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BRASIL: Pouco se conhece da biodiversidade


RIO DE JANEIRO.- O Brasil conhece apenas 10% de sua biodiversidade, muito pouco considerando que o país possui dois milhões de espécies animais e vegetais, que representam 14% do total mundial.

A classificação das espécies não só é lenta, como tende a concentrar-se nas regiões sul, sudeste e amazônica, e é muito escassa em microorganismos, como ácaros e bactérias, argumentam Thomas Michael Lewinshohn e Paulo Inácio Prado, em um livro recém-editado.

Acadêmicos da Unicamp, em Biodiversidade Brasileira: Síntese do Estado Atual de Conhecimento, eles resumem um amplo estudo do qual participaram outros especialistas e que em breve será publicado pelo Ministério do Meio Ambiente.


O ocelote, um dos mais belos felinos, habita áreas tropicais do Brasil. Crédito: Cláudio Contreras

 
 

CUBA: Limpeza de rio em Havana

HAVANA.- Cuba pretende construir este ano três usinas de tratamento de esgoto e 255 quilômetros de redes de saneamento para despoluir o Rio Almendares, o mais importante da capital do país.

O projeto conta com ajuda financeira da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep). Apenas 60% dos 2,2 milhões de habitantes de Havana dispõem de serviço de esgoto e boa parte do esgoto domiciliar vai para as águas do rio.

Almendares é o coração do parque Metropolitano, projeto urbanístico de 700 hectares que inclui o jardim botânico e o zoológico nacional.

 
 

VENEZUELA: Resgate do caimã do Orenoco

CARACAS.- A Venezuela adotou o perseguido caimã do Orenoco (Crocodylus intermedius) como símbolo dos Jogos Esportivos Nacionais que acontecerão em dezembro, na cidade de San Carlos, região central do país, disse ao Terramérica o diretor do Ministério do Meio Ambiente para a região, Nério Escobar.

A iniciativa é parte de uma campanha oficial em favor da preservação da espécie, também incluída no programa de proteção da rede internacional Grupo de Especialistas em Crocodilos (CSG).

No início do século XIX, o naturalista alemão Alexander von Humbold descreveu enormes populações em rios da atual Colômbia e Venezuela. Agora, sobrevivem apenas mil exemplares da espécie em cerca de 15 populações isoladas entre si e localizadas na Venezuela.

O caimã do Orenoco pode chegar a medir seis metros de comprimento, mas, devido à caça indiscriminada a que foi submetido nos séculos XIX e XX, é difícil avistar um exemplar adulto (com mais de 13 anos), que supere os quatro metros. Para saber mais, visite o site www.marn.gov.ve

 
 

AMÉRICA LATINA: Especialistas agrícolas se reúnem na Costa Rica

SAN JOSÉ.- Especialistas da América Latina e dos Estados Unidos debaterão, entre 19 e 21 de março, na capital da Costa Rica, mecanismos de financiamento e estratégias que permitam a pequenos agricultores prosperar sem prejudicar o meio ambiente.

O setor agrícola latino-americano procura adotar novas tecnologias e meios de financiamento que lhe permitam superar a queda dos preços internacionais dos produtos básicos.

A agricultura pode ser a chave para que a América Latina vença a crise econômica internacional, disseram ao Terramérica porta-vozes do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (Catie).

O encontro é organizado pelo Catie, instituição acadêmica com 30 anos de trajetória que recebe fundos de diversos países latino-americanos e instituições multilaterais.

 
 

EL SALVADOR: Pedido para um compromisso pela água

SAN SALVADOR.- Organizações ambientalistas de El Salvador pediram aos candidatos a legisladores a assinatura de um compromisso para solucionar os problemas hídricos nacionais sem prejudicar o meio ambiente e com a participação da sociedade civil.

As organizações propuseram aos candidatos, que disputarão as eleições do dia 16 de março, que assinem sua Iniciativa para a Água e o Meio Ambiente, que inclui um compromisso nesse sentido, informou ao Terramérica a ong União Ecológica Salvadorenha.

Além disso, a gestão legislativa em matéria de recursos naturais, dos parlamentares que assinarem o documento e forem eleitos, ficará sujeita ao controle das organizações ambientalistas.

 
 

HONDURAS: Lei florestal em debate

TEGUCIGALPA.- A Aliança Agroflorestal, coalizão de organizações ambientalistas de proteção das florestas de Honduras, considera negativas as modificações feitas no projeto de lei florestal em debate no Congresso.

Do projeto podem ser eliminados trechos que prevêem a possibilidade de investigar a ocupação ilegal de áreas protegidas e de interpor ações de nulidade de títulos de propriedade irregulares, disse a aliança.

As reformas implicam um retrocesso no “consenso obtido entre sociedade civil, ambientalistas e parlamentares no final do ano passado”, disse ao Terramérica o ativista Rigoberto Sandoval, da Aliança Agroflorestal.

Três quartas partes do território hondurenho são aptas para a plantação de árvores e a metade está coberta por florestas, mas o desmatamento avança ao ritmo de 80 mil hectares por ano, segundo dados oficiais.



* Fonte: Inter Press Service.


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