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Área de Livre Comércio das Américas
Em meio a um aperta e afrouxa
entre Brasil e Estados Unidos, acontecerá,
nos dias 20 e 21 de novembro, a VIII Reunião
Ministerial da Área
de Livre Comércio das Américas (Alca),
na cidade norte-americana de Miami. Diversos grupos
sociais no continente, entre eles ambientalistas,
são contrários ao acordo. Trinta
e quatro países de todo o continente americano
estarão representados no encontro, que busca
aplainar o caminho para o livre fluxo de mercadorias
e serviços na região a partir de 2005.
Segundo informações
da imprensa, os Estados Unidos buscam um acordo
“amplo” com regras regionais que incluam
a proteção dos direitos de autor e marca,
os investimentos e as compras governamentais, além
da redução das tarifas alfandegárias
na região. Entretanto, o Brasil, maior mercado
da América Latina, propõe um pacto destinado
principalmente a reduzir as barreiras de acesso aos
mercados. O Brasil acusa os Estados Unidos de reduzir
o volume das exportações brasileiras
através de milionários subsídios
a agricultores norte-americanos. O governo de Washington,
junto com Japão e Europa, negam-se a tratar
desse assunto fora das negociações da
Organização
Mundial do Comércio.
Eliminar progressivamente as
barreiras ao comércio e ao investimento na
região é o objetivo da Alca, iniciativa
surgida após a Cúpula das Américas
de 1994. Assim, deixou-se de lado a tradicional política
de ajuda creditícia norte-americana para com
o Sul, substituída pela idéia de uma
zona de livre comércio no hemisfério.
As áreas de negociação da Alca
compreendem acesso a mercados, investimentos, serviços,
compras do setor público, solução
de controvérsias, agricultura, direitos de
propriedade intelectual, subsídios, antidumping
e direitos compensatórios, e política
de competição.
O chamado Comitê Tripartite,
formado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), Organização dos Estados Americanos
(OEA) e a Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe das Nações Unidas
(Cepal), fornece
apoio analítico, técnico e financeiro
ao processo da Alca. As instituições
individuais desse comitê também prestam
assistência técnica em temas relacionados
com a Alca, especialmente às economias menores
do continente.
Há quem olhe o acordo
com ceticismo. Um
estudo do canadense International
Development Research Centre assinala que a Alca
é considerada um meio para fortalecer a posição
negociadora dos Estados Unidos diante da União
Européia e dos países do sudeste asiático.
Na visão norte-americana - afirma o estudo
- a Alca é o único processo de integração
regional que permite acelerar a globalização
dos países latino-americanos dentro de um esquema
em que os Estados Unidos são o centro das decisões
e o restante do hemisfério é periférico.
Segundo a não-governamental
Friends
of the Earth, as implicações da
adoção da Alca seriam negativas para
o meio ambiente. O acordo sobre os serviços,
que incluiriam desde a indústria petrolífera
até a turística, dificultariam aos governos
limitar os investimentos, bem como regular a proteção
ambiental. O ambientalista Movimento
Mundial pelas Florestas Tropicais assinala que
é provável um aumento na pressão
para converter florestas nativas em plantações
ou áreas agrícolas se a Alca subordinar
a integridade dos ecossistemas das Américas
aos objetivos da liberalização do comércio
e do investimento.
Grupos, como o comunitário
Coalizão
de Trabalhadores de Immokialee , com sede no estado
norte-americano da Flórida, temem que se repita
a experiência do Tratado
de Livre comércio da América do Norte
(Nafta), que entrou em vigor em 1994 e reúne
Estados Unidos, Canadá e México. Depois
de sua adoção, dizem os grupos, o mercado
mexicano foi invadido por milho norte-americano, o
que provocou a queda de preço e perdas para
os pequenos agricultores. Entretanto, defensores do
Tratado assinalam o fato de que a balança comercial
do México com relação ao seu
vizinho do Norte apresenta excedentes atualmente.
Na América Latina são
três os principais processos de integração
comercial: o Mercado
Comum do Sul (Mercosul), o Mercado
Comum Centro-Americano (MCC) e a Comunidade
Andina (CA). México e Chile não
são membros de nenhuma dessas organizações
regionais. Para o final de dezembro deste ano, o Mercosul
e a Comunidade Andina buscarão celebrar o chamado
Acordo
de Complementação Econômica.
Sua finalidade é desagravar as taxas alfandegárias
e a eliminação de restrições
que afetem o comércio a fim de conseguir a
expansão e a diversificação das
atividades de intercâmbio
Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta) - Perguntas e Respostas (Espanhol)
Friends
of the Earth - Impactos Ambientais da Alca nos Serviços
(Inglês)
Alca
- Banco Interamericano de Desenvolvimento (Espanhol)
Alca -
Organização dos Estados Americanos
(Espanhol)
Alca - Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe
das Nações Unidas
Alca Abaixo
(Espanhol)
Coalizão
de Trabalhadores de Immokalee (Inglês)
Área
de Livre Comércio das Américas (Alca)
(Espanhol-Inglês)
Países
da Alca (Espanhol)
Quinta
Conferência Ministerial da Organização
Mundial do Comércio
International Development
Research Centre
Mercado
Comum Centro-Americano
As
negociações da Alca entre os atores
principais: Estados Unidos e o Mercosul (Espanhol)
Estudos:
Mercosul - Alca
Informação
Mercosul (Espanhol)
Membros
do Mercosul (Espanhol)
União
Européia e sua relação com a
América Latina (inglês)
Acordo
de Complementação Econômica celebrado
entre a Comunidade Andina e o Mercado Comum do Sul
(Mercosul)
Membros
da Comunidade Andina
GEO
Andino 2003 Perspectivas do Meio Ambiente - Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Secretaria Geral da Comunidade Andina e do
Centro de Pesquisa da Universidade do Pacífico.
A
Alca e seus Impactos sobre as Florestas - Movimento
Mundial pelas Florestas (Espanhol)
Empresas petrolíferas
estrangeiras
Trinta mil indígenas da
selva equatoriana conseguiram colocar no banco dos
réus os acusados da empresa petrolífera
norte-americana Chevron-Texaco, responsabilizada por
danos ambientais. O julgamento, sem precedentes, começou
dia 12 de outubro no Equador. Nesta seção
recomendamos alguns sites para saber mais sobre empresas
petrolíferas estrangeiras.
