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Dia Mundial do Ozônio
A comunidade científica
calcula que a camada de ozônio, que filtra os
raios ultravioletas do Sol, se recuperará na
primeira metade do século XXI. As pesquisas
mais recentes indicam uma melhora, embora apenas na
estratosfera superior. Os esforços para limitar
os gases que reduzem esse escudo protetor devem continuar,
e é nesse sentido que aponta o Dia Internacional
da Preservação da Camada de Ozônio,
celebrado no dia 16 de setembro.
Um relatório da União
Geofísica Norte-Americana (AGU, sigla em inglês)
diz que o esgotamento na estratosfera superior - a
camada de ozônio, entre 35 e 45 quilômetros
acima da terra - mantém um ritmo retardado
desde 1997. Os autores do estudo recomendaram, entretanto,
situar o fenômeno em sua justa perspectiva,
pois na estratosfera superior fica uma porcentagem
baixa de ozônio. O ozônio é um
agente contaminador prejudicial na atmosfera mais
baixa perto da Terra, mas na estratosfera protege
o planeta da radiação solar. O processo
de restauração desse escudo protetor
acontece em função do desaparecimento
progressivo na estratosfera dos clorofluorcarbonos
(CFCs) e outros gases.
O Protocolo de Montreal, assinado
em 16 de setembro de 1987, limita o uso das substâncias
que esgotam a camada de ozônio. Em 1985, foi
estabelecida a Convenção de Viena para
a proteção da camada de ozônio.
Desde que o mexicano Mario Molina e o norte-americano
F. Rowland alertaram sobre o papel dos CFCs na redução
do ozônio estratosférico, a preocupação
pelos efeitos prejudiciais das radiações
ultravioletas na saúde humana impulsionou a
realização da campanhas ecológicas
em todo o mundo. Por suas pesquisas no assunto, ambos
receberam o Prêmio Nobel de Química em
1995.
A revista Diálogo Ibero-Americano,
editada por diversas universidades, assinala que os
CFCs foram inventados em 1930, “quando se buscavam
substâncias não tóxicas para servirem
como refrigeradores em aplicações industriais”.
Décadas depois foram usados na fabricação
de plásticos e para limpar componentes eletrônicos.
Outras Substâncias Esgotadoras do Ozônio
(SAO), além dos CFCs, são brometo de
metilo, halon e tetracloreto de carbono.
No site da Ação
pelo Ozônio, o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que a luta
internacional para recuperar a camada de ozônio
é um exemplo positivo entre todas as campanhas
em favor do meio ambiente. Desde 1985, algumas pesquisas
revelaram a existência de um buraco na camada
de ozônio sobre a Antártida.
Recentemente, cientistas da Divisão
Antártida Australiana alertaram sobre o aumento
do buraco da camada de ozônio na Antártida
a uma velocidade que sugere que pode alcançar
tamanho recorde este ano. Em 2000, a Administração
Nacional do Espaço e da Aeronáutica
dos Estados Unidos (Nasa) informou que o buraco aumentou
até um tamanho recorde de 28,3 milhões
de quilômetros quadrados, três vezes mais
do que o território da Austrália ou
dos Estados Unidos, incluindo o Alasca. Em 2002, condições
anormalmente quentes produziram o buraco de menor
tamanho desde 1988.
As perguntas mais freqüentes
sobre a camada de ozônio e as conseqüências
de sua redução são respondidas
em alguns sites da Internet. O Escritório de
Meteorologia da Commonwealth mostra de maneira interativa
o grau de consciência na sociedade, o site da
Comissão do Ozônio da Costa Rica mostra
uma coleção de cartazes alusivos ao
tema.
Secretaria
do Ozônio, Unep (espanhol-inglês)
Convenção
de Viena (espanhol-inglês)
Protocolo
de Montreal (francês-espanhol-inglês)
IICA
(espanhol)
Revista
Diálogo Ibero-Americano (espanhol)
Comissão
do Ozônio de Costa Rica (espanhol)
Perguntas
freqüentes sobre el ozônio (francês-espanhol-inglês)
Programa
de Ação do Ozônio (inglês)
Nasa (inglês)
Laboratório
de Ozônio (português)
Projeto
de Tecnologia e Controle Ambiental (português)
Parques Naturais
Existem no mundo cerca de 44
mil áreas protegidas, que cobrem um território
maior do que China e Índia juntas. Porém,
muito poucas beneficiam as comunidades onde se localizam.
Cerca de 1500 delegados discutirão, até
o dia 17 de setembro, sobre esses temas, durante o
V Congresso Mundial de Parques, em Durban, na África
do Sul. Organizado pela União Mundial para
a Natureza, UICN, trata-se do maior fórum para
a elaboração da agenda global sobre
áreas protegidas, cuja meta principal é
impulsionar políticas nacionais de preservação
da biodiversidade. “Benefícios mais além
das Fronteiras”, diz o lema da quinta edição
do Congresso.
Com uma trajetória de 25 anos, a UICN reúne
72 Estados, 107 agências governamentais, mais
de 750 organizações independentes e
cerca de dez mil especialistas de 181 países.
Ecossistemas marinhos e terrestres de grande importância
biológica pela presença de biodiversidade
de espécies e hábitat são incluídos
na categoria de parques nacionais, paisagens, reservas
ou monumentos naturais, e consagrados particularmente
à proteção do patrimônio
biológico. O conceito mais atual de “área
protegida” considera estes territórios
como reservas de uso sustentável e áreas
naturais silvestres, segundo a definição
da Comissão Mundial de Áreas Protegidas,
formada por uma rede de especialistas.
Nos últimos 40 anos, o número de sítios
protegidos no mundo se multiplicou por dez e a extensão
de território aumentou sete vezes. O V Congresso,
realizado pela primeira vez em um país da África,
teve o apoio do ex-presidente da África do
Sul e Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, e
da rainha Noor, da Jordânia. A África
possui quase a terça parte da diversidade biológica
do mundo e nesse continente foram declarados mais
de 1200 parques nacionais, reservas de fauna silvestre
e outras zonas protegidas, em uma área superior
a dois milhões de quilômetros quadrados,
quase 10% da superfície do continente.
Um dilema dos países africanos é conciliar
as necessidades de desenvolvimento com uma gestão
sustentável dos recursos naturais. Um diagnóstico
elaborado há alguns anos pelo Banco Mundial
(Bird) revelava que apenas 1% das florestas legalmente
protegidas em uma dezena de países de grande
riqueza florestal podiam ser consideradas seguras.
