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Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto sofreu um revés que pode lhe custar a vida: o presidente russo, Vladimir Putin, expressou, no dia 29 de setembro, a indecisão de seu país sobre a ratificação deste acordo internacional, que tenta controlar as emissões de gases causadores do efeito estufa. A adesão da Rússia sozinha, que foi sede da mais recente Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, é suficiente para que o Protocolo entre em vigor.
Estabelecido em 1997, o Protocolo de Kyoto é um tratado internacional cujo objetivo principal é conseguir que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam em 5% suas emissões de gases causadores do efeito estufa em relação ao nível de emissões de 1990. Se um país falhar no cumprimento do Protocolo, poderia ser forçado a reduzir sua produção industrial. Embora em seu início o Protocolo não fosse específico, a partir das reuniões negociadoras do Marrocos, no final de 2001, foram definidos cinco pontos principais: compromissos legalmente vinculados para países desenvolvidos, métodos de implementação do Protocolo diferentes da redução de emissões (implementação conjunta), minimização de impactos em países em desenvolvimento (incluindo assistência para diversificar suas economias), relatórios e revisões por uma equipe de especialistas, e cumprimento avaliado por um comitê.
Como complemento da Convenção Marco das Nações Unidas, primeira reunião para tratar da mudança do clima, em 1992, o Protocolo busca responder às preocupações crescentes de que gases emitidos por atividades humanas, particularmente dióxido de carbono, podem aumentar o efeito estufa e contribuir para variações climáticas, que ocasionariam o aquecimento da temperatura mundial. Prevê-se ondas de calor, inundações e secas, caso haja aumento entre 1 e 3,5 graus centígrados da temperatura global média da superfície terrestre até 2100, com assinala o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado em 1988 e encarregado de alimentar o Protocolo com informação científica.
O Protocolo de Kyoto entraria em vigor depois de ratificado por 55 países, incluindo aqueles responsáveis por 55% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa. Embora até 29 de setembro de 2003 84 países tenham firmado e 119 ratificado o Protocolo, a negativa dos Estados Unidos, responsáveis por 25% das emissões desses gases, fez com que o poder de ratificação recaísse sobre a Rússia. Os custos que implicariam conseguir uma redução do nível de emissões e a incerteza sobre a precisão dos argumentos científicos que as vinculam ao aquecimento global são os pilares da negativa de Washington para ratificar o protocolo.
Estudos científicos questionam os resultados apresentados pelo IPCC ao afirmar que o aquecimento global pode ser resultado de uma evolução natural do meio ambiente e reduzem a importância da emissão de gases, como o CO2. A meta do governo de Putin, de duplicar a produção bruta do país no prazo de dez anos, provocaria tal aumento de emissões de gases que seria necessário um custoso investimento nas indústrias para cumprir as metas do Protocolo. Sem a Rússia, o futuro do Protocolo está em xeque.

Texto do Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Resumo Executivo IPCC (Inglês)
Para compreender a Mudança Climática: Guia elementar da Convenção Marco das Nações Unidas e o Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) (Inglês)
Organização Meteorológica Mundial - WMO (Inglês)
Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (Inglês)
XI Congresso Florestal Mundial (Inglês e Francês)
Ministério da Ciência e Tecnologia - Protocolo de Quioto (Português, Inglês, Espanhol, Francês)
Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas - Protocolo de Kyioto (Português)


Clonagem humana

O Painel Interacadêmico, que reúne 60 organizações científicas internacionais, pediu a todos os países do mundo que proíbam as experiências sobre clonagem humana. O pedido expressa a visão de um amplo setor da comunidade científica que considera que o processo de clonagem, até agora realizado em animais, deteriora mecanismos genéticos e impede um adequado desenvolvimento. Muitos dos exemplares de mamíferos clonados poderiam morrer antes de chegar a uma idade adulta, seja por “erros genéticos” ou deficiências em seu desenvolvimento embrionário.

Esta circunstância torna inviáveis as técnicas que buscam copiar seres humanos por meio da clonagem, afirma o Painel. A ovelha Dolly, primeiro animal clonado no mundo, converteu-se, em abril deste ano, em uma peça do Museu Real da Escócia, em Edimburgo, dois meses depois de ter sido sacrificada porque sofria de uma doença pulmonar progressiva. Várias nações foram capazes de clonar mamíferos. Em 2001, o Brasil converteu-se no primeiro país em desenvolvimento a conseguir a clonagem de um animal vivo, após o nascimento da bezerra Vitória, em uma experiência feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, que acaba de clonar outra bezerra a partir de células de uma vaca adulta já morta: no dia 4 de setembro veio à luz “Lenda”.

Entretanto, o Painel Interacadêmico não se opõe ao uso de técnicas de clonagem para fins de pesquisa ou científicos. Sem consenso global na matéria, o exemplo de células embrionárias, ou células-mãe, com fins terapêuticos foi impondo-se em diversos países. Estas células têm a capacidade de criar qualquer tipo de tecido do corpo. Pesquisadores do Instituto Roslin, perto de Edimburgo, na Escócia, planejam fazer experiências com células-mãe especiais, extraídas de embriões desprezados pelos casais que fazem tratamentos de inseminação artificial.

Carlos Alberto Redi, da Universidade de Pavía, que participou da clonagem do primeiro rato, também defende o uso de células-mãe, bem como a clonagem de roedores. Os ratos são os mamíferos mais estudados nos laboratórios de todo o mundo, sabe-se mais sobre eles do que sobre as ovelhas ou vacas, argumenta. O Comitê Internacional de Bioética da Unesco deixa a cada país a decisão de autorizar ou proibir os estudos em células embrionárias.

As conclusões do Painel Interacadêmico foram precedidas por um recente estudo científico publicado na revista Science, segundo o qual talvez nunca venha a ser possível copiar seres humanos por meio da clonagem. Um grande alvoroço foi provocado em dezembro de 2002 pela Clonaid, empresa ligada à seita religiosa dos raelianos, que anunciou o nascimento do primeiro bebê clonado, e garantiu que este ano virão ao mundo pelo menos outros quatro clones humanos. A informação não foi confirmada.

Painel Interacadêmico (inglês)
Universidade de Pavia (italiano)
Comitê Internacional de Bioética da Unesco
Clonaid (inglês, francês, espanhol, português, italiano, alemão)
Embrapa (português)
Museu Real da Escócia (inglês)
Instituto Roslin (inglês)
Instituto de Pesquisas Jurídicas da Unam (espanhol)
La Facu.com (espanhol)

Protocolo de Cartagena

Em 11 de setembro entrou em vigor o Protocolo de Cartagena, o primeiro acordo internacional que rege a transferência, manejo e uso de organismos vivos modificados por meio da biotecnologia moderna. Espera-se que o tratado fomente o uso seguro de transgênicos, tema que causa uma acesa polêmica global, liderada pelos Estados Unidos e pela Europa. Adotado em 2000 pelos membros da Convenção sobre Diversidade Biológica, o tratado busca um comércio internacional de transgênicos mais transparente, através de medidas de segurança de acordo com as necessidades de consumidores, indústrias e, em particular, do meio ambiente.

O objetivo é descartar potenciais conflitos entre as leis de comércio e o regime de biossegurança global, segundo explica um guia sobre o protocolo oferecido pela União Mundial para a Natureza (UICN). O processo de conciliar interesses legítimos do comércio, a biossegurança e outros não tem sido fácil. Existe uma árdua disputa entre os que vêem na biotecnologia o caminho para a segurança alimentar e os que alegam razões éticas, ambientais, sociais e de saúde para tentar pôr um limite à biotecnologia moderna.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou, em março de 2000, a Declaração sobre Biotecnologia, onde afirma que esta ciência oferece instrumentos poderosos para o desenvolvimento sustentável da agricultura, pesca, atividade florestal, bem como das indústrias alimentícias. A Rede de Cooperação Técnica em Biotecnologia Vegetal (REDBIO), da FAO, composta por 570 laboratórios em 32 países, defende a manutenção e reforço da pesquisa em biotecnologia, incluindo os cultivos transgênicos, em lugar de fixar normas de biossegurança necessárias para evitar danos à saúde e ao meio ambiente.

Entretanto, grupos ambientalistas, como o Greenpeace consideram que a riqueza biológica dos cultivos tradicionais é uma herança mundial ameaçada pela contaminação genética. E responsabilizam multinacionais da biotecnologia como a Monsanto - o maior produtor de sementes do mundo - de pressionarem governos de muitos países para que descartem mecanismos de controle sobre os transgênicos. Os Estados Unidos e a União Européia (UE) protagonizaram a polêmica.

Em julho passado, o Parlamento Europeu adotou uma lei que obriga os produtores de alimentos geneticamente modificados a colocarem rótulo em seus produtos para conhecimento do consumidor. A medida deverá ser ratificada por cada um dos Estados-membros da União Européia, mas foi vista como o primeiro sinal de um possível levantamento da proibição da comercialização de transgênicos no bloco comunitário. Os Estados Unidos e outros produtores de OGM, incluídos latino-americanos como a Argentina, solicitaram junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) a suspensão da proibição da venda desses alimentos no território da UE, imposta em 1999.

Em junho de 2003, a República de Palau, ilhas situadas no noroeste da Oceania, se converteu no 50º Estado a ratificar o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, o que permitiu sua entrada em vigor. A primeira reunião da Conferência das Partes que ratificaram o Protocolo acontecerá em Kuala Lumpur, na Malásia, em fevereiro do próximo ano.

Protocolo de Cartagena (espanhol)
Convenção sobre Diversidade Biológica (espanhol)
UICN (inglês)
FAO (inglês)
REDBIO (inglês)
Monsanto (inglês)
OMC (espanhol)
Greenpeace México (espanhol)
Greenpeace Brasil (português)

Dia Mundial do Ozônio

A comunidade científica calcula que a camada de ozônio, que filtra os raios ultravioletas do Sol, se recuperará na primeira metade do século XXI. As pesquisas mais recentes indicam uma melhora, embora apenas na estratosfera superior. Os esforços para limitar os gases que reduzem esse escudo protetor devem continuar, e é nesse sentido que aponta o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, celebrado no dia 16 de setembro.

