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MÉXICO:
Construção de ciclovia
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MÉXICO.-
O governo da capital mexicana iniciou, no dia 24 de
março, a construção de uma ciclovia
de 90 quilômetros, que era pedida há
mais de uma década pelos promotores do uso
da bicicleta, mas que chega sem atender suas expectativas.
A ciclovia não faz parte
de um plano global para incentivar o uso da bicicleta
e castigar o poluente automóvel, afirma a ong
Bicitekas. A nova ciclovia será somente uma
área de recreação para o final
de semana, acrescentou.
Na Cidade do México, uma
das mais poluídas do mundo, não existe
um programa integral que incentive o uso de bicicletas
com infra-estrutura especial e educação
viária. Os ciclistas afirmam que arriscam suas
vidas ao saírem às ruas.
A ciclovia, que passará
por zonas centrais da cidade, será construída
por empresas privadas ao custo de US$ 10 milhões.
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CUBA:
Limpeza de rio em Havana
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LIMA.- As empresas que apresentarem
os melhores planos de reflorestamento no concurso
organizado pela instituição Fondebosque,
no Peru, receberá financiamento de até
US$ 100 mil para colocá-los em prática.
A instituição,
que conta com apoio privado e do Ministério
da Agricultura, também colocará em prática
um sistema de créditos para conceder recursos
econômicos e pequenos concessionários
de florestas amazônica e para programas de capacitação,
explicou o chefe de projetos da Fondebosque, Roberto
Zapata.
A entidade prepara três
projetos de reflorestamento que serão vendidos
a países industrializados, como serviço
ambiental para contrapor-se à emissão
de gases que causam o efeito estufa nessas nações,
e irá preparar uma proposta de troca de dívida
externa por plantações florestais produtivas.
O objetivo é elevar
a exportação de madeira do Peru, que
chega a US$ 110 milhões, para US$ 3,5 bilhões
em dez anos.
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ARGENTINA:
Proposta a criação de corredores
de manguezais
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BUENOS AIRES.- A ong Proteger
propôs, na Argentina, a criação
de um corredor protegido de manguezais de mais de
800 quilômetros, para preservar as reservas
de água doce em uma área de 1,5 milhão
de hectares.
A organização quer
que as províncias que compõem a área
de mangues dos rios Paraná e Paraguai sejam
incluídas na lista de locais de importância
internacional para a conservação e uso
racional dos manguezais. Essa região inclui
as províncias de Formosa, Corrientes, Santa
Fé, Entre Ríos e Buenos Aires.
A iniciativa conta com
o apoio internacional do Fundo Mundial para a Natureza
e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável da Argentina, encarregada do planejamento
técnico do programa. Os manguezais são
ecossistemas ricos em água doce e têm
participação ativa no ciclo de produção
hídrica e controle de inundações.
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COLÔMBIA:
Início de reflorestamento produtivo
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BOGOTÁ.- A estatal Corporação
do Rio Magdalena (Comagdalena) iniciou, em março,
no norte da Colômbia, um projeto de reflorestamento
produtivo de 20 mil hectares, que será feito
no prazo de cinco anos ao custo de US$ 3 milhões.
O plano prevê a geração
de um emprego para cada seis hectares e será
executado, inicialmente, nos departamentos de Atlântico
e Bolívar, com apoio de empresas privadas interessadas
nos mecanismos de produção limpa do
Protocolo de Kyoto, previsto para abater a emissão
de gases causadores do efeito estufa. A iniciativa
começará com um programa piloto de plantação
comercial de grande porte em cinco mil hectares.
Segundo o governo, a atividade
florestal constitui um dos setores com maiores possibilidades
de crescimento econômico e social, devido à
oferta natural de florestas que o país possui
e aos rendimentos de algumas espécies florestais
em cultivos comerciais.
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HONDURAS: Incêndios
arrasam florestas
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TEGUCIGALPA.- Honduras perdeu,
em fevereiro, cerca de 2500 hectares de florestas
de pinho por causa de 150 incêndios florestais,
segundo a estatal Corporação Hondurenha
de Desenvolvimento Florestal. Lucky Medina, responsável
pela proteção florestal, disse ao Terramérica
que as perdas florestais da última semana de
fevereiro foram causadas por incêndios intencionais.
As autoridades detiveram dois
supostos responsáveis de posse de solvente
e tolueno mesclado com gasolina, em El Hatillo, um
dos principais pulmões ambientais da capital,
onde ocorreram incêndios.
Clarissa Veja, fiscal do Meio
Ambiente, disse ao Terramérica que anualmente
são queimados no país uma média
de cem mil hectares de floresta de pinhos, e que igual
superfície é cortada ilegalmente. O
país perderá, em 30 anos, sua riqueza
de pinho se o desmatamento continuar nesse ritmo.
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NICARÁGUA: Propostas
novas áreas protegidas
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MANÁGUA.- Uma proposta
para aumentar para 78 as áreas protegidas da
Nicarágua, ao acrescentar as regiões
de Garganta de Yukusama e San Luis, é estudada
pela comunidade científica do país,
para decidir seu apoio junto ao Poder Legislativo.
A iniciativa foi apresentada
pelo pesquisador Noel González Valdivia, que
explicou ao Terramérica que essas zonas, do
município de Estelí, são o hábitat
de “10% da flora nacional e também possuem
floresta seca, a mais ameaçada da América
Latina”.
Manágua foi sede,
entre os dias 10 e 14 de março, do Primeiro
Congresso Mesoamericano de Áreas Protegidas,
de onde surgiu o Convênio para a Conservação
da Biodiversidade e Proteção de Áreas
Silvestres na América Central, o primeiro compromisso
regional que define onze regiões protegidas
fronteiriças prioritárias.
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GUATEMALA: Mangues em
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GUATEMALA.- Um mangue guatemalteco
de 13500 hectares de extensão, o principal
do país na costa do Pacífico, é
ameaçado por crescente depredação
e contaminação, alertou um estudo científico.
A biodiversidade de El Manchón
Guamuchal, descanso de aves migratórias, situado
a sudoeste da capital, é afetada pela destruição
de manguezais e a contaminação causada
pela produção de camarão e banana,
segundo estudo da oceanógrafa brasileira Yara
Schaeffer-Novelli. O local “é o único
na Guatemala para 14 espécies de patos, 12
delas migratórias, e 20 espécies de
garças, como a garça-tigre, além
de aves limícolas”, disse Yara.
“El Manchón
é a mais importante área de proteção
especial na costa sudeste da Guatemala e único
lugar na região para descanso de aves migratórias,
que usam o corredor ocidental que se origina no Canadá
e nos Estados Unidos”, acrescentou a especialista.
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