Um relatório de avaliação
contratado pela parte acusadora foi apresentado no
final de outubro. A norte-americana Global
Environmental Operations, encarregada do estudo,
estimou em US$ 6 bilhões o custo da limpeza
de rios e águas subterrâneas da selva
amazônica equatoriana, afetados por operações
da Chevron-Texaco. A multinacional, por sua vez, nega
ser responsável por algum impacto ecológico
no país andino e afirma manter políticas
de segurança ambiental.
Em sua página na Internet,
a empresa petrolífera e petroquímica
British Petroleum, uma das maiores em nível
mundial, diz que a atividade hidrocarbonífera
pode causar impactos
no meio ambiente, como alterações
em hábitat, contaminação, introdução
de espécies não endêmicas, uso
não sustentável do recurso e contribuição
para a alteração do clima. A presença
de multinacionais do petróleo na América
Latina data de 1950, quando começou um
acelerado consumo de hidrocarbonos na região.
Entre 1950 e início da
década de 70, grandes empresas petrolíferas
denominadas “As
Sete Irmãs” (Exxon, Gulf, Texaco,
Mobil, Standard Oil da Califórnia, British
Petroleum e Royal Dutch Shell), chegaram a controlar
mais de 98% da produção de petróleo
em territórios de nações que
posteriormente formaram a Organização
de Países Exportadores de Petróleo
(Opep). Através de suas filiais, estas companhias
tiveram o direito exclusivo sobre a exploração
inicial e, seguindo todo o processo, a comercialização
final de hidrocarbonos em nível mundial.
Artigos
análiticos disponíveis na Internet
assinalam que atualmente os países da Opep
controlam pouco mais de 40% da oferta mundial de petróleo.
E que através de recentes aquisições
e fusões (como a da British
Petroleum Amoco e Arco ou da Exxon-Mobil) as maiores
multinacionais privadas ocidentais passarão
do controle de mais de 10% do petróleo mundial
em 1997 ao domínio de 20% a 25% do recurso
em 2004. Segundo um relatório da Organização
Latino-Americana de Energia (Olade), durante 2001
o aumento da produção de petróleo
em nível mundial foi 50% menor do que no ano
anterior, devido aos cortes realizados por alguns
países exportadores.
Quanto ao consumo mundial de
petróleo, o estudo indica que 2001 foi o primeiro
ano desde 1993 em que se observou um crescimento negativo.
Na América do Norte, devido à recessão
dos Estados Unidos e como conseqüência
dos ataques de 11 de setembro de 2001, o consumo de
petróleo caiu, 15 milhões de barris,
pela primeira vez desde.
Outro
relatório de energia no mundo indica que
em 2002 a Arábia Saudita foi o maior produtor
de petróleo, seguida da Federação
Russa e dos Estados Unidos. No âmbito latino-americano,
o México foi o maior produtor, seguido de perto
pela Venezuela. Vários sites da Internet facilitam
o acompanhamento do desenvolvimento da indústria
do petróleo. O site do Departamento
de Energia dos Estados Unidos permite fazer uma
revisão diária de preços e níveis
de produção por país.
Global
Environmental Operations, Inc. (Inglés)
Chevron-Texaco
(Inglês)
Geopolítica
do Petróleo na América Latina (Espanhol)
Organização
de Países Exportadores de Petróleo -
Opep (Inglês)
British Petroleum, Amoco
e Arco (Inglês)
Impactos
Ambientais da Exploração Petrolífera
(Inglês)
British
Petroleum - Retrospecto Estatístico da Energia
Mundial - Junho, 2003 (Inglês)
Departamento
de Energia dos Estados Unidos (Inglês)
Empresas
Petrolíferas - Equador (Espanhol)
Latin
Petroleum Analytics (Inglês)
Reservas
de Petróleo por Regiões (Inglês)
Ano Internacional do
Arroz
Na busca por atender problemas
como a fome e a desnutrição, entre outros,
no dia 31 de outubro a Assembléia Geral das
Nações
Unidas declarou 2004 como o Ano
Internacional do Arroz. Setenta por cento dos
1,3 bilhão de pobres no mundo vivem na Ásia,
e para eles o arroz é o principal
alimento.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), é
urgente a necessidade de aumentar a oferta de arroz,
devido à crescente demanda por parte de uma
população de renda muito limitada cujo
número aumenta exponencialmente.
Um estudo do International
Rice Research Institute (IRRI) assinala que o
cidadão médio em países como
Bangladesh, Vietnã e Myanmar, consome entre
150 e 200 quilos de arroz por ano, o que representa
dois terços ou mais das calorias consumidas
e cerca de 60% do consumo diário de proteína.
“Para os mais pobres, o arroz é um luxo”,
diz o estudo.
Entre as características
deste cereal se destacam seu baixo nível de
sódio e colesterol zero. O arroz também
é fonte importante de vitaminas (tiamina, riboflavina
e niacina) e minerais (fósforo, ferro e potássio)
e de maneira mais limitada de proteínas (contém
os oito aminoácidos essenciais para o corpo
humano). A isso deve-se somar seu baixo custo e versatilidade
para o cultivo.
Em nível mundial foram produzidos
mais de 585 milhões de toneladas métricas
em 2002, 84% em países asiáticos. Os
maiores consumidores
encontram-se na Ásia (91%), América
Latina (3,7%) e África (3,44%). A expectativa
de que uma demanda maior de arroz exceda sua produção
levou organismos como a FAO a apoiar o desenvolvimento
e implementação do denominado arroz
híbrido (resultado da combinação
de duas espécies). Descobertas em 1974 por
cientistas chineses, as variedades híbridas
produzem atualmente de 15% a 20% mais do que o obtido
com outras variedades de arroz.
Junto com a pobreza aparece a desnutrição.
Segundo dados da não-governamental Bread
for the World Institute, existem 840 milhões
de pessoas desnutridas no mundo. Delas, mais de 95%
estão em países em desenvolvimento e
mais de 153 milhões são menores de cinco
anos. Calcula-se em seis milhões as crianças
menores de cinco anos que morrem de fome a cada ano.
Enquanto estima-se que terra,
água e mão-de-obra, em conjunto, estão
diminuindo em países produtores de arroz, há
quem apresente outro tipo de questionamentos
em torno do debate sobre a fome no mundo.
