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Direitos ambientais
Há mais de meio século
da proclamação da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, comemorada dia
10 de dezembro, o direito a um meio ambiente sadio
busca protagonismo. Nesta seção oferecemos
vários sites com informação sobre
o assunto.
Alimento, saúde e moradia,
liberdade de expressão e não-discriminação
são alguns dos vários
aspectos que buscam ser atendidos por esta declaração
universal, como uma forma de garantir uma convivência
justa e pacífica dos seres humanos. Relatórios
indicam que os primeiros passos para vincular direitos
humanos e meio ambiente dentro do contexto das Nações
Unidas foram dados no início dos anos 90. Então,
a chamada Subcomissão para a Prevenção
da Discriminação e Proteção
das Minorias designou um Relator Especial em direitos
humanos e meio ambiente.
Mais tarde, a Declaração
de Estocolmo, redigida durante a Conferência
das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano,
em 1972, estabeleceu a base que vincula direitos humanos
e proteção do meio ambiente, ao declarar
que o homem tem o direito fundamental à vida,
igualdade e condições adequadas de vida,
em um ambiente com um nível de qualidade que
permita uma vida com dignidade e bem-estar. Além
disso, esta declaração anuncia a responsabilidade
de cada pessoa na proteção e melhoria
do meio ambiente para gerações presentes
e futuras.
Em 1992, a Conferência
do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
também conhecida como Cúpula da Terra,
proclamou os direitos à informação,
participação e preservação
das condições ambientais. Em janeiro
de 2002 teve lugar uma conferência para revisar
e avaliar os avanços obtidos desde a Cúpula
da Terra. O site
de Internet deste seminário inclui vários
documentos que estudam a relação entre
direitos humanos e meio ambiente. Segundo especialistas,
enquanto ambientalistas utilizam os direitos humanos
como plataforma para analisar efeitos negativos da
destruição ambiental na saúde,
grupos de direitos humanos começam a aceitar
que muitas injustiças cometidas contra a humanidade
são, na essência, ambientais.
Assim, doenças como diarréia
e afecções respiratórias, principais
causas de morte entre os mais pobres do mundo segundo
a Organização
Mundial da Saúde, podem ser prevenidas
se houver um meio ambiente seguro e sadio, incluindo,
nesse caso, água limpa e adequada infra-estrutura
sanitária. Em novembro de 2002, o Comitê
Econômico, Social e Cultural das Nações
Unidas declarou o acesso á água
com um direito humano, citando-o como requisito indispensável
para o cumprimento de outros direitos. Em março
de 2003 aconteceu o Terceiro
Fórum Mundial da Água, em Kyoto,
no Japão, onde mais de 24 mil pessoas discutiram
ações necessárias para solucionar
os desafios globais deste recurso.
O direito à informação
deu lugar à iniciativa denominada Direito
Internacional de Acesso à Informação,
um esforço que busca que empresas com sede
nos Estados Unidos ou que tenham participação
na bolsa de valores norte-americana, junto com suas
subsidiárias estrangeiras e contratistas principais,
ofereçam informação sobre suas
operações no exterior. Desta forma tenta-se
tornar partícipes as comunidades envolvidas
nos padrões ambientais, trabalhistas e de direitos
humanos que estas empresas seguem em seu país
e evitar futuros abusos nessa área.
O site do Movimento dos Povos
para a Educação
em Direitos Humanos lista tratados e leis internacionais
que relacionam os direitos humanos e o meio ambiente.
O site do Projeto
de Meio Ambiente e Direitos Humanos tem uma base
de dados com recursos informativos sobre direitos
humanos e proteção do meio ambiente.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
(Espanhol)
Movimento
dos Povos para a Educação em Direitos
Humanos (Espanhol)
Comitê
Econômico, Social e Cultural das Nações
Unidas (Inglês)
Terceiro
Fórum Mundial da Água (Inglês)
Integrando
Direitos Humanos e Meio Ambiente nas Nações
Unidas (Inglês)
Declaração
de Estocolmo (Inglês)
Conferência
do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(Inglês)
Associação
Americana para o Progresso da Ciência (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Espanhol)
Conferência
Especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, Unep-OHCHR,
Genebra 2002 (Inglês)
Direito Internacional
de Acesso à Informação (IRTK)
(Inglês)
Projeto
de Meio Ambiente e Direitos Humanos (Inglês)
Declaração
Universal dos Direitos Humanos (Português)
Sociedade
da Informação
A Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação começará
no dia 10 de dezembro, em Genebra, Suíça. Cerca de
oito mil pessoas vão deliberar sobre como reduzir
a brecha digital e o desnível de conhecimentos, principais
obstáculos no caminho para o desenvolvimento sustentável
na nova economia. Nesta seção sugerimos vários sites
da Internet com informação sobre o assunto.
Os objetivos primordiais da Cúpula são, entre outros,
a conexão de todas as cidades, instituições educacionais,
centros de saúde, hospitais e organismos estatais
locais e centrais até 2015. Entre os participantes
da Cúpula estarão mais de 50 chefes de Estado, além
de aproximadamente oito mil representantes de governos,
organizações internacionais, sociedade civil, setor
privado e meios de comunicação. Na primeira
fase do encontro, em Genebra, será adotada uma
Declaração
de Princípios e um Plano de Ação. A segunda fase,
em 2005, em Túnis, girará em torno de temas relacionados
com o desenvolvimento e também serão avaliados os
progressos obtidos.
O
Informe do Conselho Econômico e Social da Assembléia
das Nações Unidas de 2000 assinala que a revolução
das tecnologias da informação e das comunicações oferecem
novas e amplas oportunidades de crescimento econômico
e desenvolvimento social, mas também apresentam desafios
e riscos. Segundo o Informe, pode-se configurar uma
grande variedade de aplicações para o desenvolvimento,
como comércio eletrônico e acesso aos mercados financeiros,
criação de empregos, aumento da produtividade agrícola
e industrial e potencialização de setores como educação
a distância e telemedicina, além de ordenação e vigilância
do meio ambiente.
