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Pesca
com mosca
A
pesca com mosca é uma atividade esportiva que cada
vez ganha mais adeptos no mundo, e cuja prática tem
uma particularidade: apesar de estar baseada na captura
de espécies aquáticas, costuma estar associada à conservação
da natureza.
A pesca com mosca é uma atividade
esportiva que cada vez ganha mais adeptos no mundo,
e cuja prática tem uma particularidade: apesar de
estar baseada na captura de espécies aquáticas, costuma
estar associada à conservação da natureza. Este tipo
de pesca requer habilidades particulares por parte
de quem a pratica, o que inclui conhecimentos sobre
os hábitos da espécie com a qual se vai lidar, sobre
as condições da água onde a atividade acontecerá e,
especialmente, da técnica para atrair, capturar e,
depois, soltar os peixes.
Uma das características importantes da pesca com mosca
é precisamente a técnica de captura e a devolução
das espécies ao ecossistema, habitualmente conhecida
por seu nome em inglês com “catch and release”, e
que implica conhecer os mecanismos que permitiriam
uma soltura do peixe com sucesso. Mas esse tipo de
pesca esportiva também é associada à conservação porque
os pescadores consideram ideais as zonas nas quais
a intervenção humana seja mínima e, naturalmente,
sem contaminação das águas. A teoria de devolver o
peixe está vinculada ao propósito de não esgotar a
espécie para poder continuar realizando essa atividade.
O sucesso da pesca com mosca é grande no século XXI
e qualquer pessoa que procurar informação sobre o
assunto na Internet encontrará com facilidade. A categoria
sobre este assunto no Yahoo!
tem dezenas de sites sobre técnicas, lugares mais
apropriados, venda de produtos especializados. E há
uma grande quantidade de sites dedicados a explicar
os
detalhes e a
natureza deste esporte. Na zona do extremo sul,
na Argentina
e no Chile,
já existe infra-estrutura para receber pescadores
de todo o mundo que investem grande quantidade de
recursos para chegar a regiões isoladas. Mas também
se pratica em outros países, como México e Brasil.
A pesca com mosca é uma atividade
antiga que, segundo várias histórias sobre a atividade
disponíveis
na Internet, deixou rastros durante a Idade Média
e começou a consolidar-se como esporte a partir do
século XIX. Em geral, a pesca com mosca está associada
a lagos, rios e riachos de montanha e costuma lembrar
a captura e devolução de salmonídeos,
em particular trutas. Assegura-se que não há limitações:
também pode ser praticada no
mar, onde a variedade de espécies é muito maior.
Pesca
com mosca na Patagônia (espanhol)
Guia de pesca com mosca no Chile (espanhol)
Como soltar um peixe (espanhol)
Perguntas freqüentes sobre a pesca com mosca (espanhol)
Pesca com mosca no Brasil (português)
A pesca com mosca - comentário (espanhol)
Os
salmonídeos (espanhol)
História
da pesca com mosca (espanhol)
Pesca
com mosca no mar (espanhol)
Yahoo!
em inglês: pesca com mosca (inglês)
A
história da pesca com mosca (português)
Fly
Cast - Escola de Pesca com Mosca (português)
Pesca
na Patagônia (português)
Quinoa
A quinoa, ou quinua, é
freqüentemente evocada como o alimento sagrado
de antigas culturas andinas, parte das dietas do passado.
Mas suas qualidades converteram esta planta sul-americana
num produto de muito futuro. “A quinoa é
um dos poucos alimentos de origem vegetal nutricionalmente
completo, isto é, que apresenta um balanço
adequado de proteínas, carbohidrados e minerais,
necessários para a vida humana”, diz
um documento existente no site da Fao.org.
Este
alimento é produzido por uma planta de
grande resistência que se adapta a diversas
condições de latitude e a altitudes
de até quatro mil metros e pode crescer em
zonas áridas e semi-áridas. O nome científico
da quinoa é Chenopodium
quinoa Wild, e entre suas denominações
também está a de “trigo dos incas”.
