| Lixos eletrônicos
Montanhas de antigos lixos eletrônicos
acumulam-se em grande velocidade nos aterros sanitários
de todo o mundo. Uma nova lei do Estado norte-americano
da Califórnia visa a combater este fenômeno
através de um programa de reciclagem que começará
em julho deste ano. Nesta seção oferecemos
guias para navegar na Internet sobre este tema.
Pioneira em seu gênero,
a nova lei californiana SB20
estabelece que o consumidor pague no momento da compra
um valor entre US$ 6 e US$ 10 para cada produto eletrônico
que contenha metais pesados, tais como chumbo, mercúrio
e cádmio, entre outros. Os produtos cobertos
por essa lei são principalmente televisores
e computadores, com a exceção daqueles
cuja tela seja menor que quatro polegadas. Uma vez
cumprida sua vida útil, o consumidor poderá
entregá-los a centros
de reciclagem sem incorrer em gasto algum. Atualmente,
paga-se cerca de US$ 20 por aparelho para que seja
feita a reciclagem.
O valor a ser pago será
reajustado em julho de 2005 e depois a cada dois anos,
para garantir que sejam cobertos os custos da reciclagem.
Estima-se
que, somente nos Estados Unidos, são vendidos
mais de 22 milhões de computadores por ano.
Com o constante desenvolvimento tecnológico,
a maioria deles fica obsoleta em pouco menos de dois
anos. Entre as maiores
preocupações em torno da disposição
de lixo eletrônico em aterros sanitários
estão o impacto no meio ambiente, pois seus
componentes químicos contaminam os solos e
podem se infiltrar até chegar às águas
subterrâneas.
Tampouco o processo de reciclagem
está livre de polêmica. Nos Estados Unidos,
a organização não-governamental
Silicon
Valley Toxics Coalition, denunciou que os equipamentos
fora de uso do fabricante de computadores Dell
Computers eram reciclados em uma prisão
por detentos sem o mínimo equipamento de proteção,
nem com garantias para o desenvolvimento de seu trabalho.
Relatórios
indicam que uma parte dos dejetos eletrônicos
é exportada para países em desenvolvimento,
como a China, onde trabalhadores estão expostos
aos metais pesados. Especialistas afirmam que os países
importadores, geralmente asiáticos, podem obter
uma renda significativa com o restauro de computadores
usados e desmonte de máquinas obsoletas, monitores
e cartões de circuitos para recuperar metais
como ouro e cobre. Esse tipo de comércio é
analisado por membros do Convênio
da Basiléia para evitar que países
desenvolvidos transfiram lixo considerado perigoso
para países em desenvolvimento.
Há vários esforços
no âmbito global para atender ao manejo e à
disposição final do lixo eletrônico,
entre eles os da União
Européia, que busca eliminar o uso de materiais
tóxicos específicos em artefatos eletrônicos
e proibir sua venda em 2007.
Na América Latina, o Brasil
conta com um programa,
desde meados de 2000, em que os fabricantes e importadores
de baterias contendo chumbo, cádmio ou mercúrio
são responsáveis pela coleta, armazenagem,
reutilização e reciclagem ou disposição
final ambientalmente amigável. Outros esforços
são as ecoetiquetas
para computadores, que leva em consideração
desde o desenho do equipamento até o uso de
materiais, consumo de energia e processo de fabricação.
Lei
“SB20” (Inglês)
Centros de
reciclagem (Inglês)
RMD
Technologies (Inglês)
Estratégias
corporativas para reciclagem de eletrônicos.
Uma história de dois sistemas. (Inglês)
e-Junk
Explosion (Inglês)
Silicon Valley Toxics
Coalition (Inglês)
Dell Computers (Inglês)
Ecoetiquetas
para computadores (Inglês)
Convênio
da Basiléia (Espanhol)
Convênio
da Basiléia (Português)
Amazônia
No coração da América
do Sul, a Amazônia se estende por mais de seis
milhões de quilômetros quadrados de vibrantes
ecossistemas. Seu palpitar vacila diante do desmatamento,
perda de espécies e exploração
de petróleo. Nesta seção oferecemos
um guia de navegação na Internet sobre
sua biodiversidade e seus problemas.
A Amazônia é a maior
floresta tropical do mundo em tamanho, com uma bacia
altamente diversa situada em sua maior parte no Brasil.
Estudos sobre sua origem
dão conta de que há cerca de 15 milhões
de anos, quando se estima foram formadas as cadeias
montanhosas dos Andes, o Rio Amazonas, centro de vida
da Amazônia, fluía em direção
oeste para o Oceano Pacífico.
Uma união de placas tectônicas
fechou esta saída mudando o entorno da bacia
e o fluxo do majestoso Rio, que agora flui para leste,
até desembocar no Oceano Atlântico.
O Rio
Amazonas, o mais extenso do mundo depois do Nilo,
leva em seu leito 16% de toda a água fluvial
do planeta.
Durante quatro meses por ano,
a Amazônia recebe chuvas torrenciais que, junto
com o degelo das geleiras andinas, elevam o nível
do Rio em mais de cem metros. Estima-se
que a cada segundo cerca de 200 litros de água
descem do sistema montanhoso.
Segundo a organização
ambientalista Rainforest
Action Network, as florestas tropicais cobrem
apenas 2% da área terrestre, mas abrigam entre
cinco e dez milhões de espécies de flora
e fauna. Das 250 mil espécies de plantas, 90
mil estão nestes ecossistemas. Calcula-se,
também, que são sete mil os compostos
médicos delas derivados.
