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Mangue em agonia

Por Jorge A. Grochembake*

O mangue Manchón Guamuchal, o maior da Guatemala, está submetido à depredação e à poluição por produtos químicos e lixo, afirmam ambientalistas.

GUATEMALA.- Mangues, pântanos, rios, lagunas de água doce e praias de areia negra de origem vulcânica, que formam os variados ecossistemas do mangue Manchón Guamuchal, o maior da Guatemala, sofrem uma paulatina destruição pela depredação e poluição. Um incêndio que ameaçou, no mês passado, a zona de mangues chamou a atenção pública para essa área, uma zona protegida de 13,5 mil hectares situada em uma ilha do Pacífico, frente às praias do município de Tilapia, departamento de San Marcos, 270 quilômetros a oeste de Cidade da Guatemala.

O mangue é uma zona de refúgio de aves migratórias e, por sua enorme riqueza biológica, é um dos ecossistemas mais complexos e produtivos do planeta. Estes hábitat intermediários entre um ambiente terrestre e outro aquático são vitais porque realizam funções básicas, proporcionam recursos naturais e são um valioso patrimônio cultural e natural.

Manchón Guamuchal está incluído na Convenção de Ramsar sobre os Mangues, adotada na cidade iraniana de mesmo nome, em novembro de 1971, e assinada por mais de cem países. A Convenção compreende uma lista de locais de importância mundial, em especial por ser hábitat de aves aquáticas. A Guatemala ratificou esse documento em junho de 1990 e em 1998 incluiu Manchón Guamuchal na relação de mangues de relevância internacional.

“Manchón Guamuchal foi declarado sítio Ramsar, mas as autoridades não lhe dão nenhuma atenção”, disse ao Terramérica a conservacionista Ligia de León, com mais de 20 anos dedicados a proteger a área, junto com a organização Amigos da Floresta. De León também lamentou que a imprensa local não difunde de maneira adequada estudos como o publicado em março pela oceanógrafa brasileira Yara Schaeffer-Novelli, que visitou a Guatemala no ano passado.

O Manchón, a mais importante área de proteção especial na costa sudoeste da Guatemala, talvez seja o único local nessa região ainda existente para descanso de aves migratórias que utilizam o corredor ocidental que se origina no Canadá e Estados Unidos, destaca o trabalho de Yara. Catorze espécies de patos, 12 das quais migratórias, e 20 espécies de garças, além de aves limícolas utilizam esse local, segundo a especialista brasileira.

De León afirma que as aves chegam entre outubro e novembro e partem em março, após permanecerem nas lagunas de tilapia. Há as aquáticas e algumas de rapina, como gaviões, falcões, da família das águias. A conservacionista questiona a falta de punição para empresas de camarões que atuam muito próximo desse hábitat e as plantações de banana, principais responsáveis pela poluição. “Chega de tudo aos mangues através do rio. Além disso, o avanço dos assentamentos humanos é outro fator que ameaça a região, garantiu De León.

Segundo o relatório de Schaeffer-Novelli, a poluição por produtos químicos e resíduos plásticos despejados águas acima afeta toda a área, bem como a depredação por parte dos moradores, que cortam o mangal branco (Laguncularia racemosa) para a produção de artesanato, e o mangal vermelho (Rhizophora mangle), usado como lenha.

“Não se pôde estabelecer, infelizmente, as bases para salvar da poluição ecossistemas vitais”, admitiu ao Terramérica Yadira Pereira, assistente-geral do departamento de Vida Silvestre do Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap). No entanto, acrescentou, o governo guatemalteco trabalha intensamente para cumprir as diretrizes da Convenção Ramsar. Yadira destacou a realização de programas de capacitação e reforço de controles para a entrada de pessoas na área protegida.


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Enlaces Externos

A Convenção Ramsar sobre mangues

Manchón Guamuchal: Informação

Amigos da Floresta

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