Entre outros, a Organização
Mundial da Saúde assinala que “a
fome é conseqüência da má
distribuição e da iniqüidade, não
da falta de alimento”.
Nações
Unidas (Espanhol)
Ano
Internacional do Arroz (Espanhol, Inglês)
Arroz
- Alimento fundamental dos pobres (Inglês)
Organização
da Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO) (Espanhol,
Inglês)
Arroz,
Perguntas e Respostas (Inglês)
International Rice
Research Institute (IRRI) (Inglês)
Produção
de Arroz 2002
Arroz
Híbrido (Espanhol)
Bread
for the World Institute (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Inglês, Espanhol)
Hunger
Web (Inglês)
Mercado
Mundial do Arroz (Espanhol)
O
Arroz na Alimentação (Espanhol)
Arroz
Híbrido para Contribuir com a Segurança
Alimentar (Espanhol)
Embrapa
- Pesquisa: A Cultura do Arroz (Português)
Viver
no Campo - A história do arroz (Português)
Criar
e Plantar - Arroz (Português)
O transporte verde
O maior evento ambiental automobilístico
do mundo, o Challenge Bibendum, trouxe à luz
os últimos avanços tecnológicos
no campo dos chamados “carros verdes”,
que buscam conciliar mobilidade e harmonia com o meio
ambiente.
Convocou-se nesta quinta edição
diversos fabricantes
de automóveis, caminhões e ônibus
que trabalham com energias
alternativas à gasolina e contam com baixos
níveis de emissões. Neste evento, organizado
pelo Grupo Michelin,
fabricante de pneus, os participantes competem por
prêmios nas categorias de nível de emissões,
ruído, desempenho, segurança e projeto,
sendo submetidos a uma série de provas
por uma equipe técnica.
De acordo com um estudo do Conselho
Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
(WBCSD), o crescimento da população
(que passará de 8,11 bilhões de pessoas
até 2030) e a crescente urbanização
das cidades são dois dos fatores que aumentarão
dramaticamente a pressão sobre o ecossistema
mundial por causa das esperadas demandas no setor
de transporte.
A alta dependência de derivados
de petróleo, fonte não renovável
de energia, a contaminação do ar e seus
efeitos na saúde, e as emissões de gases
causadores do efeito
estufa constituem outros elementos de preocupação.
Nos Estados Unidos, o número de veículos
que utilizam alternativas à gasolina aumentou
de aproximadamente 455 mil em 2000 para mais de 518
mil em 2002. A Administração de Proteção
Ambiental (EPA) deste país conta com um guia
que lista os veículos menos poluentes e
de maior rendimento no uso de combustível.
Veículos com células
de combustível, híbridos (gasolina/elétrico)
e a diesel são algumas das iniciativas de diferentes
setores da indústria que buscam delinear o
futuro do transporte no mundo.
Algumas qualidades que definem
os veículos do futuro são o isolamento
térmico no teto e piso que permita diminuir
o uso do ar condicionado, rodas ultraleves que conservem
energia, e sistemas de duas camadas de circulação
de ar que melhoram a eficiência. Este é
o caso do híbrido (gasolina/elétrico)
Toyota
Prius 2004, ganhador do Challenge Bibendum.
História
do Challenge Bibendum (Inglês)
Participantes
do Challenge Bibendum (Inglês)
Resultados
das disputas do Challenge Bibendum (Inglês)
Provas
do Challenge Bibendum (Inglês)
Gupo Michelin
(Inglês)
Gupo Michelin
(Português)
Gases
de Efeito Estufa (Inglês)
Automóveis
com células de combustível (Espanhol)
Automóveis
com hidrogênio (Inglês)
Automóveis
elétricos (Inglês)
Motores
a diesel (Inglês)
Guia de
veículos menos poluentes e de maior rendimento
EPA (Inglês)
A
poluição do ar: como proteger-se
(Espanhol)
Número
estimado de veículos que utilizam energias
alternativas à gasolina nos Estados Unidos
2000-2002 (Inglês)
Fontes
de Informação - Eventos (Inglês)
Mobility
2001- Relatório da Situação do
Transporte no Mundo (Espanhol)
Conversão
de Veículos - Departamento de Energia dos Estados
Unidos (Inglês)
Veículos
Híbridos - Perguntas e Respostas (Inglês)
Energias
Alternativas - Conceito (Inglês)
Toyota
Prius 2004 - Uso Eficiente da Energia (Inglês)
Temporada
de caça
Trinta e seis baleias mortas
é o saldo da temporada de caça da Islândia,
encerrada na primeira semana de outubro, segundo o
Fundo Internacional
para o Bem-Estar Animal (IFAW). Ao reiniciar as
capturas depois de uma moratória de 14 anos,
este país europeu desferiu um golpe baixo nos
esforços conservacionistas de cetáceos
e possivelmente em sua própria economia. Apesar
de sua recente re-adesão, em 2002, à
Comissão
Baleeira Internacional (IWC), criada em 1946 para
regular o desenvolvimento da indústria baleeira,
a Islândia decidiu retomar a caça de
baleias Rorcual Aliblanco, em agosto de 2003.
Assim, o país fez uso
de uma exceção da Comissão que
permite a caça de certas espécies de
cetáceos com fins científicos, método
criticado por ambientalistas. O reinício da
caça pode ser contraproducente para a Islândia,
onde está no auge a observação
de baleias. Segundo o IFAW, 40% dos que visitam
esse país participam de observações
de baleias, setor turístico de maior crescimento,
estimando-se que gere em torno de US$ 8 milhões
ao ano.
Foi no século XI, com
os bascos, que teve início a caça comercial
de baleias. Durante o século XX foram incorporados
métodos mais técnicos de caça
que começaram a dizimar as populações
de cetáceos.
O IFAW estima que a Noruega e
o Japão caçam mais de 1,3 mil baleias
por ano. Atualmente, conta-se com cotas de caça
por espécie de baleias e por hábitat,
estabelecendo-se os chamados santuários,
áreas de refúgio onde comumente as baleias
alimentam-se ou se reproduzem. Além da caça
comercial existe a caça por parte de comunidades
aborígines. Se reconhece o papel do uso de
subprodutos de baleias, como carne e óleo,
em tradições e laços comunitários.