Em um site sobre a
quinoa recorda-se que, segundo algumas pesquisas,
este alimento começou a fazer parte da dieta
dos seres humanos na região andina pelo menos
cinco mil anos antes de Cristo.
Existem vários tipos de quinoa, e entre elas
uma das mais conhecidas é a quinoa
real. Este vegetal tem uma série de aplicações,
mas, sem dúvida, seu uso maior é o de
alimento para humanos e animais. A manipulação
de seus grãos na cozinha data da antigüidade
e dá lugar a uma
interessante gastronomia. Mais além de
seu uso em locais de cultivo tradicional, o alimento
está sendo incorporado paulatinamente às
dietas de outras latitudes, freqüentemente como
um ingrediente saudável e sofisticado.
Para os camponeses da região andina trata-se
de um insumo fundamental, e por isso saíram
em sua defesa quando receberam a notícia de
que uma variedade do alimento havia sido patenteada
nos Estados Unidos. “Nossa integridade intelectual
foi violada”, advertiram na oportunidade, ao
recordarem que a quinoa foi melhorada pelo trabalho
dos habitantes da região onde é cultivada
há milênios.
Quinoa/quinua:
antecedentes e características (espanhol)
Quinoa
real (espanhol)
FAO/compêndio:
Quinoa - introdução (espanhol)
Quinoa:
composição e valor nutritivo (espanhol)
A
quinoa: história, patentes nos Estados Unidos
(espanhol)
Agricultores
bolivianos contra patente da quinoa (espanhol)
Chenopodium
quinoa (espanhol)
Receitas
de quinoa (espanhol)
Chenopodiase
- Textos sobre a quinoa (inglês)
Embrapa
- Conheça a quinoa (português)
Embrapa
- Primeira colheita comercial de quinoa (português)
Quinoa:
alternativa na cobertura do solo e na produção
de grãos (português)
Agência
Unicamp de Notícias - Contém quinoa
(português)
Pesticidas, Inseticidas
Os pesticidas são resultado
do antigo desejo do homem de livrar-se das pragas
que invadem seu modo de vida. Mas, no mundo moderno,
já e conhecida a outra face de algumas destas
substâncias: são venenos perigosos para
a saúde e o meio ambiente. Em novembro deste
ano, o Conselho da Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO) aprovou uma versão revisada do Código
de Conduta sobre Distribuição e Uso
de Pesticidas que fala da responsabilidade dos
governos na regulamentação dessas substâncias,
da necessidade de ajudar os países com dificuldades
técnicas para assumirem os riscos de sua utilização
e da importância de contar com boas práticas
de produção e comercialização.
O uso de pesticidas na agricultura
está muito difundido, pois são considerados
essenciais para conseguir melhores condições
de cultivo. A lista de substâncias utilizadas
nesta atividade inclui algumas perigosas, o que levou
organizações como a FAO
ou a Organização Mundial da Saude (OMS)
a insistirem na necessidade de adotar-se precauções
em sua manipulação e venda. Num site
sobre Pesticidas
e Inseticidas são citados números
da OMS segundo os quais dois milhões de pessoas
são intoxicadas por essas substâncias
a cada ano, e cerca de 200 mil morrem. Outro site,
O
que você deve saber..., sobre estes compostos,
adverte que podem ocorrer danos se entrarem em contato
com os olhos ou a pele, se forem aspirados ou ingeridos.
A Agência de Proteção
Ambiental dos Estados Unidos, que tem um
portal com informação sobre o assunto,
dedica uma página em
espanhol à advertência de que nesse
país existem 17 mil pesticidas registrados,
e que desse total 76% são utilizados nas zonas
agrícolas e 23% em zonas urbanas. “O
tempo é crítico em qualquer envenenamento
com pesticidas”, alerta. Os casos de envenenamento
podem ocorrer nas residências, ao entrar em
contato com inseticidas, mas, em sua maior parte,
afetam trabalhadores agrícolas ou suas famílias,
que freqüentemente devem conviver com pesticidas.