Um relatório da União Geofísica Norte-Americana (AGU, sigla em inglês) diz que o esgotamento na estratosfera superior - a camada de ozônio, entre 35 e 45 quilômetros acima da terra - mantém um ritmo retardado desde 1997. Os autores do estudo recomendaram, entretanto, situar o fenômeno em sua justa perspectiva, pois na estratosfera superior fica uma porcentagem baixa de ozônio. O ozônio é um agente contaminador prejudicial na atmosfera mais baixa perto da Terra, mas na estratosfera protege o planeta da radiação solar. O processo de restauração desse escudo protetor acontece em função do desaparecimento progressivo na estratosfera dos clorofluorcarbonos (CFCs) e outros gases.

O Protocolo de Montreal, assinado em 16 de setembro de 1987, limita o uso das substâncias que esgotam a camada de ozônio. Em 1985, foi estabelecida a Convenção de Viena para a proteção da camada de ozônio. Desde que o mexicano Mario Molina e o norte-americano F. Rowland alertaram sobre o papel dos CFCs na redução do ozônio estratosférico, a preocupação pelos efeitos prejudiciais das radiações ultravioletas na saúde humana impulsionou a realização da campanhas ecológicas em todo o mundo. Por suas pesquisas no assunto, ambos receberam o Prêmio Nobel de Química em 1995.

A revista Diálogo Ibero-Americano, editada por diversas universidades, assinala que os CFCs foram inventados em 1930, “quando se buscavam substâncias não tóxicas para servirem como refrigeradores em aplicações industriais”. Décadas depois foram usados na fabricação de plásticos e para limpar componentes eletrônicos. Outras Substâncias Esgotadoras do Ozônio (SAO), além dos CFCs, são brometo de metilo, halon e tetracloreto de carbono.

No site da Ação pelo Ozônio, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que a luta internacional para recuperar a camada de ozônio é um exemplo positivo entre todas as campanhas em favor do meio ambiente. Desde 1985, algumas pesquisas revelaram a existência de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida.

Recentemente, cientistas da Divisão Antártida Australiana alertaram sobre o aumento do buraco da camada de ozônio na Antártida a uma velocidade que sugere que pode alcançar tamanho recorde este ano. Em 2000, a Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica dos Estados Unidos (Nasa) informou que o buraco aumentou até um tamanho recorde de 28,3 milhões de quilômetros quadrados, três vezes mais do que o território da Austrália ou dos Estados Unidos, incluindo o Alasca. Em 2002, condições anormalmente quentes produziram o buraco de menor tamanho desde 1988.

As perguntas mais freqüentes sobre a camada de ozônio e as conseqüências de sua redução são respondidas em alguns sites da Internet. O Escritório de Meteorologia da Commonwealth mostra de maneira interativa o grau de consciência na sociedade, o site da Comissão do Ozônio da Costa Rica mostra uma coleção de cartazes alusivos ao tema.

Secretaria do Ozônio, Unep (espanhol-inglês)
Convenção de Viena (espanhol-inglês)
Protocolo de Montreal (francês-espanhol-inglês)
IICA (espanhol)
Revista Diálogo Ibero-Americano (espanhol)
Comissão do Ozônio de Costa Rica (espanhol)
Perguntas freqüentes sobre el ozônio (francês-espanhol-inglês)
Programa de Ação do Ozônio (inglês)
Nasa (inglês)
Laboratório de Ozônio (português)
Projeto de Tecnologia e Controle Ambiental (português)

Parques Naturais

Existem no mundo cerca de 44 mil áreas protegidas, que cobrem um território maior do que China e Índia juntas. Porém, muito poucas beneficiam as comunidades onde se localizam. Cerca de 1500 delegados discutirão, até o dia 17 de setembro, sobre esses temas, durante o V Congresso Mundial de Parques, em Durban, na África do Sul. Organizado pela União Mundial para a Natureza, UICN, trata-se do maior fórum para a elaboração da agenda global sobre áreas protegidas, cuja meta principal é impulsionar políticas nacionais de preservação da biodiversidade. “Benefícios mais além das Fronteiras”, diz o lema da quinta edição do Congresso.

Com uma trajetória de 25 anos, a UICN reúne 72 Estados, 107 agências governamentais, mais de 750 organizações independentes e cerca de dez mil especialistas de 181 países. Ecossistemas marinhos e terrestres de grande importância biológica pela presença de biodiversidade de espécies e hábitat são incluídos na categoria de parques nacionais, paisagens, reservas ou monumentos naturais, e consagrados particularmente à proteção do patrimônio biológico. O conceito mais atual de “área protegida” considera estes territórios como reservas de uso sustentável e áreas naturais silvestres, segundo a definição da Comissão Mundial de Áreas Protegidas, formada por uma rede de especialistas.

Nos últimos 40 anos, o número de sítios protegidos no mundo se multiplicou por dez e a extensão de território aumentou sete vezes. O V Congresso, realizado pela primeira vez em um país da África, teve o apoio do ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, e da rainha Noor, da Jordânia. A África possui quase a terça parte da diversidade biológica do mundo e nesse continente foram declarados mais de 1200 parques nacionais, reservas de fauna silvestre e outras zonas protegidas, em uma área superior a dois milhões de quilômetros quadrados, quase 10% da superfície do continente.

Um dilema dos países africanos é conciliar as necessidades de desenvolvimento com uma gestão sustentável dos recursos naturais. Um diagnóstico elaborado há alguns anos pelo Banco Mundial (Bird) revelava que apenas 1% das florestas legalmente protegidas em uma dezena de países de grande riqueza florestal podiam ser consideradas seguras. Apenas 25% das áreas protegidas dos parques nacionais do mundo estavam submetidas a um manejo adequado, segundo o Bird.

Em maio de 1997 foi realizado o Primeiro Congresso Latino-Americano de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas, na Colômbia. Foi o primeiro encontro regional prévio ao V Congresso Mundial de Parques Nacionais. Os participantes avaliaram avanços e limitações na aplicação do conceito de Reserva da Biosfera na América Latina e propuseram uma avaliação da situação atual em parques nacionais e outras áreas protegidas, bem como a definição de prioridades e estratégias de conservação para o século XXI.

Em Manágua, na Nicarágua, em março deste ano foi realizado o Primeiro Congresso Mesoamericano de Áreas Protegidas, sob o lema “Promovendo a Conservação para o Desenvolvimento e a Integração”. O Corredor Biológico Mesoamericano é um projeto feito para preservar uma área que começa no Darién, no Panamá, e se prolonga por solo de oito países até a selva maia do sudeste do México. Nessa faixa habitam 40 milhões de pessoas e existem 10% da biodiversidade mundial conhecida.

O programa do V Congresso Mundial de Parques pode ser consultado através do site.

UICN (espanhol-inglês)
Comissão Mundial de Áreas Protegidas (inglês)
Parques Nacionais da África do Sul (inglês)
Unesco (espanhol-inglês)
Corredor Biológico Mesoamericano
Banco Mundial (espanhol-inglês)
Sampa (Inglês)
Diretório do Yahoo de Parques Naturais Brasileiros (português)
Os problemas dos Parques Nacionais do Brasil (português)
Parques do Brasil - Áreas Naturais Protegidas (português)

Rumo a Cancún

O princípio de acordo, no final de agosto, sobre o acesso a medicamentos de baixo custo para os países pobres foi uma das poucas boas notícias na acidentada rota para a Quinta Conferência Ministerial da OMC, que começa em 10 de setembro, em Cancun. Entretanto, as discrepâncias persistem sobre quase todo o restante da ambiciosa agenda, que inclui agricultura, serviços e investimentos. O meio ambiente, no entanto, segue tendo uma presença marginal.

A Organização Mundial do Comércio, criada em janeiro de 1995 como resultado dos acordos da rodada de negociações do Uruguai (1986-1994), se reunirá no balneário do Caribe mexicano por quatro dias para tentar derrubar os obstáculos que impedem o cumprimento das metas estabelecidas no Programa de Doha para o Desenvolvimento.

Rodadas ministeriais anteriores aconteceram em Cingapura, Genebra e Seattle. As discussões de Cancún acontecerão no comitê de negociações comerciais e órgãos subsidiários.

Não existe um acordo ambiental específico na OMC. Entretanto, o Comitê sobre Comércio e Meio Ambiente discute temas como as provisões de comércio em acordos ambientais multilaterais, a ecorotulagem e a representação de organismos ambientais nas negociações. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e representantes de alguns acordos ambientais terão presença ad hoc nas negociações de Cancún.

Em um documento denominado Comércio e Meio Ambiente, o diretor do Pnuma, Klaus Toepfer, defendeu uma participação mais ativa desse organismo nas negociações comerciais, e pediu maior ênfase em temas como o comércio de bens e serviços ambientais, bem como o impacto ambiental negativo dos subsídios. A compatibilidade das regras da OMC com aquelas incluídas em tratados ambientais é um tema crucial.
Existem cerca de 20 tratados, entre os quais se destaca, por sua efetividade, o Protocolo de Montreal para a proteção da camada de ozônio, com restrições à produção, consumo e exportação de aerossóis que contenham clorofluorocarbonos, CFCs. A Convenção da Basiléia controla o comércio e transporte de resíduos tóxicos e a Convenção sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres, Cites, regula o comércio de espécies.

Organismos multilaterais como o Banco Mundial, grupos especializados como o Centro de Comércio Internacional, o Instituto para a Agricultura e Políticas Comerciais, e diversos representantes da sociedade civil propõem análises e alternativas em torno das negociações de Cancún.
O comitê organizador mexicano oferece em seu site um guia sobre a localização do balneário de Cancún e inclui uma lista de hotéis e serviços.