Apenas 25% das áreas protegidas dos parques
nacionais do mundo estavam submetidas a um manejo
adequado, segundo o Bird.
Em maio de 1997 foi realizado o Primeiro Congresso
Latino-Americano de Parques Nacionais e Outras Áreas
Protegidas, na Colômbia. Foi o primeiro encontro
regional prévio ao V Congresso Mundial de Parques
Nacionais. Os participantes avaliaram avanços
e limitações na aplicação
do conceito de Reserva da Biosfera na América
Latina e propuseram uma avaliação da
situação atual em parques nacionais
e outras áreas protegidas, bem como a definição
de prioridades e estratégias de conservação
para o século XXI.
Em Manágua, na Nicarágua, em março
deste ano foi realizado o Primeiro Congresso Mesoamericano
de Áreas Protegidas, sob o lema “Promovendo
a Conservação para o Desenvolvimento
e a Integração”. O Corredor Biológico
Mesoamericano é um projeto feito para preservar
uma área que começa no Darién,
no Panamá, e se prolonga por solo de oito países
até a selva maia do sudeste do México.
Nessa faixa habitam 40 milhões de pessoas e
existem 10% da biodiversidade mundial conhecida.
O programa do V Congresso Mundial de Parques pode
ser consultado através do site.
UICN
(espanhol-inglês)
Comissão
Mundial de Áreas Protegidas (inglês)
Parques Nacionais
da África do Sul (inglês)
Unesco
(espanhol-inglês)
Corredor Biológico
Mesoamericano
Banco
Mundial (espanhol-inglês)
Sampa (Inglês)
Diretório
do Yahoo de Parques Naturais Brasileiros (português)
Os
problemas dos Parques Nacionais do Brasil (português)
Parques
do Brasil - Áreas Naturais Protegidas (português)
Rumo a Cancún
O princípio de acordo,
no final de agosto, sobre o acesso a medicamentos
de baixo custo para os países pobres foi uma
das poucas boas notícias na acidentada rota
para a Quinta
Conferência Ministerial da OMC, que começa
em 10 de setembro, em Cancun. Entretanto, as discrepâncias
persistem sobre quase todo o restante da ambiciosa
agenda, que inclui agricultura, serviços e
investimentos. O meio ambiente, no entanto, segue
tendo uma presença marginal.
A Organização Mundial
do Comércio, criada em janeiro de 1995 como
resultado dos acordos da rodada de negociações
do Uruguai (1986-1994), se reunirá no balneário
do Caribe mexicano por quatro dias para tentar derrubar
os obstáculos que impedem o cumprimento das
metas estabelecidas no Programa
de Doha para o Desenvolvimento.
Rodadas ministeriais anteriores
aconteceram em Cingapura,
Genebra
e Seattle.
As discussões de Cancún acontecerão
no comitê de negociações comerciais
e órgãos subsidiários.
Não existe um acordo ambiental
específico na OMC. Entretanto, o Comitê
sobre Comércio e Meio Ambiente discute
temas como as provisões de comércio
em acordos ambientais multilaterais, a ecorotulagem
e a representação de organismos ambientais
nas negociações. O Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma,
e representantes de alguns acordos ambientais terão
presença ad hoc nas negociações
de Cancún.
Em um documento denominado Comércio
e Meio Ambiente, o diretor do Pnuma, Klaus Toepfer,
defendeu uma participação mais ativa
desse organismo nas negociações comerciais,
e pediu maior ênfase em temas como o comércio
de bens e serviços ambientais, bem como o impacto
ambiental negativo dos subsídios. A compatibilidade
das regras da OMC com aquelas incluídas em
tratados ambientais é um tema crucial.
Existem cerca de 20 tratados, entre os quais se destaca,
por sua efetividade, o Protocolo
de Montreal para a proteção da camada
de ozônio, com restrições à
produção, consumo e exportação
de aerossóis que contenham clorofluorocarbonos,
CFCs. A Convenção
da Basiléia controla o comércio
e transporte de resíduos tóxicos e a
Convenção sobre o Comércio
de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora
Silvestres, Cites, regula o comércio de
espécies.
Organismos multilaterais como
o Banco Mundial,
grupos especializados como o Centro
de Comércio Internacional, o Instituto
para a Agricultura e Políticas Comerciais,
e diversos representantes da sociedade civil propõem
análises e alternativas em torno das negociações
de Cancún.
O comitê
organizador mexicano oferece em seu site um guia
sobre a localização do balneário
de Cancún e inclui uma lista de hotéis
e serviços.
OMC
(espanhol-inglês)
Programa
de Doha para o Desenvolvimento (espanhol-inglês)
Comitê
sobre Comercio e Meio Ambiente da OMC (espanhol-inglês)
Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (espanhol-inglês)
Documento
sobre Comércio e Meio Ambiente, do Pnuma
(inglês)
Texto
atual do Protocolo de Montreal (espanhol-inglês)
Texto
do Protocolo de Montreal
Secretariado da Convenção
da Basiléia (inglês)
Cites
(espanhol-inglês)
Comitê
Organizador Mexicano (espanhol-inglês-francês)
Instituto
para a Agricultura e Políticas Comerciais
(inglês)
Banco Mundial
(inglês)
Fórum
Social Mundial (português- inglês-francês-espanhol)
Fórum,
revista do Centro de Comércio Internacional
(inglês-espanhol- francês)
A barata
A persistência evolutiva
da barata ao longo de algumas centenas de milhões
de anos, nos quais não alterou substancialmente
sua aparência, enquanto o planeta era palco
de severas transformações, não
bastaram para que esse inseto ganhasse a boa vontade
das pessoas. Por outro lado, o desprezo pelas baratas
é quase universal. E para isso contribui o
ato de transportar em seu corpo organismos causadores
de diferentes formas de gastroenterite e em seu interior
viver grande quantidade de microorganismos associados
a focos de enfermidades que afetam as pessoas.
Geólogos da Universidade
de Ohio, nos Estados Unidos, notificaram em 2001 o
encontro, em uma mina desse Estado, do maior fóssil
completo de uma barata que habitou a Terra há
300 milhões de anos, 55 milhões de anos
antes dos primeiros dinossauros. Segundo informou
o site espanhol Paleontologia
Hispana, os restos de um exemplar da espécie
Artopleura apustulatus se encontrava em notável
bom estado. O inseto media cerca de oito centímetros
de comprimento.