Por exemplo, avanços
na tecnología das comunicações permitem que pessoal
não-médico em áreas rurais utilize equipamentos que
enviam sinais vitais de pacientes para serem avaliados
imediatamente por especialistas. Desta forma pode-se
ampliar o alcance dos serviços de saúde. Porém, o
Informe destaca que a maioria da população mundial
ainda vive na pobreza e continua sem os benefícios
da revolução das tecnologias da informação e das comunicações.
Nos países industrializados, diz o documento Sustentabilidade
à Velocidade da Luz, dos oito bilhões de microprocessadores
produzidos em 2000, apenas 2% foram destinados a computadores
e estima-se em dez mil o número de mecanismos telemétricos
por pessoa até 2010. A maioria das pessoas vive cotidianamente
próxima da tecnologia em seus automóveis, brinquedos,
telefones celulares e até sapatos esportivos, diz
o estudo.
Denominada por alguns como a “segunda revolução industrial”,
a revolução da tecnologia da informação e das comunicações
pode expandir-se rapidamente e chegar a cada indivíduo
em partícular. Especialistas
temem que esta velocidade impeça prever implicações
para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
Entre as propostas para antecipar-se à expansão desta
nova economia está a Iniciativa
para Oportunidades Digitais, uma associação pública-privada
entre a empresa Accenture,
a Fundação
Markle e o Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Lançada
na Cúpula do G-8 de Okinawa, em 2000, esta iniciativa
visa a identificar os papéis das tecnologias da informação
e das comunicações na promoção do desenvolvimento
econômico sustentável e na melhoria da eqüidade social.
Entre os casos de estudo figuram Brasil
e Costa
Rica como exemplos latino-americanos de acertadas
estratégias de governo para inserir-se na economia
do futuro.
O site da Inter
Press Service oferece notícias e links relacionados
com meios de comunicação e tecnologias da comunicação,
que serão objeto de análise na Cúpula.
Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação (Espanhol)
Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação (Português)
Informe
do Conselho Econômico e Social da Assembléia das Nações
Unidas de 2000 (Espanhol)
Telemedic
Systems (Inglês)
Declaração
do Milênio das Nações Unidas (Inglês)
Sociedade
da Informação - IPS (Espanhol)
Observatório
da Sociedade da Informação - Unesco (Português)
Sustentabilidade
à Velocidade da Luz: Oportunidades e desafios para
sociedade do amanhã (Inglês)
Iniciativa
para Oportunidades Digitais (Inglês)
Fórum de ministros
de meio ambiente
Ministros de meio ambiente da
América Latina e do Caribe se reuniram de 20
a 25 de novembro no Panamá, para examinar a
agenda de desenvolvimento sustentável da região.
Nesta seção sugerimos vários
sites da Internet com informação sobre
o assunto.
A XIV
Reunião do Fórum de Ministros de Meio
Ambiente da América Latina e do Caribe
debateu a estratégia para implementar a Iniciativa
Latino-Americana e Caribenha para o Desenvolvimento
Sustentável (Ilac). Desde 1982, os ministros
da região se reúnem periodicamente,
convocados pelo Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma).
Porém, foi em 1995
que começou o processo de incorporação
dos temas da agenda ambiental internacional, durante
a IX
Reunião realizada em Havana, Cuba. Preparado
o terreno, o Fórum de Ministros de Meio Ambiente
da América Latina e do Caribe se consolidou
durante a
X Reunião realizada em Buenos Aires, Argentina,
em 1996.
Entre as linhas
temáticas do Fórum estão:
contexto institucional, políticas e instrumentos
para gestão ambiental, manejo integrado de
bacias, diversidade biológica e áreas
protegidas, e mudança climática e suas
repercussões para a região. O fórum
conta com um Comitê Técnico Interagencial
(CTI) formado pelo Banco
Mundial (BM), Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe
(Cepal), Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID). Estes
organismos oferecem assistência e apoio na identificação
de fontes de financiamento.
Como complemento, o Comitê
Intersessional é o órgão
encarregado de dar continuidade às decisões
tomadas nas reuniões ministeriais do Fórum
e de apresentar e promover os interesses da região
nas diversas instâncias do sistema internacional.
Segundo o Pnuma, um dos êxitos do Fórum
ministerial foi a apresentação
da Iniciativa Latino-Americana e Caribenha para o
Desenvolvimento Sustentável (Ilac) na Cúpula
de Desenvolvimento Sustentável, Rio+Dez,
realizada em Johannesburgo, África do Sul,
em 2002. A Ilac foi
explicitamente incluída no Plano de Implementação
de Johannesburgo.
Segundo este organismo,
o primeiro informe regional do Pnuma sobre as perspectivas
do meio ambiente, Informe
GEO América Latina e Caribe: Perspectivas do
Meio Ambiente 2000, assinala que embora a preocupação
com o meio ambiente tenha aumentado sensivelmente,
este continua sendo um tema secundário nas
agendas de economia e desenvolvimento. As mudanças
realizadas não conseguiram melhorar substancialmente
a situação ambiental ou reduzir a avanço
da degradação.
O número de pobres
continua aumentando, bem como a desigualdade entre
e dentro dos países, segundo o estudo. Observa-se,
ao mesmo tempo, um padrão de consumo excessivo
por parte de uma minoria, que contrasta notavelmente
com a pobreza da maioria. Fome e pobreza aparecem
como temas prioritários nos fóruns internacionais
às custas do tema ambiental. O site do Ministério
de Meio Ambiente da Argentina oferece um guia
sobre convênios, conferências e declarações
internacionais em matéria ambiental.
Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
- Pnuma (Espanhol)
Corporação
Andina de Fomento - CAF / Programa Latino-Americano
do Carbono - Plac (Espanhol)
Políticas
para a Gestão Ambiental e Social das Operações
da CAF (Espanhol)
Banco
Interamericano de Desenvolvimento - BID (Espanhol)
Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
Pnud (Espanhol)
Cúpula
Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável,
Johannesburgo, África do Sul 2002 (Espanhol)
Especial
do Terramérica: Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimento Sustentável
Informe
GEO América Latina e Caribe: Perspectivas do
Meio Ambiente 2000 (Espanhol)
Ministério
do Meio Ambiente da Argentina (Espanhol)
Ministério
do Meio Ambiente do Brasil - XIII Reunião do
Foro de Ministros de Meio Ambiente da América
Latina e Caribe (Português)
Agência
Envolverde/ Terramérica - Especial Rio+10 (Português)
Área de Livre Comércio das Américas
Em meio a um aperta e afrouxa
entre Brasil e Estados Unidos, acontecerá,
nos dias 20 e 21 de novembro, a VIII Reunião
Ministerial da Área
de Livre Comércio das Américas (Alca),
na cidade norte-americana de Miami. Diversos grupos
sociais no continente, entre eles ambientalistas,
são contrários ao acordo. Trinta
e quatro países de todo o continente americano
estarão representados no encontro, que busca
aplainar o caminho para o livre fluxo de mercadorias
e serviços na região a partir de 2005.
Segundo informações
da imprensa, os Estados Unidos buscam um acordo
“amplo” com regras regionais que incluam
a proteção dos direitos de autor e marca,
os investimentos e as compras governamentais, além
da redução das tarifas alfandegárias
na região. Entretanto, o Brasil, maior mercado
da América Latina, propõe um pacto destinado
principalmente a reduzir as barreiras de acesso aos
mercados. O Brasil acusa os Estados Unidos de reduzir
o volume das exportações brasileiras
através de milionários subsídios
a agricultores norte-americanos. O governo de Washington,
junto com Japão e Europa, negam-se a tratar
desse assunto fora das negociações da
Organização
Mundial do Comércio.
Eliminar progressivamente as
barreiras ao comércio e ao investimento na
região é o objetivo da Alca, iniciativa
surgida após a Cúpula das Américas
de 1994. Assim, deixou-se de lado a tradicional política
de ajuda creditícia norte-americana para com
o Sul, substituída pela idéia de uma
zona de livre comércio no hemisfério.
As áreas de negociação da Alca
compreendem acesso a mercados, investimentos, serviços,
compras do setor público, solução
de controvérsias, agricultura, direitos de
propriedade intelectual, subsídios, antidumping
e direitos compensatórios, e política
de competição.
O chamado Comitê Tripartite,
formado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), Organização dos Estados Americanos
(OEA) e a Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe das Nações Unidas
(Cepal), fornece
apoio analítico, técnico e financeiro
ao processo da Alca. As instituições
individuais desse comitê também prestam
assistência técnica em temas relacionados
com a Alca, especialmente às economias menores
do continente.
Há quem olhe o acordo
com ceticismo. Um
estudo do canadense International
Development Research Centre assinala que a Alca
é considerada um meio para fortalecer a posição
negociadora dos Estados Unidos diante da União
Européia e dos países do sudeste asiático.
Na visão norte-americana - afirma o estudo
- a Alca é o único processo de integração
regional que permite acelerar a globalização
dos países latino-americanos dentro de um esquema
em que os Estados Unidos são o centro das decisões
e o restante do hemisfério é periférico.
Segundo a não-governamental
Friends
of the Earth, as implicações da
adoção da Alca seriam negativas para
o meio ambiente. O acordo sobre os serviços,
que incluiriam desde a indústria petrolífera
até a turística, dificultariam aos governos
limitar os investimentos, bem como regular a proteção
ambiental. O ambientalista Movimento
Mundial pelas Florestas Tropicais assinala que
é provável um aumento na pressão
para converter florestas nativas em plantações
ou áreas agrícolas se a Alca subordinar
a integridade dos ecossistemas das Américas
aos objetivos da liberalização do comércio
e do investimento.
Grupos, como o comunitário
Coalizão
de Trabalhadores de Immokialee , com sede no estado
norte-americano da Flórida, temem que se repita
a experiência do Tratado
de Livre comércio da América do Norte
(Nafta), que entrou em vigor em 1994 e reúne
Estados Unidos, Canadá e México. Depois
de sua adoção, dizem os grupos, o mercado
mexicano foi invadido por milho norte-americano, o
que provocou a queda de preço e perdas para
os pequenos agricultores. Entretanto, defensores do
Tratado assinalam o fato de que a balança comercial
do México com relação ao seu
vizinho do Norte apresenta excedentes atualmente.
Na América Latina são
três os principais processos de integração
comercial: o Mercado
Comum do Sul (Mercosul), o Mercado
Comum Centro-Americano (MCC) e a Comunidade
Andina (CA). México e Chile não
são membros de nenhuma dessas organizações
regionais. Para o final de dezembro deste ano, o Mercosul
e a Comunidade Andina buscarão celebrar o chamado
Acordo
de Complementação Econômica.
Sua finalidade é desagravar as taxas alfandegárias
e a eliminação de restrições
que afetem o comércio a fim de conseguir a
expansão e a diversificação das
atividades de intercâmbio
Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta) - Perguntas e Respostas (Espanhol)
Friends
of the Earth - Impactos Ambientais da Alca nos Serviços
(Inglês)
Alca
- Banco Interamericano de Desenvolvimento (Espanhol)
Alca -
Organização dos Estados Americanos
(Espanhol)
Alca - Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe
das Nações Unidas
Alca Abaixo
(Espanhol)
Coalizão
de Trabalhadores de Immokalee (Inglês)
Área
de Livre Comércio das Américas (Alca)
(Espanhol-Inglês)
Países
da Alca (Espanhol)
Quinta
Conferência Ministerial da Organização
Mundial do Comércio
International Development
Research Centre
Mercado
Comum Centro-Americano
As
negociações da Alca entre os atores
principais: Estados Unidos e o Mercosul (Espanhol)
Estudos:
Mercosul - Alca
Informação
Mercosul (Espanhol)
Membros
do Mercosul (Espanhol)
União
Européia e sua relação com a
América Latina (inglês)
Acordo
de Complementação Econômica celebrado
entre a Comunidade Andina e o Mercado Comum do Sul
(Mercosul)
Membros
da Comunidade Andina
GEO
Andino 2003 Perspectivas do Meio Ambiente - Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Secretaria Geral da Comunidade Andina e do
Centro de Pesquisa da Universidade do Pacífico.