OMC (espanhol-inglês)
Programa de Doha para o Desenvolvimento (espanhol-inglês)
Comitê sobre Comercio e Meio Ambiente da OMC (espanhol-inglês)
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (espanhol-inglês)
Documento sobre Comércio e Meio Ambiente, do Pnuma (inglês)
Texto atual do Protocolo de Montreal (espanhol-inglês)
Texto do Protocolo de Montreal
Secretariado da Convenção da Basiléia (inglês)
Cites (espanhol-inglês)
Comitê Organizador Mexicano (espanhol-inglês-francês)
Instituto para a Agricultura e Políticas Comerciais (inglês)
Banco Mundial (inglês)
Fórum Social Mundial (português- inglês-francês-espanhol)
Fórum, revista do Centro de Comércio Internacional (inglês-espanhol- francês)

A barata

A persistência evolutiva da barata ao longo de algumas centenas de milhões de anos, nos quais não alterou substancialmente sua aparência, enquanto o planeta era palco de severas transformações, não bastaram para que esse inseto ganhasse a boa vontade das pessoas. Por outro lado, o desprezo pelas baratas é quase universal. E para isso contribui o ato de transportar em seu corpo organismos causadores de diferentes formas de gastroenterite e em seu interior viver grande quantidade de microorganismos associados a focos de enfermidades que afetam as pessoas.

Geólogos da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, notificaram em 2001 o encontro, em uma mina desse Estado, do maior fóssil completo de uma barata que habitou a Terra há 300 milhões de anos, 55 milhões de anos antes dos primeiros dinossauros. Segundo informou o site espanhol Paleontologia Hispana, os restos de um exemplar da espécie Artopleura apustulatus se encontrava em notável bom estado. O inseto media cerca de oito centímetros de comprimento.
Desde que surgiram no planeta, as baratas não mudam de aspecto, convertendo-se em autênticos fósseis viventes. Além disso, esses insetos são mais resistentes do que a baleia ou o tubarão, afirma a página da Internet Laverdad.es, da Espanha. Segundo essa fonte, as baratas são quase inofensivas para o homem e têm destacado papel ecológico ao incorporar nutrientes no meio ambiente. Quando consomem matéria orgânica, seus dejetos servem como fonte de alimentação para organismos microscópicos que o transformam em húmus ou terra vegetal.

Outras vozes também defendem a existência das baratas. A Agência Universitária de Jornalismo Científico (AUPEC), da Colômbia, afirma que uma grande polêmica teve início há alguns anos pelo fato de o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos pretender investir quase US$ 3 milhões para salvar a Aspiduchus cavernicola, incluída desde 1991 na lista das espécies em perigo do Serviço de Pesca e Vida Silvestre. Por outro lado, pesquisadores em vários países estudam a resistência aos inseticidas nas populações de baratas com o objetivo de encontrar o método mais eficaz de controle desses insetos.

O Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS), principal agência do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, identificou mecanismos-chave na resistência a inseticidas desenvolvida pela barata alemã, Blatella germanica, uma das espécies de barata mais comuns no mundo. A barata alemã está catalogada como a espécie mais amplamente distribuída na Terra e chega a medir entre 12 e 16 milímetros de comprimento quando adulta. Possui antenas longas e vida média de um ano.

A fêmea produz entre 18 e 48 ovos a cada 20 ou 25 dias e, como todas as espécies de baratas, pode ser portadora de enfermidades bacterianas e virais, como diarréia, lepra, colite, hepatite infecciosa, salmonela e tuberculose. Além disso, o excremento, a pele e o vômito desses insetos são responsáveis por alergias. O entomologista Steven M. Vallees, da ARS, descobriu uma substância chamada “esterarse” em várias espécies da barata que desintoxica certos inseticidas. Essa capacidade obriga a aumentar a quantidade de inseticida necessária para matar as baratas que possuem tal enzima.

Os estudos de M. Vallees revelaram que as mutações de proteínas do sistema nervoso em alguns insetos estão associadas com a capacidade de resistência a inseticidas. Este fenômeno foi comprovado em 83% das populações de barata alemã onde foram feitos testes. Entre mais de quatro mil espécies de baratas que habitam o mundo, apenas algumas vivem em residências. O site espanhol e-animales.com mostra uma ficha sobre a barata gigante de Madagáscar, ou Gromphadorrhina portentosa, que existia exclusivamente na ilha africana que lhe dá nome, a maior do Oceano Índico.

“A barata gigante de Madagáscar é uma das maiores que se conhece. Com comprimento entre oito e nove centímetros e pesando 15 gramas, tem existência discreta já que se trata de animal noturno e que foge da luz”. De corpo largo e protegido por uma corte carapaça, carece de asas e suas patas robustas estão providas de pequenas espinhas. Habita as florestas e nunca se instala em residências.

Paleontologia Hispana
laverdad.es
Agência Universitária de Jornalismo Científico
Serviço de Pesquisa Agrícola
e-animales.com
Baratas: Biologia e Comportamento

Os vícios: o tabaco

O saldo de pessoas mortas pelo tabaco no presente século poderia rondar os bilhões, segundo estimativas da Aliança contra o Câncer (UICC, sigla em inglês), que reúne mais de 30 organizações em todo o mundo. Se persistirem os atuais níveis de consumo, o número de vítimas fatais em razão do tabaco - cem milhões nos últimos cem anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) - vai disparar.

O alarme foi dado durante a Conferência Mundial sobre o Tabaco realizada em Helsinki, Finlândia, entre os dias 3 e 8 de agosto. Cerca de dois mil especialistas de mais de cem países analisaram as políticas internacionais e as propostas de organizações para combate ao tabagismo. Também revisaram a situação em torno do êxito das metas traçadas pela Convenção Internacional contra o Tabaco. A convenção, firmada em maio deste ano, por 192 países, tem entre seus objetivos a proibição total da publicidade de cigarros e outros produtos.

Um estudo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) explica que o consumo de tabaco é habitual nas pessoas há centenas de anos, mas foi no século passado que os cigarros começaram a ser fabricados em grandes quantidades. A produção maciça de cigarros elevou o hábito de fumar, que atualmente domina um em cada três adultos no mundo. Até 2025, a quantidade de fumantes pode chegar a 1,6 bilhão.

“No passado o tabaco era mascado ou fumado em diferentes tipos de cachimbo. Atualmene, embora estas práticas sobrevivam, estão em franco declínio. Os cigarros manufaturados e os diferentes tipos feito à mão, como os bidis (comuns no Sudeste Asiático e na Índia), constituem hoje até 85% de todo o tabaco consumido no mundo. Fumar cigarros parece supor um perigo para a saúde muito superior ao das formas mais antigas de consumo” do tabaco, diz o estudo.

O centro norte-americano Ciência, Tabaco e Você explica que a nicotina é a causa do vício de fumar. A nicotina é um componente ativo do fumo do cigarro; é um alcalóide que produz sensações agradáveis e também afeta a química do cérebro, garante a mesma fonte. Sobre o controle dos vícios, o site Centro de Psicologia e Terapia Virtual (CEPVI, Espanha), afirma que as pessoas com dificuldades para controlar seus impulsos se sentem incapazes de deixar de fazer algo, mesmo quando o desejam.

No caso do vício do álcool, das drogas, do jogo ou do tabaco, a pessoa não encontra maneira de deixar de beber, fumar ou jogar. A Rede Interamericana para a Prevenção das Drogas (Ripred) difunde um estudo realizado nos Estados Unidos segundo o qual se um dos pais deixa de fumar antes que seu filho complete dez anos, se reduz em 25% o risco de a criança ser um fumante aos 18 anos. “A janela da vulnerabilidade ao tabaco se abre por volta dos oito anos e se fecha em torno dos 20”, diz a Ripred.

Segundo dados históricos divulgados pelo site espanhol Nicotinaweb.info, o tabaco chegou à América quando Cristóvão Colombo realizou a primeira de suas quatro viagens ao continente. Em 1600, o filósofo chinês Fang afirmava que fumar tabaco queimava os pulmões e em 1612 a planta começava a ser cultivada no Estado norte-americano de Virginia. Alguns anos depois, o consumo de tabaco foi proibido no Japão, e na China seu uso e distribuição era castigado com a decapitação.

No século passado surgiram os primeiros estudos associando o câncer de pulmão com o tabaco, segundo o Nicotinaweb. Entretanto, o site da multinacional farmacêutica Bayer conta que o tabaco é uma planta nativa do continente americano e que sua origem teria sido a Península de Yucatán, no sudeste do México. “Em 1492, ao descobrir o Novo Mundo, Colombo não deu muita importância ao tabaco, já que suas prioridades se concentravam no ouro. Alguns de seus acompanhantes caíram rapidamente no hábito de fumar", diz este site.

Organização Mundial da Saúde
Aliança contra o Câncer
Convenção Internacional contra o Tabaco
Organização Pan-Americana de Saúde
Ciência, Tabaco e Você
CEPVI
Rede Interamericana para a Prevenção das Drogas (Ripred)
Nicotinaweb.info
Ação Sobre Fumar e Saúde (inglês)
Informe da UICC


A poliomielite

Aproximadamente 175 milhões de crianças serão vacinadas, entre agosto e dezembro deste ano, em sete países onde ainda se encontra ativo o vírus da poliomielite, uma enfermidade conhecida há cerca de três mil anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizará uma campanha maciça na Índia, Paquistão, Afeganistão, Nigéria, Egito, Níger e Somália, para atingir a meta de forjar um mundo sem pólio. Trata-se do menor número de países com poliomielite endêmica jamais registrado. Há 25 anos, a doença atingia as populações de 25 países.

A iniciativa de erradicação mundial da poliomielite considera outros seis países em alto risco de reinfecção: Angola, Bangladesh, Etiópia, Nepal, República Democrática do Congo e Sudão. Em 2002, foram realizadas 266 campanhas em mais de 90 países, mas uma mudança de tática visa a acelerar a erradicação mundial centrando os esforços nas áreas endêmicas. Desde 1988 conseguiu-se reduzir o número de casos de 350 mil por ano para menos de dois mil, registrados no ano passado nos sete países onde acontecerá a campanha, segundo relatórios da OMS.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que participa junto com a OMS da tarefa de libertar o mundo da poliomielite, afirma que o sucesso da missão converteria a pólio na primeira doença a ser erradicada da face da terra no século XXI. Em todo o mundo, anualmente são imunizadas mais de cem milhões de crianças contra pólio, difteria, tétano, tosse comprida, sarampo e tuberculose, com saldo de milhões de seres humanos resgatados da morte e muitos outros milhões arrancados do inferno da paralisia, da cegueira e da deterioração cerebral.