Desde que surgiram no planeta, as baratas não
mudam de aspecto, convertendo-se em autênticos
fósseis viventes. Além disso, esses
insetos são mais resistentes do que a baleia
ou o tubarão, afirma a página da Internet
Laverdad.es,
da Espanha. Segundo essa fonte, as baratas são
quase inofensivas para o homem e têm destacado
papel ecológico ao incorporar nutrientes no
meio ambiente. Quando consomem matéria orgânica,
seus dejetos servem como fonte de alimentação
para organismos microscópicos que o transformam
em húmus ou terra vegetal.
Outras vozes também defendem
a existência das baratas. A Agência Universitária
de Jornalismo Científico (AUPEC),
da Colômbia, afirma que uma grande polêmica
teve início há alguns anos pelo fato
de o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos
Estados Unidos pretender investir quase US$ 3 milhões
para salvar a Aspiduchus cavernicola, incluída
desde 1991 na lista das espécies em perigo
do Serviço de Pesca e Vida Silvestre. Por outro
lado, pesquisadores em vários países
estudam a resistência aos inseticidas nas populações
de baratas com o objetivo de encontrar o método
mais eficaz de controle desses insetos.
O Serviço de Pesquisa
Agrícola (ARS), principal agência do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, identificou
mecanismos-chave na resistência a inseticidas
desenvolvida pela barata alemã, Blatella germanica,
uma das espécies de barata mais comuns no mundo.
A barata alemã está catalogada como
a espécie mais amplamente distribuída
na Terra e chega a medir entre 12 e 16 milímetros
de comprimento quando adulta. Possui antenas longas
e vida média de um ano.
A fêmea produz entre 18
e 48 ovos a cada 20 ou 25 dias e, como todas as espécies
de baratas, pode ser portadora de enfermidades bacterianas
e virais, como diarréia, lepra, colite, hepatite
infecciosa, salmonela e tuberculose. Além disso,
o excremento, a pele e o vômito desses insetos
são responsáveis por alergias. O entomologista
Steven M. Vallees, da ARS, descobriu uma substância
chamada “esterarse” em várias espécies
da barata que desintoxica certos inseticidas. Essa
capacidade obriga a aumentar a quantidade de inseticida
necessária para matar as baratas que possuem
tal enzima.
Os estudos de M. Vallees revelaram
que as mutações de proteínas
do sistema nervoso em alguns insetos estão
associadas com a capacidade de resistência a
inseticidas. Este fenômeno foi comprovado em
83% das populações de barata alemã
onde foram feitos testes. Entre mais de quatro mil
espécies de baratas que habitam o mundo, apenas
algumas vivem em residências. O site espanhol
e-animales.com
mostra uma ficha sobre a barata gigante de Madagáscar,
ou Gromphadorrhina portentosa, que existia exclusivamente
na ilha africana que lhe dá nome, a maior do
Oceano Índico.
“A barata gigante
de Madagáscar é uma das maiores que
se conhece. Com comprimento entre oito e nove centímetros
e pesando 15 gramas, tem existência discreta
já que se trata de animal noturno e que foge
da luz”. De corpo largo e protegido por uma
corte carapaça, carece de asas e suas patas
robustas estão providas de pequenas espinhas.
Habita as florestas e nunca se instala em residências.
Paleontologia
Hispana
laverdad.es
Agência
Universitária de Jornalismo Científico
Serviço
de Pesquisa Agrícola
e-animales.com
Baratas:
Biologia e Comportamento
Os vícios: o tabaco
O saldo de pessoas mortas pelo
tabaco no presente século poderia rondar os
bilhões, segundo estimativas da Aliança
contra o Câncer (UICC,
sigla em inglês), que reúne mais de 30
organizações em todo o mundo. Se persistirem
os atuais níveis de consumo, o número
de vítimas fatais em razão do tabaco
- cem milhões nos últimos cem anos,
segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS)
- vai disparar.
O alarme foi dado durante a Conferência
Mundial sobre o Tabaco realizada em Helsinki, Finlândia,
entre os dias 3 e 8 de agosto. Cerca de dois mil especialistas
de mais de cem países analisaram as políticas
internacionais e as propostas de organizações
para combate ao tabagismo. Também revisaram
a situação em torno do êxito das
metas traçadas pela Convenção
Internacional contra o Tabaco. A convenção,
firmada em maio deste ano, por 192 países,
tem entre seus objetivos a proibição
total da publicidade de cigarros e outros produtos.
Um estudo da Organização
Pan-Americana de Saúde (OPS)
explica que o consumo de tabaco é habitual
nas pessoas há centenas de anos, mas foi no
século passado que os cigarros começaram
a ser fabricados em grandes quantidades. A produção
maciça de cigarros elevou o hábito de
fumar, que atualmente domina um em cada três
adultos no mundo. Até 2025, a quantidade de
fumantes pode chegar a 1,6 bilhão.
“No passado o tabaco era
mascado ou fumado em diferentes tipos de cachimbo.
Atualmene, embora estas práticas sobrevivam,
estão em franco declínio. Os cigarros
manufaturados e os diferentes tipos feito à
mão, como os bidis (comuns no Sudeste Asiático
e na Índia), constituem hoje até 85%
de todo o tabaco consumido no mundo. Fumar cigarros
parece supor um perigo para a saúde muito superior
ao das formas mais antigas de consumo” do tabaco,
diz o estudo.
O centro norte-americano Ciência,
Tabaco e Você explica que a nicotina é
a causa do vício de fumar. A nicotina é
um componente ativo do fumo do cigarro; é um
alcalóide que produz sensações
agradáveis e também afeta a química
do cérebro, garante a mesma fonte. Sobre o
controle dos vícios, o site Centro de Psicologia
e Terapia Virtual (CEPVI,
Espanha), afirma que as pessoas com dificuldades para
controlar seus impulsos se sentem incapazes de deixar
de fazer algo, mesmo quando o desejam.
No caso do vício do álcool,
das drogas, do jogo ou do tabaco, a pessoa não
encontra maneira de deixar de beber, fumar ou jogar.
A Rede Interamericana para a Prevenção
das Drogas (Ripred)
difunde um estudo realizado nos Estados Unidos segundo
o qual se um dos pais deixa de fumar antes que seu
filho complete dez anos, se reduz em 25% o risco de
a criança ser um fumante aos 18 anos. “A
janela da vulnerabilidade ao tabaco se abre por volta
dos oito anos e se fecha em torno dos 20”, diz
a Ripred.
Segundo dados históricos
divulgados pelo site espanhol Nicotinaweb.info, o
tabaco chegou à América quando Cristóvão
Colombo realizou a primeira de suas quatro viagens
ao continente. Em 1600, o filósofo chinês
Fang afirmava que fumar tabaco queimava os pulmões
e em 1612 a planta começava a ser cultivada
no Estado norte-americano de Virginia. Alguns anos
depois, o consumo de tabaco foi proibido no Japão,
e na China seu uso e distribuição era
castigado com a decapitação.
