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GUATEMALA: Protesto contra o TLC

GUATEMALA.- Agricultores e pecuaristas pedem ao governo da Guatemala que saia do tratado de livre comércio que cinco países da América Central negociam com os Estados Unidos.

“Os Estados Unidos dizem que querem competir com igualdade, mas falam em desagravar nossos produtos no prazo de dez a 15 anos e se negam a abrir o mercado ao nosso açúcar e café”, disse ao Terramérica o presidente da Associação de Plantadores de Arroz da Guatemala, Luiz Mazariegos.

Se este mês o acordo for assinado, mais de dois milhões de pessoas vinculadas ao setor “serão afetadas por uma competição desleal que nos levará à falência”, alertou o agricultor.

Uma frente de produtores de arroz e feijão e de pecuaristas “exige do governo que nos exclua do tratado porque, do contrário, haverá milhares de desempregados”, acrescentou.

O vice-ministro da Economia, Guido Rodas, advertiu que nenhum setor pode ser excluído, mas prometeu não assinar o acordo se este não beneficiar os agricultores guatemaltecos.

 
 

CUBA: Pica-pau muda de hábitos

HAVANA.- O pica-pau cubano (Colaptes fernandinae) já não perfura o tronco das árvores para fazer seu ninho, o que agrava o risco de extinção desta ave natural de Cuba, advertem pesquisadores.

Especialistas de Villa Clara, a 300 quilômetros de Havana, alertaram que essa mudança de hábitos reduz a descendência da espécie que habita em regiões de florestas do centro e ocidente da ilha. Mas ainda não conseguiram encontrar as causas.

A ave de 34 centímetros costuma perfurar com o bico e a língua o tronco de árvores enfermas ou mortas para fazer seus ninhos, que, após abandonados, são reutilizados em anos seguintes por outras aves.

Embora não faltem árvores com essas características, o pica-pau agora prefere invadir cavidades construídas por outras espécies, uma conduta incomum e preocupante para pesquisadores da Empresa Nacional de Proteção da Flora e Fauna.

 
 

NICARÁGUA: Campanha na televisão para proteger recursos

MANÁGUA.- O ministro de Recursos Naturais e do Meio Ambiente da Nicarágua, Arturo Harding, anunciou uma campanha para preservar e divulgar as belezas naturais e a biodiversidade do Corredor Biológico do Atlântico (CBA).

Elementos da flora e da fauna e áreas quase virgens sobre o Mar do Caribe são mostrados na televisão há uma semana, como parte de uma estratégia publicitária governamental. A campanha, que pretende conscientizar sobre a conservação dos recursos e a degradação do meio ambiente, irá até maio de 2004.

Um dos objetivos é divulgar o CBA, seu possível aproveitamento e sua importância para o desenvolvimento do turismo.

O CBA inclui o Caribe nicaragüense, a metade do território nacional e se estende por uma das maiores áreas protegidas como Bosawás, com árvores centenárias de madeiras preciosas e vida silvestre.

O projeto CBA começou em 1994, com apoio de organismos internacionais, para promover um modelo de desenvolvimento sustentável.

 
 

CHILE: Rejeitada construção de termoelétrica

SANTIAGO.- A comunidade de San Francisco de Mostazal, 70 quilômetros ao sul de Santiago, apresentou recurso nos tribunais para proibir a construção de uma central termoelétrica que prejudicaria a atividade agrícola e agravaria a poluição. A prefeita local, Mirentxu Beitia, entrou com o recurso em nome de 20 mil moradores do município, 50% dos quais se dedicam a atividades agrícolas.

A localização da central, que funcionará a gás natural, fará com que suas emanações cheguem até Santiago, cidade com um dos mais altos níveis de poluição atmosférica da América Latina.

Beitia e o senador oficialista Rafael Moreno rechaçaram a autorização para construir a central La Candelária, expedida pela Comissão Nacional do Meio Ambiente.

A obra implica investimento de US$ 200 milhões e terá capacidade para gerar 50 megawatts, destinados a alimentar a estatal empresa de mineiração El Teniente.

 
 

VENEZUELA: Camponeses ocupam parque Yacambú

CARACAS.- Sessenta famílias sem-terra ocuparam parte do Parque Yacambú, 300 quilômetros a oeste de Caracas e coração da bacia do rio do mesmo nome que deve alimentar a represa Yacambú-Quíbor.

“Há cerca de 60 famílias” ocupando 200 hectares deste parque, disse à IPS o vice-presidente da não-governamental Bioparques, César Aponte.

“É pouco em um parque de 26.916 hectares, mas com o desmatamento nascentes de água que alimentarão a represa podem ser afetadas”, acrescentou.

O projeto Iacambúy-Quíbor, em construção há 19 anos, pretende levar águas do rio por um túnel de 24 quilômetros até o semi-árido Vale de Quíbor, potencial empório de hortaliças do país e à sedenta cidade de Barquisimeto.

Várias famílias estariam “dispostas a mudar-se se receberem terras”, segundo a Bioparques.
Em razão da reforma agrária, o governo repartiu quase um milhão de hectares em todo o país.

 
 

BRASIL: Armazenando água da chuva

RIO DE JANEIRO.- Converter a chuva em mananciais é uma preocupação crescente no Brasil, país de enormes recursos hídricos, mas mal distribuídos. Os especialistas recomendam represas subterrâneas para evitar a evaporação e a aragem com sulcos sem inclinação, para a água não escorrer.

A Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água da Chuva, criada em 1999 por pesquisadores e ativistas, já tem 120 sócios, segundo seu presidente João Gnadilinger, especialista que apóia a pequena agricultura no nordeste do país.

Na zona rural do nordeste semi-árido brasileiro devem ser construídas um milhão de cisternas no prazo de cinco anos, para armazenar água potável captada dos telhados das casas. O uso da água pluvial começa a interessar outras áreas do país e existem muitas experiências na Ásia e Alemanha, disse Gnadilinger.



* Fonte: Inter Press Service.


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