Desde o desaparecimento da varíola, há mais de 20 anos, os especialistas consideram a campanha para acabar com o vírus da poliomielite como a maior demonstração do poder da imunização. Em 1994, o continente americano converteu-se na primeira região de onde o vírus da pólio foi eliminado. No ano seguinte a China, o país mais povoado do mundo, deixou de registrar casos de pólio. Um relatório sobre a situação na América Central, Estado Nação, patrocinado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), assinala que, em 1995, a poliomielite foi erradicada do istmo, onde também foi eliminada a difteria e se busca acabar com o sarampo, a tosse comprida e o tétano.

O site Portal da História, da Associação para a Difusão da História na Internet, conta que um monolito egípcio, que data do período compreendido entre 1580 e 1350 a.C., mostra um sacerdote com uma perna atrofiada aparentemente pela pólio. E esse objeto seria o antecedente mais antigo da enfermidade. “Em 1887, uma epidemia da poliomielite sacudiu Estocolmo, na Suécia, e outras epidemias surgiram posteriormente na Europa e América do Norte: são o resultado paradoxal de melhores condições higiênicas”, diz a mesma fonte. Também a cidade de Nova York sofreu, em 1915, uma das piores epidemias de pólio. Em 1921, o futuro presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt contraiu a doença aos 39 anos.

A pólio é uma enfermidade viral que pode afetar o sistema nervoso central e ataca principalmente bebês e crianças que vivem em condições precárias de higiene, explica o site do Estado norte-americano de Nova York. Porém, a paralisia causada pela doença - na maioria das vezes transmitida pelas fezes - costuma ser mais severa em adultos. Os sintomas da pólio são febre, mal-estar geral, dores de cabeça e musculares, náuseas e vômitos, e rigidez no pescoço e nas costas.

A empresa farmacêutica Aventis Pasteur, com sede em Lyon, na França, explica que as crianças que receberam a vacina oral contra a pólio excretam o vírus vivo pela boca, garganta e intestinos ao longo de várias semanas depois de terem sido imunizadas.

O site chileno sobre Ortopedia e Traumatologia define esta especialidade como a parte da medicina que estuda as lesões do aparelho locomotor. Uma árvore torcida presa fortemente a uma estaca para corrigir seu crescimento tem sido considerado como o símbolo que representa a especialidade. Etimologicamente, a palavra ortopedia provém dos termos gregos orthos, que significa direito, e paidos, que significa crianças e está baseada nas freqüentes deformações do esqueleto nos menores de idade ocasionadas pela poliomielite, tuberculose e outras doenças.

OMS
Site Portal da História
Unicef
Site Estado-Nação
Pnud
Site do Estado de Nova York
Aventis Pasteur
Conceito de Ortopedia e Traumatología
Organização Pan-Americana de Saúde
Fundação Nacional de Saúde (Funasa) - Guia de Vigilância Epidemiológica

O telescópio

Desde que, em 1610, Galileu Galilei desenvolveu o telescópio, o aperfeiçoamento dessa ferramenta tecnológica tem sido chave para avançar no conhecimento do Sistema Solar e do cosmos. Para muitos, os prodigiosos passos dados pela ciência moderna nesse sentido criam a fantasia de que poderia ser empreendida a conquista do espaço. A Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica dos Estados Unidos (NASA) constrói atualmente o espelho de um telescópio capaz de detectar a primeira luz do universo, surgida repentinamente há cerca de 11 milhões de anos e que é invisível ao olho humano.

O telescópio espacial James E. Webb, batizado assim em homenagem a quem dirigiu a NASA durante as missões Apolo à Lua, está sendo construído para entrar em operação em 2010. Ao custo de US$ 824,8 milhões, o telescópio Webb tentará observar as regiões mais distantes do espaço registradas pelo Hubble: uma distância entre dez bilhões e 11 bilhões de anos-luz. Ficará localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, no Ponto Lagrange 2, uma área no espaço sideral em equilíbrio entre a gravidade do planeta e o Sol.

Para muitos astrônomos o novo telescópio Webb lançará luz sobre o grande mistério de como se formaram as estrelas e as galáxias há cerca de centenas de milhões de anos depois do Big Bang, ou grande explosão, que, segundo uma teoria, teria dado origem ao universo. O Webb começou a ser construído há oito anos e substituirá o Hubble, o mais notável telescópio espacial existente até agora e que leva o nome do astrônomo norte-americano Edwin Hubble, considerado o pai da astrofísica moderna. Dados fornecidos pelo Hubble permitiram encontrar o planeta mais velho que se conhece, com uma idade estimada de 13 bilhões de anos.

No ano passado, o Hubble foi submetido a um “transplante de coração” quando dois astronautas norte-americanos a bordo da nave Colúmbia fizeram a troca de uma unidade que começou a ocasionar problemas no telescópio em 1993. Várias viagens espaciais foram realizadas então pela Colúmbia - que explodiu em pedaços em fevereiro de 2004 com seus sete tripulantes a bordo - para consertar o Hubble, prolongar sua vida útil e aumentar sua capacidade de observação. O Hubble foi colocado em órbita em 1990 para uma missão de 20 anos, que terminará em 2010.

Existem diversos projetos de telescópios espaciais no mundo. Para o próximo ano está previsto o surgimento do chamado Grande Telescópio Canárias (GTC), financiado por Espanha, México e Estados Unidos. Esse telescópio será instalado no Observatório Del Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias, um local cujas condições climatológicas são catalogadas pelos especialistas como ideais para a observação astronômica.

Os informes científicos dão conta do valor dos telescópios para o conhecimento do cosmos. O Hubble, por exemplo, pôde constatar a presença de gigantescos buracos negros, foi testemunha das etapas de formação de sistemas solares e proporcionou aos cientistas os dados mais precisos até então para calcular a idade do universo.

No entanto, nem tudo o que observam os cientistas através dos telescópios são maravilhas do universo. O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) realizou em 2001 algumas campanhas de observação do chamado lixo espacial. O site do IAC define o lixo espacial como “qualquer objeto artificial em órbita ao redor da Terra e que já não seja operacional. Está formado pelos satélites ou foguetes fora de uso, material não operacional liberado por operações espaciais e fragmentos gerados por satélites ou foguetes devido a explosões ou colisões".

Essa mesma fonte assinala que “se conhece cerca de nove mil objetos detectados com radares e telescópios óticos (apenas cerca de 700 são satélites operacionais) nas diferentes órbitas terrestres. Estes objetos, cujo tamanho supera os 40 centímetros, representam apenas um perigo moderado para as missões espaciais (satélites e humanos), mas estima-se que possam existir mais de 150 mil fragmentos com tamanhos entre um e 20 centímetros que podem produzir graves problemas em caso de colisão com alguma nave em uso por não estarem localizados’.

NASA
Telescópio Espacial James Webb
Site Astrocosmo
Telescópio espacial Hubble (inglês)
Grande Telescópio Canárias
Instituto de Astrofísica das Canárias
Ciência Digital
Telescópio Canadá-França-Havaí (inglês)
Grupo de Telescópios Isaac Newton (inglês)
Nasa em espanhol
O telescópio espacial Hubble (português)

Os morcegos

O morcego não é um roedor cego com asas, como muita gente pensa. É um mamífero da ordem Chiroptera, que cumpre funções vitais na natureza: polinizar, dispersar sementes e controlar pragas de insetos. “A infundada rejeição social em relação aos morcegos não corresponde à sua importância como controladores naturais de pragas agrícolas e florestais, nem com a riqueza e diversidade que dão à nossa fauna. A destruição de seus refúgios naturais, as alterações em seu hábitat e o uso de inseticidas agrícolas” constituem as principais ameaças para as espécies de morcegos que habitam a Espanha, diz um estudo sobre a situação desses mamíferos na Península Ibérica publicado pela revista espanhola Quercus.

Atualmente existem 1.075 espécies diferentes de morcegos no planeta, 150 a mais do que as catalogadas em 1990. As novas espécies puderam ser reconhecidas graças às modernas tecnologias de seqüência do ácido desoxirribonucléico (ADN), e a maioria foi identificada na América Latina, no sudeste da Ásia e nas ilhas do Pacífico. Os restos mais antigos de morcegos que se conhece datam de aproximadamente 50 milhões de anos, mas os que viveram nessa época distante não são muito diferentes dos que conhecemos hoje.

Esses mamíferos pertencem ao grupo dos Chiroptera, que significa mão-asa e, como os humanos, têm apenas uma cria que amamentam. Existe uma variedade imensa de tamanhos e aparências de morcegos, e algumas chegam a viver até 34 anos. O menor do mundo pesa menos do que uma moeda, outros têm pelagem longa como de angorá e sua cor varia desde o vermelho brilhante ou amarelo até o negro ou branco. Inclusive, há uma espécie que não tem pelo. Alguns cientistas afirmam que os primatas (lêmures, macacos e homens) e os morcegos compartilhariam um ancestral comum parecido com um musaranho (mamífero noturno semelhante ao rato). Nas zonas tropicais, as atividades de dispersão de sementes e polinização dos morcegos que se alimentam de frutas e néctar são vitais para a sobrevivência das florestas chuvosas, diz o site da organização não-governamental Bat Conservation International (BCI).

O morcego guanero, ou morcego mexicano de cauda livre, chega a 93 milímetros de comprimento e 15 gramas de peso. Ele se vale de suas orelhas largas e separadas para localizar suas presas. Essa espécie habita covas no sul dos Estados Unidos, bem como no México, América Central e Antilhas, e na América do Sul chega até a parte central do Chile e da Argentina. A organização conservacionista norte-americana Wildelife Trust afirma que a maior colônia de morcego mexicano que se conhece é encontrada na Cova Bracken, norte de San Antônio, no Estado norte-americano do Texas, e possui cerca de 20 milhões de indivíduos capazes de consumirem até 250 toneladas de insetos por noite.