No século passado surgiram
os primeiros estudos associando o câncer de
pulmão com o tabaco, segundo o Nicotinaweb.
Entretanto, o site da multinacional farmacêutica
Bayer conta que o tabaco é uma planta nativa
do continente americano e que sua origem teria sido
a Península de Yucatán, no sudeste do
México. “Em 1492, ao descobrir o Novo
Mundo, Colombo não deu muita importância
ao tabaco, já que suas prioridades se concentravam
no ouro. Alguns de seus acompanhantes caíram
rapidamente no hábito de fumar", diz este
site.
Organização
Mundial da Saúde
Aliança contra
o Câncer
Convenção
Internacional contra o Tabaco
Organização
Pan-Americana de Saúde
Ciência,
Tabaco e Você
CEPVI
Rede
Interamericana para a Prevenção das
Drogas (Ripred)
Nicotinaweb.info
Ação
Sobre Fumar e Saúde (inglês)
Informe
da UICC
A poliomielite
Aproximadamente 175 milhões
de crianças serão vacinadas, entre agosto
e dezembro deste ano, em sete países onde ainda
se encontra ativo o vírus da poliomielite,
uma enfermidade conhecida há cerca de três
mil anos. A Organização Mundial da Saúde
(OMS)
realizará uma campanha maciça na Índia,
Paquistão, Afeganistão, Nigéria,
Egito, Níger e Somália, para atingir
a meta de forjar um mundo sem pólio. Trata-se
do menor número de países com poliomielite
endêmica jamais registrado. Há 25 anos,
a doença atingia as populações
de 25 países.
A iniciativa de erradicação
mundial da poliomielite considera outros seis países
em alto risco de reinfecção: Angola,
Bangladesh, Etiópia, Nepal, República
Democrática do Congo e Sudão. Em 2002,
foram realizadas 266 campanhas em mais de 90 países,
mas uma mudança de tática visa a acelerar
a erradicação mundial centrando os esforços
nas áreas endêmicas. Desde 1988 conseguiu-se
reduzir o número de casos de 350 mil por ano
para menos de dois mil, registrados no ano passado
nos sete países onde acontecerá a campanha,
segundo relatórios da OMS.
O Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef),
que participa junto com a OMS da tarefa de libertar
o mundo da poliomielite, afirma que o sucesso da missão
converteria a pólio na primeira doença
a ser erradicada da face da terra no século
XXI. Em todo o mundo, anualmente são imunizadas
mais de cem milhões de crianças contra
pólio, difteria, tétano, tosse comprida,
sarampo e tuberculose, com saldo de milhões
de seres humanos resgatados da morte e muitos outros
milhões arrancados do inferno da paralisia,
da cegueira e da deterioração cerebral.
Desde o desaparecimento da varíola,
há mais de 20 anos, os especialistas consideram
a campanha para acabar com o vírus da poliomielite
como a maior demonstração do poder da
imunização. Em 1994, o continente americano
converteu-se na primeira região de onde o vírus
da pólio foi eliminado. No ano seguinte a China,
o país mais povoado do mundo, deixou de registrar
casos de pólio. Um relatório sobre a
situação na América Central,
Estado
Nação, patrocinado pelo Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud),
assinala que, em 1995, a poliomielite foi erradicada
do istmo, onde também foi eliminada a difteria
e se busca acabar com o sarampo, a tosse comprida
e o tétano.
O site Portal
da História, da Associação
para a Difusão da História na Internet,
conta que um monolito egípcio, que data do
período compreendido entre 1580 e 1350 a.C.,
mostra um sacerdote com uma perna atrofiada aparentemente
pela pólio. E esse objeto seria o antecedente
mais antigo da enfermidade. “Em 1887, uma epidemia
da poliomielite sacudiu Estocolmo, na Suécia,
e outras epidemias surgiram posteriormente na Europa
e América do Norte: são o resultado
paradoxal de melhores condições higiênicas”,
diz a mesma fonte. Também a cidade de Nova
York sofreu, em 1915, uma das piores epidemias de
pólio. Em 1921, o futuro presidente dos Estados
Unidos, Franklin Delano Roosevelt contraiu a doença
aos 39 anos.
A pólio é uma enfermidade
viral que pode afetar o sistema nervoso central e
ataca principalmente bebês e crianças
que vivem em condições precárias
de higiene, explica o site do Estado norte-americano
de Nova
York. Porém, a paralisia causada pela doença
- na maioria das vezes transmitida pelas fezes - costuma
ser mais severa em adultos. Os sintomas da pólio
são febre, mal-estar geral, dores de cabeça
e musculares, náuseas e vômitos, e rigidez
no pescoço e nas costas.
A empresa farmacêutica
Aventis
Pasteur, com sede em Lyon, na França, explica
que as crianças que receberam a vacina oral
contra a pólio excretam o vírus vivo
pela boca, garganta e intestinos ao longo de várias
semanas depois de terem sido imunizadas.
O site chileno sobre Ortopedia
e Traumatologia define esta especialidade como
a parte da medicina que estuda as lesões do
aparelho locomotor. Uma árvore torcida presa
fortemente a uma estaca para corrigir seu crescimento
tem sido considerado como o símbolo que representa
a especialidade. Etimologicamente, a palavra ortopedia
provém dos termos gregos orthos, que significa
direito, e paidos, que significa crianças e
está baseada nas freqüentes deformações
do esqueleto nos menores de idade ocasionadas pela
poliomielite, tuberculose e outras doenças.
OMS
Site
Portal da História
Unicef
Site
Estado-Nação
Pnud
Site
do Estado de Nova York
Aventis
Pasteur
Conceito
de Ortopedia e Traumatología
Organização
Pan-Americana de Saúde
Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) - Guia de Vigilância
Epidemiológica
O telescópio
Desde que, em 1610, Galileu Galilei
desenvolveu o telescópio, o aperfeiçoamento
dessa ferramenta tecnológica tem sido chave
para avançar no conhecimento do Sistema Solar
e do cosmos. Para muitos, os prodigiosos passos dados
pela ciência moderna nesse sentido criam a fantasia
de que poderia ser empreendida a conquista do espaço.
A Administração Nacional do Espaço
e da Aeronáutica dos Estados Unidos (NASA)
constrói atualmente o espelho de um telescópio
capaz de detectar a primeira luz do universo, surgida
repentinamente há cerca de 11 milhões
de anos e que é invisível ao olho humano.
