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Renasce plano de canal nicaragüense

Por Lídia Hunter*

O estudo sobre a possibilidade de uma ligação interoceânica “maior do que a do Panamá” estará pronto no final do ano, segundo autoridades. Além disso, existem outros projetos para unir por diferentes maneiras o Atlântico e o Pacífico atravessando o território da Nicarágua.

MANÁGUA.- A Nicarágua volta a acalentar o sonho de construir uma via interoceânica em seu território, que deixaria pequeno o Canal do Panamá. No entanto, semelhante obra, que levaria dez anos, a um custo 25 vezes superior ao orçamento nacional, poderia ser catastrófica para o meio ambiente, alertam ecologistas. Existem quatro projetos para unir por diferentes vias os oceanos Atlântico e Pacífico atravessando território nicaragüense, com o objetivo de transportar volumes de mercadorias que o Canal do Panamá não suporta.

No momento, a única proposta de canal aquático é a promovida pelo governo e que, se for aprovada, deverá garantir “absoluto controle da soberania e da ecologia”, disse ao Terramérica o ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Arturo Harding. Uma comissão governamental, da qual Harding participa, prepara um estudo preliminar a fim de traçar um perfil da possibilidade da construção do canal. Um integrante da comissão, Jorge Huezo, disse ao Terramérica que os estudos poderão ficar prontos no final do ano, e depois um projeto de lei será enviado ao Parlamento “para dar âmbito jurídico ao país para que possa manejar os megaprojetos, em especial o do grande canal”.

Essa via “será algo superior, maior do que o Canal do Panamá, se for feito”, comentou Harding, sobre o sonho de uma obra de tal magnitude. Segundo fontes oficiais, das seis milhões de toneladas de mercadorias movimentadas mundialmente, pelo canal panamenho passam apenas 200 milhões, o que torna apropriada a abertura de uma nova via na Nicarágua. Trata-se de um canal “para outro tipo de mercado, diferente do que tem o Panamá”, pois navegariam por ele navios de 250 mil toneladas, frente aos de 50 mil que transitam pelo canal panamenho, segundo Harding.

De acordo com um perfil elaborado em 2000 por especialistas nicaragüenses, o canal de um quilômetro de largura e 400 quilômetros de comprimento, custaria entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões. O orçamento do Estado não supera US$ 1 bilhão ao ano. A obra, feita através de licitação internacional, partiria de Brito, no departamento de Rivas, no Pacífico, e terminaria no Mar do Caribe, no departamento de Atlântico Sul (ver infografia).

O estudo propõe reflorestar 40 mil quilômetros quadrados, sendo que para isso deveria ser destinado orçamento anual de US$ 150 milhões. “Não basta reflorestar”, disse ao Terramérica o chefe de campanhas da ong Centro Humboldt, Anfer López. O Centro considera que pelo canal poderiam ser introduzidas enfermidades transmissíveis e construir-se barreiras físicas ao movimento dentro do território, que ficaria dividido por essa via aquática. E adverte ainda sobre prováveis mudanças nos ecossistemas que sustentam formas de vida das comunidades indígenas e violação de convênios ambientais internacionais. “A eles (os investidores) interessa sua rota, mas os impactos colaterais que gerar, como e quem irá se encarregar de amortizá-los? Quem vigiará a empresa que assumir sua responsabilidade?”, perguntou-se López.

Obras dessa envergadura provocariam um grande impacto ambiental, e a intenção de construir um canal aquático é como “colocar a faca” no pescoço, pois o país ainda não conta com contexto legal para o uso da água, afirmou o ativista Kamilo Lara, da ong Soluções Ambientais. Em resposta às críticas, Harding comentou que “a pobreza é a maior depredadora” e no passo em que caminha a Nicarágua (com 45% de pobres em 5,4 milhões de habitantes), em 15 anos a deterioração ambiental pode ser muito maior do que a provocada pelo canal.

Além da iniciativa governamental, existem duas propostas para construir uma via férrea interoceânica. O Sistema Intermodal de Transporte Global (Sit Global), formado por empresários nacionais e canadenses, propõe construir, junto às vias férreas, um oleoduto e um cabo subterrâneo de fibra ótica. Os estudos de impacto ambiental começarão este ano.

Outro grupo, o Canal Interoceânico da Nicarágua, sugere criar dois portos, um no Atlântico, outro no Pacífico, unidos por 400 quilômetros de ferrovias. Este consórcio trabalha no projeto e estudos de geoengenharia dos terminais portuários, informaram em agosto os promotores. O quarto plano é o Eco Canal, pequeno em comparação aos anteriores, que prevê uma rota interna para navegação de barcaças com contêineres através do Rio San Juan e do Lago Cocibolca.

Para Harding, as três iniciativas privadas são complementares do canal.

* A autora é colaboradora do Terramérica.




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