Uma das características mais surpreendentes dessa espécie é que, quando nascem as crias, as mães saem da cova em busca de alimento e, ao retornarem, podem localizar o filhote em poucos minutos entre milhões de pequenos indivíduos. No Estado de Nuevo León, no México, fica a Cueva de La Boca. Esse local tinha a maior colônia de morcego mexicano do mundo, 95% da qual desapareceu na última década, segundo o site.

Por sua agitada vida noturna, “os morcegos terminam cada jornada literalmente de ponta-cabeça, o que lhes é adequado para descansar, pendurado-se em seu cabide com um gasto mínimo de energia. Embora a maior parte das espécies tenha patas fracas, pelo menos uma (Desmodus) é capaz não só de caminhar, com também de saltar”, explica o site da Associação Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (ANCPU, do México).

Como os golfinhos, quase todos os morcegos se comunicam e navegam utilizando sons de alta freqüência. Para voar à noite, os morcegos possuem um programa especializado conhecido como ecolocação. Os sons emitidos pelos quirópteros ricocheteiam nos objetos e nas presas, que localizam com claridade tridimensional através dos ouvidos e, desta maneira, conseguem voar sem problemas, mesmo na noite mais escura, acrescenta a ANCPU.

Revista Quercus (espanhol)
Bat Conservation International (BCI) (inglês)
Wildlife Trust (espanhol)
Associação Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (espanhol)
Hanford Reach National Monument (espanhol e inglês)
Morcego de pelo prateado (inglês)
Os morcegos (português)
AnimalNet - Morcego (português)
Saúde Animal - Morcegos (português)
Morcegos. Quem são, afinal, estas estranhas criaturas? (português)

Aves de rapina

Com seus poderosos bicos em gancho arrancam a carne de sua presa, que identificam graças à sua visão superdotada. Estes atributos deram aos abutres, águias e falcões, entre outras espécies, a denominação de aves de rapina. Também conhecidas como aves de presa, buscam capturar os animais que constituem sua dieta utilizando suas grandes patas, dotadas de poderosas garras e unhas afiadas.

O site espanhol InterNatura traz uma descrição destas aves. Por exemplo, os abutres são de grandes dimensões e possuem cauda curta e asas enormes, retas e muito largas. As águias podem ser médias ou grandes, com asas compridas e largas, porém nem tanto como as dos abutres, nem tão retas. A mesma fonte afirma que "até os anos sessenta o homem travou uma guerra implacável contra elas. Seus ninhos e poleiros eram destruídos, os adultos eram mortos e seu extermínio era buscado de todas as formas. O argumento para justificar o massacre era que elas eram prejudiciais aos interesses humanos, e, em especial, para a caça".

De acordo com os horários de sua atividade, as aves de rapina foram classificadas como diurnas ou noturnas. O portal Aves Red mostra fotografias destas formosas aves e observa que as denominadas como de rapina noturnas foram vítimas de matanças, insultadas e difamadas por seu hábito de se acobertarem sob o manto da noite e ter um ulular macabro. Dizia-se até que o canto da coruja é igual à voz do diabo.

Por meio de um programa de apoio às culturas municipais e comunitárias, o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta), do México, apóia as atividades do Centro de Reabilitação e Manejo de Aves de Rapina no Estado de Oaxaca, no sul do México. Neste local é possível conhecer o caso de "Valentín", um desafortunado urubu-rei, semelhante ao condor dos Andes, que sobreviveu a um incêndio e depois recebeu cuidados no Centro de Reabilitação, o único de Oaxaca e um dos poucos que existem no México com o objetivo de proteger estas espécies.

De sua parte, o Centro Mundial para Aves de Rapina narra a história e o retorno triunfal ao Panamá de "Ancón", uma harpia emprestada pelo governo do país ao Fundo Peregrino norte-americano. "Ancón" serviu durante dez anos a uma equipe de cientistas para desenvolver técnicas de criação em cativeiro de aves em risco de extinção. Especialistas argumentam que a harpia é uma espécie indicadora, pois sua presença reflete o estado de saúde do ecossistema onde vive. Por se tratar de uma ave de rapina que encabeça a cadeia alimentar, o desaparecimento desta ave significa que não existem nem sua caça e nem área de mata suficiente que permitam sua sobrevivência.

Um programa de conservação implementado na Espanha pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Adena) alerta sobre as conseqüências negativas para as populações de abutres e grandes águias na península ibérica em conseqüência do uso de iscas envenenadas em armadilhas de caça.

Site InterNatura (espanhol)
Rede Aves (espanhol)
Conaculta
Centro Mundial para Aves de Rapina (espanhol)
WWF-Adena (espanhol)
Links para sites sobre aves de rapina (espanhol)
The Raptor Center (inglês)
Águias, Gaviões e Falcões do Brasil (português)

O peiote

O peiote, de sabor amargo por conter cerca de 60 alcalóides, tem sobrevivido ao longo dos séculos como uma espécie sagrada para algumas culturas indígenas mexicanas. A característica mais conhecida desta planta é o singular efeito alucinógeno que produz no organismo ao ser ingerida.

Uma ficha na Internet descreve essa cactácea como uma “planta em geral provida de um caule em forma de globo mas, às vezes, e devido ao crescimento, se torna quase cilíndrico; é espinhoso, com espinhos centrais em forma de gancho” e com flores amarelas, alaranjadas ou rosa-violeta que aparecem em diversas estações, de acordo com a espécie.

Um estudo da Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade (Conabio), do México, refere-se ao emprego de plantas alucinógenas entre as antigas culturas indígenas da América, onde existem mais de cem espécies vegetais com propriedades psicoativas. “Estas plantas contêm substâncias químicas - alcalóides - capazes de promover estados anormais de consciência que ocasionam alterações visuais, auditivas, tácteis, olfativas e inclusive gustativas. Por isso são vistas por algumas culturas como portadoras de inteligência e consideradas instrumentos divinos, fonte de uma profunda e misteriosa sabedoria, e de beleza e inspiração, bem como um meio para manter a integridade cultural”, explica esse texto.

Através de práticas rituais com plantas alucinógenas, as antigas civilizações indígenas pretendiam “induzir experiências de iniciação a certos mistérios e curar enfermidades do corpo e da alma”. Alguns tipos de fungos e plantas eram consumidos pelos curandeiros, sacerdotes ou xamãs, afirma a Conabio. Os tarahumaras, tepehuanes, coras e huicholes são algumas das etnias do México que ainda conservam costumes rituais milenares e cujas lendas, tradições e história estão associadas de maneira importante às cactáceas.

A Revista Imaginária mostra na Internet o trabalho dos franceses Antonin Artaud e Gerard Tournebize, autores da obra “Viagem ao País dos Tarahumaras”, que compreende dois tomos. A obra afirma que as cerimônias religiosas dos tarahumaras condensam os conhecimentos que essa etnia possui do mundo.

Todos os elementos que intervêm nesses rituais, como o peiote, são simbólicos, acrescenta. A cerimônia do peiote representa a cura da alma para os tarahumaras, que consideram essa planta como um ser que tem a faculdade de mostrar ao homem o bom caminho.

A revista El Mercúrio refere-se à controvérsia que o peiote gerava entre os colonizadores espanhóis da Nova Espanha. As crônicas espanholas mencionam “que aqueles nativos que comiam o peiote eram possuídos por aterrorizantes visões demoníacas". O consumo do peiote foi duramente punido pela Santa Inquisição desde 1617. “Frei Bernardino de Sahagún estimou, tomando por base diversos fatos históricos da cronologia indígena, que o peiote foi conhecido pelos chichimecas e toltecaspelos menos 1.890 anos antes da chegada dos europeus. Estes cálculos dão a esta planta divina do México uma história de aproximadamente dois mil anos”, diz a fonte.

O site Cactusland publica uma lista de cactus narcóticos, alucinógenos e medicinais do Novo Mundo, e explica que pelo menos 30 espécies de cactáceas são conhecidas como peiotes, mas “nem todas com registro histórico de ter sido usada como alucinógeno”. Uma página sobre alucinógenos explica que muito do que se sabe na atualidade sobre o peiote tem como fonte as crônicas de Francisco Hernández, médico do rei Felipe II da Espanha e que viajou várias vezes ao México para comprovar o uso sagrado que as civilizações indígenas davam ao peiote.

Sobre a toxicidade do peiote, o site Botánical afirma que não se conhece casos de morte por consumo deste alucinógeno. Este site afirma que a mescalina tem propriedades alucinógenas e psicoativas que influem na percepção, em particular no sentido da visão. O farmacologista Arthur Heffer extraiu a mescalina do peiote em 1896, dando-se, então, o primeiro caso de um composto alucinógeno isolado pelo homem.

A ingestão da mescalina provoca alteração da consciência. Essa substância é tóxica em doses acima de 0,5 gramas e causa sintomas como náusea severa, vômito, taquicardia, ansiedade e hipertensão arterial. Um risco importante ao consumir a mescalina é o surgimento de uma síndrome psicótica em algumas pessoas.

Segundo a tradição, o peiote possui propriedades medicinais e é utilizado para tratar a gripe, artrite, diabete, mal-estar intestinal, efeitos causados por mordida de serpente, picada de escorpião e algum tipo de envenenamento.

Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade (espanhol)
Ficha (espanhol)
Revista Imaginária (espanhol)
Revista El Mercurio (espanhol)
Cactusland (espanhol)
Alucinógenos (espanhol)
Botanical (espanhol)
Peiote, o cacto sagrado (português)

O cenote

Os cenotes são lugares sagrados para os maias contemporâneos, como foram para seus ancestrais. Segundo a tradição, a água que guardam esses poços é considerada “virgem ou pura” já que não foi tocada pela luz. Os maias davam grande importância ao cenote (ou Dzonot, na língua maia, que significa buraco no solo, ou poço), por constituir uma fonte de água. Porém, a religião é um aspecto primordial para compreender o sentido dos cenotes para essa cultura milenar. Majestosas cerimônias tinham como cenário os cenotes. E aqueles que eram utilizados na prática de rituais não podiam ser utilizados para o abastecimento de água.

