Acentos
PNUMAPNUD
Edición Impresa
MEDIOAMBIENTE Y DESARROLLO
 
Inter Press Service
Buscar Archivo de ejemplares Audio
 
  Home Page
  Ejemplar actual
  Reportajes
  Análisis
  Acentos
  Ecobreves
  Libros
  Galería
  Ediciones especiales
  Gente de Tierramérica
                Grandes
              Plumas
   Diálogos
 
Protocolo de Kyoto
 
Especial de Mesoamérica
 
Especial de Agua de Tierramérica
  ¿Quiénes somos?
 
Galería de fotos
  Inter Press Service
Principal fuente de información
sobre temas globales de seguridad humana
  PNUD
Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo
  PNUMA
Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente
 
Acentos


Semana negra para as tartarugas

Por Pilar Franco*

As tradições culinárias da Semana Santa no México, país majoritariamente católico, atentam contra a sobrevivência da milenar espécie.

MÉXICO.- O consumo humano de carne e ovos de tartaruga marinha atinge graus alarmantes durante a Quaresma observada pelos fiéis católicos do México, seguidores de questionadas tradições culinárias, conforme alertam ambientalistas. A quantidade de exemplares que são sacrificados a cada ano para atender o mercado negro de tartaruga desse país e dos Estados Unidos chega a 35 mil, disse ao Terramérica o poeta Homero Aridjis, presidente do ecologista Grupo Internacional dos Cem.

As tartarugas marinhas estão agrupadas em duas famílias, Cheloniidae e Demorchelyida e seis gêneros: oliva (Lepidochelys olivacea), negra (Chelonia agassizi), de pente (Eretmochelys imbricata), de couro ou gigante (Dermochelys coriacea), verde (Chelonia mydas) e cabeçuda (Caretta caretta).

Até 1960, a exploração de tartarugas marinhas no México, um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo, se registrava apenas na região do Golfo do México e no Mar do Caribe. O auge da demanda de carne e ovos, e da confecção de artigos de luxo com a pele, a carapaça e o óleo contribuíram para colocar a tartaruga marinha no catálogo de espécies em risco de extinção. A superexploração, sobretudo de adultos reprodutores, a extração de ovos em zonas onde há ninhos, a perda ou degradação de hábitat críticos e a pesca são outras grandes ameaças para a vida do quelônio.

Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo dos Cem e o norte-americano Grupo de Conservação das Tartarugas Marinhas das Califórnias realizam uma campanha que incluiu uma exortação ao Papa João Paulo II para que peça aos católicos que não comam carne de tartaruga durante a Semana Santa. O consumo atinge seu auge durante a Quaresma, por isso “apelamos à consciência ecológica do Vaticano, já que a hierarquia eclesiástica poderia contribuir em muito para difundir entre os fiéis o respeito pela vida animal’, disse Aridjis.

“Se o Vaticano esclarecer oficialmente que a tartaruga não é peixe, os católicos que observam a abstinência de carne ajudarão a preservar uma espécie ameaçada, de valor biológico extraordinário”, explicou o ecologista. A campanha inclui anúncios e atos públicos no México e nos Estados norte-americanos do Texas e da Califórnia, para onde a comunidade de origem mexicana levou suas tradições e a carne de tartaruga chega através do contrabando, acrescentou Aridjis.

Os Estados Unidos proibiram a matança de tartarugas em 1973 e no México foi declarada, em 1990, a proibição total da captura desses animais e a comercialização de seus produtos. No entanto, o consumo continua, afirmou Aridjis. O México é famoso por sua variada e refinada cozinha. Estados como Jalisco, Campeche, Michoacán, Quintana Roo, Tabasco, Califórnia ou Chiapas - cada um com uma personalidade gastronômica própria - contam entre seus pratos com sopas de barbatana ou de peito de cabeçuda, guisado de cabeçuda, tartaruga no sangue ou guisado de tartaruga.

Pela importância de algumas colônias de postura de ovos assentadas no México, é vital proteger a tartaruga em suas rotas migratórias ao longo do Pacífico e costas do Caribe e do Atlântico, recomendou o biólogo Jorge Téllez López, da Universidade de Guadalajara. Grupos conservacionistas e instituições científicas e de ensino trabalham em acampamentos para a proteção da espécie. Os chamados currais constituem um cerco de segurança onde os ovos são desenterrados e incubados sob rígido controle até o nascimento das crias, explicou López.

* A autora é colaboradora do Terramérica.


Copyright © 2003 Tierramérica. Todos los Derechos Reservados
 

 

Enlaces Externos

Sobre o Grupo dos Cem

Grupo de Conservação das Tartarugas Marinhas das Califórnias

Pedido ao Papa para que ajude a salvar as tartarugas

Cites

Tierramérica no se responsabiliza por el contenido de los enlaces externos