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Vazamentos de petróleo

A cena já vimos várias vezes: um petroleiro velho ou atravessando águas turbulentas se parte e deixa vazar um carregamento perigoso: petróleo. Esses vazamentos, como o ocorrido na costa ibérica, contaminam o oceano, prejudicam a vida e afetam a economia.

As notícias sobre o caso do petroleiro Prestige, procedentes da costa espanhola, em novembro deste ano, foram de arrepiar. O navio, considerado uma velharia, se partiu e afundou, e pode chegar a deixar vazar toda sua carga, de cerca de 77 mil toneladas de petróleo. Desde o momento em que começaram a ocorrer os primeiros vazamentos já era evidente que novamente havia acontecido um desastre para o ecossistema marítimo, que também colocou em xeque o futuro de comunidades costeiras onde milhares de famílias vivem da pesca.

Os vazamentos de petróleo produzem um fenômeno conhecido como "maré negra", quando uma película do produto, com densidade diferente da água, forma-se na superfície do mar. Seu efeito já é letal para as espécies que integram o ecossistema marinho, mas os prejuízos aumentam quando a poluição chega à costa.

As notícias sobre os vazamentos de navios são impactantes, especialmente porque a quantidade de petróleo vazada de uma vez é enorme. Mas o site sobre Vazamentos de Petróleo adverte que causam apenas 20% desse tipo de contaminação e que os 80% restantes provêem de atividades navais e extração ou transporte de petróleo no mar, entre outros. Uma pesquisa sobre responsabilidades no caso de vazamentos disponível na Internet indica que 12% dos vazamentos têm origem em acidentes de navios. E acrescenta que as plataformas petrolíferas vertem cerca de 130 mil toneladas anuais no mar. A cada ano, os oceanos do mundo são contaminados com três a quatro toneladas de petróleo.

A gravidade dos incidentes de vazamento gera preocupação em muitos níveis. É alvo de revisão por parte de organismos intergovernamentais e demanda a existência de estratégias de resposta e ação para enfrentar estes desastres ecológicos. Na Internet há grande quantidade de informação sobre vazamentos de petróleo de grande magnitude ou emblemáticos, a maior parte em inglês. Também há sites de empresas altamente especializadas que combatem estes incidentes.

Vazamentos de petróleo e óleos: Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (inglês)
BBC: Galeria do desastre na Espanha (espanhol)
Grande Caribe: Cooperação contra os vazamentos (espanhol)
Vazamentos de petróleo (inglês)
Responsabilidades pela contaminação por hidrocarbonos (espanhol)
Alguns casos de vazamentos de petróleo (espanhol)
O que ocorre com os vazamentos de petróleo? (inglês)
Vazamentos: Cobertura especial do Yahoo! em inglês
Vazamentos de hidrocarbonos: Ações (espanhol)
Site sobre vazamentos de petróleo: links (inglês)
Jornal Nacional: Resultado de busca por Prestige (português)
Maré negra ameaça Galiza (português)
A Indústria do Petróleo e o Meio Ambiente (português)
A Notícia na sala de aula. O petróleo em destaque (português)

Um bacalhau com problemas

O bacalhau de profundidade, ou merluza negra, é vítima de sua popularidade: a alta demanda em cozinhas de todo o mundo sustenta uma intensa atividade pesqueira que pode ameaçar sua sobrevivência. Mas esse argumento não serviu para aumentar a proteção desta espécie. Durante a XII Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites), em Santiago do Chile, foi rejeitada uma proposta australiana para colocar o bacalhau de profundidade no Apêndice II desse tratado, que estabelece regras para sua compra e venda no mundo.

Os delegados optaram de forma unânime, inclusive com apoio australiano, por uma proposta do Chile no sentido de deixar a espécie fora desse regime especial de proteção e mantê-la sob vigilância da Convenção para a Conservação dos Recursos Vivos Marítimos Antárticos (CCAMLR), garantindo-lhe a aplicação de um sistema de documentação que permita certificar a origem do bacalhau e discriminar entre um produto legal e outro ilegal. Organizações ambientalistas, como a União Mundial para a Natureza (UICN) afirmam que as medidas de proteção em vigor até agora através da CCAMLR não são suficientes para deter a pesca excessiva dessa cobiçada espécie.

O Greenpeace realizou protestos durante a COP-12 da Cites para pedir a inclusão do bacalhau de profundidade no Apêndice II. Esta organização denunciou que a pesca ilegal do bacalhau de profundidade alimenta um mercado de mais de US$ 500 milhões. O nome cientifico do bacalhau de profundidade é Dissostichus eleginoides, conhecido como merluza negra, austromerluza negra, Patagonian Toothfish (inglês), Chilean sea bass (inglês), légine australe (francês) ou patagonsky klykach (russo). A proposta inicial de proteção da espécie incluía outro peixe muito parecido, também chamado de merluza negra, da espécie Dissostichus mawsoni.