A civilização maia durou 3400 anos desde o estabelecimento das primeiras aldeias, e habitou o extremo sudeste do México - os Estados de Yucatán, Campeche e Quintana Rôo e partes de Tabasco e Chiapas - bem como os territórios da Guatemala e Belize e o ocidente de Honduras e El Salvador. A prefeitura da cidade de Mérida, capital de Yucatán, afirma que os estudiosos da cultura classificam os cenotes em quatro categorias: em forma de cântaro, de paredes verticais, em forma de rioe em forma de caverna.

Essa mesma fonte afirma que o desgaste produzido pela água da chuva que caía solo de Yucatán criou numerosos canais pelos quais o líquido acumulado fluía para o mar. Assim formou-se uma rede de rios subterrâneos que foram se diluindo para a rocha mãe, até abrir cavidades chamadas grutas, quando estão secas, e cenotes, se estão inundadas pela água que corre no subsolo. O site para exploradores La Venta define a península de Yucatán como um altiplano calcáreo caracterizado pela total ausência de cursos de água superficiais. Porém, essa região é rica em água no subsolo, e as portas de acesso a esse invisível mundo de água são os cenotes, conectados a túneis mais profundos.

A exploração dos cenotes sagrados significa, além de uma extraordinária aventura em águas limpas e mornas, uma peça fundamental na pesquisa arqueológica. Ao abordar o tema da arqueologia subaquática na região maia, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) assinala que o crescente interesse dos estudiosos na história maia fez voltar a atenção a esses cenotes. O INAH refere-se a expedições para o estudo biológico dos cenotes feitas nos anos 30 pela Carnegie Institution de Washington, que permitiram identificar 306 espécies animais.

Para explicar como se faz arqueologia sob a água, o INAH afirma que os materiais que permaneceram submersos requerem procedimentos especiais para sua conservação. Por exemplo, eliminar sais e secar corpos inorgânicos estáveis, como as rochas. A busca de evidência arqueológica em lagunas e cenotes é feita com ajuda de arqueólogos e restauradores especializados em mergulho de altitude e de cavernas. Mergulhando em misteriosas cavernas ou em mar aberto, entre jade, ouro, obsidiana, madeira, cerâmica ou concha, encontram jóias que talvez tenham pertencido a donzelas maias entregues em oferendas aos deuses.

O site da Universidade Autônoma de Yucatán (UADY) afirma que não se trata de procuradores de tesouros, mas de praticantes de arqueologia subaquática, uma disciplina que pretende divulgar a riqueza do inestimável patrimônio cultural submerso. Em 2001, foi adotada a Convenção da Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco) para a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático. Um texto da Fundação para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica mostra uma análise de objetos recuperados em cenotes, e outro da mesma instituição inclui uma série de fotos de peças resgatadas desses poços.

Prefeitura de Mérida, Yucatán
Arqueologia subaquática na região maia
Como se faz arqueologia sob a água?
Como começou a arqueología subaquática no México?
Universidade Autônoma de YucatánConvenção da Unesco para a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático
Primeira Conferência Regional sobre Patrimônio Cultural Subaquático
Fundação para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Fundação para o Fomento dos Estudos da Mesoamérica
Mais sobre os maias no buscador do Yahoo!
Mundo Maia (UMSNH)


Desertificação

A desertificação e a seca deixam em sua passagem severos transtornos econômicos, ambientais e sociopolíticos em todo o mundo: anualmente desaparecem seis milhões de hectares de terras produtivas e são registradas perdas milionárias em renda devido à degradação da terra e à decrescente produtividade agrícola. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) assinala que, após amplos estudos e deliberações, os especialistas definiram a desertificação como um fenômeno de “degradação da terra em zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, derivado dos efeitos negativos de atividades humanas”.

Por esse conceito, a referência à terra inclui o solo, os recursos hídricos de cada país, a superfície da terra e a vegetação ou cultivos. Embora seja antigo, o grave problema que a desertificação traz consigo ganhou destaque mundial quando, no início dos anos 70, milhares de pessoas morreram em conseqüência da aguda seca que açoitou a África subsaariana. Em 1977, foi realizada em Nairóbi, no Quênia, a Conferência Internacional das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, que considerou esse fenômeno como um sério desafio e estabeleceu compromissos para reduzir suas conseqüências.

A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação entrou em vigor em 1996, depois de ter sido ratificada por mais de 50 países, e seus objetivos são “lutar contra a desertificação e minimizar os efeitos da seca, através da adoção de medidas eficazes em todos os níveis”. Em 1994, a assembléia geral da ONU designou o dia 17 de junho como Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca, data que marca o aniversário da adoção da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), as terras secas cobrem cerca de 30% da superfície terrestre do planeta e são habitadas por aproximadamente 900 milhões de pessoas. A FAO atribui a diversos fatores a extensa degradação dos recursos naturais das zonas secas do mundo: variações climáticas, uso indevido da terra, práticas agrícolas inadequadas, aumento da densidade demográfica, pressões econômicas e mudanças nas estruturas de posse da terra.

Os impactos da desertificação são sentidos em todos os continentes: na região da América Latina e do Caribe - com extensão territorial de 20,18 milhões de quilômetros quadrados - mais de 25% são terras secas. Destas, 70% mostram sinais de vulnerabilidade e graus avançados de desertificação. Há casos emblemáticos do drama que representam a desertificação e as secas. Um estudo feito pela Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD) mostra o Impacto Socioeconômico e Ambiental da Seca em 2001 na América Central.

A revista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também aborda o tema. O relatório do Pnuma Terras Úmidas e Aves do Afeganistão Sofrem os Desastres da Guerra e da Seca mostra os estragos de quatro anos de seca em ecossistemas compartilhados por Afeganistão e Irã. Documentos e links de organismos relacionados com o assunto são oferecidos pelo SD Gateway, que integra membros da Rede de Comunicações sobre Desenvolvimento Sustentável.

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Pnuma (espanhol)
Conferência Internacional da ONU para o Combate à Desertificação
(inglês)
Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca (inglês)
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO (espanhol)
Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (espanhol)
Banco Interamericano de Desenvolvimento (espanhol)
Terras Úmidas e Aves do Afeganistão sofrem os Desastres da Guerra e da Seca (espanhol)
Banco Mundial (inglês)
Rede de Comunicações sobre Desenvolvimento Sustentável (espanhol)

 

Iguanas

As iguanas têm um aspecto que parece falar da vida em um passado remoto de nosso planeta. Esses répteis habitam principalmente o território americano e, atualmente, transformaram-se em objetos de culto e, em alguns casos, de preocupação pela sobrevivência de algumas espécies.

“As iguanas constituem uma família que inclui entre 650 e 700 espécies”, explica o site da Família Igunaidae, onde também é lembrado que quase todas habitam no “novo mundo” americano, salvo algumas exceções em Madagáscar e Fidji. E também advertem que sua variedade é muito ampla.

Na sua maior parte são pequenas, o que contraria o estereótipo de um réptil de tamanho contundente. Trata-se de um grupo que, do ponto de vista da qualificação científica, tem um “complicado desenho”, segundo o site La Iguana. “As iguanas compreendem espécies que medem de 7,5 centímetros de comprimento a até dois metros. Podem ser carnívoros, herbívoros, onívoros ou alimentar-se de insetos.”

“Quanto à reprodução, a maior parte é ovípara, mas há exceções que parem suas crias (ovovíparas), como é o caso do Phrynosoma douglassi”, explica o site sobre os Iguanidos. A imagem mais popular da iguana corresponde à iguana verde, que também é a preferida pelos criadores. “Têm grande semelhança com os dinossauros, mas seu caráter dócil conquista muita gente”, afirma o site brasileiro O mais popular.

Porém, além dos que estão interessados nas iguanas como espécies ou mascotes, há os que lutam por sua proteção. Estes animais podem ser vítimas tanto das alterações em seu hábitat quanto da depredação, por exemplo, por parte de quem comercializa sua carne ou seus ovos indiscriminadamente. Na Internet há inúmeros casos como o da iguana la mona ou a iguana de Utila, que são alvo de campanhas para aumentar sua proteção.

A iguana (espanhol)
Iguana (português)
Iguanas (espanhol)
Iguana verde: biologia (inglês)
Iguana de La Mona (espanhol)
Proteção da iguana de Utila (espanhol)
Iguana rinoceronte (inglês)
Familia iguanidae (inglês)
Iguana links (inglês)

 

As zonas úmidas

As regiões da Terra classificadas como zonas úmidas têm um elemento em comum: a água. Trata-se de ecossistemas muito produtivos, essenciais para a conservação da biodiversidade. Por isso, não é de se estranhar que haja múltiplas campanhas para defendê-los da degradação e do desaparecimento.

A Convenção Ramsar sobre as zonas úmidas, um tratado internacional subscrito no Irã, em 1971, define estes ecossistemas como zonas onde existe água de maneira permanente ou temporária, com profundidade inferior a seis metros. Esta convenção tem a adesão de 136 países que abrigam em seus territórios 1.284 zonas úmidas que equivalem a 108 milhões de hectares, afirma o site da Ramsar.

Uma página do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sobre zonas úmidas destaca que sua definição inclui “charcos, mangues, pântanos, rios, estanques de água salgada, estuários e águas costeiras de pouca profundidade”.

Estima-se que cobrem 6% da superfície terrestre. “As zonas úmidas são um dos ecossistemas mais produtivos do mundo, mantêm cerca de 40 espécies de peixes e de muitas outras espécies, incluindo as aves aquáticas. Junto com florestas chuvosas, as zonas úmidas também são os ecossistemas mais ameaçados, devido à sua transformação, desenvolvimento e contaminação”, diz a página do Pnuma.

Sob os auspícios da Convenção Ramsar, desde 1997 comemora-se o Dia Mundial das Zonas Úmidas, em 2 de fevereiro, a fim de conscientizar sobre a importância destes ecossistemas. Em 2003, a mensagem foi que sem zonas úmidas não haverá água. A situação de perigo das zonas úmidas gerou reações em todo o mundo.
A organização Wetlands International, especialmente dedicada à sua defesa, adverte que sua missão é “manter e restaurar as zonas úmidas, seus recursos e sua biodiversidade para as futuras gerações”.

