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CHILE: Cultivo no deserto

SANTIAGO.- Ex-mineiros e trabalhadores aposentados de Canto da Água, 700 quilômetros ao norte da capital chilena, cultivam orégano orgânico em pleno deserto, somando-se à crescente produção agrícola livre de substâncias químicas contaminantes. Os novos agricultores conseguem água em fontes subterrâneas para regar um quarto de hectare de orégano, que pode ampliar-se em breve para nove hectares. O único adubo que utilizam é o excremento de cabra.

O Instituto Nacional de Desenvolvimento Agropecuário (Indap) apóia a iniciativa através de seu programa de apoio a camponeses pobres. Em nove das 13 regiões do Chile há mais de 500 agricultores orgânicos de hortaliças, cítricos, mel, cerejas entre outros itens inovadores, com a quinoa e a cultura de minhoca. Entre 1999 e 2000, a renda com exportações de produtos orgânicos somaram US$ 4 milhões.

Os camponeses chilenos desenvolvem mais de 400 hectares de cultivo orgânico com “altos padrões de qualidade”, afirma o diretor do Indap, Ricardo Halabí.

 
 

BRASIL: Catadores querem salários

RIO DE JANEIRO.- Os catadores informais de lixo reciclável de Curitiba reclamam da prefeitura remuneração pelo serviço público que realizam ao recolherem 360 toneladas diárias de lixo. Trata-se de 70% dos papéis, plásticos, vidros e outros materiais reaproveitáveis que 1,6 milhões de habitantes da capital paranaense jogam diariamente nas ruas, disse ao Terramérica Margaret Matos de Carvalho, coordenadora do Fórum Estadual Lixo e Cidadania.

O pagamento não seria individual, mas se destinaria à formação de um fundo em benefício dos catadores e suas famílias, explicou Margaret, que também é procuradora do Trabalho no Paraná. Se este movimento tiver êxito, poderá beneficiar centenas de milhares de trabalhadores que limpam as cidades ou reduzem os lixões a céu aberto no Brasil. Sobre eles não há estatísticas. Em Curitiba são estimados entre cinco mil e 20 mil pessoas.

 
 

AMÉRICA DO NORTE: O Nafta contamina pouco

MÉXICO.- A colocação em prática do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), desde 1994, aprofundou a contaminação em regiões de fronteira e em setores industriais específicos, mas não produziu o desastre ambiental previsto por alguns críticos.

Um relatório da Comissão Ambiental da América do Norte (CCA) afirma que, durante a vigência do Nafta, as indústrias petroleiras e de metalurgia básica e a produção de equipamentos de transportes diminuíram suas emissões de poluentes. Por outro lado, em zonas de fronteira agravou-se a poluição do ar pelo fato de a infra-estrutura rodoviária nesses pontos não ter crescido na mesma proporção que o transporte de carga, disse a CCA.

Quando o tratado era negociado entre Canadá, Estados Unidos e México, ambientalistas e sindicalistas previam que traria novos e mais graves problemas ambientais para a América do Norte, o que, segundo a CCA, não ocorreu.



* Fonte: Inter Press Service.


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