Entretanto, estas cotas são concedidas desde
que os povos consumam localmente os produtos e demonstrem
que dependem deles para sua subsistência.
Embora a caça comercial
tenha se convertido em um perigo para a sobrevivência
de cetáceos, não é o único.
A alteração climática, a redução
da camada de ozônio, a contaminação
tóxica e acústica, bem como colisões
com embarcações representam outras ameaças
para esses colossos do mar. Em busca de soluções,
em junho deste ano os membros do IWC aprovaram a chamada
Iniciativa
Berlim, que busca a criação de um
comitê de conservação que organize
os esforços de proteção de todas
as espécies de baleias e golfinhos, grandes
e pequenos.
Eventualmente, uma mescla de
proteção e alternativas econômicas
mais vantajosas do que a caça comercial possam
ser a fórmula para não se perder os
cantos de amor marinho destes inteligentes e majestosos
seres.
The
International Whaling Commission IWC (Inglês)
Sociedade Espanhola
de Cetáceos (Espanhol)
Rorcual
Aliblanco - Características (Espanhol)
Centre for Marine
Mammals Research Leviathan Chile (Espanhol)
Antecedentes
Históricos da Caça da Baleia (Espanhol)
Alternativas
à caça de baleias (Espanhol)
Santuários
de Baleias IWC (Inglês)
Ameaças
para os Cetáceos (Espanhol)
Iniciativa
Berlin (Espanhol)
Canto
de Baleias (Inglês)
Informação
Baleias (Espanhol)
Institute
for Cetacean Resarch Japón (Inglês)
Convenção
sobre el Comercio Internacional de Espécies
Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres CITES
(Espanhol)
Protocolo de Kyoto
O Protocolo de Kyoto sofreu um
revés que pode lhe custar a vida: o presidente
russo, Vladimir Putin, expressou, no dia 29 de setembro,
a indecisão de seu país sobre a ratificação
deste acordo internacional, que tenta controlar as
emissões de gases causadores do efeito estufa.
A adesão da Rússia sozinha, que foi
sede da mais recente Conferência
sobre Mudança Climática das Nações
Unidas, é suficiente para que o Protocolo
entre em vigor.
Estabelecido em 1997, o Protocolo de Kyoto é
um tratado internacional cujo objetivo principal é
conseguir que, entre 2008 e 2012, os países
desenvolvidos reduzam em 5% suas emissões de
gases causadores do efeito estufa em relação
ao nível de emissões de 1990. Se um
país falhar no cumprimento do Protocolo, poderia
ser forçado a reduzir sua produção
industrial. Embora em seu início o Protocolo
não fosse específico, a partir das reuniões
negociadoras do Marrocos, no final de 2001, foram
definidos cinco pontos principais: compromissos legalmente
vinculados para países desenvolvidos, métodos
de implementação do Protocolo diferentes
da redução de emissões (implementação
conjunta), minimização de impactos em
países em desenvolvimento (incluindo assistência
para diversificar suas economias), relatórios
e revisões por uma equipe de especialistas,
e cumprimento avaliado por um comitê.
Como complemento da Convenção Marco
das Nações Unidas, primeira reunião
para tratar da mudança do clima, em 1992, o
Protocolo busca responder às preocupações
crescentes de que gases emitidos por atividades humanas,
particularmente dióxido de carbono, podem aumentar
o efeito estufa e contribuir para variações
climáticas, que ocasionariam o aquecimento
da temperatura mundial. Prevê-se ondas de calor,
inundações e secas, caso haja aumento
entre 1 e 3,5 graus centígrados da temperatura
global média da superfície terrestre
até 2100, com assinala o Painel
Intergovernamental sobre Mudança Climática
(IPCC), criado em 1988 e encarregado de alimentar
o Protocolo com informação científica.
O Protocolo de Kyoto entraria em vigor depois de ratificado
por 55 países, incluindo aqueles responsáveis
por 55% das emissões globais de gases causadores
do efeito estufa. Embora até 29 de setembro
de 2003
84 países tenham firmado e 119 ratificado o
Protocolo, a negativa dos Estados Unidos, responsáveis
por 25% das emissões desses gases, fez com
que o poder de ratificação recaísse
sobre a Rússia. Os custos que implicariam conseguir
uma redução do nível de emissões
e a incerteza sobre a precisão dos argumentos
científicos que as vinculam ao aquecimento
global são os pilares da negativa de Washington
para ratificar o protocolo.
Estudos científicos questionam os resultados
apresentados pelo IPCC ao afirmar que o aquecimento
global pode ser resultado de uma evolução
natural do meio ambiente e reduzem a importância
da emissão de gases, como o CO2. A meta do
governo de Putin, de duplicar a produção
bruta do país no prazo de dez anos, provocaria
tal aumento de emissões de gases que seria
necessário um custoso investimento nas indústrias
para cumprir as metas do Protocolo. Sem a Rússia,
o futuro do Protocolo está em xeque.
Texto
do Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Resumo
Executivo IPCC (Inglês)
Para
compreender a Mudança Climática: Guia
elementar da Convenção Marco das Nações
Unidas e o Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Agência
de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
(EPA) (Inglês)
Organização
Meteorológica Mundial - WMO (Inglês)
Harvard-Smithsonian
Center for Astrophysics (Inglês)
XI
Congresso Florestal Mundial (Inglês e Francês)
Ministério
da Ciência e Tecnologia - Protocolo de Quioto
(Português, Inglês, Espanhol, Francês)
Fórum
Brasileiro sobre Mudanças Climáticas
- Protocolo de Kyioto (Português)
Clonagem humana
O Painel
Interacadêmico, que reúne 60 organizações
científicas internacionais, pediu a todos os
países do mundo que proíbam as experiências
sobre clonagem humana. O pedido expressa a visão
de um amplo setor da comunidade científica
que considera que o processo de clonagem, até
agora realizado em animais, deteriora mecanismos genéticos
e impede um adequado desenvolvimento. Muitos dos exemplares
de mamíferos clonados poderiam morrer antes
de chegar a uma idade adulta, seja por “erros
genéticos” ou deficiências em seu
desenvolvimento embrionário.
Esta circunstância torna
inviáveis as técnicas que buscam copiar
seres humanos por meio da clonagem, afirma o Painel.