O quinino,
extraído da casca da árvore quina (chinchona
spp), é uma das mais importantes plantas medicinais
da Amazônia, reconhecido mundialmente por sua
capacidade de curar a malária. Outros exemplos
se incluem no portal
agrário do Peru.
A relação entre
biotecnologia, com sua crescente importância
econômica, e os conhecimentos tradicionais deram
lugar a uma série de debates em torno da chamada
biopirataria, ou o aproveitamento por parte de laboratórios
e multinacionais de conhecimentos ancestrais sobre
o uso medicinal da flora.
Estudos
sobre o assunto analisam o problema à luz da
Convenção
sobre a Biodiversidade Biológica.
Em 1998, a Organização
Mundial da Propiedade Intelectual (Ompi), organismo
especializado das Nações Unidas, iniciou
a criação de um Grupo
de Trabalho sobre Biotecnología, integrado
por representantes do setor privado e dos governos
dos Estados-membros.
Outro dos desafios que a conservação
da floresta amazônica enfrenta é o desenvolvimento
econômico dos países em que está
presente. De acordo com informações
da imprensa, a América Latina fornece mais
petróleo aos Estados Unidos do que os países
do Oriente Médio. Na Colômbia e Bolívia,
projetos de exploração do ouro negro
estão em andamento. Segundo o Ministério
de Energia e Minas do Equador, diz a informação,
se a exploração na Amazônia equatoriana
seguir sua marcha, esse país, com uma das maiores
reservas de petróleo da região, poderia
contar com 26 bilhões de barris em potencial,
passando a ser rival do México e da Nigéria.
A prática madeireira é
outro tema em debate. Um estudo
do mercado brasileiro indica que 86% da madeira procedente
da Amazônia do Brasil é consumida nesse
país, enquanto 14% é exportada. Esse
estudo deu lugar a uma iniciativa
que tem por objetivo obter o certificado florestal
do Forest
Stewardship Council (FSC) de madeiras tropicais
para atender o mercado do Estado de São Paulo,
destino de 20% do total produzido.
Sites interativos
permitem explorar a Amazônia, aprender sobre
seus habitantes e algumas de suas atividades sustentáveis,
como o ecoturismo. A página da Internet do
Eco-Portal
oferece uma lista de fontes de informação
sobre a Amazônia.
Viagem
pela Amazônia (Inglês)
Portal
Agrário do Ministério da Agricultura
do Peru (Espanhol)
Rainforest
Action Network (Inglês)
O
Cartel da Biodiversidade (Espanhol)
Convenção
sobre a Biodiversidade Biológica (Espanhol,
Inglês e Francês)
Organização
Mundial da Propriedade Intelectual (Espanhol,
Inglês e Francês)
Buscando
Equilíbrio: Crescimento versus Cultura na Amazônia
(Inglês)
Ministério
de Energia e Minas do Equador (Espanhol)
Forest
Stewardship Council (Espanhol)
Amazônia
Interativa (Inglês)
Eco-Portal
(Inglês, Espanhol)
Produtos
da Biodiversidade Amazônica (Português)
Bolsa Amazônia
(Português, Inglês, Espanhol)
Amazônia
(Português)
Sistema
de Bases Compartilhadas de Dados Sobre a Amazônia
(Português)
Dez anos do TLCAN
Em meio a animados aplausos e
ferozes condenações, em 1º de janeiro
de 2004 o Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta) completará dez anos. Relegados
ao assento de trás, o meio ambiente e os direitos
trabalhistas acompanham sua trajetória como
temas acessórios. Nesta seção
apresentamos um guia de navegação na
Internet sobre o assunto.
O Nafta, por suas siglas em inglês,
é um acordo regional entre os governos do Canadá,
México e Estados Unidos para criar uma zona
de livre comércio que, se espera, abra fronteiras
em 2005. Entre outros, seus objetivos
centram-se em eliminar obstáculos ao comércio
e facilitar a circulação fronteiriça
de bens e serviços, respeitar a competição
leal, aumentar substancialmente as oportunidades de
investimento e proteger e fazer valer os direitos
de propriedade intelectual.
A primeira década do tratado
deixa um sabor agridoce. Uma análise
da não-governamental Food First assinala que
no México, por exemplo, enquanto relatórios
econômicos comemoram o crescimento das exportações,
mais de 80% destinadas aos Estados Unidos, o setor
camponês sofre os estragos da presença
dos subsidiados produtos agrícolas norte-americanos
contra os quais não pode competir. Nos Estados
Unidos, informações
da imprensa indicam que grandes empresas manufatureiras,
especialmente no setor têxtil, automotivo, eletrônico
e de computação, cortaram seus custos
de produção abrindo fábricas
no vizinho país do sul.
O mesmo relatório assinala
que o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos
registra perda de aproximadamente 500 mil empregos
devido à entrada em vigor do Nafta. Um estudo
sobre o processo de negociação mostra
que em 1990, quando os presidentes dos três
países-sócios acertaram negociar o tratado
de livre comércio, nenhum esperava que os aspectos
ambientais e trabalhistas se tornariam fundamentais
para a aprovação do mesmo. No final
desse ano, diz o estudo, um pequeno grupo de ativistas
ambientais, trabalhistas e de direitos do cidadão
iniciou uma campanha, dirigida ao Congresso norte-americano,
para que suas posições fossem incluídas
nas negociações.