“Diversas atividades humanas requerem os recursos naturais fornecidos pelas zonas úmidas e, portanto, dependem da manutenção de suas condições ecológicas", diz o site sobre este assunto da Secretaria de Meio Ambiente Sustentável da Argentina.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) lembra, ainda, que “as zonas úmidas estão em todas as partes, da tundra ao trópico, com exceção da Antártida”. O destino destes ecossistemas costuma estar na agenda de debates sobre desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Durante o primeiro semestre deste ano os especialistas chamaram a atenção para a deterioração que causaria às zonas úmidas o conflito no Iraque.

Pnuma: Convenção relativa às zonas úmidas (espanhol)
Convenção Ramsar
Dia Mundial das Zonas Úmidas 2003 (espanhol)
Zonas Úmidas Internacional (Wetlands International, em inglês)
Definições e conceitos sobre zonas úmidas (espanhol)
O Éden na linha de fogo (português)
EPA: zonas úmidas (inglês)
UICN Mesoamérica: zonas úmidas, água e zonas costeiras (espanhol)
O que são zonas úmidas (espanhol)
Links sobre zonas úmidas (inglês)
Convenção de Ramsar (português)
Zonas Protegidas no Brasil (português)
Áreas Alagáveis (português)

Dia Mundial 2003

O Dia Mundial do Meio Ambiente 2003 está dedicado a um elemento crucial para o futuro da civilização: a água. E a mensagem desta jornada de conscientização é que devemos fazer o possível para conservar este recurso natural e melhorar sua distribuição no mundo. A celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, todo 5 de junho, acontece em diversos lugares do mundo com atos ou celebrações que têm o objetivo comum de convocar as pessoas a se envolverem na proteção da natureza e na busca do desenvolvimento sustentável.

Anualmente, o Pnuma elege uma sede mundial para a celebração desta data, que neste ano será Beirute, no Líbano, e pela primeira vez em um país árabe. “O objetivo é que todos contribuam para conservar a mais valiosa fonte de vida de nosso planeta", diz a página principal do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sobre o Dia Mundial 2003 dedicado à água.

Esse mesmo site ressalta que dois bilhões de pessoas sofrem por não terem acesso a água. A escolha deste tema para o Dia Mundial coincide com o chamado da Organização das Nações Unidas para celebrar durante 2003 o Ano Internacional da Água Doce. O chamado à ação para dar a esse recurso um uso sustentável adverte que se trata de “um ano de oportunidades”.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi designado pela ONU em 1972, mesmo ano em que foi realizada na Suécia a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, a primeira reunião mundial dedicada exclusivamente a tratar do problema da degradação dos recursos naturais e do hábitat.

A página do Pnuma em espanhol indica que esse dia “pode ser celebrado de muitas maneiras", com lançamento de campanhas, atividades culturais ou esportivas, ou de caráter ecológico como a plantação de árvores. “Em vários países, este evento anual é utilizado para exigir ações e atenção política”.
“Examinamos a situação em que se encontra nosso meio ambiente.

Consideramos cuidadosamente as ações que a cada ano um de nós deve realizar, para depois nos dirigirmos à nossa tarefa comum de preservar a vida na terra com decisão e confiança”, diz a página sobre esse assunto da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina.

As organizações ambientais, como a União Internacional para a Natureza (UICN), também aproveitam este dia para convocar os cidadãos à ação. E no caso da água, a ação é a chave para garantir um futuro sustentável.

Pnuma: Dia Mundial do Meio Ambiente 2003 (espanhol)
Pnuma: Dia Mundial do Meio Ambiente (inglês)
Pnuma: Pela primeira vez em um país árabe (espanhol)
Pnuma: Celebrações da ONU em torno do meio ambiente (espanhol)
ONU: Ano Internacional da Água Doce (espanhol)
Onu.org: Dias especiais da ONU (espanhol)
Terramérica: a água em que vivemos (espanhol)
Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina: Dia Mundial (espanhol)
UICN: Comemoração do Dia do Meio Ambiente (inglês)
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (inglês)

Política ambiental dos Estados Unidos

A política ambiental dos Estados Unidos é relevante para o mundo inteiro, tanto pelo impacto ecológico que causa uma economia dessa magnitude e nível de consumo quanto pelo papel de protagonista internacional dessa nação. Mas, qual é a política ambiental dos Estados Unidos? E qual é o selo particular que seu governo imprime? Que tipo de legislação rege ou regerá nesse país? Um bom dado para iniciar a exploração é a Internet.

O atual governo dos Estados Unidos, liderado por George W. Bush, já protagonizou várias controvérsias ambientais. Talvez, a mais comentada tenha sido sua negativa em subscrever o Protocolo de Kyoto, um tratado internacional que determina ações para combater o fenômeno da alteração climática. Bush afirma que “nosso ar é mais limpo, nossa água é mais pura e nossas terras e nossos recursos naturais estão melhor protegidos” do que há 30 anos, segundo comentário presidencial incluído no site do governo norte-americano para o Dia da Terra, comemorado em 22 de abril.

O principal organismo dos Estados Unidos para o setor é a Agência de Proteção Ambiental (Epa), que conta com cerca de 18 mil funcionários para fazer seu trabalho. “Nossa missão é complexa, mas nossa meta é simples: buscamos que nosso ar seja mais limpo, nossa água mais pura e que nosso território esteja melhor protegido”, diz o site da Epa. Também é possível encontrar detalhes sobre a política ambiental do governo na própria Casa Branca. No site do escritório presidencial há uma seção especial referente à visão do presidente sobre o meio ambiente, decisões, discursos e outros materiais. A Casa Branca também abriga a informação do Conselho para a Qualidade do Meio Ambiente, que participa ativamente da definição de estratégias e políticas no setor.

Do lado do Poder Legislativo, no Congresso dos Estados Unidos é possível ter acesso a informação especializada como as fornecidas pelo Comitê de Energia e Comércio da Câmara Baixa, ou os Comitês de Meio Ambiente e Obras Públicas e Energia e Recursos Naturais do Senado. Nestas instâncias são analisados e discutidos os projetos de lei. Quem procura mais informação encontrará links da Internet para site relacionados com a política ambiental, informações como as do AmericanScan do Serviço de Notícias Ambientais, conhecido por sua sigla como ENS, ou mesmo a Ata Sobre Política Ambiental Nacional (Nepa).

Epa - Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
Casa Banca: Compromisso do Presidente com a proteção ambiental
Governo dos Estados Unidos: Dia da Terra
Conselho para a Qualidade Ambiental
Ata sobre Política Ambiental Nacional (Nepa)
Comitê sobre Energia e Comércio da Câmara Baixa
Comitê sobre Ambiente e Obras Públicas do Senado
Comitê sobre Energia e Recursos Naturais do Senado
Links da Internet: política ambiental dos Estados Unidos
ENS, Serviço de Notícias do Meio Ambiente

Legislação e direito ambiental

A necessidade de proteger o meio ambiente provocou em todo o mundo o surgimento de uma legalidade ambiental representada por leis, acordos, normas, decretos e tratados, de aplicação nacional ou internacional, que demandam um alto grau de capacitação por parte dos especialistas em direito. Grande parte dessa legislação foi produzida durante os últimos 30 anos ao amparo de uma crescente preocupação pelo destino do planeta Terra.

Embora a efetividade de alguns instrumentos que integram essa legalidade às vezes seja colocada em dúvida, sua simples existência serve de ferramenta ou argumento para milhares de cruzadas ambientais que em um passado não muito remoto careciam dessa sustentação.

No mundo atual há uma grande quantidade de acordos internacionais, leis e outros documentos legais relacionados com o uso e a conservação dos recursos naturais e com o meio ambiente em geral, e isso se vê refletido na Internet, onde os recursos são muitos, em geral destinados a especialistas em direito ambiental.

Há serviços como o Ecolex, uma base de dados internacional gerenciada com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a União Mundial para a Natureza (IUCN), que oferece informação sobre legislação ambiental de todo o mundo.

Parte dos recursos dessa base de dados é fornecida pela Faolex, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), descrita como “a mais completa coleção em versão eletrônica de legislação nacional e tratados internacionais sobre alimentação, agricultura e recursos naturais renováveis”.

Nos dois casos é possível fazer buscas diretamente pela Internet. Outro importante recurso de informação de alcance internacional é o Entri, um projeto de colaboração internacional com informação sobre tratados e legislações relacionados com o meio ambiente em nível mundial.

Como ocorre em outros níveis do campo legal, a aplicação da legalidade ambiental na realidade não é fácil, e por isso existem também instrumentos que apóiam o desenvolvimento desse setor, como o Programa de Direito Ambiental do Pnuma na América Latina e no Caribe, que dá assistência técnica e capacitação.

No caso do Centro para a Legislação Ambiental Internacional (CIEL), também se busca facilitar a comparação entre diversas legislações do mundo. Esta instituição procura ajudar a “resolver os problemas ambientais e promover sociedades sustentáveis através da aplicação da lei”.

O caso específico da legislação disponível na América Latina tem sido estudado e podem ser encontradas comparações, bem como informação sobre as leis de cada país, em publicações como o “Informe sobre o desenvolvimento do direito ambiental latino-americano” do Pnuma. No site do Pnuma também é possível revisar uma análise do desenvolvimento desta legislação regional “Do Rio a Johannesburgo”, referente às cúpulas mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável de 1992 e 2002.

Pnuma: Direito e políticas ambientales (espanhol )
Pnuma: Informe sobre o desenvolvimento do direito ambiental latino-americano (espanhol)
Pnuma: Do Rio a Johannesburgo, perspectivas do direito ambiental na América Latina (espanhol)
Entri: Recursos sobre tratados ambientais (inglês)
Ecolex: porta de entrada para a informação sobre legislação ambiental (inglês)
Faolex (em vários idiomas)
Acordos internacionales (espanhol)
Ciel: Centro para a Legislação Ambiental Internacional (inglês)
Hieros Gamos: links sobre legislação ambiental internacional (inglês)
Rede sobre legislação ambiental (inglês)
Glossário de Direito Internacional (português)


Genoma humano

O Projeto do Genoma Humano deu início, há 13 anos, a uma missão titânica: decifrar nossa seqüência genética. Em meados de abril deste ano, chegou o anúncio: fora completada a elaboração de quase a totalidade desse mapa, fato que influirá no futuro da civilização. Os sites de informação sobre o Projeto do Genoma Humano, como o do Departamento de Energia dos Estados Unidos, destacaram que o anunciou foi feito 50 anos depois de comunicada a descoberta da dupla hélice do ADN, essencial para o desenvolvimento da genética.