A ovelha Dolly, primeiro animal clonado no mundo,
converteu-se, em abril deste ano, em uma peça
do Museu
Real da Escócia, em Edimburgo, dois meses
depois de ter sido sacrificada porque sofria de uma
doença pulmonar progressiva. Várias
nações foram capazes de clonar mamíferos.
Em 2001, o Brasil converteu-se no primeiro país
em desenvolvimento a conseguir a clonagem de um animal
vivo, após o nascimento da bezerra Vitória,
em uma experiência feita pela Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa,
que acaba de clonar outra bezerra a partir de células
de uma vaca adulta já morta: no dia 4 de setembro
veio à luz “Lenda”.
Entretanto, o Painel Interacadêmico
não se opõe ao uso de técnicas
de clonagem para fins de pesquisa ou científicos.
Sem consenso global na matéria, o exemplo de
células embrionárias, ou células-mãe,
com fins terapêuticos foi impondo-se em diversos
países. Estas células têm a capacidade
de criar qualquer tipo de tecido do corpo. Pesquisadores
do Instituto Roslin,
perto de Edimburgo, na Escócia, planejam fazer
experiências com células-mãe especiais,
extraídas de embriões desprezados pelos
casais que fazem tratamentos de inseminação
artificial.
Carlos Alberto Redi, da Universidade
de Pavía, que participou da clonagem do
primeiro rato, também defende o uso de células-mãe,
bem como a clonagem de roedores. Os ratos são
os mamíferos mais estudados nos laboratórios
de todo o mundo, sabe-se mais sobre eles do que sobre
as ovelhas ou vacas, argumenta. O Comitê
Internacional de Bioética da Unesco deixa
a cada país a decisão de autorizar ou
proibir os estudos em células embrionárias.
As conclusões do Painel
Interacadêmico foram precedidas por um recente
estudo científico publicado na revista Science,
segundo o qual talvez nunca venha a ser possível
copiar seres humanos por meio da clonagem. Um grande
alvoroço foi provocado em dezembro de 2002
pela Clonaid,
empresa ligada à seita religiosa dos raelianos,
que anunciou o nascimento do primeiro bebê clonado,
e garantiu que este ano virão ao mundo pelo
menos outros quatro clones humanos. A informação
não foi confirmada.
Painel
Interacadêmico (inglês)
Universidade de Pavia
(italiano)
Comitê
Internacional de Bioética da Unesco
Clonaid
(inglês, francês, espanhol, português,
italiano, alemão)
Embrapa
(português)
Museu
Real da Escócia (inglês)
Instituto Roslin
(inglês)
Instituto
de Pesquisas Jurídicas da Unam (espanhol)
La
Facu.com (espanhol)
Protocolo de Cartagena
Em 11 de setembro entrou em vigor
o Protocolo
de Cartagena, o primeiro acordo internacional
que rege a transferência, manejo e uso de organismos
vivos modificados por meio da biotecnologia moderna.
Espera-se que o tratado fomente o uso seguro de transgênicos,
tema que causa uma acesa polêmica global, liderada
pelos Estados Unidos e pela Europa. Adotado em 2000
pelos membros da Convenção
sobre Diversidade Biológica, o tratado
busca um comércio internacional de transgênicos
mais transparente, através de medidas de segurança
de acordo com as necessidades de consumidores, indústrias
e, em particular, do meio ambiente.
O objetivo é descartar
potenciais conflitos entre as leis de comércio
e o regime de biossegurança global, segundo
explica um guia sobre o protocolo oferecido pela União
Mundial para a Natureza (UICN).
O processo de conciliar interesses legítimos
do comércio, a biossegurança e outros
não tem sido fácil. Existe uma árdua
disputa entre os que vêem na biotecnologia o
caminho para a segurança alimentar e os que
alegam razões éticas, ambientais, sociais
e de saúde para tentar pôr um limite
à biotecnologia moderna.
A Organização das
Nações Unidas para a Alimentação
e a Agricultura (FAO)
anunciou, em março de 2000, a Declaração
sobre Biotecnologia, onde afirma que esta ciência
oferece instrumentos poderosos para o desenvolvimento
sustentável da agricultura, pesca, atividade
florestal, bem como das indústrias alimentícias.
A Rede de Cooperação Técnica
em Biotecnologia Vegetal (REDBIO),
da FAO, composta por 570 laboratórios em 32
países, defende a manutenção
e reforço da pesquisa em biotecnologia, incluindo
os cultivos transgênicos, em lugar de fixar
normas de biossegurança necessárias
para evitar danos à saúde e ao meio
ambiente.
Entretanto, grupos ambientalistas,
como o Greenpeace
consideram que a riqueza biológica dos cultivos
tradicionais é uma herança mundial ameaçada
pela contaminação genética. E
responsabilizam multinacionais da biotecnologia como
a Monsanto - o maior produtor de sementes do mundo
- de pressionarem governos de muitos países
para que descartem mecanismos de controle sobre os
transgênicos. Os Estados Unidos e a União
Européia (UE) protagonizaram a polêmica.
Em julho passado, o Parlamento
Europeu adotou uma lei que obriga os produtores de
alimentos geneticamente modificados a colocarem rótulo
em seus produtos para conhecimento do consumidor.
A medida deverá ser ratificada por cada um
dos Estados-membros da União Européia,
mas foi vista como o primeiro sinal de um possível
levantamento da proibição da comercialização
de transgênicos no bloco comunitário.
Os Estados Unidos e outros produtores de OGM, incluídos
latino-americanos como a Argentina, solicitaram junto
à Organização Mundial do Comércio
(OMC)
a suspensão da proibição da venda
desses alimentos no território da UE, imposta
em 1999.
Em junho de 2003, a República
de Palau, ilhas situadas no noroeste da Oceania, se
converteu no 50º Estado a ratificar o Protocolo
de Cartagena sobre Biossegurança, o que permitiu
sua entrada em vigor. A primeira reunião da
Conferência das Partes que ratificaram o Protocolo
acontecerá em Kuala Lumpur, na Malásia,
em fevereiro do próximo ano.