Grupos ambientalistas como World
Wildlife Fund (WWF), National
Resources Defense Council (NRDC) e National
Wildlife Federation, acompanharam e deram apoio
ao processo de criação de um ente internacional
encarregado de velar pelo respeito ao meio ambiente,
com poder de sanção, embora não
do tipo comercial, consideração inadmissível
pelos governos mexicano e canadense. Por outro lado,
grupos ambientalistas de base como Sierra
Club, Friends of
the Earth, Greenpeace
e Public Citizen,
de direitos civis, negaram-se terminantemente ao processo
pedindo, entre outras coisas, que empresas norte-americanas
operando em outros países aderissem às
leis dos Estados Unidos.
O resultado último das
negociações foi a criação
em 1994 da Comissão
para a Cooperação Ambiental (CCA),
que funciona dentro dos termos do Acordo
de Cooperação Ambiental da América
do Norte (ACAAN) e atende temas ambientais de
preocupação comum e contribuir para
prevenir possíveis conflitos ambientais derivados
da relação comercial. Também
no mesmo ano se criou a Comissão
para a Cooperação Trabalhista, que
busca melhorar as condições de trabalho
e o nível da qualidade vida dos trabalhadores,
comprometendo-se a promover 11 Princípios
Trabalhistas. As duas comissões são
as primeiras a vincular os temas ambiental e trabalhista
a um tratado de comércio internacional.
Na primavera de 2004, um comitê
independente nomeado pelo Conselho da CCA, integrado
por ministros de meio ambiente ou seus equivalentes
de países participantes, avaliará a
operação e eficácia do ACAAN.
O site do Nafta inclui links com, entre outros, organizações
governamentais, regionais
e internacionais. A norte-americana Universidade
de Berkeley oferece ampla copilação
de artigos e estudos, com diferentes pontos de vista,
sobre o Nafta.
Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
- Nafta (Espanhol)
Food
First - Instituto para Políticas de Alimentação
e Desenvolvimento (Inglês)
Negociações
do Nafta: Lições Políticas para
a Alca (Inglês)
Década
do Nafta traz perdas e ganhos (Inglês)
Dez
anos depois do Nafta: Como a globalização
afetou o México? (Inglês)
World Wildlife Fund -
WWF (Inglês)
National Resources Defense
Council - NRDC (Inglês)
National Wildlife Federation
(Inglês)
Sierra Club
(Inglês)
Friends of the Earth
(Inglês)
Greenpeace
(Inglês)
Public Citizen
(Inglês)
Acordo
de Livre Comércio da América do Norte
- Nafta (Português)
Geopolítica
Online: Blocos Econômicos - Nafta (Português)
Redução
dos gases causadores do efeito estufa
Cerca de 20 mil hectares de pastagens
brasileiras podem ser reconvertidas no rico sistema
florestal de antes. Pagam a conta empresas contaminantes
que buscam um lixão para dióxido de
carbono (CO2) que limpe seus pecados contra o meio
ambiente. Este é um dos diversos projetos para
reduzir os gases causadores do efeito estufa que já
acontecem no mundo, dentro do contexto dos mecanismos
especiais do ainda não ratificado Protocolo
de Kyoto. Nesta seção oferecemos
um guia para navegar na Internet sobre o tema.
O projeto de reconversão
de pastagens acontece na cidade de Curitiba, ao custo
aproximado de US$ 20 milhões. A iniciativa
é financiada pelas empresas norte-americanas
Chevron-Texaco, General Motors e American Eletric
Power, que estão aquecendo os motores diante
de uma eventual entrada em vigor do tratado internacional.
O Protocolo deve ser ratificado por 55 países
integrantes da Convenção
Marco das Nações Unidas sobre Mudança
Climática cujas emissões de gases de
efeito estufa somem 55% do total mundial, incluindo
os países desenvolvidos.
O poder de ratificação
do Protocolo está nas mãos de uma indecisa
Rússia. Os Estados Unidos, responsáveis
por 25% das emissões, negaram-se a aprová-lo.
O Protocolo contém metas
legalmente vinculantes pelas quais os países
desenvolvidos devem reduzir suas emissões de
seis tipos desses gases em pelo menos 5%, em relação
aos níveis de 1990, no período entre
2008 e 2012. Os países que devem cumprir essas
metas devem obter os denominados créditos de
emissões correspondentes à sua redução.
Compra e venda de créditos
de emissões, projetos de implementação
conjunta (como o utilizado no Brasil), e desenvolvimentos
limpos, voltados a países em crescimento, são
os
três mecanismos estabelecidos pelo Protocolo.
Por meio destes, Estados que consideram caro reduzir
as emissões em seu país, por mudanças
de tecnologia, por exemplo, podem optar por pagar
um preço menor e reduzir as emissões
em outros. Entretanto, isto não o exime de
reduzir, embora em parte, os gases causadores do efeito
estufa em seu ponto de origem.
O efeito estufa, que também
provoca o aquecimento
da Terra, é um fenômeno global onde
uma redução na emissão de gases
em um setor do planeta compensa a contaminação
ocorrida em outro. O Fundo
Protótipo do Carbono, do Banco Mundial,
criado em 2000, é formado por entidades públicas
e privadas. Funciona de acordo com os princípios
dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo. Os recursos
são canalizados pelo Banco para países
em desenvolvimento para implementar infra-estrutura
“limpa” e aliviar a pobreza.
Os projetos
geram créditos-certificados de emissões
que são comprados pelo Fundo para depois serem
distribuídos entre os contribuintes do mesmo,
que podem usá-los para cumprir suas metas de
redução de gases de efeito estufa. No
setor empresarial o Conselho
Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável
junto com o World
Resources Institute lançaram, em 1998,
a Iniciativa
do Protocolo de Gases de Efeito Estufa com o fim
de desenvolver práticas que ajudem empresas
a contabilizar e reportar suas emissões destes
gases.