A
Alca e seus Impactos sobre as Florestas - Movimento
Mundial pelas Florestas (Espanhol)
Empresas petrolíferas
estrangeiras
Trinta mil indígenas da
selva equatoriana conseguiram colocar no banco dos
réus os acusados da empresa petrolífera
norte-americana Chevron-Texaco, responsabilizada por
danos ambientais. O julgamento, sem precedentes, começou
dia 12 de outubro no Equador. Nesta seção
recomendamos alguns sites para saber mais sobre empresas
petrolíferas estrangeiras.
Um relatório de avaliação
contratado pela parte acusadora foi apresentado no
final de outubro. A norte-americana Global
Environmental Operations, encarregada do estudo,
estimou em US$ 6 bilhões o custo da limpeza
de rios e águas subterrâneas da selva
amazônica equatoriana, afetados por operações
da Chevron-Texaco. A multinacional, por sua vez, nega
ser responsável por algum impacto ecológico
no país andino e afirma manter políticas
de segurança ambiental.
Em sua página na Internet,
a empresa petrolífera e petroquímica
British Petroleum, uma das maiores em nível
mundial, diz que a atividade hidrocarbonífera
pode causar impactos
no meio ambiente, como alterações
em hábitat, contaminação, introdução
de espécies não endêmicas, uso
não sustentável do recurso e contribuição
para a alteração do clima. A presença
de multinacionais do petróleo na América
Latina data de 1950, quando começou um
acelerado consumo de hidrocarbonos na região.
Entre 1950 e início da
década de 70, grandes empresas petrolíferas
denominadas “As
Sete Irmãs” (Exxon, Gulf, Texaco,
Mobil, Standard Oil da Califórnia, British
Petroleum e Royal Dutch Shell), chegaram a controlar
mais de 98% da produção de petróleo
em territórios de nações que
posteriormente formaram a Organização
de Países Exportadores de Petróleo
(Opep). Através de suas filiais, estas companhias
tiveram o direito exclusivo sobre a exploração
inicial e, seguindo todo o processo, a comercialização
final de hidrocarbonos em nível mundial.
Artigos
análiticos disponíveis na Internet
assinalam que atualmente os países da Opep
controlam pouco mais de 40% da oferta mundial de petróleo.
E que através de recentes aquisições
e fusões (como a da British
Petroleum Amoco e Arco ou da Exxon-Mobil) as maiores
multinacionais privadas ocidentais passarão
do controle de mais de 10% do petróleo mundial
em 1997 ao domínio de 20% a 25% do recurso
em 2004. Segundo um relatório da Organização
Latino-Americana de Energia (Olade), durante 2001
o aumento da produção de petróleo
em nível mundial foi 50% menor do que no ano
anterior, devido aos cortes realizados por alguns
países exportadores.
Quanto ao consumo mundial de
petróleo, o estudo indica que 2001 foi o primeiro
ano desde 1993 em que se observou um crescimento negativo.
Na América do Norte, devido à recessão
dos Estados Unidos e como conseqüência
dos ataques de 11 de setembro de 2001, o consumo de
petróleo caiu, 15 milhões de barris,
pela primeira vez desde.
Outro
relatório de energia no mundo indica que
em 2002 a Arábia Saudita foi o maior produtor
de petróleo, seguida da Federação
Russa e dos Estados Unidos. No âmbito latino-americano,
o México foi o maior produtor, seguido de perto
pela Venezuela. Vários sites da Internet facilitam
o acompanhamento do desenvolvimento da indústria
do petróleo. O site do Departamento
de Energia dos Estados Unidos permite fazer uma
revisão diária de preços e níveis
de produção por país.
Global
Environmental Operations, Inc. (Inglés)
Chevron-Texaco
(Inglês)
Geopolítica
do Petróleo na América Latina (Espanhol)
Organização
de Países Exportadores de Petróleo -
Opep (Inglês)
British Petroleum, Amoco
e Arco (Inglês)
Impactos
Ambientais da Exploração Petrolífera
(Inglês)
British
Petroleum - Retrospecto Estatístico da Energia
Mundial - Junho, 2003 (Inglês)
Departamento
de Energia dos Estados Unidos (Inglês)
Empresas
Petrolíferas - Equador (Espanhol)
Latin
Petroleum Analytics (Inglês)
Reservas
de Petróleo por Regiões (Inglês)
Ano Internacional do
Arroz
Na busca por atender problemas
como a fome e a desnutrição, entre outros,
no dia 31 de outubro a Assembléia Geral das
Nações
Unidas declarou 2004 como o Ano
Internacional do Arroz. Setenta por cento dos
1,3 bilhão de pobres no mundo vivem na Ásia,
e para eles o arroz é o principal
alimento.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), é
urgente a necessidade de aumentar a oferta de arroz,
devido à crescente demanda por parte de uma
população de renda muito limitada cujo
número aumenta exponencialmente.
Um estudo do International
Rice Research Institute (IRRI) assinala que o
cidadão médio em países como
Bangladesh, Vietnã e Myanmar, consome entre
150 e 200 quilos de arroz por ano, o que representa
dois terços ou mais das calorias consumidas
e cerca de 60% do consumo diário de proteína.
“Para os mais pobres, o arroz é um luxo”,
diz o estudo.
Entre as características
deste cereal se destacam seu baixo nível de
sódio e colesterol zero. O arroz também
é fonte importante de vitaminas (tiamina, riboflavina
e niacina) e minerais (fósforo, ferro e potássio)
e de maneira mais limitada de proteínas (contém
os oito aminoácidos essenciais para o corpo
humano). A isso deve-se somar seu baixo custo e versatilidade
para o cultivo.
