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ARGENTINA: Macacos uivantes regeneram a selva

BUENOS AIRES.- Os macacos uivadores (Alouatta palliata) que habitam as florestas subtropicais do nordeste argentino têm um papel importante na regeneração da selva, ao se deslocarem de um lado a outro do Rio Paraná, revela um estudo da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires.

A população desta espécie se mantém homogênea e sem isolar-se. Além disso, como se alimenta de sementes, promove o crescimento dessas espécies nas duas margens do Rio Paraná.

Ao contrário do Rio Amazonas, que constitui uma barreira que diferencia as espécies de uma e outra margem, o Paraná “age como canal de manutenção da espécie” e coopera na reprodução de variedades vegetais que crescem na selva, explicou a professora Marta Mudry.

 
 

COLÔMBIA: Novo ministério

BOGOTÁ.- Autoridades colombianas realizam até 14 de março fóruns regionais para divulgar a estrutura, funcionamento e responsabilidade do novo Ministério de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Territorial.

“O objetivo destes encontros é abrir espaços de participação para a cidadania, para que assuma e promova um compromisso de gestão dos problemas ambientais” de suas regiões, disse a ministra Cecilia Rodríguez.

A nova pasta é resultado da fusão, pelo governo do presidente Alvaro Uribe, dos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento, encarregados das políticas de habitação e serviços públicos.

 
 

PERU: Conflito por mina chega ao Tribunal

LIMA.- O Tribunal Constitucional do Peru deverá se pronunciar no final de março sobre o litígio entre a prefeitura da cidade de Cajamarca e a empresa de mineração Yanacocha, devido a uma determinação municipal que proibiu a exploração de jazidas de ouro e cobre no cerro Quillish.

O conflito começou em outubro de 2000, quando a prefeitura de Cajamarca declarou essa região como zona de reserva protegida, alegando que nela nascem as correntes de água subterrânea que alimentam a cidade e que poderiam ser gravemente afetadas pela exploração mineral.

Em audiência pública no Tribunal, a empresa evitou ir mais fundo na questão, mas impugnou a autoridade dos conselhos municipais para criar áreas protegidas.

 
 

MÉXICO: Novo método para tratamento de água

MÉXICO.- Cientistas da Universidade Autônoma Metropolitana do México desenvolveram um novo sistema para tratar águas residuais da indústria petroquímica local, que inclui o uso de dióxido de carbono e um reator anaeróbico (sem oxigênio).

A água contaminada é neutralizada com dióxido de carbono para em seguida ser introduzida em um reator especial, livre de oxigênio, onde atuam microorganismos anaeróbios, segundo explicaram os cientistas.

O sistema demonstrou eficiência de 90% nos testes, mas ainda falta comprovar seu rendimento em grandes volumes de líquido. A central da petroleira estatal Pemex produz, diariamente, quase 15 mil metros cúbicos de água bastante contaminada. O método será testado este ano na refinaria Miguel Hidalgo, no Estado de Hidalgo.

 
 

NICARÁGUA: Reserva aqüífera será medida

MANÁGUA.- O Instituto da Nicarágua de Estudos Territoriais (Ineter) elabora o primeiro mapa de águas subterrâneas do país, com a finalidade de conhecer o estado de conservação dos aqüíferos.

Na Nicarágua, “as águas subterrâneas são exploradas sem controle”, disse ao Terramérica o diretor do Ineter, Claudio Gutiérrez. “Não há conhecimento de quanto estão diminuindo as reservas”, acrescentou. Financiada pela Agência Sueca para o Desenvolvimento, será criada uma rede de pequenos poços com a finalidade de medir o nível dos reservatórios.

As medições serão feitas prioritariamente no aqüífero que se estende pelos departamentos de León e Chinandega, o maior do país. Também serão feitos controles no istmo de Rivas e nos municípios de Malacatoya e Tipitapa.

 
 

HONDURAS: Pesticida eliminado

TEGUCIGALPA.- Os agricultores de Honduras abandonarão, a partir de abril, o uso do pesticida brometo de metila nos cultivos de frutas como melão, melancia e banana. Honduras consome 686 toneladas anuais de brometo de metila, um gás que contribui para a deterioração da camada de ozônio e prejudica a saúde humana, afirma a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais.

O governo elabora um programa gradual de eliminação deste produto, para garantir a exportação de frutas sem contaminantes, como exigem as normas da Organização Mundial do Comércio. O brometo de metila afeta os sistemas respiratório e nervoso e pode causar problemas gastrointestinais.

Sua eliminação começará pela região Sul, onde se concentram os cultivos de melão e melancia, que passarão a contar com métodos de agricultura orgânica.



* Fonte: Inter Press Service.


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