O telescópio espacial
James
E. Webb, batizado assim em homenagem a quem dirigiu
a NASA durante as missões Apolo à Lua,
está sendo construído para entrar em
operação em 2010. Ao custo de US$ 824,8
milhões, o telescópio Webb tentará
observar as regiões mais distantes do espaço
registradas pelo Hubble: uma distância entre
dez bilhões e 11 bilhões de anos-luz.
Ficará localizado a 1,5 milhão de quilômetros
da Terra, no Ponto Lagrange 2, uma área no
espaço sideral em equilíbrio entre a
gravidade do planeta e o Sol.
Para muitos astrônomos
o novo telescópio Webb lançará
luz sobre o grande mistério de como se formaram
as estrelas e as galáxias há cerca de
centenas de milhões de anos depois do Big
Bang, ou grande explosão, que, segundo
uma teoria, teria dado origem ao universo. O Webb
começou a ser construído há oito
anos e substituirá o Hubble,
o mais notável telescópio espacial existente
até agora e que leva o nome do astrônomo
norte-americano Edwin Hubble, considerado o pai da
astrofísica moderna. Dados fornecidos pelo
Hubble permitiram encontrar o planeta mais velho que
se conhece, com uma idade estimada de 13 bilhões
de anos.
No ano passado, o Hubble foi
submetido a um “transplante de coração”
quando dois astronautas norte-americanos a bordo da
nave Colúmbia fizeram a troca de uma unidade
que começou a ocasionar problemas no telescópio
em 1993. Várias viagens espaciais foram realizadas
então pela Colúmbia - que explodiu em
pedaços em fevereiro de 2004 com seus sete
tripulantes a bordo - para consertar o Hubble, prolongar
sua vida útil e aumentar sua capacidade de
observação. O Hubble foi colocado em
órbita em 1990 para uma missão de 20
anos, que terminará em 2010.
Existem diversos projetos de
telescópios espaciais no mundo. Para o próximo
ano está previsto o surgimento do chamado Grande
Telescópio Canárias (GTC),
financiado por Espanha, México e Estados Unidos.
Esse telescópio será instalado no Observatório
Del Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias,
um local cujas condições climatológicas
são catalogadas pelos especialistas como ideais
para a observação astronômica.
Os informes científicos
dão conta do valor dos telescópios para
o conhecimento do cosmos. O Hubble, por exemplo, pôde
constatar a presença de gigantescos buracos
negros, foi testemunha das etapas de formação
de sistemas solares e proporcionou aos cientistas
os dados mais precisos até então para
calcular a idade do universo.
No entanto, nem tudo o que observam
os cientistas através dos telescópios
são maravilhas do universo. O Instituto de
Astrofísica das Canárias (IAC)
realizou em 2001 algumas campanhas de observação
do chamado lixo espacial. O site do IAC define o lixo
espacial como “qualquer objeto artificial em
órbita ao redor da Terra e que já não
seja operacional. Está formado pelos satélites
ou foguetes fora de uso, material não operacional
liberado por operações espaciais e fragmentos
gerados por satélites ou foguetes devido a
explosões ou colisões".
Essa mesma fonte assinala que
“se conhece cerca de nove mil objetos detectados
com radares e telescópios óticos (apenas
cerca de 700 são satélites operacionais)
nas diferentes órbitas terrestres. Estes objetos,
cujo tamanho supera os 40 centímetros, representam
apenas um perigo moderado para as missões espaciais
(satélites e humanos), mas estima-se que possam
existir mais de 150 mil fragmentos com tamanhos entre
um e 20 centímetros que podem produzir graves
problemas em caso de colisão com alguma nave
em uso por não estarem localizados’.
NASA
Telescópio
Espacial James Webb
Site
Astrocosmo
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Os morcegos
O morcego não é
um roedor cego com asas, como muita gente pensa. É
um mamífero da ordem Chiroptera, que cumpre
funções vitais na natureza: polinizar,
dispersar sementes e controlar pragas de insetos.
“A infundada rejeição social em
relação aos morcegos não corresponde
à sua importância como controladores
naturais de pragas agrícolas e florestais,
nem com a riqueza e diversidade que dão à
nossa fauna. A destruição de seus refúgios
naturais, as alterações em seu hábitat
e o uso de inseticidas agrícolas” constituem
as principais ameaças para as espécies
de morcegos que habitam a Espanha, diz um estudo sobre
a situação desses mamíferos na
Península Ibérica publicado pela revista
espanhola Quercus.
Atualmente existem 1.075 espécies
diferentes de morcegos no planeta, 150 a mais do que
as catalogadas em 1990. As novas espécies puderam
ser reconhecidas graças às modernas
tecnologias de seqüência do ácido
desoxirribonucléico (ADN), e a maioria foi
identificada na América Latina, no sudeste
da Ásia e nas ilhas do Pacífico. Os
restos mais antigos de morcegos que se conhece datam
de aproximadamente 50 milhões de anos, mas
os que viveram nessa época distante não
são muito diferentes dos que conhecemos hoje.
Esses mamíferos pertencem
ao grupo dos Chiroptera, que significa mão-asa
e, como os humanos, têm apenas uma cria que
amamentam. Existe uma variedade imensa de tamanhos
e aparências de morcegos, e algumas chegam a
viver até 34 anos. O menor do mundo pesa menos
do que uma moeda, outros têm pelagem longa como
de angorá e sua cor varia desde o vermelho
brilhante ou amarelo até o negro ou branco.
Inclusive, há uma espécie que não
tem pelo. Alguns cientistas afirmam que os primatas
(lêmures, macacos e homens) e os morcegos compartilhariam
um ancestral comum parecido com um musaranho (mamífero
noturno semelhante ao rato). Nas zonas tropicais,
as atividades de dispersão de sementes e polinização
dos morcegos que se alimentam de frutas e néctar
são vitais para a sobrevivência das florestas
chuvosas, diz o site da organização
não-governamental Bat Conservation International
(BCI).
O morcego guanero, ou morcego
mexicano de cauda livre, chega a 93 milímetros
de comprimento e 15 gramas de peso. Ele se vale de
suas orelhas largas e separadas para localizar suas
presas. Essa espécie habita covas no sul dos
Estados Unidos, bem como no México, América
Central e Antilhas, e na América do Sul chega
até a parte central do Chile e da Argentina.
