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GUATEMALA: Proteção para floresta espinhosa
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GUATEMALA.- Uma pequena floresta povoada de plantas espinhosas foi declarada área protegida pela prefeitura de Cabañas, no departamento de Zacapa, 153 quilômetros a leste da capital da Guatemala, com a finalidade de proteger espécies ameaçadas.
A proteção foi solicitada pelos moradores, preocupados porque algumas espécies de flora e fauna estão em risco de extinção, explicou ao Terramérica o prefeito de Cabañas, Alfredo Vidal.
A área de 7.342 metros quadrados abriga cactus, espinilhos, palmas forrageiras, línguas de vaca e sarças, além de árvores de acácia, brasil, mimosa, e algumas yajes, espécie em extinção que há 40 anos era usada para fabricar barcos, explicou Vidal.
Ali vivem serpentes como cascavel, vários tipos de lagartixas, incluindo o monstro de gila (Hhelederma suspectum), em risco de desaparecimento, e aves como auroras, pássaros-reais, guardabarrancos e cenzontles.
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COSTA RICA: Incentivo ao turismo sustentável
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SAN JOSÉ.- Vinte iniciativas de turismo rural comunitário em Talamanca, nas terras altas do sudeste da Costa Rica, se converterão, a partir deste ano, em projetos-piloto de turismo sustentável para a América Central.
Os projetos serão preparados para aspirar o Certificado para a Sustentabilidade Turística (CST), de origem costarriquenha, com incentivo para que seja adotado em toda a região para garantir melhores práticas turísticas.
Os projetos contarão com capacitação em tecnologias limpas, manejo de lixo, administração e mercado, com apoio da Aliança para Florestas e do Centro Nacional de Produção Mais Limpa.
O objetivo é obter iniciativas sustentáveis ambiental, social e economicamente, que possam ser disseminadas na região, afirmou Denia del Valle, coordenadora do Programa de Turismo para a Mesoamérica da Aliança para Florestas.
RIO DE JANEIRO.- A biotecnologia e as práticas agronômicas adequadas estão recuperando o dizimado cultivo de cacau na Bahia, que até 1989 liderou a produção mundial da matéria-prima do chocolate.
Para recuperar o cacau recorreu-se à clonagem de árvores resistentes e ao enxerto desses clones em plantas infectadas, medida promovida pela Comissão Executiva do Cacau (Ceplac), do Ministério da Agricultura.
Isto vem acompanhado de cuidados adicionais, como aplicação de fungicidas, controle biológico, poda regular, diversificação produtiva e reflorestamento.
Em 1989, a enfermidade vasoura-de-bruxa, provocada por um fungo, começou a destruir as plantações de cacau, com perdas totais em algumas fazendas, desaparecimento de centenas de milhares de empregos e o fim da prosperidade local.
Uma pesquisa sobre o genoma do fungo fortalecerá a guerra à praga no futuro. Além disso, o Brasil colabora com estudos sobre a monília, enfermidade presente no Equador e no Peru, “pior do que a vassoura-de-bruxa”, segundo Stela Midelej da Silva, pesquisadora do Ceplac.
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CHILE: Histórica decisão contra antena celular
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SANTIAGO.- A Suprema Corte de Justiça do Chile ordenou, no dia 6 de janeiro, a retirada de uma antena de telefona celular instalada na área histórica da cidade de La Serena, 460 quilômetros ao norte de Santiago, por atentar contra o meio ambiente e o patrimônio arquitetônico.
A empresa Telefônica CTC Chile, de capital espanhol, deverá retirar a antena e assumir os custos do transporte.
Pela primeira vez, o máximo tribunal chileno se pronunciou em uma demanda por dano ao patrimônio ambiental.
A instalação transgrediu leis ambientais, de urbanismo e de monumentos, segundo a sentença da Corte, que acolheu demanda do Conselho de Defesa do Estado.
A Telefônica recorreu ao “curioso arbítrio de disfarçar (a antena) ou vesti-la de palmeira", afirma o texto.
HAVANA.- Cientistas de Cuba pesquisarão este ano as possíveis áreas de reprodução do grou cubano (Grus canadiensis nesiotes), ave considerada em ameaça de extinção devido a mudanças em seu hábitat.
O projeto acontecerá no norte da província Ciego de Ávila, a 415 quilômetros de Havana, onde está uma das principais povoações dessa subespécie endêmica proveniente do grou do Canadá (Sandhill crane, Grus canadienses).
Segundo estudos, o desenvolvimento econômico, desde o início do século passado, trouxe mudanças que em alguns casos favoreceram a alimentação da ave, mas reduziram as zonas de savanas naturais em que costuma fazer seus ninhos.
O grou cubano constrói um ninho quase circular no solo, com pequenos pauzinhos e folhas de arbusto, e em terras secas. Põe um ou dois ovos, dos quais sobrevive apenas um filhote.
Contagens recentes na província estimaram que vivem ali entre 30 e 40 exemplares de um metro e meio de estatura.
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VENEZUELA: Indígenas receberão terras
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CARACAS.- Indígenas venezuelanos receberão este ano, pela primeira vez, títulos de propriedade de terras, embora as autoridades não tenham determinado sobre quais territórios serão outorgados direitos a cada grupo aborígene.
José Poyo, do Conselho Nacional Indígena da Venezuela (Conive), disse ao Terramérica que a concessão de títulos de propriedade e a delimitação territorial beneficiarão oito grandes grupos indígenas do país.
“Se garantirá a sobrevivência dos povos e de seus costumes", afirmou.
Flor Luzardo, da etnia anu, manifestou que “estamos em posição de luta, e a manteremos até alcançar nosso objetivo, que é obter a propriedade coletiva para nossos povos”.
As 28 etnias indígenas representam 1,25% dos 25 milhões de venezuelanos. Sessenta e quatro por cento localizados no Estado de Zulia, noroeste do pais, e o restante no sul e leste.
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