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BRASIL: Ressurge o dilema das represas
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RIO DE JANEIRO.- O Brasil enfrenta o dilema de construir ou não grandes represas hidrelétricas, examinando as necessidades de ampliar a capacidade de geração de energia -para evitar uma repetição da crise energética de 2001 - e pelo temor de danos ambientais e sociais.
A Central Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, um projeto paralisado por falta de autorização ambiental, mas que se pretende retomar, acentua a polêmica. A represa inundaria 400 quilômetros quadrados de terras na Amazônia oriental, desalojando cerca de duas mil famílias de camponeses. Por outro lado, poderia acrescentar 11.182 megawatts à potência nacional instalada de 82.400 megawatts.
As hidrelétricas inundaram mais de 34 mil quilômetros quadrados no Brasil, em grande parte florestas amazônicas, forçando o deslocamento de 200 mil famílias, segundo o Movimento dos Afetados por Represas, favorável às fontes alternativas de energia.
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VENEZUELA: Seca desata polêmica religiosa
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CARACAS.- A seca que afeta a Venezuela provocou uma polêmica de cunho religioso quando o Instituto de Parques (estatal) decidiu limitar a coleta de palmas na montanha de Avila, que separa Caracas do Mar do Caribe, uma atividade tradicional às vésperas da Semana Santa.
Desde 1770, pouco antes da Semana Santa, membros da confraria Palmeros de Chaco colhem folhas de palma que são benzidas no Domingo de Ramos e entregues aos fiéis. O Instituto de Parques vetou essa prática argumentando que a seca dizimou a palmeira Ceroxylon ceriferum, a mais procurada pelos membros da confraria.
O órgão autorizou a colheita de até 500 palmas, contra mil pedidas pela confraria. Um tribunal deverá decidir a questão.
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CHILE: Completada norma de proteção das águas
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SANTIAGO.- O governo do Chile completou a normatização para proteção das águas de emissões poluentes, ao expedir um regulamento sobre os cursos e depósitos subterrâneos, informou a Comissão Nacional de Meio Ambiente (Conama).
O texto pretende controlar os resíduos que se infiltram através do subsolo nos aqüíferos, como são chamadas as formações subterrâneas, no jargão dos especialistas. Essa regulamentação é de vital importância pelo uso dos depósitos subterrâneos para abastecer de água cidades do desértico norte do Chile, disseram fontes oficiais.
A primeira norma para melhorar a qualidade da água no Chile foi expedida em 1988, estabelecendo limites à quantidade de poluentes que as indústrias poderiam descarregar na rede de esgoto. Em 2001, foram regulamentadas as concentrações permitidas para descarregar resíduos líquidos em rios e mares.
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CUBA: Expedição educativa
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HAVANA.- Cientistas ministrarão educação ambiental no Parque Nacional Alexandre Humboldt para melhorar as condições de vida dos habitantes dessa importante reserva de flora e fauna das Antilhas.
Os especialistas convocados pelo grupo cubano A Natureza e o Homem, ensinarão essas pessoas a conseguirem alimentos sem prejudicar o meio ambiente. O projeto, apoiado pela ong Comitê Holandês para a Proteção da Natureza, inclui estudos sobre o aproveitamento sustentável dos recursos do parque, o maior e mais complexo do Sistema de Áreas Naturais Protegidas de Cuba.
Em seus 700 quilômetros quadrados, o parque possui a maior densidade vegetal do arquipélago cubano. É a zona menos explorada do país e em suas montanhas, mesetas, caudalosos rios, planícies, baías, arrecifes de coral e restingas habitam 905 espécies endêmicas da flora.
MANÁGUA.- A Associação dos Salineiros da Nicarágua e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) assinaram um convênio que garante a adição de iodo em 95% do sal consumido no país.
Gustavo Castillo, presidente da entidade, disse ao Terramérica que a adição de iodo ao sal para consumo humano e animal, bem como no que é empregado em curtumes, foi possível graças ao apoio do Unicef. A ONU apóia programas de iodação universal para combater males como deterioração do desenvolvimento físico, deficiência mental ou dano cerebral nas crianças provocados pela carência de iodo no organismo humano.
A Nicarágua produz entre 1,2 bilhão e 1,5 bilhão de quintais de sal na costa do Pacífico. Há três anos, começou-se a adicionar iodato de potássio e carbono de cálcio, chamado de iodocal. O acordo garante o fornecimento à Nicarágua de iodato de potássio, substância produzida apenas no Chile.
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GUATEMALA: Reflorestamento de bacias de dois rios
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GUATEMALA.- Cerca de quatro mil hectares nas bacias dos rios Los Esclavos e María Linda, no centro e sul da Guatemala, serão reflorestados pelos ministérios da Agricultura e de Energia e Minas. O projeto busca beneficiar 85 comunidades nos departamentos de El Progresso e Jutiapa, disse ao Terramérica o porta-voz do Instituto Nacional de Eletrificação (Inde), Fredy López.
Nessas bacias estão instaladas usinas geradoras de energia. “A idéia é ajudar os pequenos produtores de café para que, em lugar de plantar milho, plantem árvores frutíferas e para madeira com o objetivo de melhorar a retenção da água quando chove”, explicou López. O Inde financiará os trabalhos num valor a ser definido no fim deste mês. Devido ao desmatamento, as águas dos rios sofreram redução, colocando em risco a produção das hidrelétricas de Aguacapa e Los Esclavos.
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HONDURAS: Doenças atribuídas a mineradora norte-americanas
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TEGUCIGALPA.- Habitantes do Vale de Siria, no departamento de Francisco Morazán, que sofrem de doenças de pele e vias respiratórias, atribuem esses males às atividades mineiras realizadas pela multinacional norte-americana Entre Mares.
O ambientalista e médico Juan Almendares Bonilla disse ao Terramérica que 40% da população dessa localidade, cerca de 50 mil pessoas, sofrem de esquimose e coceira devido ao excessivo uso de cianureto nas águas que rodeiam a região. Bonilla realiza um estudo sobre o impacto de produtos químicos usados pela mineradora na saúde dos moradores da área.
Ele denunciou o corte de árvores e vegetação na área do Vale de Siria que, disse, está ficando sem água. A Entre Mares chegou a Honduras há quatro anos e se dedica à exploração do ouro, entre outros minerais. Os moradores do lugar realizam há três anos constantes protestos contra a companhia, às quais somou-se o cardeal Oscar Andrés Rodríguez. Apesar da oposição de ambientalistas e moradores, o governo deu à multinacional uma autorização que amplia suas atividades. A região de Siria é formada por nove pequenos povoados que vivem da floresta e da agricultura.
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