No início de dezembro,
o Fórum Econômico
Mundial anunciou a criação de um
Registro Mundial de Gases de Efeito Estufa para facilitar
o manejo de emissões em nível global.
Estima-se que os registros comecem no início
de 2004. Entre outros requerimentos, a informação
estará disponível na Internet. Mais
informação sobre o mercado de créditos
de emissões pode ser encontrada na página
Associação
International de Comércio de Emissões.
O recém-inaugurado site em espanhol da Secretaria
da Convenção sobre Mudança Climática
oferece um extenso número de documentos especializados,
bem como os resultados da Nona Conferência das
Partes da Convenção
sobre Mudança Climática (COP9),
encerrada no dia 12 de dezembro.
Protocolo
de Kyoto (Espanhol)
Convenção
Marco das Nações Unidas sobre Mudança
Climática
Para
compreender a Mudança Climática: Guia
Elementar da Convenção Marco das Nações
Unidas e do Protocolo de Kyoto (Espanhol)
Edição
Especial: Mudança Climática (Espanhol)
Fundo Protótipo
do Carbono do Banco Mundial (Inglês)
Conselho Empresarial
Mundial para o Desenvolvimento Sustentável
(Inglês)
World Resources Institute
(Inglês)
Iniciativa
do Protocolo de Gases de Efeito Estufa (Inglês)
Associação
International de Comércio de Emissões
(Inglês)
Fórum Econômico
Mundial (Inglês)
Secretaria
da Convenção sobre a Mudança
Climática (Espanhol)
Nona Conferência
das Partes da Convenção sobre Mudança
Climática (COP9) (Inglês)
Direitos ambientais
Há mais de meio século
da proclamação da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, comemorada dia
10 de dezembro, o direito a um meio ambiente sadio
busca protagonismo. Nesta seção oferecemos
vários sites com informação sobre
o assunto.
Alimento, saúde e moradia,
liberdade de expressão e não-discriminação
são alguns dos vários
aspectos que buscam ser atendidos por esta declaração
universal, como uma forma de garantir uma convivência
justa e pacífica dos seres humanos. Relatórios
indicam que os primeiros passos para vincular direitos
humanos e meio ambiente dentro do contexto das Nações
Unidas foram dados no início dos anos 90. Então,
a chamada Subcomissão para a Prevenção
da Discriminação e Proteção
das Minorias designou um Relator Especial em direitos
humanos e meio ambiente.
Mais tarde, a Declaração
de Estocolmo, redigida durante a Conferência
das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano,
em 1972, estabeleceu a base que vincula direitos humanos
e proteção do meio ambiente, ao declarar
que o homem tem o direito fundamental à vida,
igualdade e condições adequadas de vida,
em um ambiente com um nível de qualidade que
permita uma vida com dignidade e bem-estar. Além
disso, esta declaração anuncia a responsabilidade
de cada pessoa na proteção e melhoria
do meio ambiente para gerações presentes
e futuras.
Em 1992, a Conferência
do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
também conhecida como Cúpula da Terra,
proclamou os direitos à informação,
participação e preservação
das condições ambientais. Em janeiro
de 2002 teve lugar uma conferência para revisar
e avaliar os avanços obtidos desde a Cúpula
da Terra. O site
de Internet deste seminário inclui vários
documentos que estudam a relação entre
direitos humanos e meio ambiente. Segundo especialistas,
enquanto ambientalistas utilizam os direitos humanos
como plataforma para analisar efeitos negativos da
destruição ambiental na saúde,
grupos de direitos humanos começam a aceitar
que muitas injustiças cometidas contra a humanidade
são, na essência, ambientais.
Assim, doenças como diarréia
e afecções respiratórias, principais
causas de morte entre os mais pobres do mundo segundo
a Organização
Mundial da Saúde, podem ser prevenidas
se houver um meio ambiente seguro e sadio, incluindo,
nesse caso, água limpa e adequada infra-estrutura
sanitária. Em novembro de 2002, o Comitê
Econômico, Social e Cultural das Nações
Unidas declarou o acesso á água
com um direito humano, citando-o como requisito indispensável
para o cumprimento de outros direitos. Em março
de 2003 aconteceu o Terceiro
Fórum Mundial da Água, em Kyoto,
no Japão, onde mais de 24 mil pessoas discutiram
ações necessárias para solucionar
os desafios globais deste recurso.
O direito à informação
deu lugar à iniciativa denominada Direito
Internacional de Acesso à Informação,
um esforço que busca que empresas com sede
nos Estados Unidos ou que tenham participação
na bolsa de valores norte-americana, junto com suas
subsidiárias estrangeiras e contratistas principais,
ofereçam informação sobre suas
operações no exterior. Desta forma tenta-se
tornar partícipes as comunidades envolvidas
nos padrões ambientais, trabalhistas e de direitos
humanos que estas empresas seguem em seu país
e evitar futuros abusos nessa área.
O site do Movimento dos Povos
para a Educação
em Direitos Humanos lista tratados e leis internacionais
que relacionam os direitos humanos e o meio ambiente.