A organização conservacionista norte-americana
Wildelife
Trust afirma que a maior colônia de morcego
mexicano que se conhece é encontrada na Cova
Bracken, norte de San Antônio, no Estado norte-americano
do Texas, e possui cerca de 20 milhões de indivíduos
capazes de consumirem até 250 toneladas de
insetos por noite.
Uma das características
mais surpreendentes dessa espécie é
que, quando nascem as crias, as mães saem da
cova em busca de alimento e, ao retornarem, podem
localizar o filhote em poucos minutos entre milhões
de pequenos indivíduos. No Estado de Nuevo
León, no México, fica a Cueva de La
Boca. Esse local tinha a maior colônia de morcego
mexicano do mundo, 95% da qual desapareceu na última
década, segundo o site.
Por sua agitada vida noturna,
“os morcegos terminam cada jornada literalmente
de ponta-cabeça, o que lhes é adequado
para descansar, pendurado-se em seu cabide com um
gasto mínimo de energia. Embora a maior parte
das espécies tenha patas fracas, pelo menos
uma (Desmodus) é capaz não só
de caminhar, com também de saltar”, explica
o site da Associação Nacional de Controladores
de Pragas Urbanas (ANCPU, do México).
Como os golfinhos, quase todos
os morcegos se comunicam e navegam utilizando sons
de alta freqüência. Para voar à
noite, os morcegos possuem um programa especializado
conhecido como ecolocação. Os sons emitidos
pelos quirópteros ricocheteiam nos objetos
e nas presas, que localizam com claridade tridimensional
através dos ouvidos e, desta maneira, conseguem
voar sem problemas, mesmo na noite mais escura, acrescenta
a ANCPU.
Revista
Quercus (espanhol)
Bat
Conservation International (BCI) (inglês)
Wildlife
Trust (espanhol)
Associação
Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (espanhol)
Hanford
Reach National Monument (espanhol e inglês)
Morcego
de pelo prateado (inglês)
Os
morcegos (português)
AnimalNet
- Morcego (português)
Saúde
Animal - Morcegos (português)
Morcegos.
Quem são, afinal, estas estranhas criaturas?
(português)
Aves de rapina
Com seus poderosos bicos em gancho
arrancam a carne de sua presa, que identificam graças
à sua visão superdotada. Estes atributos
deram aos abutres, águias e falcões,
entre outras espécies, a denominação
de aves de rapina. Também conhecidas como aves
de presa, buscam capturar os animais que constituem
sua dieta utilizando suas grandes patas, dotadas de
poderosas garras e unhas afiadas.
O site espanhol InterNatura
traz uma descrição destas aves. Por
exemplo, os abutres são de grandes dimensões
e possuem cauda curta e asas enormes, retas e muito
largas. As águias podem ser médias ou
grandes, com asas compridas e largas, porém
nem tanto como as dos abutres, nem tão retas.
A mesma fonte afirma que "até os anos
sessenta o homem travou uma guerra implacável
contra elas. Seus ninhos e poleiros eram destruídos,
os adultos eram mortos e seu extermínio era
buscado de todas as formas. O argumento para justificar
o massacre era que elas eram prejudiciais aos interesses
humanos, e, em especial, para a caça".
De acordo com os horários
de sua atividade, as aves de rapina foram classificadas
como diurnas ou noturnas. O portal Aves
Red mostra fotografias destas formosas aves e
observa que as denominadas como de rapina noturnas
foram vítimas de matanças, insultadas
e difamadas por seu hábito de se acobertarem
sob o manto da noite e ter um ulular macabro. Dizia-se
até que o canto da coruja é igual à
voz do diabo.
Por meio de um programa de apoio
às culturas municipais e comunitárias,
o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta),
do México, apóia as atividades do Centro
de Reabilitação e Manejo de Aves de
Rapina no Estado de Oaxaca, no sul do México.
Neste local é possível conhecer o caso
de "Valentín", um desafortunado urubu-rei,
semelhante ao condor dos Andes, que sobreviveu a um
incêndio e depois recebeu cuidados no Centro
de Reabilitação, o único de Oaxaca
e um dos poucos que existem no México com o
objetivo de proteger estas espécies.
De sua parte, o Centro Mundial
para Aves
de Rapina narra a história e o retorno
triunfal ao Panamá de "Ancón",
uma harpia emprestada pelo governo do país
ao Fundo Peregrino norte-americano. "Ancón"
serviu durante dez anos a uma equipe de cientistas
para desenvolver técnicas de criação
em cativeiro de aves em risco de extinção.
Especialistas argumentam que a harpia é uma
espécie indicadora, pois sua presença
reflete o estado de saúde do ecossistema onde
vive. Por se tratar de uma ave de rapina que encabeça
a cadeia alimentar, o desaparecimento desta ave significa
que não existem nem sua caça e nem área
de mata suficiente que permitam sua sobrevivência.
Um programa de conservação
implementado na Espanha pelo Fundo Mundial para a
Natureza (WWF-Adena)
alerta sobre as conseqüências negativas
para as populações de abutres e grandes
águias na península ibérica em
conseqüência do uso de iscas envenenadas
em armadilhas de caça.
Site
InterNatura (espanhol)
Rede
Aves (espanhol)
Conaculta
Centro
Mundial para Aves de Rapina (espanhol)
WWF-Adena
(espanhol)
Links
para sites sobre aves de rapina (espanhol)
The Raptor
Center (inglês)
Águias,
Gaviões e Falcões do Brasil (português)
O peiote
O peiote, de sabor amargo por
conter cerca de 60 alcalóides, tem sobrevivido
ao longo dos séculos como uma espécie
sagrada para algumas culturas indígenas mexicanas.
A característica mais conhecida desta planta
é o singular efeito alucinógeno que
produz no organismo ao ser ingerida.
Uma ficha
na Internet descreve essa cactácea como uma
“planta em geral provida de um caule em forma
de globo mas, às vezes, e devido ao crescimento,
se torna quase cilíndrico; é espinhoso,
com espinhos centrais em forma de gancho” e
com flores amarelas, alaranjadas ou rosa-violeta que
aparecem em diversas estações, de acordo
com a espécie.
Um estudo da Comissão
Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade
(Conabio),
do México, refere-se ao emprego de plantas
alucinógenas entre as antigas culturas indígenas
da América, onde existem mais de cem espécies
vegetais com propriedades psicoativas. “Estas
plantas contêm substâncias químicas
- alcalóides - capazes de promover estados
anormais de consciência que ocasionam alterações
visuais, auditivas, tácteis, olfativas e inclusive
gustativas. Por isso são vistas por algumas
culturas como portadoras de inteligência e consideradas
instrumentos divinos, fonte de uma profunda e misteriosa
sabedoria, e de beleza e inspiração,
bem como um meio para manter a integridade cultural”,
explica esse texto.