Os bacalhaus de profundidade podem pesar cerca de 90 quilos, medir até dois metros e viver cerca de 50 anos. Mas seu grande tamanho tem alguns pontos fracos: a taxa de reprodução é lenta e os indivíduos da espécie demoram entre seis e dez anos para chegar à maturidade. Segundo um documento da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) disponível na Internet, em 1999 o Chile e a Argentina eram os países com maior captura de bacalhau de profundidade.

Porém, o principal problema para esta espécie é a pesca pirata. Um documento da Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos adverte que o alto preço pago pela carne desse peixe gera uma pesca ilegal e não regulada que ameaça a espécie. O bacalhau de profundidade é pescado em mares próximos da Antártida. Mas 90% da produção é imediatamente enviada para restaurantes no Japão, Estados Unidos e Europa.

Cites / COP-12: Decisão sobre o bacalhau de profundidade (espanhol)
IUCN: Áreas marinhas protegidas na Antártida (inglês)
IUCN: Proposta australiana na Cites para proteger a espécie (espanhol)
FAO: ficha do bacalhau de profundidade (inglês)
Ficha do Dissostischus eleginoides, merluza negra (espanhol)
Campanha contra o consumo do bacalhau de profundidade nos Estados Unidos (inglês)
US FDA: Informação sobre o Dissostischus eleginoides (inglês)
Chile / IFOP: bacalhau de profundidade (espanhol)
Greenpeace: protesto a favor do bacalhau de profundidade (espanhol)
Merluza negra, ouro branco: pesca pirata (espanhol)

Efeitos vulcânicos

Os vulcões são gigantes adormecidos que podem despertar de repente, recriando temores ancestrais. Suas erupções são acompanhadas de tremores de terra e da expulsão de materiais como gases, lava, vapor, pedras e cinzas. Uma nuvem de cinza cobriu a capital do Equador no início deste mês, e dessa forma reviveu um episódio que já havia causado grandes problemas ambientais, econômicos, sociais e de saúde em 1999. Poucos dias antes, as localidades próximas às encostas do vulcão Etna, na Itália, tiveram de ser evacuadas.

Essas erupções recordaram a força dos vulcões e a vulnerabilidade que pode afetar as populações localizadas em sua área de influência. Quando estão em calma são belas formações, mas quando entram em atividade são perigosas. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) alerta de maneira especial sobre esses perigos, e lembra que 10% da população do mundo vive perto de vulcões e que 76% das mortes causadas por erupções vulcânicas no século XX ocorreram na América Latina e no Caribe.

Na Internet há abundante informação sobre vulcões, em sites que explicam com detalhe sua natureza, as conseqüências de suas erupções e que identificam as zonas onde estão situados, tanto na superfície terrestre quanto no fundo do mar. No Equador há mais de 40 vulcões, muitos em atividade. Desde 1999, quando Quito foi coberta por cinzas, a população da capital foi avisada sobre o que fazer nessa situação.

As erupções parecem ser um fenômeno isolado, mas alguns vulcões ativos têm, com freqüência, movimentos, tal como é evidenciado em sites que registram o assunto. Esses movimentos são gerados por forças quase incompreensíveis, que têm sua origem nas entranhas de nosso planeta.

OPS: Erupções vulcânicas no Equador 2002 (espanhol)
Vulcões do Equador (espanhol)
Perigos vulcânicos (espanhol)
Como agir em caso de erupção (espanhol)
OPS: Os vulcões e a proteção da saúde
Vulcões: Um perigo escondido (espanhol)
Conecte-se: Montanhas de fogo (em português)
Erupções vulcânicas (inglês)
Portal: O mundo dos vulcões (inglês)
A vulcanologia (espanhol)
Vulcano (português)
Vulcões e terremotos (português)
Vulcões e a física (português)
Clube de Ciências (português)
GeoVol - Picos/Vulcões (português)
Vulcões e o clima terrestre (português)
Vulcões na história da humanidade (português)

 


 

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Fonte: US EPA
Fonte: US EPA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dissostichus eleginoides. Fuente: FIGIS, Fao.org
Dissostichus eleginoides. Fonte: FIGIS, Fao.org

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Erupção de um vulcão equatoriano. Fonte: OPS
Erupção de um vulcão equatoriano. Fonte: OPS