O site do Projeto
de Meio Ambiente e Direitos Humanos tem uma base
de dados com recursos informativos sobre direitos
humanos e proteção do meio ambiente.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
(Espanhol)
Movimento
dos Povos para a Educação em Direitos
Humanos (Espanhol)
Comitê
Econômico, Social e Cultural das Nações
Unidas (Inglês)
Terceiro
Fórum Mundial da Água (Inglês)
Integrando
Direitos Humanos e Meio Ambiente nas Nações
Unidas (Inglês)
Declaração
de Estocolmo (Inglês)
Conferência
do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(Inglês)
Associação
Americana para o Progresso da Ciência (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Espanhol)
Conferência
Especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, Unep-OHCHR,
Genebra 2002 (Inglês)
Direito Internacional
de Acesso à Informação (IRTK)
(Inglês)
Projeto
de Meio Ambiente e Direitos Humanos (Inglês)
Declaração
Universal dos Direitos Humanos (Português)
Sociedade
da Informação
A Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação começará
no dia 10 de dezembro, em Genebra, Suíça. Cerca de
oito mil pessoas vão deliberar sobre como reduzir
a brecha digital e o desnível de conhecimentos, principais
obstáculos no caminho para o desenvolvimento sustentável
na nova economia. Nesta seção sugerimos vários sites
da Internet com informação sobre o assunto.
Os objetivos primordiais da Cúpula são, entre outros,
a conexão de todas as cidades, instituições educacionais,
centros de saúde, hospitais e organismos estatais
locais e centrais até 2015. Entre os participantes
da Cúpula estarão mais de 50 chefes de Estado, além
de aproximadamente oito mil representantes de governos,
organizações internacionais, sociedade civil, setor
privado e meios de comunicação. Na primeira
fase do encontro, em Genebra, será adotada uma
Declaração
de Princípios e um Plano de Ação. A segunda fase,
em 2005, em Túnis, girará em torno de temas relacionados
com o desenvolvimento e também serão avaliados os
progressos obtidos.
O
Informe do Conselho Econômico e Social da Assembléia
das Nações Unidas de 2000 assinala que a revolução
das tecnologias da informação e das comunicações oferecem
novas e amplas oportunidades de crescimento econômico
e desenvolvimento social, mas também apresentam desafios
e riscos. Segundo o Informe, pode-se configurar uma
grande variedade de aplicações para o desenvolvimento,
como comércio eletrônico e acesso aos mercados financeiros,
criação de empregos, aumento da produtividade agrícola
e industrial e potencialização de setores como educação
a distância e telemedicina, além de ordenação e vigilância
do meio ambiente.
Por exemplo, avanços
na tecnología das comunicações permitem que pessoal
não-médico em áreas rurais utilize equipamentos que
enviam sinais vitais de pacientes para serem avaliados
imediatamente por especialistas. Desta forma pode-se
ampliar o alcance dos serviços de saúde. Porém, o
Informe destaca que a maioria da população mundial
ainda vive na pobreza e continua sem os benefícios
da revolução das tecnologias da informação e das comunicações.
Nos países industrializados, diz o documento Sustentabilidade
à Velocidade da Luz, dos oito bilhões de microprocessadores
produzidos em 2000, apenas 2% foram destinados a computadores
e estima-se em dez mil o número de mecanismos telemétricos
por pessoa até 2010. A maioria das pessoas vive cotidianamente
próxima da tecnologia em seus automóveis, brinquedos,
telefones celulares e até sapatos esportivos, diz
o estudo.
Denominada por alguns como a “segunda revolução industrial”,
a revolução da tecnologia da informação e das comunicações
pode expandir-se rapidamente e chegar a cada indivíduo
em partícular. Especialistas
temem que esta velocidade impeça prever implicações
para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
Entre as propostas para antecipar-se à expansão desta
nova economia está a Iniciativa
para Oportunidades Digitais, uma associação pública-privada
entre a empresa Accenture,
a Fundação
Markle e o Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Lançada
na Cúpula do G-8 de Okinawa, em 2000, esta iniciativa
visa a identificar os papéis das tecnologias da informação
e das comunicações na promoção do desenvolvimento
econômico sustentável e na melhoria da eqüidade social.
Entre os casos de estudo figuram Brasil
e Costa
Rica como exemplos latino-americanos de acertadas
estratégias de governo para inserir-se na economia
do futuro.
O site da Inter
Press Service oferece notícias e links relacionados
com meios de comunicação e tecnologias da comunicação,
que serão objeto de análise na Cúpula.
Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação (Espanhol)
Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação (Português)
Informe
do Conselho Econômico e Social da Assembléia das Nações
Unidas de 2000 (Espanhol)
Telemedic
Systems (Inglês)
Declaração
do Milênio das Nações Unidas (Inglês)
Sociedade
da Informação - IPS (Espanhol)
Observatório
da Sociedade da Informação - Unesco (Português)
Sustentabilidade
à Velocidade da Luz: Oportunidades e desafios para
sociedade do amanhã (Inglês)
Iniciativa
para Oportunidades Digitais (Inglês)
Fórum de ministros
de meio ambiente
Ministros de meio ambiente da
América Latina e do Caribe se reuniram de 20
a 25 de novembro no Panamá, para examinar a
agenda de desenvolvimento sustentável da região.
Nesta seção sugerimos vários
sites da Internet com informação sobre
o assunto.
A XIV
Reunião do Fórum de Ministros de Meio
Ambiente da América Latina e do Caribe
debateu a estratégia para implementar a Iniciativa
Latino-Americana e Caribenha para o Desenvolvimento
Sustentável (Ilac). Desde 1982, os ministros
da região se reúnem periodicamente,
convocados pelo Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma).
Porém, foi em 1995
que começou o processo de incorporação
dos temas da agenda ambiental internacional, durante
a IX
Reunião realizada em Havana, Cuba. Preparado
o terreno, o Fórum de Ministros de Meio Ambiente
da América Latina e do Caribe se consolidou
durante a
X Reunião realizada em Buenos Aires, Argentina,
em 1996.