Protocolo
de Cartagena (espanhol)
Convenção
sobre Diversidade Biológica (espanhol)
UICN
(inglês)
FAO
(inglês)
REDBIO
(inglês)
Monsanto
(inglês)
OMC
(espanhol)
Greenpeace
México (espanhol)
Greenpeace
Brasil (português)
Dia Mundial do Ozônio
A comunidade científica
calcula que a camada de ozônio, que filtra os
raios ultravioletas do Sol, se recuperará na
primeira metade do século XXI. As pesquisas
mais recentes indicam uma melhora, embora apenas na
estratosfera superior. Os esforços para limitar
os gases que reduzem esse escudo protetor devem continuar,
e é nesse sentido que aponta o Dia Internacional
da Preservação da Camada de Ozônio,
celebrado no dia 16 de setembro.
Um relatório da União
Geofísica Norte-Americana (AGU, sigla em inglês)
diz que o esgotamento na estratosfera superior - a
camada de ozônio, entre 35 e 45 quilômetros
acima da terra - mantém um ritmo retardado
desde 1997. Os autores do estudo recomendaram, entretanto,
situar o fenômeno em sua justa perspectiva,
pois na estratosfera superior fica uma porcentagem
baixa de ozônio. O ozônio é um
agente contaminador prejudicial na atmosfera mais
baixa perto da Terra, mas na estratosfera protege
o planeta da radiação solar. O processo
de restauração desse escudo protetor
acontece em função do desaparecimento
progressivo na estratosfera dos clorofluorcarbonos
(CFCs) e outros gases.
O Protocolo de Montreal, assinado
em 16 de setembro de 1987, limita o uso das substâncias
que esgotam a camada de ozônio. Em 1985, foi
estabelecida a Convenção de Viena para
a proteção da camada de ozônio.
Desde que o mexicano Mario Molina e o norte-americano
F. Rowland alertaram sobre o papel dos CFCs na redução
do ozônio estratosférico, a preocupação
pelos efeitos prejudiciais das radiações
ultravioletas na saúde humana impulsionou a
realização da campanhas ecológicas
em todo o mundo. Por suas pesquisas no assunto, ambos
receberam o Prêmio Nobel de Química em
1995.
A revista Diálogo Ibero-Americano,
editada por diversas universidades, assinala que os
CFCs foram inventados em 1930, “quando se buscavam
substâncias não tóxicas para servirem
como refrigeradores em aplicações industriais”.
Décadas depois foram usados na fabricação
de plásticos e para limpar componentes eletrônicos.
Outras Substâncias Esgotadoras do Ozônio
(SAO), além dos CFCs, são brometo de
metilo, halon e tetracloreto de carbono.
No site da Ação
pelo Ozônio, o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que a luta
internacional para recuperar a camada de ozônio
é um exemplo positivo entre todas as campanhas
em favor do meio ambiente. Desde 1985, algumas pesquisas
revelaram a existência de um buraco na camada
de ozônio sobre a Antártida.
Recentemente, cientistas da Divisão
Antártida Australiana alertaram sobre o aumento
do buraco da camada de ozônio na Antártida
a uma velocidade que sugere que pode alcançar
tamanho recorde este ano. Em 2000, a Administração
Nacional do Espaço e da Aeronáutica
dos Estados Unidos (Nasa) informou que o buraco aumentou
até um tamanho recorde de 28,3 milhões
de quilômetros quadrados, três vezes mais
do que o território da Austrália ou
dos Estados Unidos, incluindo o Alasca. Em 2002, condições
anormalmente quentes produziram o buraco de menor
tamanho desde 1988.
As perguntas mais freqüentes
sobre a camada de ozônio e as conseqüências
de sua redução são respondidas
em alguns sites da Internet. O Escritório de
Meteorologia da Commonwealth mostra de maneira interativa
o grau de consciência na sociedade, o site da
Comissão do Ozônio da Costa Rica mostra
uma coleção de cartazes alusivos ao
tema.
Secretaria
do Ozônio, Unep (espanhol-inglês)
Convenção
de Viena (espanhol-inglês)
Protocolo
de Montreal (francês-espanhol-inglês)
IICA
(espanhol)
Revista
Diálogo Ibero-Americano (espanhol)
Comissão
do Ozônio de Costa Rica (espanhol)
Perguntas
freqüentes sobre el ozônio (francês-espanhol-inglês)
Programa
de Ação do Ozônio (inglês)
Nasa (inglês)
Laboratório
de Ozônio (português)
Projeto
de Tecnologia e Controle Ambiental (português)
Parques Naturais
Existem no mundo cerca de 44
mil áreas protegidas, que cobrem um território
maior do que China e Índia juntas. Porém,
muito poucas beneficiam as comunidades onde se localizam.
Cerca de 1500 delegados discutirão, até
o dia 17 de setembro, sobre esses temas, durante o
V Congresso Mundial de Parques, em Durban, na África
do Sul. Organizado pela União Mundial para
a Natureza, UICN, trata-se do maior fórum para
a elaboração da agenda global sobre
áreas protegidas, cuja meta principal é
impulsionar políticas nacionais de preservação
da biodiversidade. “Benefícios mais além
das Fronteiras”, diz o lema da quinta edição
do Congresso.
Com uma trajetória de 25 anos, a UICN reúne
72 Estados, 107 agências governamentais, mais
de 750 organizações independentes e
cerca de dez mil especialistas de 181 países.
Ecossistemas marinhos e terrestres de grande importância
biológica pela presença de biodiversidade
de espécies e hábitat são incluídos
na categoria de parques nacionais, paisagens, reservas
ou monumentos naturais, e consagrados particularmente
à proteção do patrimônio
biológico. O conceito mais atual de “área
protegida” considera estes territórios
como reservas de uso sustentável e áreas
naturais silvestres, segundo a definição
da Comissão Mundial de Áreas Protegidas,
formada por uma rede de especialistas.
Nos últimos 40 anos, o número de sítios
protegidos no mundo se multiplicou por dez e a extensão
de território aumentou sete vezes. O V Congresso,
realizado pela primeira vez em um país da África,
teve o apoio do ex-presidente da África do
Sul e Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, e
da rainha Noor, da Jordânia. A África
possui quase a terça parte da diversidade biológica
do mundo e nesse continente foram declarados mais
de 1200 parques nacionais, reservas de fauna silvestre
e outras zonas protegidas, em uma área superior
a dois milhões de quilômetros quadrados,
quase 10% da superfície do continente.