Através de práticas
rituais com plantas alucinógenas, as antigas
civilizações indígenas pretendiam
“induzir experiências de iniciação
a certos mistérios e curar enfermidades do
corpo e da alma”. Alguns tipos de fungos e plantas
eram consumidos pelos curandeiros, sacerdotes ou xamãs,
afirma a Conabio. Os tarahumaras, tepehuanes, coras
e huicholes são algumas das etnias do México
que ainda conservam costumes rituais milenares e cujas
lendas, tradições e história
estão associadas de maneira importante às
cactáceas.
A Revista
Imaginária mostra na Internet o trabalho
dos franceses Antonin Artaud e Gerard Tournebize,
autores da obra “Viagem ao País dos Tarahumaras”,
que compreende dois tomos. A obra afirma que as cerimônias
religiosas dos tarahumaras condensam os conhecimentos
que essa etnia possui do mundo.
Todos os elementos que intervêm
nesses rituais, como o peiote, são simbólicos,
acrescenta. A cerimônia do peiote representa
a cura da alma para os tarahumaras, que consideram
essa planta como um ser que tem a faculdade de mostrar
ao homem o bom caminho.
A revista El
Mercúrio refere-se à controvérsia
que o peiote gerava entre os colonizadores espanhóis
da Nova Espanha. As crônicas espanholas mencionam
“que aqueles nativos que comiam o peiote eram
possuídos por aterrorizantes visões
demoníacas". O consumo do peiote foi duramente
punido pela Santa Inquisição desde 1617.
“Frei Bernardino de Sahagún estimou,
tomando por base diversos fatos históricos
da cronologia indígena, que o peiote foi conhecido
pelos chichimecas e toltecaspelos menos 1.890 anos
antes da chegada dos europeus. Estes cálculos
dão a esta planta divina do México uma
história de aproximadamente dois mil anos”,
diz a fonte.
O site Cactusland
publica uma lista de cactus narcóticos, alucinógenos
e medicinais do Novo Mundo, e explica que pelo menos
30 espécies de cactáceas são
conhecidas como peiotes, mas “nem todas com
registro histórico de ter sido usada como alucinógeno”.
Uma página sobre alucinógenos
explica que muito do que se sabe na atualidade sobre
o peiote tem como fonte as crônicas de Francisco
Hernández, médico do rei Felipe II da
Espanha e que viajou várias vezes ao México
para comprovar o uso sagrado que as civilizações
indígenas davam ao peiote.
Sobre a toxicidade do peiote,
o site Botánical
afirma que não se conhece casos de morte por
consumo deste alucinógeno. Este site afirma
que a mescalina tem propriedades alucinógenas
e psicoativas que influem na percepção,
em particular no sentido da visão. O farmacologista
Arthur Heffer extraiu a mescalina do peiote em 1896,
dando-se, então, o primeiro caso de um composto
alucinógeno isolado pelo homem.
A ingestão da mescalina
provoca alteração da consciência.
Essa substância é tóxica em doses
acima de 0,5 gramas e causa sintomas como náusea
severa, vômito, taquicardia, ansiedade e hipertensão
arterial. Um risco importante ao consumir a mescalina
é o surgimento de uma síndrome psicótica
em algumas pessoas.
Segundo a tradição,
o peiote possui propriedades medicinais e é
utilizado para tratar a gripe, artrite, diabete, mal-estar
intestinal, efeitos causados por mordida de serpente,
picada de escorpião e algum tipo de envenenamento.
Comissão
Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade
(espanhol)
Ficha
(espanhol)
Revista
Imaginária (espanhol)
Revista
El Mercurio (espanhol)
Cactusland
(espanhol)
Alucinógenos
(espanhol)
Botanical
(espanhol)
Peiote,
o cacto sagrado (português)
O cenote
Os cenotes são lugares
sagrados para os maias contemporâneos, como
foram para seus ancestrais. Segundo a tradição,
a água que guardam esses poços é
considerada “virgem ou pura” já
que não foi tocada pela luz. Os maias davam
grande importância ao cenote (ou Dzonot, na
língua maia, que significa buraco no solo,
ou poço), por constituir uma fonte de água.
Porém, a religião é um aspecto
primordial para compreender o sentido dos cenotes
para essa cultura milenar. Majestosas cerimônias
tinham como cenário os cenotes. E aqueles que
eram utilizados na prática de rituais não
podiam ser utilizados para o abastecimento de água.
A civilização maia
durou 3400 anos desde o estabelecimento das primeiras
aldeias, e habitou o extremo sudeste do México
- os Estados de Yucatán, Campeche e Quintana
Rôo e partes de Tabasco e Chiapas - bem como
os territórios da Guatemala e Belize e o ocidente
de Honduras e El Salvador. A prefeitura da cidade
de Mérida,
capital de Yucatán, afirma que os estudiosos
da cultura classificam os cenotes em quatro categorias:
em forma de cântaro, de paredes verticais, em
forma de rioe em forma de caverna.
Essa mesma fonte afirma que o
desgaste produzido pela água da chuva que caía
solo de Yucatán criou numerosos canais pelos
quais o líquido acumulado fluía para
o mar. Assim formou-se uma rede de rios subterrâneos
que foram se diluindo para a rocha mãe, até
abrir cavidades chamadas grutas, quando estão
secas, e cenotes, se estão inundadas pela água
que corre no subsolo. O site para exploradores La
Venta define a península de Yucatán
como um altiplano calcáreo caracterizado pela
total ausência de cursos de água superficiais.
Porém, essa região é rica em
água no subsolo, e as portas de acesso a esse
invisível mundo de água são os
cenotes, conectados a túneis mais profundos.
A exploração dos
cenotes sagrados significa, além de uma extraordinária
aventura em águas limpas e mornas, uma peça
fundamental na pesquisa arqueológica. Ao abordar
o tema da arqueologia subaquática na região
maia, o Instituto Nacional de Antropologia e História
(INAH)
assinala que o crescente interesse dos estudiosos
na história maia fez voltar a atenção
a esses cenotes. O INAH refere-se a expedições
para o estudo biológico dos cenotes feitas
nos anos 30 pela Carnegie Institution de Washington,
que permitiram identificar 306 espécies animais.