“O Projeto do Genoma Humano é o trabalho de caráter científico mais ambicioso concebido pelo ser humano em todos os tempos. Isto soa como uma declaração prepotente, mas em alguns anos será a história, provavelmente, que nos dará razão”, diz um glossário em espanhol divulgado pelo site do governo norte-americano Genome.gov. O glossário recorda que o objetivo do Projeto foi decifrar a seqüência dos três bilhões de pares de bases que formam o ADN humano. “Não é um exagero pensar que este projeto mudará a história e o modo de fazer ciência”, acrescenta.

A importância da genética nos tempos modernos está fielmente refletida na Internet. Basta buscar no diretório Yahoo!, recorrer às listas de links especializados, ou solicitar especificamente dados sobre o Projeto do genoma... Há uma quantidade enorme de sites com informação sobre o assunto. Em muitos destes sites pode-se encontrar a notícia sobre a complementação da seqüência do mapa por parte do Projeto do Genoma Humano, divulgada pela imprensa em 15 de abril, que abre caminho para uma série de pesquisas sobre as aplicações do conhecimento genético no futuro.

E sabemos que a genética é um tema que aparece com freqüência nos noticiários, há alguns anos. Há dois anos, a empresa privada Celera anunciou que havia conseguido a primeira seqüência do genoma, fato que causou impacto na opinião pública. Essa companhia, que usa esse mapa com fins lucrativos, contou entre os insumos de sua pesquisa com informação copilada previamente pelo Projeto do Genoma Humano. A informação do Projeto, que envolveu diretamente 18 laboratórios de seis países, é de caráter público e até o momento foi consultada por pesquisadores de aproximadamente 120 nações.

O auge da genética em nosso tempo é evidente. São freqüentes os anúncios de descobertas no trabalho de decifrar os segredos dos seres vivos, em sua manipulação e clonagem. E também são comuns os debates sobre os alcances éticos que implica obter esse conhecimento. Os defensores do desenvolvimento da genética argumentam que, no caso dos humanos, servirá para identificar alterações malignas causadoras de enfermidades ou má-formações. Os críticos do desenvolvimento destas pesquisas temem a manipulação da informação genética para exercer controle sobre a humanidade e sua natureza. Mais além do debate, há uma realidade: o conhecimento dos genes chegou para ficar.

Informação sobre o Projeto do Genoma Humano (inglês)
Glossário de termos genéticos (espanhol)
BBC: decodificando a humanidade (espanhol)
Abrindo um caminho genético (espanhol)
Genome.gov dos Estados Unidos: Projeto do Genoma Humano (inglês)
O Mundo: Alfabeto da espécie humana (espanhol)
Diretório: Links para o mundo da genética (inglês)
Diretório: Links sobre o Projeto do Genoma Humano (inglês)
Yahoo! em inglês: Genética
Celera (inglês)
Genoma: O código da vida (português)
Decodificando a humanidade (português)
Projeto Genoma Humano (português)
Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos (português)
O Projeto Genoma Humano (português)

Hidrogênio

A menção do hidrogênio agora evoca o futuro: pesquisas realizadas ao longo de todo o mundo exploram a possibilidade de utilizá-lo como combustível para a geração de energia, pois é abundante e seu uso, segundo afirmam, teria um impacto positivo no meio ambiente. “O hidrogênio é um elemento químico de número atômico 1. À temperatura ambiente é um gás inflamável, incolor, inodoro e o mais leve. É o elemento químico mais abundante do universo. Faz parte de inúmeras substâncias, como, por exemplo a água”, lembra uma ficha colocada na Internet.

Essa abundância, que contrasta com a limitada existência dos combustíveis fósseis utilizados atualmente, e suas qualidades ambientais, geram um grande entusiasmo pelo hidrogênio, que se traduz em uma enorme quantidade de informação disponível na Internet, desde conferências acadêmicas até as ofertas de empresas pioneiras no setor. O site sobre Tecnologia do Hidrogênio recorda que as propriedades combustíveis são conhecidas há cerca de um século. E, de fato, este elemento é utilizado com esse propósito, por exemplo, em combustíveis de veículos espaciais.

As novas pesquisas buscam fórmulas para permitir um uso muito maior do hidrogênio. “Como pode ser obtido de uma enorme gama de fontes domésticas, o hidrogênio poderia reduzir os custos econômicos, políticos e ambientais dos sistemas de energia”, acrescenta esse site. Em outra página da Internet sobre o hidrogênio como portador de energia, destaca-se seus benefícios para o meio ambiente. “Não produz contaminação nem consome recursos naturais. O hidrogênio é retirado da água e depois se oxida e volta à água. Não há produtos secundários nem tóxicos de nenhum tipo que possam ser produzidos neste processo”.

Seu uso para a produção de energia capaz de realizar ações tão freqüentes no mundo moderno como impulsionar automóveis, se daria através de uma pilha ou célula que, segundo um especial do portal Terra, é semelhante a uma bateria, embora “não se esgote nem seja preciso recarregar”, mas que se mantém em funcionamento através de um processo de combustão fria à base de... hidrogênio. “A célula de combustível consiste em dois eletrodos que envolvem um eletrólito. O oxigênio circula através de um eletrodo e o hidrogênio do outro e geram eletricidade, água e calor”, diz uma das principais fontes sobre este tema: Fuelcells.org.

Há grande quantidade de atores participando da busca de fórmulas que tornem economicamente viável o uso do hidrogênio, incluindo empresas petrolíferas e montadoras de automóveis. Um dos grandes desafios é encontrar uma maneira de separar este elemento a um custo que permita utilizá-lo em grande escala. Também deverá comprovar-se que seu uso maciço é seguro. Para conseguir concretizar a promessa do “petróleo do futuro” são necessários grandes investimentos que, apenas nos Estados Unidos, deveriam chegar aos US$ 100 bilhões, segundo informa o Worldwatch Institute.

O hidrogênio como portador de energia (espanhol)
Tecnologia do hidrogênio (espanhol)
Terra: Hidrogênio, limpo e fácil (espanhol)
Automóveis que usam hidrogênio (inglês)
Especial Wired: o hidrogênio pode salvar os Estados Unidos (inglês)
Worldwatch Institute: hidrogênio (inglês)
O alvorecer da economia do hidrogênio (artigo em espanhol)
Associação do Hidrogênio dos Estados Unidos (inglês)
Pilhas ou células de combustível: Fuelcells.org (inglês)
O que é o hidrogênio (ficha, em espanhol)
Banco de Experiências - Hidrogênio Combustível, Poluição Zero (português)
Banco de Experiências - Célula de Combustível (português)
Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (português e inglês)
Hidrogênio (português)
Hidrogênio: o combustível do século XXI (português)
Fontes Energéticas Renováveis - Energia do Hidrogênio (português)


Aves em perigo

As aves estão representadas em nosso planeta por cerca de 9700 espécies conhecidas. Representam uma parte importante da biodiversidade terrestre, mas a notícia ruim é que aproximadamente 12% estão ameaçadas de extinção. Uma organização dedicada especialmente a promover a conservação das aves, a BirdLife International, destaca que 1186 espécies integram a lista das “ameaçadas”. E alguns detalhes podem ser consultados através de um buscador especial existente em seu site.

O site “Aves Ameaçadas” alerta que 182 dessas espécies enfrentam um perigo crítico, o que implica apenas 50% de oportunidades de sobreviverem na próxima década. Além disso, recorda que a extinção é para sempre. Nesse site, o desmatamento de florestas, o uso de terras para cultivo, a caça, a deterioração dos mangues, o comércio de espécies e a introdução de novos depredadores, são apontados como ameaças para as aves.

Na Lista Vermelha publicada pela União Internacional para a Natureza (UICN), considerada a principal fonte de informação sobre espécies ameaçadas pela extinção, há um buscador que registra mais de duas mil entradas quando é consultado através da palavra genérica “aves”. A situação das aves não é alheia à Internet, onde há inúmeros sites que explicam a natureza desses seres vivos. Além disso, há importantes organizações nacionais e sociedades de conservação, como a Audubon da Venezuela.

Também é possível encontrar projetos internacionais em favor de sua proteção, como o estabelecimento de territórios denominados “área de importância para a conservação das aves”, ou Aica, em países como a Colômbia. “As aves, provavelmente originadas em algum grupo de répteis durante o período jurássico (era Mesozóica), há cerca de 200 milhões de anos, são os únicos organismos com o corpo coberto de penas”, lembra um site sobre a ecologia destes seres. Além disso, há outro dado crucial: “todas as aves nascem de ovos”.

Birdlife International (inglês)
Birdlife: buscador de espécies de aves ameaçadas (inglês)
Aves ameaçadas (inglês)
Lista Vermelha da UICN: O que é (espanhol)
Lista Vermelha: Busca de 'aves' (inglês)As aves (espanhol)
Real Sociedade para a Proteção das Aves do Reino Unido (inglês)
Áreas importantes para a conservação das aves na Colômbia (espanhol)
Audubon da Venezuela (inglês)
Conecte-se: A arte de voar (português)
Atualidades Ornitológicas (português)
Centro de Estudos Ornitológicos (português)
Guia Online das Aves do Brasil (português)
Sociedade Brasileira de Ornitologia (português)
Projeto Aves (português)


 

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Vacinação contra a pólio para 175 milhões de crianças em sete países CRÉDITO: OPS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Imagem do planeta conhecido como o mais antigo de nossa galáxia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Crédito: INAH

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Mangue nos Estados Unidos. Fonte: US NOAA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caca Branca / Tina Hager

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem leis, normas, acordos, tratados e decretos para proteger o meio ambiente. Crédito: M. Griffin / FAO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Departamento de Energia dos Estados Unidos, Projeto do Genoma Humano www.ornl.gov.hgmis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Energy.gov dos Estados Unidos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos