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COSTA RICA: Anfíbios desaparecem
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SAN JOSÉ.- As populações de 23 espécies de rãs e sapos da Costa Rica reduziram-se e 11 poderiam estar extintas, segundo pesquisas dos biólogos Gerardo Chaves e Federico Bolaños, da Universidade Nacional desse país.
Na reserva da floresta nebulosa Monteverde, desapareceram 20 espécies, como o sapo dourado (Bufo peringlenes).
E na cordilheira de Talamanca, um dos locais de maior diversidade biológica, 26 espécies experimentaram reduções ou desapareceram.
As causas não estão claras, mas poderiam estar associadas a variações climáticas, contaminação, espécies introduzidas, radiação solar e enfermidades, segundo os pesquisadores.
A Costa Rica possui 182 espécies de anfíbios, que representam 4% do total mundial.
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GUATEMALA: Arrecifes caribenhos monitorados
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GUATEMALA.- O Ministério de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Guatemala entregou há poucos dias equipamentos de pesquisa aquática para controle do Sistema de Arrecifes Mesoamericano, que se estende da costa do Caribe desde a península de Yucatán, no México, até Guatemala, Belize e Honduras.
Trata-se de três lanchas, equipamentos de dissecação e mergulho, rádios com faixa da marinha, sondas multiparamétricas e microscópios, entre outros dispositivos.
O material será usado por funcionários dos quatro países, cientistas, biólogos e especialisas em corais, da região, de nações européias e dos Estados Unidos, disse ao Terramérica o porta-voz ministerial Sergio de Águila.
Os trabalhos acontecerão entre a ponta de Manabique, na Guatemala, e a área de Sarstun, em Belize.
“O monitoramento permitirá recopilar dados sobre reprodução, dispersão de larvas e repovoação de corais, peixes e outros componentes dos arrecifes, para aprofundar o conhecimento dos vínculos entre estes e outros entornos marinhos”, disse Águila.
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HONDURAS: Promovido museu ecológico
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TEGUCIGALPA.- Moradores e autoridades da região hondurenha de Choloma levam adiante a criação de um museu ecológico perto da Laguna de Ticamaya, para preservar espécies marinhas e promover o turismo.
Sandra Deras, prefeita de Choloma, disse ao Terramérica que o projeto tem custo de US$ 147 mil e será apresentado ao governo para seu financiamento através da cooperação internacional.
No momento, trabalha-se na elaboração de um estudo de factibilidade. Nos dois hectares destinados ao parque, a prefeitura iniciou uma grande limpeza da Laguna de Ticamaya, uma das principais belezas do país.
Espécies como guarás, papagaios e crocodilos, farão parte do museu ecológico, o segundo de Honduras.
O primeiro fica nas paradisíacas Ilhas da Bahía, no Mar do Caribe, manejado de forma privada e voltado a espécies marinhas e arrecifes de coral.
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COLÔMBIA: Combate à poluição sonora
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BOGOTÁ.- O distrito de Santa Fé, um dos 20 em que se divide a capital colombiana, e o Departamento Administrativo de Meio Ambiente (Dama) lançaram a campanha “Paremos a Poluição” contra os barulhos que afetam o centro histórico, comercial e administrativo de Bogotá.
As normas para esta zona estabelecem o máximo de 65 a 70 decibéis em horário diurno, e 45 a 60 à noite. Os que infringirem esta norma serão punidos com multas de até 300 salários mínimos (cerca de US$ 36 mil).
O barulho causado por buzinas de automóveis em estado mecânico deficiente e por alto-falantes de discotecas e bares freqüentemente superam esses níveis.
Em Bogotá há 7,5 milhões de habitantes e circulam diariamente um milhão de veículos.
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URUGUAI: Alerta sanitário tardio
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MONTEVIDÉU.- O alerta sanitário dado pelas autoridades do Uruguai, na semana passada, sobre a Cidade da Costa, o centro urbano de maior crescimento do país, foi lançado há anos por moradores, especialistas e ativistas, segundo um grupo ambientalista.
A Direção Nacional de Meio Ambiente (Dinama) alertou, no dia 27 de outubro, que o sistema sanitário está à beira do colapso nessa cidade satélite de Montevidéu, cuja população passou de 34,4 mil, em 1985, para quase 80 mil atualmente, e que não conta com rede de saneamento.
Esta situação já fora denunciada por autoridades hospitalares em 2000 e, inclusive antes, por grupos de moradores e especialistas em hidrologia, disse ao Terramérica o ativista Carlos Surroca, da organização ambientalista Redes.
O esgoto das fossas negras estão contaminando camadas subterrâneas e causando problemas de saúde. Nas praias da região, no Rio da Prata, há grande quantidade de bacilos coliformes fecais, segundo Dinama.
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PERU: Em pé de guerra por causa de projeto aurífero
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LIMA.- A empresa mineradora canadense Manhattan, apoiada pelo Ministério de Energia e Minas do Peru, suspendeu a audiência pública, convocada para o dia 7 de novembro, sobre seu plano de exploração aurífera na cidade de Tambogrande, depois que o prefeito anunciou uma greve geral contra o projeto.
Tambogrande é a capital do vale de mesmo nome e o centro frutícola mais importante do país, com 45 mil hectares de cítricos e mangas destinadas à exportação.
Sob a cidade há jazidas de ouro estimadas em US$ 1,237 bilhão, cuja extração requer o deslocamento de mais da metade dos habitantes, porque a exploração a céu aberto cobriria 22 quarteirões urbanos.
Uma greve geral foi anunciada por Francisco Ojeda, prefeito de Tambogrande, onde 98% dos camponeses se opõem ao projeto, apesar da promessa de empregos e melhores moradias feita pela empresa mineradora.
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AMÉRICA DO SUL: Outra viagem com lixo nuclear
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BUENOS AIRES.- A organização Greenpeace alertou os governos da Argentina e do Chile sobre um carregamento de lixo nuclear que partiu esta semana da Austrália e que poderia passar pelo Cabo Horn, colocando em risco águas comuns.
O cargueiro “Fret Moselle” zarpou no dia 24 de outubro do porto de Btany Bay, na Austrália, com cinco contêineres de lixo radioativo da central nuclear de Lucas Heights, devendo chegar no início de dezembro na França, para tratamento dos dejetos na Usina Cogema.
Embora autoridades australianas e francesas se neguem a revelar a rota do navio, este só poderia passar perto do Cabo da Boa Esperança, no sul da África, ou pelo Cabo Horn.
A constituição da Argentina proíbe o trânsito de lixo nuclear por águas territoriais.
Em janeiro de 2001, o navio “Pacific Swan” seguiu um trajeto próximo à costa sul-americana em sua viagem do Japão à França. Mas quando os governos da Argentina e do Chile determinaram ao navio que não se aproximasse da faixa costeira de 200 milhas, este já havia passado pela região.
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