Entre as linhas
temáticas do Fórum estão:
contexto institucional, políticas e instrumentos
para gestão ambiental, manejo integrado de
bacias, diversidade biológica e áreas
protegidas, e mudança climática e suas
repercussões para a região. O fórum
conta com um Comitê Técnico Interagencial
(CTI) formado pelo Banco
Mundial (BM), Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe
(Cepal), Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID). Estes
organismos oferecem assistência e apoio na identificação
de fontes de financiamento.
Como complemento, o Comitê
Intersessional é o órgão
encarregado de dar continuidade às decisões
tomadas nas reuniões ministeriais do Fórum
e de apresentar e promover os interesses da região
nas diversas instâncias do sistema internacional.
Segundo o Pnuma, um dos êxitos do Fórum
ministerial foi a apresentação
da Iniciativa Latino-Americana e Caribenha para o
Desenvolvimento Sustentável (Ilac) na Cúpula
de Desenvolvimento Sustentável, Rio+Dez,
realizada em Johannesburgo, África do Sul,
em 2002. A Ilac foi
explicitamente incluída no Plano de Implementação
de Johannesburgo.
Segundo este organismo,
o primeiro informe regional do Pnuma sobre as perspectivas
do meio ambiente, Informe
GEO América Latina e Caribe: Perspectivas do
Meio Ambiente 2000, assinala que embora a preocupação
com o meio ambiente tenha aumentado sensivelmente,
este continua sendo um tema secundário nas
agendas de economia e desenvolvimento. As mudanças
realizadas não conseguiram melhorar substancialmente
a situação ambiental ou reduzir a avanço
da degradação.
O número de pobres
continua aumentando, bem como a desigualdade entre
e dentro dos países, segundo o estudo. Observa-se,
ao mesmo tempo, um padrão de consumo excessivo
por parte de uma minoria, que contrasta notavelmente
com a pobreza da maioria. Fome e pobreza aparecem
como temas prioritários nos fóruns internacionais
às custas do tema ambiental. O site do Ministério
de Meio Ambiente da Argentina oferece um guia
sobre convênios, conferências e declarações
internacionais em matéria ambiental.
Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
- Pnuma (Espanhol)
Corporação
Andina de Fomento - CAF / Programa Latino-Americano
do Carbono - Plac (Espanhol)
Políticas
para a Gestão Ambiental e Social das Operações
da CAF (Espanhol)
Banco
Interamericano de Desenvolvimento - BID (Espanhol)
Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
Pnud (Espanhol)
Cúpula
Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável,
Johannesburgo, África do Sul 2002 (Espanhol)
Especial
do Terramérica: Cúpula Mundial sobre
Desenvolvimento Sustentável
Informe
GEO América Latina e Caribe: Perspectivas do
Meio Ambiente 2000 (Espanhol)
Ministério
do Meio Ambiente da Argentina (Espanhol)
Ministério
do Meio Ambiente do Brasil - XIII Reunião do
Foro de Ministros de Meio Ambiente da América
Latina e Caribe (Português)
Agência
Envolverde/ Terramérica - Especial Rio+10 (Português)
Área de Livre Comércio das Américas
Em meio a um aperta e afrouxa
entre Brasil e Estados Unidos, acontecerá,
nos dias 20 e 21 de novembro, a VIII Reunião
Ministerial da Área
de Livre Comércio das Américas (Alca),
na cidade norte-americana de Miami. Diversos grupos
sociais no continente, entre eles ambientalistas,
são contrários ao acordo. Trinta
e quatro países de todo o continente americano
estarão representados no encontro, que busca
aplainar o caminho para o livre fluxo de mercadorias
e serviços na região a partir de 2005.
Segundo informações
da imprensa, os Estados Unidos buscam um acordo
“amplo” com regras regionais que incluam
a proteção dos direitos de autor e marca,
os investimentos e as compras governamentais, além
da redução das tarifas alfandegárias
na região. Entretanto, o Brasil, maior mercado
da América Latina, propõe um pacto destinado
principalmente a reduzir as barreiras de acesso aos
mercados. O Brasil acusa os Estados Unidos de reduzir
o volume das exportações brasileiras
através de milionários subsídios
a agricultores norte-americanos. O governo de Washington,
junto com Japão e Europa, negam-se a tratar
desse assunto fora das negociações da
Organização
Mundial do Comércio.
Eliminar progressivamente as
barreiras ao comércio e ao investimento na
região é o objetivo da Alca, iniciativa
surgida após a Cúpula das Américas
de 1994. Assim, deixou-se de lado a tradicional política
de ajuda creditícia norte-americana para com
o Sul, substituída pela idéia de uma
zona de livre comércio no hemisfério.
As áreas de negociação da Alca
compreendem acesso a mercados, investimentos, serviços,
compras do setor público, solução
de controvérsias, agricultura, direitos de
propriedade intelectual, subsídios, antidumping
e direitos compensatórios, e política
de competição.
O chamado Comitê Tripartite,
formado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), Organização dos Estados Americanos
(OEA) e a Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe das Nações Unidas
(Cepal), fornece
apoio analítico, técnico e financeiro
ao processo da Alca. As instituições
individuais desse comitê também prestam
assistência técnica em temas relacionados
com a Alca, especialmente às economias menores
do continente.
Há quem olhe o acordo
com ceticismo. Um
estudo do canadense International
Development Research Centre assinala que a Alca
é considerada um meio para fortalecer a posição
negociadora dos Estados Unidos diante da União
Européia e dos países do sudeste asiático.
Na visão norte-americana - afirma o estudo
- a Alca é o único processo de integração
regional que permite acelerar a globalização
dos países latino-americanos dentro de um esquema
em que os Estados Unidos são o centro das decisões
e o restante do hemisfério é periférico.
Segundo a não-governamental
Friends
of the Earth, as implicações da
adoção da Alca seriam negativas para
o meio ambiente. O acordo sobre os serviços,
que incluiriam desde a indústria petrolífera
até a turística, dificultariam aos governos
limitar os investimentos, bem como regular a proteção
ambiental. O ambientalista Movimento
Mundial pelas Florestas Tropicais assinala que
é provável um aumento na pressão
para converter florestas nativas em plantações
ou áreas agrícolas se a Alca subordinar
a integridade dos ecossistemas das Américas
aos objetivos da liberalização do comércio
e do investimento.
Grupos, como o comunitário
Coalizão
de Trabalhadores de Immokialee , com sede no estado
norte-americano da Flórida, temem que se repita
a experiência do Tratado
de Livre comércio da América do Norte
(Nafta), que entrou em vigor em 1994 e reúne
Estados Unidos, Canadá e México. Depois
de sua adoção, dizem os grupos, o mercado
mexicano foi invadido por milho norte-americano, o
que provocou a queda de preço e perdas para
os pequenos agricultores. Entretanto, defensores do
Tratado assinalam o fato de que a balança comercial
do México com relação ao seu
vizinho do Norte apresenta excedentes atualmente.
Na América Latina são
três os principais processos de integração
comercial: o Mercado
Comum do Sul (Mercosul), o Mercado
Comum Centro-Americano (MCC) e a Comunidade
Andina (CA). México e Chile não
são membros de nenhuma dessas organizações
regionais. Para o final de dezembro deste ano, o Mercosul
e a Comunidade Andina buscarão celebrar o chamado
Acordo
de Complementação Econômica.
Sua finalidade é desagravar as taxas alfandegárias
e a eliminação de restrições
que afetem o comércio a fim de conseguir a
expansão e a diversificação das
atividades de intercâmbio
Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta) - Perguntas e Respostas (Espanhol)
Friends
of the Earth - Impactos Ambientais da Alca nos Serviços
(Inglês)
Alca
- Banco Interamericano de Desenvolvimento (Espanhol)
Alca -
Organização dos Estados Americanos
(Espanhol)
Alca - Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe
das Nações Unidas
Alca Abaixo
(Espanhol)
Coalizão
de Trabalhadores de Immokalee (Inglês)
Área
de Livre Comércio das Américas (Alca)
(Espanhol-Inglês)
Países
da Alca (Espanhol)
Quinta
Conferência Ministerial da Organização
Mundial do Comércio
International Development
Research Centre
Mercado
Comum Centro-Americano
As
negociações da Alca entre os atores
principais: Estados Unidos e o Mercosul (Espanhol)
Estudos:
Mercosul - Alca
Informação
Mercosul (Espanhol)
Membros
do Mercosul (Espanhol)
União
Européia e sua relação com a
América Latina (inglês)
Acordo
de Complementação Econômica celebrado
entre a Comunidade Andina e o Mercado Comum do Sul
(Mercosul)
Membros
da Comunidade Andina
GEO
Andino 2003 Perspectivas do Meio Ambiente - Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma), Secretaria Geral da Comunidade Andina e do
Centro de Pesquisa da Universidade do Pacífico.
A
Alca e seus Impactos sobre as Florestas - Movimento
Mundial pelas Florestas (Espanhol)
Empresas petrolíferas
estrangeiras
Trinta mil indígenas da
selva equatoriana conseguiram colocar no banco dos
réus os acusados da empresa petrolífera
norte-americana Chevron-Texaco, responsabilizada por
danos ambientais. O julgamento, sem precedentes, começou
dia 12 de outubro no Equador. Nesta seção
recomendamos alguns sites para saber mais sobre empresas
petrolíferas estrangeiras.
Um relatório de avaliação
contratado pela parte acusadora foi apresentado no
final de outubro. A norte-americana Global
Environmental Operations, encarregada do estudo,
estimou em US$ 6 bilhões o custo da limpeza
de rios e águas subterrâneas da selva
amazônica equatoriana, afetados por operações
da Chevron-Texaco. A multinacional, por sua vez, nega
ser responsável por algum impacto ecológico
no país andino e afirma manter políticas
de segurança ambiental.
Em sua página na Internet,
a empresa petrolífera e petroquímica
British Petroleum, uma das maiores em nível
mundial, diz que a atividade hidrocarbonífera
pode causar impactos
no meio ambiente, como alterações
em hábitat, contaminação, introdução
de espécies não endêmicas, uso
não sustentável do recurso e contribuição
para a alteração do clima. A presença
de multinacionais do petróleo na América
Latina data de 1950, quando começou um
acelerado consumo de hidrocarbonos na região.
Entre 1950 e início da
década de 70, grandes empresas petrolíferas
denominadas “As
Sete Irmãs” (Exxon, Gulf, Texaco,
Mobil, Standard Oil da Califórnia, British
Petroleum e Royal Dutch Shell), chegaram a controlar
mais de 98% da produção de petróleo
em territórios de nações que
posteriormente formaram a Organização
de Países Exportadores de Petróleo
(Opep). Através de suas filiais, estas companhias
tiveram o direito exclusivo sobre a exploração
inicial e, seguindo todo o processo, a comercialização
final de hidrocarbonos em nível mundial.
Artigos
análiticos disponíveis na Internet
assinalam que atualmente os países da Opep
controlam pouco mais de 40% da oferta mundial de petróleo.