Em nível mundial foram produzidos
mais de 585 milhões de toneladas métricas
em 2002, 84% em países asiáticos. Os
maiores consumidores
encontram-se na Ásia (91%), América
Latina (3,7%) e África (3,44%). A expectativa
de que uma demanda maior de arroz exceda sua produção
levou organismos como a FAO a apoiar o desenvolvimento
e implementação do denominado arroz
híbrido (resultado da combinação
de duas espécies). Descobertas em 1974 por
cientistas chineses, as variedades híbridas
produzem atualmente de 15% a 20% mais do que o obtido
com outras variedades de arroz.
Junto com a pobreza aparece a desnutrição.
Segundo dados da não-governamental Bread
for the World Institute, existem 840 milhões
de pessoas desnutridas no mundo. Delas, mais de 95%
estão em países em desenvolvimento e
mais de 153 milhões são menores de cinco
anos. Calcula-se em seis milhões as crianças
menores de cinco anos que morrem de fome a cada ano.
Enquanto estima-se que terra,
água e mão-de-obra, em conjunto, estão
diminuindo em países produtores de arroz, há
quem apresente outro tipo de questionamentos
em torno do debate sobre a fome no mundo.
Entre outros, a Organização
Mundial da Saúde assinala que “a
fome é conseqüência da má
distribuição e da iniqüidade, não
da falta de alimento”.
Nações
Unidas (Espanhol)
Ano
Internacional do Arroz (Espanhol, Inglês)
Arroz
- Alimento fundamental dos pobres (Inglês)
Organização
da Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO) (Espanhol,
Inglês)
Arroz,
Perguntas e Respostas (Inglês)
International Rice
Research Institute (IRRI) (Inglês)
Produção
de Arroz 2002
Arroz
Híbrido (Espanhol)
Bread
for the World Institute (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Inglês, Espanhol)
Hunger
Web (Inglês)
Mercado
Mundial do Arroz (Espanhol)
O
Arroz na Alimentação (Espanhol)
Arroz
Híbrido para Contribuir com a Segurança
Alimentar (Espanhol)
Embrapa
- Pesquisa: A Cultura do Arroz (Português)
Viver
no Campo - A história do arroz (Português)
Criar
e Plantar - Arroz (Português)
O transporte verde
O maior evento ambiental automobilístico
do mundo, o Challenge Bibendum, trouxe à luz
os últimos avanços tecnológicos
no campo dos chamados “carros verdes”,
que buscam conciliar mobilidade e harmonia com o meio
ambiente.
Convocou-se nesta quinta edição
diversos fabricantes
de automóveis, caminhões e ônibus
que trabalham com energias
alternativas à gasolina e contam com baixos
níveis de emissões. Neste evento, organizado
pelo Grupo Michelin,
fabricante de pneus, os participantes competem por
prêmios nas categorias de nível de emissões,
ruído, desempenho, segurança e projeto,
sendo submetidos a uma série de provas
por uma equipe técnica.
De acordo com um estudo do Conselho
Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
(WBCSD), o crescimento da população
(que passará de 8,11 bilhões de pessoas
até 2030) e a crescente urbanização
das cidades são dois dos fatores que aumentarão
dramaticamente a pressão sobre o ecossistema
mundial por causa das esperadas demandas no setor
de transporte.
A alta dependência de derivados
de petróleo, fonte não renovável
de energia, a contaminação do ar e seus
efeitos na saúde, e as emissões de gases
causadores do efeito
estufa constituem outros elementos de preocupação.
Nos Estados Unidos, o número de veículos
que utilizam alternativas à gasolina aumentou
de aproximadamente 455 mil em 2000 para mais de 518
mil em 2002. A Administração de Proteção
Ambiental (EPA) deste país conta com um guia
que lista os veículos menos poluentes e
de maior rendimento no uso de combustível.
Veículos com células
de combustível, híbridos (gasolina/elétrico)
e a diesel são algumas das iniciativas de diferentes
setores da indústria que buscam delinear o
futuro do transporte no mundo.
Algumas qualidades que definem
os veículos do futuro são o isolamento
térmico no teto e piso que permita diminuir
o uso do ar condicionado, rodas ultraleves que conservem
energia, e sistemas de duas camadas de circulação
de ar que melhoram a eficiência. Este é
o caso do híbrido (gasolina/elétrico)
Toyota
Prius 2004, ganhador do Challenge Bibendum.
História
do Challenge Bibendum (Inglês)
Participantes
do Challenge Bibendum (Inglês)
Resultados
das disputas do Challenge Bibendum (Inglês)
Provas
do Challenge Bibendum (Inglês)
Gupo Michelin
(Inglês)
Gupo Michelin
(Português)
Gases
de Efeito Estufa (Inglês)
Automóveis
com células de combustível (Espanhol)
Automóveis
com hidrogênio (Inglês)
Automóveis
elétricos (Inglês)
Motores
a diesel (Inglês)
Guia de
veículos menos poluentes e de maior rendimento
EPA (Inglês)
A
poluição do ar: como proteger-se
(Espanhol)
Número
estimado de veículos que utilizam energias
alternativas à gasolina nos Estados Unidos
2000-2002 (Inglês)
Fontes
de Informação - Eventos (Inglês)
Mobility
2001- Relatório da Situação do
Transporte no Mundo (Espanhol)
Conversão
de Veículos - Departamento de Energia dos Estados
Unidos (Inglês)
Veículos
Híbridos - Perguntas e Respostas (Inglês)
Energias
Alternativas - Conceito (Inglês)
Toyota
Prius 2004 - Uso Eficiente da Energia (Inglês)
Temporada
de caça
Trinta e seis baleias mortas
é o saldo da temporada de caça da Islândia,
encerrada na primeira semana de outubro, segundo o
Fundo Internacional
para o Bem-Estar Animal (IFAW). Ao reiniciar as
capturas depois de uma moratória de 14 anos,
este país europeu desferiu um golpe baixo nos
esforços conservacionistas de cetáceos
e possivelmente em sua própria economia. Apesar
de sua recente re-adesão, em 2002, à
Comissão
Baleeira Internacional (IWC), criada em 1946 para
regular o desenvolvimento da indústria baleeira,
a Islândia decidiu retomar a caça de
baleias Rorcual Aliblanco, em agosto de 2003.
Assim, o país fez uso
de uma exceção da Comissão que
permite a caça de certas espécies de
cetáceos com fins científicos, método
criticado por ambientalistas. O reinício da
caça pode ser contraproducente para a Islândia,
onde está no auge a observação
de baleias. Segundo o IFAW, 40% dos que visitam
esse país participam de observações
de baleias, setor turístico de maior crescimento,
estimando-se que gere em torno de US$ 8 milhões
ao ano.
Foi no século XI, com
os bascos, que teve início a caça comercial
de baleias. Durante o século XX foram incorporados
métodos mais técnicos de caça
que começaram a dizimar as populações
de cetáceos.
O IFAW estima que a Noruega e
o Japão caçam mais de 1,3 mil baleias
por ano. Atualmente, conta-se com cotas de caça
por espécie de baleias e por hábitat,
estabelecendo-se os chamados santuários,
áreas de refúgio onde comumente as baleias
alimentam-se ou se reproduzem. Além da caça
comercial existe a caça por parte de comunidades
aborígines. Se reconhece o papel do uso de
subprodutos de baleias, como carne e óleo,
em tradições e laços comunitários.
Entretanto, estas cotas são concedidas desde
que os povos consumam localmente os produtos e demonstrem
que dependem deles para sua subsistência.
Embora a caça comercial
tenha se convertido em um perigo para a sobrevivência
de cetáceos, não é o único.
A alteração climática, a redução
da camada de ozônio, a contaminação
tóxica e acústica, bem como colisões
com embarcações representam outras ameaças
para esses colossos do mar. Em busca de soluções,
em junho deste ano os membros do IWC aprovaram a chamada
Iniciativa
Berlim, que busca a criação de um
comitê de conservação que organize
os esforços de proteção de todas
as espécies de baleias e golfinhos, grandes
e pequenos.
Eventualmente, uma mescla de
proteção e alternativas econômicas
mais vantajosas do que a caça comercial possam
ser a fórmula para não se perder os
cantos de amor marinho destes inteligentes e majestosos
seres.
The
International Whaling Commission IWC (Inglês)
Sociedade Espanhola
de Cetáceos (Espanhol)
Rorcual
Aliblanco - Características (Espanhol)
Centre for Marine
Mammals Research Leviathan Chile (Espanhol)
Antecedentes
Históricos da Caça da Baleia (Espanhol)
Alternativas
à caça de baleias (Espanhol)
Santuários
de Baleias IWC (Inglês)
Ameaças
para os Cetáceos (Espanhol)
Iniciativa
Berlin (Espanhol)
Canto
de Baleias (Inglês)
Informação
Baleias (Espanhol)
Institute
for Cetacean Resarch Japón (Inglês)
Convenção
sobre el Comercio Internacional de Espécies
Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres CITES
(Espanhol)
Protocolo de Kyoto
O Protocolo de Kyoto sofreu um
revés que pode lhe custar a vida: o presidente
russo, Vladimir Putin, expressou, no dia 29 de setembro,
a indecisão de seu país sobre a ratificação
deste acordo internacional, que tenta controlar as
emissões de gases causadores do efeito estufa.
A adesão da Rússia sozinha, que foi
sede da mais recente Conferência
sobre Mudança Climática das Nações
Unidas, é suficiente para que o Protocolo
entre em vigor.
Estabelecido em 1997, o Protocolo de Kyoto é
um tratado internacional cujo objetivo principal é
conseguir que, entre 2008 e 2012, os países
desenvolvidos reduzam em 5% suas emissões de
gases causadores do efeito estufa em relação
ao nível de emissões de 1990. Se um
país falhar no cumprimento do Protocolo, poderia
ser forçado a reduzir sua produção
industrial. Embora em seu início o Protocolo
não fosse específico, a partir das reuniões
negociadoras do Marrocos, no final de 2001, foram
definidos cinco pontos principais: compromissos legalmente
vinculados para países desenvolvidos, métodos
de implementação do Protocolo diferentes
da redução de emissões (implementação
conjunta), minimização de impactos em
países em desenvolvimento (incluindo assistência
para diversificar suas economias), relatórios
e revisões por uma equipe de especialistas,
e cumprimento avaliado por um comitê.
Como complemento da Convenção Marco
das Nações Unidas, primeira reunião
para tratar da mudança do clima, em 1992, o
Protocolo busca responder às preocupações
crescentes de que gases emitidos por atividades humanas,
particularmente dióxido de carbono, podem aumentar
o efeito estufa e contribuir para variações
climáticas, que ocasionariam o aquecimento
da temperatura mundial. Prevê-se ondas de calor,
inundações e secas, caso haja aumento
entre 1 e 3,5 graus centígrados da temperatura
global média da superfície terrestre
até 2100, com assinala o Painel
Intergovernamental sobre Mudança Climática
(IPCC), criado em 1988 e encarregado de alimentar
o Protocolo com informação científica.
O Protocolo de Kyoto entraria em vigor depois de ratificado
por 55 países, incluindo aqueles responsáveis
por 55% das emissões globais de gases causadores
do efeito estufa. Embora até 29 de setembro
de 2003
84 países tenham firmado e 119 ratificado o
Protocolo, a negativa dos Estados Unidos, responsáveis
por 25% das emissões desses gases, fez com
que o poder de ratificação recaísse
sobre a Rússia. Os custos que implicariam conseguir
uma redução do nível de emissões
e a incerteza sobre a precisão dos argumentos
científicos que as vinculam ao aquecimento
global são os pilares da negativa de Washington
para ratificar o protocolo.
Estudos científicos questionam os resultados
apresentados pelo IPCC ao afirmar que o aquecimento
global pode ser resultado de uma evolução
natural do meio ambiente e reduzem a importância
da emissão de gases, como o CO2. A meta do
governo de Putin, de duplicar a produção
bruta do país no prazo de dez anos, provocaria
tal aumento de emissões de gases que seria
necessário um custoso investimento nas indústrias
para cumprir as metas do Protocolo. Sem a Rússia,
o futuro do Protocolo está em xeque.