Além do perigo que representa
entrar em contato direto com tais substâncias,
existe outro problema importante: a contaminação
do meio
ambiente. Trata-se de substâncias persistentes
que permanecem durante muito tempo em solos, águas,
vegetais e animais e que também podem ser consumidos
por essa via. Na Internet existe bastante informação
sobre os pesticidas, já que representam um
problema de saúde ambiental importante. Venenos
úteis? Pergunta um desses sites.
FAO:
Código internacional para a distribuição
e uso de pesticidas (inglês)
FAO:
informação sobre pesticidas (espanhol)
FAO/OMS:
ação conjunta sobre resíduos
de pesticidas (inglês)
EPA: portal
sobre pesticidas (inglês)
EPA:
programa de segurança com pesticidas (espanhol)
O
que você deve saber sobre pesticidas (espanhol)
Os
pesticidas e os inseticidas (espanhol)
Pesticidas,
saúde e meio ambiente (espanhol)
Pesticidas:
venenos úteis? (espanhol)
Yahoo!:
links sobre pesticidas (inglês)
FAO
adverte sobre uso inadequado de pesticidas (português)
Agricultura
Convencional - Pragas e Pesticidas (português)
Informações
Toxicológicas Pesticidas (português)
Vazamentos de petróleo
A cena já vimos várias
vezes: um petroleiro velho ou atravessando águas
turbulentas se parte e deixa vazar um carregamento
perigoso: petróleo. Esses vazamentos, como
o ocorrido na costa ibérica, contaminam o oceano,
prejudicam a vida e afetam a economia.
As notícias sobre o caso
do petroleiro Prestige, procedentes da costa espanhola,
em novembro deste ano, foram de arrepiar. O navio,
considerado uma velharia, se partiu e afundou, e pode
chegar a deixar vazar toda sua carga, de cerca de
77 mil toneladas de petróleo. Desde o momento
em que começaram a ocorrer os primeiros vazamentos
já era evidente que novamente havia acontecido
um desastre
para o ecossistema marítimo, que também
colocou em xeque o futuro de comunidades costeiras
onde milhares de famílias vivem da pesca.
Os vazamentos de petróleo
produzem um fenômeno conhecido como "maré
negra", quando uma película do produto,
com densidade diferente da água, forma-se na
superfície do mar. Seu efeito já é
letal para as espécies que integram o ecossistema
marinho, mas os prejuízos aumentam quando a
poluição chega à costa.
As notícias sobre os vazamentos
de navios são impactantes, especialmente porque
a quantidade de petróleo vazada de uma vez
é enorme. Mas o site sobre Vazamentos
de Petróleo adverte que causam apenas 20%
desse tipo de contaminação e que os
80% restantes provêem de atividades navais e
extração ou transporte de petróleo
no mar, entre outros. Uma pesquisa sobre responsabilidades
no
caso de vazamentos disponível na Internet
indica que 12% dos vazamentos têm origem em
acidentes de navios. E acrescenta que as plataformas
petrolíferas vertem cerca de 130 mil toneladas
anuais no mar. A cada ano, os oceanos do mundo são
contaminados com três a quatro toneladas de
petróleo.
A gravidade dos incidentes de
vazamento gera preocupação em muitos
níveis. É alvo de revisão por
parte de organismos
intergovernamentais e demanda a existência
de estratégias de resposta e ação
para enfrentar estes desastres ecológicos.
Na Internet há grande quantidade de informação
sobre vazamentos de petróleo de grande magnitude
ou emblemáticos,
a maior parte em inglês. Também há
sites de empresas altamente especializadas que combatem
estes incidentes.
Vazamentos
de petróleo e óleos: Agência de
Proteção Ambiental dos Estados Unidos
(inglês)
BBC:
Galeria do desastre na Espanha (espanhol)
Grande
Caribe: Cooperação contra os vazamentos
(espanhol)
Vazamentos
de petróleo (inglês)
Responsabilidades
pela contaminação por hidrocarbonos
(espanhol)
Alguns
casos de vazamentos de petróleo (espanhol)
O
que ocorre com os vazamentos de petróleo?
(inglês)
Vazamentos:
Cobertura especial do Yahoo! em inglês
Vazamentos
de hidrocarbonos: Ações (espanhol)
Site sobre
vazamentos de petróleo: links (inglês)
Jornal
Nacional: Resultado de busca por Prestige (português)
Maré
negra ameaça Galiza (português)
A
Indústria do Petróleo e o Meio Ambiente
(português)
A
Notícia na sala de aula. O petróleo
em destaque (português)
Um bacalhau com problemas
O bacalhau de profundidade, ou
merluza negra, é vítima de sua popularidade:
a alta demanda em cozinhas de todo o mundo sustenta
uma intensa atividade pesqueira que pode ameaçar
sua sobrevivência. Mas esse argumento não
serviu para aumentar a proteção desta
espécie. Durante a XII Conferência das
Partes da Convenção sobre o Comércio
Internacional de Espécies Ameaçadas
de Fauna e Flora Silvestres (Cites), em Santiago do
Chile, foi rejeitada uma proposta
australiana para colocar o bacalhau de profundidade
no Apêndice II desse tratado, que estabelece
regras para sua compra e venda no mundo.
Os
delegados optaram de forma unânime, inclusive
com apoio australiano, por uma proposta do Chile no
sentido de deixar a espécie fora desse regime
especial de proteção e mantê-la
sob vigilância da Convenção para
a Conservação dos Recursos Vivos Marítimos
Antárticos (CCAMLR), garantindo-lhe a aplicação
de um sistema de documentação que permita
certificar a origem do bacalhau e discriminar entre
um produto legal e outro ilegal. Organizações
ambientalistas, como a União
Mundial para a Natureza (UICN) afirmam que as
medidas de proteção em vigor até
agora através da CCAMLR não são
suficientes para deter a pesca excessiva dessa cobiçada
espécie.
O Greenpeace
realizou protestos durante a COP-12 da Cites para
pedir a inclusão do bacalhau de profundidade
no Apêndice II. Esta organização
denunciou que a pesca ilegal do bacalhau de profundidade
alimenta um mercado de mais de US$ 500 milhões.
O nome cientifico do bacalhau de profundidade é
Dissostichus
eleginoides, conhecido como merluza negra, austromerluza
negra, Patagonian Toothfish (inglês), Chilean
sea bass (inglês), légine australe (francês)
ou patagonsky klykach (russo). A proposta inicial
de proteção da espécie incluía
outro peixe muito parecido, também chamado
de merluza negra, da espécie Dissostichus mawsoni.
Os bacalhaus de profundidade
podem pesar cerca de 90 quilos, medir até dois
metros e viver cerca de 50 anos. Mas seu grande tamanho
tem alguns pontos fracos: a taxa de reprodução
é lenta e os indivíduos da espécie
demoram entre seis e dez anos para chegar à
maturidade. Segundo um
documento da Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO) disponível na Internet, em 1999 o Chile
e a Argentina eram os países com maior captura
de bacalhau de profundidade.
Porém, o principal problema
para esta espécie é a pesca pirata.
Um documento da Administração de Drogas
e Alimentos dos Estados Unidos adverte que o alto
preço pago pela carne desse peixe gera uma
pesca
ilegal e não regulada que ameaça
a espécie. O bacalhau de profundidade é
pescado em mares próximos da Antártida.
Mas 90% da produção é imediatamente
enviada para restaurantes no Japão, Estados
Unidos e Europa.
Cites
/ COP-12: Decisão sobre o bacalhau de profundidade
(espanhol)
IUCN:
Áreas marinhas protegidas na Antártida
(inglês)
IUCN:
Proposta australiana na Cites para proteger a espécie
(espanhol)
FAO:
ficha do bacalhau de profundidade (inglês)
Ficha
do Dissostischus eleginoides, merluza negra (espanhol)
Campanha
contra o consumo do bacalhau de profundidade nos Estados
Unidos (inglês)
US
FDA: Informação sobre o Dissostischus
eleginoides (inglês)
Chile
/ IFOP: bacalhau de profundidade (espanhol)
Greenpeace:
protesto a favor do bacalhau de profundidade (espanhol)
Merluza
negra, ouro branco: pesca pirata (espanhol)
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