E que através de recentes aquisições
e fusões (como a da British
Petroleum Amoco e Arco ou da Exxon-Mobil) as maiores
multinacionais privadas ocidentais passarão
do controle de mais de 10% do petróleo mundial
em 1997 ao domínio de 20% a 25% do recurso
em 2004. Segundo um relatório da Organização
Latino-Americana de Energia (Olade), durante 2001
o aumento da produção de petróleo
em nível mundial foi 50% menor do que no ano
anterior, devido aos cortes realizados por alguns
países exportadores.
Quanto ao consumo mundial de
petróleo, o estudo indica que 2001 foi o primeiro
ano desde 1993 em que se observou um crescimento negativo.
Na América do Norte, devido à recessão
dos Estados Unidos e como conseqüência
dos ataques de 11 de setembro de 2001, o consumo de
petróleo caiu, 15 milhões de barris,
pela primeira vez desde.
Outro
relatório de energia no mundo indica que
em 2002 a Arábia Saudita foi o maior produtor
de petróleo, seguida da Federação
Russa e dos Estados Unidos. No âmbito latino-americano,
o México foi o maior produtor, seguido de perto
pela Venezuela. Vários sites da Internet facilitam
o acompanhamento do desenvolvimento da indústria
do petróleo. O site do Departamento
de Energia dos Estados Unidos permite fazer uma
revisão diária de preços e níveis
de produção por país.
Global
Environmental Operations, Inc. (Inglés)
Chevron-Texaco
(Inglês)
Geopolítica
do Petróleo na América Latina (Espanhol)
Organização
de Países Exportadores de Petróleo -
Opep (Inglês)
British Petroleum, Amoco
e Arco (Inglês)
Impactos
Ambientais da Exploração Petrolífera
(Inglês)
British
Petroleum - Retrospecto Estatístico da Energia
Mundial - Junho, 2003 (Inglês)
Departamento
de Energia dos Estados Unidos (Inglês)
Empresas
Petrolíferas - Equador (Espanhol)
Latin
Petroleum Analytics (Inglês)
Reservas
de Petróleo por Regiões (Inglês)
Ano Internacional do
Arroz
Na busca por atender problemas
como a fome e a desnutrição, entre outros,
no dia 31 de outubro a Assembléia Geral das
Nações
Unidas declarou 2004 como o Ano
Internacional do Arroz. Setenta por cento dos
1,3 bilhão de pobres no mundo vivem na Ásia,
e para eles o arroz é o principal
alimento.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), é
urgente a necessidade de aumentar a oferta de arroz,
devido à crescente demanda por parte de uma
população de renda muito limitada cujo
número aumenta exponencialmente.
Um estudo do International
Rice Research Institute (IRRI) assinala que o
cidadão médio em países como
Bangladesh, Vietnã e Myanmar, consome entre
150 e 200 quilos de arroz por ano, o que representa
dois terços ou mais das calorias consumidas
e cerca de 60% do consumo diário de proteína.
“Para os mais pobres, o arroz é um luxo”,
diz o estudo.
Entre as características
deste cereal se destacam seu baixo nível de
sódio e colesterol zero. O arroz também
é fonte importante de vitaminas (tiamina, riboflavina
e niacina) e minerais (fósforo, ferro e potássio)
e de maneira mais limitada de proteínas (contém
os oito aminoácidos essenciais para o corpo
humano). A isso deve-se somar seu baixo custo e versatilidade
para o cultivo.
Em nível mundial foram produzidos
mais de 585 milhões de toneladas métricas
em 2002, 84% em países asiáticos. Os
maiores consumidores
encontram-se na Ásia (91%), América
Latina (3,7%) e África (3,44%). A expectativa
de que uma demanda maior de arroz exceda sua produção
levou organismos como a FAO a apoiar o desenvolvimento
e implementação do denominado arroz
híbrido (resultado da combinação
de duas espécies). Descobertas em 1974 por
cientistas chineses, as variedades híbridas
produzem atualmente de 15% a 20% mais do que o obtido
com outras variedades de arroz.
Junto com a pobreza aparece a desnutrição.
Segundo dados da não-governamental Bread
for the World Institute, existem 840 milhões
de pessoas desnutridas no mundo. Delas, mais de 95%
estão em países em desenvolvimento e
mais de 153 milhões são menores de cinco
anos. Calcula-se em seis milhões as crianças
menores de cinco anos que morrem de fome a cada ano.
Enquanto estima-se que terra,
água e mão-de-obra, em conjunto, estão
diminuindo em países produtores de arroz, há
quem apresente outro tipo de questionamentos
em torno do debate sobre a fome no mundo.
Entre outros, a Organização
Mundial da Saúde assinala que “a
fome é conseqüência da má
distribuição e da iniqüidade, não
da falta de alimento”.
Nações
Unidas (Espanhol)
Ano
Internacional do Arroz (Espanhol, Inglês)
Arroz
- Alimento fundamental dos pobres (Inglês)
Organização
da Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO) (Espanhol,
Inglês)
Arroz,
Perguntas e Respostas (Inglês)
International Rice
Research Institute (IRRI) (Inglês)
Produção
de Arroz 2002
Arroz
Híbrido (Espanhol)
Bread
for the World Institute (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Inglês, Espanhol)
Hunger
Web (Inglês)
Mercado
Mundial do Arroz (Espanhol)
O
Arroz na Alimentação (Espanhol)
Arroz
Híbrido para Contribuir com a Segurança
Alimentar (Espanhol)
Embrapa
- Pesquisa: A Cultura do Arroz (Português)
Viver
no Campo - A história do arroz (Português)
Criar
e Plantar - Arroz (Português)
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