes seres colossais, mas a Comissão Baleeira
Internacional alerta que as 13 espécies de
grandes baleias foram afetadas por atividades como
superexploração, iniciadas há
séculos. Em alguns casos, acrescenta, tem havido
recuperação de suas populações
graças a medidas de proteção.
Algumas nações promovem fórmulas
mais intensas de proteção através
do estabelecimento de "santuários".
E diversas organizações assumiram a
defesa das baleias no mundo, do Greenpeace
ao Savethewhales.org.
Cites:
12ª Conferência das Partes (inglês)
Chile:
COP-12 da Cites (espanhol)
Cites:
propostas para a Conferência (inglês)
Comissão
Baleeira Internacional (inglês)
IFAW:
o que está em jogo na COP-12 da Cites (inglês)
Greenpeace:
baleias (espanhol)
Conecte-se:
Colossos do mar (espanhol)
Conecte-se:
Colossos do mar (português)
Savethewhales.org
(inglês)
Ordem
cetácea (inglês)
A
vida das baleias (espanhol)
O
Mundo Silencioso (português)
Curiosidades
do Mar / Baleias (português)
Animais
Marinhos (português)
Ecovida
2000 (português)
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