Para explicar como se faz arqueologia
sob a água, o INAH afirma que os materiais
que permaneceram submersos requerem procedimentos
especiais para sua conservação. Por
exemplo, eliminar sais e secar corpos inorgânicos
estáveis, como as rochas. A busca de evidência
arqueológica em lagunas e cenotes é
feita com ajuda de arqueólogos e restauradores
especializados em mergulho de altitude e de cavernas.
Mergulhando em misteriosas cavernas ou em mar aberto,
entre jade, ouro, obsidiana, madeira, cerâmica
ou concha, encontram jóias que talvez tenham
pertencido a donzelas maias entregues em oferendas
aos deuses.
O site da Universidade
Autônoma de Yucatán (UADY)
afirma que não se trata de procuradores de
tesouros, mas de praticantes de arqueologia subaquática,
uma disciplina que pretende divulgar a riqueza do
inestimável patrimônio cultural submerso.
Em 2001, foi adotada a Convenção da
Organização das Nações
Unidas para a Ciência, a Educação
e a Cultura (Unesco) para a Proteção
do Patrimônio Cultural Subaquático. Um
texto da Fundação para o Fomento dos
Estudos da Mesoamérica mostra uma análise
de objetos recuperados em cenotes, e outro da mesma
instituição inclui uma série
de fotos de peças resgatadas desses poços.
Prefeitura
de Mérida, Yucatán
Arqueologia
subaquática na região maia
Como
se faz arqueologia sob a água?
Como
começou a arqueología subaquática
no México?
Universidade
Autônoma de YucatánConvenção
da Unesco para a Proteção do Patrimônio
Cultural Subaquático
Primeira
Conferência Regional sobre Patrimônio
Cultural Subaquático
Fundação
para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Fundação
para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Mais
sobre os maias no buscador do Yahoo!
Mundo
Maia (UMSNH)
Desertificação
A desertificação
e a seca deixam em sua passagem severos transtornos
econômicos, ambientais e sociopolíticos
em todo o mundo: anualmente desaparecem seis milhões
de hectares de terras produtivas e são registradas
perdas milionárias em renda devido à
degradação da terra e à decrescente
produtividade agrícola. O Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
assinala que, após amplos estudos e deliberações,
os especialistas definiram a desertificação
como um fenômeno de “degradação
da terra em zonas áridas, semi-áridas
e subúmidas secas, derivado dos efeitos negativos
de atividades humanas”.
Por esse conceito, a referência
à terra inclui o solo, os recursos hídricos
de cada país, a superfície da terra
e a vegetação ou cultivos. Embora seja
antigo, o grave problema que a desertificação
traz consigo ganhou destaque mundial quando, no início
dos anos 70, milhares de pessoas morreram em conseqüência
da aguda seca que açoitou a África subsaariana.
Em 1977, foi realizada em Nairóbi, no Quênia,
a Conferência
Internacional das Nações Unidas para
o Combate à Desertificação,
que considerou esse fenômeno como um sério
desafio e estabeleceu compromissos para reduzir suas
conseqüências.
A Convenção das
Nações Unidas para o Combate à
Desertificação entrou em vigor em 1996,
depois de ter sido ratificada por mais de 50 países,
e seus objetivos são “lutar contra a
desertificação e minimizar os efeitos
da seca, através da adoção de
medidas eficazes em todos os níveis”.
Em 1994, a assembléia geral da ONU designou
o dia 17 de junho como
Dia Mundial de Luta contra a Desertificação
e a Seca, data que marca o aniversário
da adoção da Convenção
das Nações Unidas para o Combate à
Desertificação.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), as terras secas
cobrem cerca de 30% da superfície terrestre
do planeta e são habitadas por aproximadamente
900 milhões de pessoas. A FAO atribui a diversos
fatores a extensa degradação dos recursos
naturais das zonas secas do mundo: variações
climáticas, uso indevido da terra, práticas
agrícolas inadequadas, aumento da densidade
demográfica, pressões econômicas
e mudanças nas estruturas de posse da terra.
Os impactos da desertificação
são sentidos em todos os continentes: na região
da América Latina e do Caribe - com extensão
territorial de 20,18 milhões de quilômetros
quadrados - mais de 25% são terras secas. Destas,
70% mostram sinais de vulnerabilidade e graus avançados
de desertificação. Há casos emblemáticos
do drama que representam a desertificação
e as secas. Um estudo feito pela Comissão Centro-Americana
de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD) mostra o
Impacto Socioeconômico e Ambiental da Seca em
2001 na América Central.
A revista do Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID)
também aborda o tema. O relatório do
Pnuma Terras
Úmidas e Aves do Afeganistão Sofrem
os Desastres da Guerra e da Seca mostra os estragos
de quatro anos de seca em ecossistemas compartilhados
por Afeganistão e Irã. Documentos e
links de organismos relacionados com o assunto são
oferecidos pelo SD Gateway, que integra membros da
Rede
de Comunicações sobre Desenvolvimento
Sustentável.
Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
- Pnuma (espanhol)
Conferência
Internacional da ONU para o Combate à Desertificação
(inglês)
Dia
Mundial de Luta contra a Desertificação
e a Seca (inglês)
Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação - FAO (espanhol)
Comissão
Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento
(espanhol)
Banco
Interamericano de Desenvolvimento (espanhol)
Terras
Úmidas e Aves do Afeganistão sofrem
os Desastres da Guerra e da Seca (espanhol)
Banco
Mundial (inglês)
Rede
de Comunicações sobre Desenvolvimento
Sustentável (espanhol)
Iguanas
As iguanas têm um aspecto
que parece falar da vida em um passado remoto de nosso
planeta. Esses répteis habitam principalmente
o território americano e, atualmente, transformaram-se
em objetos de culto e, em alguns casos, de preocupação
pela sobrevivência de algumas espécies.
“As iguanas constituem
uma família que inclui entre 650 e 700 espécies”,
explica o site da Família
Igunaidae, onde também é lembrado
que quase todas habitam no “novo mundo”
americano, salvo algumas exceções em
Madagáscar e Fidji. E também advertem
que sua variedade é muito ampla.
Na sua maior parte são
pequenas, o que contraria o estereótipo de
um réptil de tamanho contundente. Trata-se
de um grupo que, do ponto de vista da qualificação
científica, tem um “complicado desenho”,
segundo o site La
Iguana. “As iguanas compreendem espécies
que medem de 7,5 centímetros de comprimento
a até dois metros. Podem ser carnívoros,
herbívoros, onívoros ou alimentar-se
de insetos.”
“Quanto à reprodução,
a maior parte é ovípara, mas há
exceções que parem suas crias (ovovíparas),
como é o caso do Phrynosoma douglassi”,
explica o site sobre os Iguanidos.
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