Texto
do Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Resumo
Executivo IPCC (Inglês)
Para
compreender a Mudança Climática: Guia
elementar da Convenção Marco das Nações
Unidas e o Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Agência
de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
(EPA) (Inglês)
Organização
Meteorológica Mundial - WMO (Inglês)
Harvard-Smithsonian
Center for Astrophysics (Inglês)
XI
Congresso Florestal Mundial (Inglês e Francês)
Ministério
da Ciência e Tecnologia - Protocolo de Quioto
(Português, Inglês, Espanhol, Francês)
Fórum
Brasileiro sobre Mudanças Climáticas
- Protocolo de Kyioto (Português)
Clonagem humana
O Painel
Interacadêmico, que reúne 60 organizações
científicas internacionais, pediu a todos os
países do mundo que proíbam as experiências
sobre clonagem humana. O pedido expressa a visão
de um amplo setor da comunidade científica
que considera que o processo de clonagem, até
agora realizado em animais, deteriora mecanismos genéticos
e impede um adequado desenvolvimento. Muitos dos exemplares
de mamíferos clonados poderiam morrer antes
de chegar a uma idade adulta, seja por “erros
genéticos” ou deficiências em seu
desenvolvimento embrionário.
Esta circunstância torna
inviáveis as técnicas que buscam copiar
seres humanos por meio da clonagem, afirma o Painel.
A ovelha Dolly, primeiro animal clonado no mundo,
converteu-se, em abril deste ano, em uma peça
do Museu
Real da Escócia, em Edimburgo, dois meses
depois de ter sido sacrificada porque sofria de uma
doença pulmonar progressiva. Várias
nações foram capazes de clonar mamíferos.
Em 2001, o Brasil converteu-se no primeiro país
em desenvolvimento a conseguir a clonagem de um animal
vivo, após o nascimento da bezerra Vitória,
em uma experiência feita pela Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa,
que acaba de clonar outra bezerra a partir de células
de uma vaca adulta já morta: no dia 4 de setembro
veio à luz “Lenda”.
Entretanto, o Painel Interacadêmico
não se opõe ao uso de técnicas
de clonagem para fins de pesquisa ou científicos.
Sem consenso global na matéria, o exemplo de
células embrionárias, ou células-mãe,
com fins terapêuticos foi impondo-se em diversos
países. Estas células têm a capacidade
de criar qualquer tipo de tecido do corpo. Pesquisadores
do Instituto Roslin,
perto de Edimburgo, na Escócia, planejam fazer
experiências com células-mãe especiais,
extraídas de embriões desprezados pelos
casais que fazem tratamentos de inseminação
artificial.
Carlos Alberto Redi, da Universidade
de Pavía, que participou da clonagem do
primeiro rato, também defende o uso de células-mãe,
bem como a clonagem de roedores. Os ratos são
os mamíferos mais estudados nos laboratórios
de todo o mundo, sabe-se mais sobre eles do que sobre
as ovelhas ou vacas, argumenta. O Comitê
Internacional de Bioética da Unesco deixa
a cada país a decisão de autorizar ou
proibir os estudos em células embrionárias.
As conclusões do Painel
Interacadêmico foram precedidas por um recente
estudo científico publicado na revista Science,
segundo o qual talvez nunca venha a ser possível
copiar seres humanos por meio da clonagem. Um grande
alvoroço foi provocado em dezembro de 2002
pela Clonaid,
empresa ligada à seita religiosa dos raelianos,
que anunciou o nascimento do primeiro bebê clonado,
e garantiu que este ano virão ao mundo pelo
menos outros quatro clones humanos. A informação
não foi confirmada.
Painel
Interacadêmico (inglês)
Universidade de Pavia
(italiano)
Comitê
Internacional de Bioética da Unesco
Clonaid
(inglês, francês, espanhol, português,
italiano, alemão)
Embrapa
(português)
Museu
Real da Escócia (inglês)
Instituto Roslin
(inglês)
Instituto
de Pesquisas Jurídicas da Unam (espanhol)
La
Facu.com (espanhol)
Protocolo de Cartagena
Em 11 de setembro entrou em vigor
o Protocolo
de Cartagena, o primeiro acordo internacional
que rege a transferência, manejo e uso de organismos
vivos modificados por meio da biotecnologia moderna.
Espera-se que o tratado fomente o uso seguro de transgênicos,
tema que causa uma acesa polêmica global, liderada
pelos Estados Unidos e pela Europa. Adotado em 2000
pelos membros da Convenção
sobre Diversidade Biológica, o tratado
busca um comércio internacional de transgênicos
mais transparente, através de medidas de segurança
de acordo com as necessidades de consumidores, indústrias
e, em particular, do meio ambiente.
O objetivo é descartar
potenciais conflitos entre as leis de comércio
e o regime de biossegurança global, segundo
explica um guia sobre o protocolo oferecido pela União
Mundial para a Natureza (UICN).
O processo de conciliar interesses legítimos
do comércio, a biossegurança e outros
não tem sido fácil. Existe uma árdua
disputa entre os que vêem na biotecnologia o
caminho para a segurança alimentar e os que
alegam razões éticas, ambientais, sociais
e de saúde para tentar pôr um limite
à biotecnologia moderna.
A Organização das
Nações Unidas para a Alimentação
e a Agricultura (FAO)
anunciou, em março de 2000, a Declaração
sobre Biotecnologia, onde afirma que esta ciência
oferece instrumentos poderosos para o desenvolvimento
sustentável da agricultura, pesca, atividade
florestal, bem como das indústrias alimentícias.
A Rede de Cooperação Técnica
em Biotecnologia Vegetal (REDBIO),
da FAO, composta por 570 laboratórios em 32
países, defende a manutenção
e reforço da pesquisa em biotecnologia, incluindo
os cultivos transgênicos, em lugar de fixar
normas de biossegurança necessárias
para evitar danos à saúde e ao meio
ambiente.