Um dilema dos países africanos é conciliar
as necessidades de desenvolvimento com uma gestão
sustentável dos recursos naturais. Um diagnóstico
elaborado há alguns anos pelo Banco Mundial
(Bird) revelava que apenas 1% das florestas legalmente
protegidas em uma dezena de países de grande
riqueza florestal podiam ser consideradas seguras.
Apenas 25% das áreas protegidas dos parques
nacionais do mundo estavam submetidas a um manejo
adequado, segundo o Bird.
Em maio de 1997 foi realizado o Primeiro Congresso
Latino-Americano de Parques Nacionais e Outras Áreas
Protegidas, na Colômbia. Foi o primeiro encontro
regional prévio ao V Congresso Mundial de Parques
Nacionais. Os participantes avaliaram avanços
e limitações na aplicação
do conceito de Reserva da Biosfera na América
Latina e propuseram uma avaliação da
situação atual em parques nacionais
e outras áreas protegidas, bem como a definição
de prioridades e estratégias de conservação
para o século XXI.
Em Manágua, na Nicarágua, em março
deste ano foi realizado o Primeiro Congresso Mesoamericano
de Áreas Protegidas, sob o lema “Promovendo
a Conservação para o Desenvolvimento
e a Integração”. O Corredor Biológico
Mesoamericano é um projeto feito para preservar
uma área que começa no Darién,
no Panamá, e se prolonga por solo de oito países
até a selva maia do sudeste do México.
Nessa faixa habitam 40 milhões de pessoas e
existem 10% da biodiversidade mundial conhecida.
O programa do V Congresso Mundial de Parques pode
ser consultado através do site.
UICN
(espanhol-inglês)
Comissão
Mundial de Áreas Protegidas (inglês)
Parques Nacionais
da África do Sul (inglês)
Unesco
(espanhol-inglês)
Corredor Biológico
Mesoamericano
Banco
Mundial (espanhol-inglês)
Sampa (Inglês)
Diretório
do Yahoo de Parques Naturais Brasileiros (português)
Os
problemas dos Parques Nacionais do Brasil (português)
Parques
do Brasil - Áreas Naturais Protegidas (português)
Rumo a Cancún
O princípio de acordo,
no final de agosto, sobre o acesso a medicamentos
de baixo custo para os países pobres foi uma
das poucas boas notícias na acidentada rota
para a Quinta
Conferência Ministerial da OMC, que começa
em 10 de setembro, em Cancun. Entretanto, as discrepâncias
persistem sobre quase todo o restante da ambiciosa
agenda, que inclui agricultura, serviços e
investimentos. O meio ambiente, no entanto, segue
tendo uma presença marginal.
A Organização Mundial
do Comércio, criada em janeiro de 1995 como
resultado dos acordos da rodada de negociações
do Uruguai (1986-1994), se reunirá no balneário
do Caribe mexicano por quatro dias para tentar derrubar
os obstáculos que impedem o cumprimento das
metas estabelecidas no Programa
de Doha para o Desenvolvimento.
Rodadas ministeriais anteriores
aconteceram em Cingapura,
Genebra
e Seattle.
As discussões de Cancún acontecerão
no comitê de negociações comerciais
e órgãos subsidiários.
Não existe um acordo ambiental
específico na OMC. Entretanto, o Comitê
sobre Comércio e Meio Ambiente discute
temas como as provisões de comércio
em acordos ambientais multilaterais, a ecorotulagem
e a representação de organismos ambientais
nas negociações. O Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma,
e representantes de alguns acordos ambientais terão
presença ad hoc nas negociações
de Cancún.
Em um documento denominado Comércio
e Meio Ambiente, o diretor do Pnuma, Klaus Toepfer,
defendeu uma participação mais ativa
desse organismo nas negociações comerciais,
e pediu maior ênfase em temas como o comércio
de bens e serviços ambientais, bem como o impacto
ambiental negativo dos subsídios. A compatibilidade
das regras da OMC com aquelas incluídas em
tratados ambientais é um tema crucial.
Existem cerca de 20 tratados, entre os quais se destaca,
por sua efetividade, o Protocolo
de Montreal para a proteção da camada
de ozônio, com restrições à
produção, consumo e exportação
de aerossóis que contenham clorofluorocarbonos,
CFCs. A Convenção
da Basiléia controla o comércio
e transporte de resíduos tóxicos e a
Convenção sobre o Comércio
de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora
Silvestres, Cites, regula o comércio de
espécies.
Organismos multilaterais como
o Banco Mundial,
grupos especializados como o Centro
de Comércio Internacional, o Instituto
para a Agricultura e Políticas Comerciais,
e diversos representantes da sociedade civil propõem
análises e alternativas em torno das negociações
de Cancún.
O comitê
organizador mexicano oferece em seu site um guia
sobre a localização do balneário
de Cancún e inclui uma lista de hotéis
e serviços.
OMC
(espanhol-inglês)
Programa
de Doha para o Desenvolvimento (espanhol-inglês)
Comitê
sobre Comercio e Meio Ambiente da OMC (espanhol-inglês)
Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (espanhol-inglês)
Documento
sobre Comércio e Meio Ambiente, do Pnuma
(inglês)
Texto
atual do Protocolo de Montreal (espanhol-inglês)
Texto
do Protocolo de Montreal
Secretariado da Convenção
da Basiléia (inglês)
Cites
(espanhol-inglês)
Comitê
Organizador Mexicano (espanhol-inglês-francês)
Instituto
para a Agricultura e Políticas Comerciais
(inglês)
Banco Mundial
(inglês)
Fórum
Social Mundial (português- inglês-francês-espanhol)
Fórum,
revista do Centro de Comércio Internacional
(inglês-espanhol- francês)
A barata
A persistência evolutiva
da barata ao longo de algumas centenas de milhões
de anos, nos quais não alterou substancialmente
sua aparência, enquanto o planeta era palco
de severas transformações, não
bastaram para que esse inseto ganhasse a boa vontade
das pessoas. Por outro lado, o desprezo pelas baratas
é quase universal. E para isso contribui o
ato de transportar em seu corpo organismos causadores
de diferentes formas de gastroenterite e em seu interior
viver grande quantidade de microorganismos associados
a focos de enfermidades que afetam as pessoas.