Entretanto, grupos ambientalistas,
como o Greenpeace
consideram que a riqueza biológica dos cultivos
tradicionais é uma herança mundial ameaçada
pela contaminação genética. E
responsabilizam multinacionais da biotecnologia como
a Monsanto - o maior produtor de sementes do mundo
- de pressionarem governos de muitos países
para que descartem mecanismos de controle sobre os
transgênicos. Os Estados Unidos e a União
Européia (UE) protagonizaram a polêmica.
Em julho passado, o Parlamento
Europeu adotou uma lei que obriga os produtores de
alimentos geneticamente modificados a colocarem rótulo
em seus produtos para conhecimento do consumidor.
A medida deverá ser ratificada por cada um
dos Estados-membros da União Européia,
mas foi vista como o primeiro sinal de um possível
levantamento da proibição da comercialização
de transgênicos no bloco comunitário.
Os Estados Unidos e outros produtores de OGM, incluídos
latino-americanos como a Argentina, solicitaram junto
à Organização Mundial do Comércio
(OMC)
a suspensão da proibição da venda
desses alimentos no território da UE, imposta
em 1999.
Em junho de 2003, a República
de Palau, ilhas situadas no noroeste da Oceania, se
converteu no 50º Estado a ratificar o Protocolo
de Cartagena sobre Biossegurança, o que permitiu
sua entrada em vigor. A primeira reunião da
Conferência das Partes que ratificaram o Protocolo
acontecerá em Kuala Lumpur, na Malásia,
em fevereiro do próximo ano.
Protocolo
de Cartagena (espanhol)
Convenção
sobre Diversidade Biológica (espanhol)
UICN
(inglês)
FAO
(inglês)
REDBIO
(inglês)
Monsanto
(inglês)
OMC
(espanhol)
Greenpeace
México (espanhol)
Greenpeace
Brasil (português)
Dia Mundial do Ozônio
A comunidade científica
calcula que a camada de ozônio, que filtra os
raios ultravioletas do Sol, se recuperará na
primeira metade do século XXI. As pesquisas
mais recentes indicam uma melhora, embora apenas na
estratosfera superior. Os esforços para limitar
os gases que reduzem esse escudo protetor devem continuar,
e é nesse sentido que aponta o Dia Internacional
da Preservação da Camada de Ozônio,
celebrado no dia 16 de setembro.
Um relatório da União
Geofísica Norte-Americana (AGU, sigla em inglês)
diz que o esgotamento na estratosfera superior - a
camada de ozônio, entre 35 e 45 quilômetros
acima da terra - mantém um ritmo retardado
desde 1997. Os autores do estudo recomendaram, entretanto,
situar o fenômeno em sua justa perspectiva,
pois na estratosfera superior fica uma porcentagem
baixa de ozônio. O ozônio é um
agente contaminador prejudicial na atmosfera mais
baixa perto da Terra, mas na estratosfera protege
o planeta da radiação solar. O processo
de restauração desse escudo protetor
acontece em função do desaparecimento
progressivo na estratosfera dos clorofluorcarbonos
(CFCs) e outros gases.
O Protocolo de Montreal, assinado
em 16 de setembro de 1987, limita o uso das substâncias
que esgotam a camada de ozônio. Em 1985, foi
estabelecida a Convenção de Viena para
a proteção da camada de ozônio.
Desde que o mexicano Mario Molina e o norte-americano
F. Rowland alertaram sobre o papel dos CFCs na redução
do ozônio estratosférico, a preocupação
pelos efeitos prejudiciais das radiações
ultravioletas na saúde humana impulsionou a
realização da campanhas ecológicas
em todo o mundo. Por suas pesquisas no assunto, ambos
receberam o Prêmio Nobel de Química em
1995.
A revista Diálogo Ibero-Americano,
editada por diversas universidades, assinala que os
CFCs foram inventados em 1930, “quando se buscavam
substâncias não tóxicas para servirem
como refrigeradores em aplicações industriais”.
Décadas depois foram usados na fabricação
de plásticos e para limpar componentes eletrônicos.
Outras Substâncias Esgotadoras do Ozônio
(SAO), além dos CFCs, são brometo de
metilo, halon e tetracloreto de carbono.
No site da Ação
pelo Ozônio, o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que a luta
internacional para recuperar a camada de ozônio
é um exemplo positivo entre todas as campanhas
em favor do meio ambiente. Desde 1985, algumas pesquisas
revelaram a existência de um buraco na camada
de ozônio sobre a Antártida.
Recentemente, cientistas da Divisão
Antártida Australiana alertaram sobre o aumento
do buraco da camada de ozônio na Antártida
a uma velocidade que sugere que pode alcançar
tamanho recorde este ano. Em 2000, a Administração
Nacional do Espaço e da Aeronáutica
dos Estados Unidos (Nasa) informou que o buraco aumentou
até um tamanho recorde de 28,3 milhões
de quilômetros quadrados, três vezes mais
do que o território da Austrália ou
dos Estados Unidos, incluindo o Alasca. Em 2002, condições
anormalmente quentes produziram o buraco de menor
tamanho desde 1988.
As perguntas mais freqüentes
sobre a camada de ozônio e as conseqüências
de sua redução são respondidas
em alguns sites da Internet. O Escritório de
Meteorologia da Commonwealth mostra de maneira interativa
o grau de consciência na sociedade, o site da
Comissão do Ozônio da Costa Rica mostra
uma coleção de cartazes alusivos ao
tema.
Secretaria
do Ozônio, Unep (espanhol-inglês)
Convenção
de Viena (espanhol-inglês)
Protocolo
de Montreal (francês-espanhol-inglês)
IICA
(espanhol)
Revista
Diálogo Ibero-Americano (espanhol)
Comissão
do Ozônio de Costa Rica (espanhol)
Perguntas
freqüentes sobre el ozônio (francês-espanhol-inglês)
Programa
de Ação do Ozônio (inglês)
Nasa (inglês)
Laboratório
de Ozônio (português)
Projeto
de Tecnologia e Controle Ambiental (português)
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