Geólogos da Universidade
de Ohio, nos Estados Unidos, notificaram em 2001 o
encontro, em uma mina desse Estado, do maior fóssil
completo de uma barata que habitou a Terra há
300 milhões de anos, 55 milhões de anos
antes dos primeiros dinossauros. Segundo informou
o site espanhol Paleontologia
Hispana, os restos de um exemplar da espécie
Artopleura apustulatus se encontrava em notável
bom estado. O inseto media cerca de oito centímetros
de comprimento.
Desde que surgiram no planeta, as baratas não
mudam de aspecto, convertendo-se em autênticos
fósseis viventes. Além disso, esses
insetos são mais resistentes do que a baleia
ou o tubarão, afirma a página da Internet
Laverdad.es,
da Espanha. Segundo essa fonte, as baratas são
quase inofensivas para o homem e têm destacado
papel ecológico ao incorporar nutrientes no
meio ambiente. Quando consomem matéria orgânica,
seus dejetos servem como fonte de alimentação
para organismos microscópicos que o transformam
em húmus ou terra vegetal.
Outras vozes também defendem
a existência das baratas. A Agência Universitária
de Jornalismo Científico (AUPEC),
da Colômbia, afirma que uma grande polêmica
teve início há alguns anos pelo fato
de o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos
Estados Unidos pretender investir quase US$ 3 milhões
para salvar a Aspiduchus cavernicola, incluída
desde 1991 na lista das espécies em perigo
do Serviço de Pesca e Vida Silvestre. Por outro
lado, pesquisadores em vários países
estudam a resistência aos inseticidas nas populações
de baratas com o objetivo de encontrar o método
mais eficaz de controle desses insetos.
O Serviço de Pesquisa
Agrícola (ARS), principal agência do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, identificou
mecanismos-chave na resistência a inseticidas
desenvolvida pela barata alemã, Blatella germanica,
uma das espécies de barata mais comuns no mundo.
A barata alemã está catalogada como
a espécie mais amplamente distribuída
na Terra e chega a medir entre 12 e 16 milímetros
de comprimento quando adulta. Possui antenas longas
e vida média de um ano.
A fêmea produz entre 18
e 48 ovos a cada 20 ou 25 dias e, como todas as espécies
de baratas, pode ser portadora de enfermidades bacterianas
e virais, como diarréia, lepra, colite, hepatite
infecciosa, salmonela e tuberculose. Além disso,
o excremento, a pele e o vômito desses insetos
são responsáveis por alergias. O entomologista
Steven M. Vallees, da ARS, descobriu uma substância
chamada “esterarse” em várias espécies
da barata que desintoxica certos inseticidas. Essa
capacidade obriga a aumentar a quantidade de inseticida
necessária para matar as baratas que possuem
tal enzima.
Os estudos de M. Vallees revelaram
que as mutações de proteínas
do sistema nervoso em alguns insetos estão
associadas com a capacidade de resistência a
inseticidas. Este fenômeno foi comprovado em
83% das populações de barata alemã
onde foram feitos testes. Entre mais de quatro mil
espécies de baratas que habitam o mundo, apenas
algumas vivem em residências. O site espanhol
e-animales.com
mostra uma ficha sobre a barata gigante de Madagáscar,
ou Gromphadorrhina portentosa, que existia exclusivamente
na ilha africana que lhe dá nome, a maior do
Oceano Índico.
“A barata gigante
de Madagáscar é uma das maiores que
se conhece. Com comprimento entre oito e nove centímetros
e pesando 15 gramas, tem existência discreta
já que se trata de animal noturno e que foge
da luz”. De corpo largo e protegido por uma
corte carapaça, carece de asas e suas patas
robustas estão providas de pequenas espinhas.
Habita as florestas e nunca se instala em residências.
Paleontologia
Hispana
laverdad.es
Agência
Universitária de Jornalismo Científico
Serviço
de Pesquisa Agrícola
e-animales.com
Baratas:
Biologia e Comportamento
Os vícios: o tabaco
O saldo de pessoas mortas pelo
tabaco no presente século poderia rondar os
bilhões, segundo estimativas da Aliança
contra o Câncer (UICC,
sigla em inglês), que reúne mais de 30
organizações em todo o mundo. Se persistirem
os atuais níveis de consumo, o número
de vítimas fatais em razão do tabaco
- cem milhões nos últimos cem anos,
segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS)
- vai disparar.
O alarme foi dado durante a Conferência
Mundial sobre o Tabaco realizada em Helsinki, Finlândia,
entre os dias 3 e 8 de agosto. Cerca de dois mil especialistas
de mais de cem países analisaram as políticas
internacionais e as propostas de organizações
para combate ao tabagismo. Também revisaram
a situação em torno do êxito das
metas traçadas pela Convenção
Internacional contra o Tabaco. A convenção,
firmada em maio deste ano, por 192 países,
tem entre seus objetivos a proibição
total da publicidade de cigarros e outros produtos.
Um estudo da Organização
Pan-Americana de Saúde (OPS)
explica que o consumo de tabaco é habitual
nas pessoas há centenas de anos, mas foi no
século passado que os cigarros começaram
a ser fabricados em grandes quantidades. A produção
maciça de cigarros elevou o hábito de
fumar, que atualmente domina um em cada três
adultos no mundo. Até 2025, a quantidade de
fumantes pode chegar a 1,6 bilhão.
“No passado o tabaco era
mascado ou fumado em diferentes tipos de cachimbo.
Atualmene, embora estas práticas sobrevivam,
estão em franco declínio. Os cigarros
manufaturados e os diferentes tipos feito à
mão, como os bidis (comuns no Sudeste Asiático
e na Índia), constituem hoje até 85%
de todo o tabaco consumido no mundo. Fumar cigarros
parece supor um perigo para a saúde muito superior
ao das formas mais antigas de consumo” do tabaco,
diz o estudo.
O centro norte-americano Ciência,
Tabaco e Você explica que a nicotina é
a causa do vício de fumar. A nicotina é
um componente ativo do fumo do cigarro; é um
alcalóide que produz sensações
agradáveis e também afeta a química
do cérebro, garante a mesma fonte. Sobre o
controle dos vícios, o site Centro de Psicologia
e Terapia Virtual (CEPVI,
Espanha), afirma que as pessoas com dificuldades para
controlar seus impulsos se sentem incapazes de deixar
de fazer algo, mesmo quando o desejam.
No caso do víc |