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Luta contra a escravidão
2004 é o Ano
Internacional para a Comemoração da
Luta Contra a Escravidão e sua Abolição.
Depois de meio século de proibição,
formas modernas de escravidão persistem.
Nesta seção oferecemos
um guia de navegação na Internet sobre
este tema.
A Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, Unesco, deu início,
no dia 10 de janeiro, a uma série de eventos
a propósito do ano internacional contra a escravidão,
como lembrança de um dos mais escuros capítulos
da história mundial. O ano de 2004 também
marca o bicentenário de um dos primeiros Estados
de população negra, o Haiti,
um símbolo da resistência dos escravos.
A escravidão foi duramente
condenada pela comunidade internacional reunida na
Conferência
Contra o Racismo, a Discriminação Racial,
a Xenofobia e Toda Intolerância Relacionada,
em 2001, que debate em sua segunda seção
do grupo de trabalho, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro,
a aplicação efetiva de seu Programa
de Ação.
O Artigo 4 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, de 1948, estabelece
que “Ninguém estará submetido
à escravidão nem à servidão;
a escravidão e o tráfico de escravos
estão proibidos em todas suas formas”.
Considera-se escravidão o trabalho obrigatório
mediante ameaças psicológicas ou físicas,
ser propriedade de um empregador mediante maus-tratos,
físico ou mental, ou por ameaças de
maus-tratos, a desumanização e a compra
e venda de pessoas como mercadorias.
Atualmente, a escravidão
ainda se manifesta em práticas
como trabalho em condições de servidão
para pagamento de dívidas, trabalho forçado
de adultos e crianças, exploração
sexual de crianças, tráfico e deslocamento
de seres humanos e casamento forçado.
Segundo a ong Anti-Slavery
International, 20 milhões de indivíduos
se convertem em trabalhadores em servidão quando
lhes exigem seu trabalho como meio de pagar um empréstimo.
Essa organização estima que cerca de
70% de meninos trabalhadores atua no setor agrícola,
enquanto a maioria das meninas no mundo o faz no trabalho
infantil doméstico em casas de terceiros.
Entre os movimentos
de meninos e meninas que buscam atender este problema
se encontram o grupo de Meninos
e Meninas Trabalhadores na América Latina (NATS),
o Movimento Africano de Crianças e Jovens Trabalhadores
e Bhima
Sangha, no Sul da Ásia.
De acordo com a ong American
Anti-Slavery Group (AASG), entre os produtos elaborados
utilizando mão-de-obra em condições
de escravidão estão o açúcar
da República Dominicana, o chocolate da Costa
do Marfim, os clips para papel da China, os tapetes
do Nepal e os cigarros da Índia.
Estão disponíveis
na Internet páginas que listam os convênios
e protocolos relacionados com a escravidão.
No portal da Unesco há informação
histórica sobre a escravidão na América
Latina e no Caribe, bem como no África.
Ano
Internacional para a Comemoração da
Luta Contra a Escravidão e sua Abolição
(Inglês)
Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, Unesco (Inglês)
Conferência
contra o Racismo a Discriminação Racial,
a Xenofobia e toda Intolerância relacionada
(Espanhol)
Declaração
Universal dos Direitos Humanos (Espanhol)
Anti-Slavery
International (Inglês)
Crianças
e Adolescentes Trabalhadores na América Latina
- NATS (Espanhol)
Bhima
Sangha (Inglês)
American
Anti-Slavery Group - AASG (Inglês)
Convênios
e Protocolos sobre Escravidão (Espanhol)
Fórum Econômico
Mundial
Entre
críticas de setores sociais, cerca de mil altos
executivos das maiores companhias do mundo reuniram-se
em Davos, Suíça, entre 21 e 25 de janeiro,
na Reunião
Anual do Fórum Econômico Mundial,
defensor da globalização. Dias antes,
em Mumbai, Índia, mais de cem mil participantes
clamaram que “outro mundo é possível”.
Segurança e prosperidade
foram os temas
centrais da reunião do Fórum Econômico
Mundial (FEM), ao qual assistiram membros do setor
empresarial, acadêmicos, representantes de organizações
não-governamentais e líderes religiosos.
Criado em 1971, o FEM tenta encontrar
soluções para os desafios mundiais através
de conferências e painéis de discussão.
Seus críticos afirmam que o objetivo desses
encontros é buscar o benefício particular
dos participantes às custas da sociedade e
do meio ambiente.
Em parte como resposta a críticas
por suas reuniões a portas fechadas, desde
2003 o FEM estabeleceu um fórum aberto de acesso
público. O tema do debate deste ano foi Globalização
ou Desglobalização para o Benefício
dos mais Pobres?.
Simultaneamente à reunião
do FEM aconteceu a conferência alternativa denominada
O
Olho Público em Davos, projeto de uma coalizão
de organizações não-governamentais
de todos os continentes.
Através desta iniciativa
se promove a globalização da justiça
e a sustentabilidade ambiental e se faz um chamado
para que as corporações assumam responsabilidade
por suas ações, como danos ao meio ambiente
e a comunidades locais.
A organização ambientalista
Friends of the Earth
diz que o primeiro relatório da iniciativa
do FEM denominada Iniciativa
de Governo Global revela até onde os grandes
negócios falham na proteção dos
recursos naturais do planeta e em atender as necessidades
dos mais pobres.
Essa iniciativa foi projetada
para monitorar o progresso dos esforços globais
para implementar as metas da Declaração
do Milênio das Nações Unidas.
O documento mostra que a comunidade internacional
atingiu a marca de três pontos, de um total
de dez, em áreas como meio ambiente, direitos
humanos e segurança.
Outros projetos do FEM são
a Iniciativa
de Gases Causadores do Efeito Estufa, que inclui
um registro
de emissões, de acesso público,
destes gases, iniciado no dia 22 de janeiro, Cidadania
Corporativa Global e Saúde Global.
Como contrapartida à reuniões
de Davos, criou-se o Fórum
Social Mundial (FSM), que se reuniu em Mumbai,
Índia, até o dia 21. O propósito
do FSM é estabelecer uma plataforma para discutir
estratégias de resistência ao modelo
globalizador do FEM.
Os presentes, uma mescla de políticos,
organizações não-governamentais,
líderes religiosos e anticapitalistas, trataram
uma variedade de assuntos, incluindo militarismo e
guerra, desenvolvimento sustentável e democrático,
direitos trabalhistas e religiosos, e cultura e identidade.
Uma das críticas a este
fórum é que carece de resultados concretos.
A agência Inter Press Service (IPS) oferece
em sua página
na Internet ampla cobertura de ambos os fóruns.
Reunião
Anual do Fórum Econômico Mundial
(Inglês)
“Globalização
ou Desglobalização para o Beneficio
dos mais Pobres?” (Inglês)
O
Olho Público em Davos (Inglês)
“Global
Governance Initiative” (Inglês)
Friends of the Earth
(Inglês)
Registro
de Emissões de Gases Causadores do Efeito Estufa
(Inglês)
Fórum Social
Mundial (Inglês)
Agência
Envolverde - Cobertura do FSM e FEM (Português)
Tratados antinucleares
Sob suspeitas de infringir regulamentos
internacionais contra a proliferação
de armas nucleares, o Irã assinou no final
de 2003 um protocolo
que abre as portas do país para inspeções
irrestritas em seu território. Os inumeráveis
esforços para deter a corrida armamentista
mundial provaram que não são suficientes.
O protocolo assinado pelo Irã
requer que os Estados forneçam uma extensa
declaração de suas atividades nucleares.
Em fevereiro será apresentado o primeiro relatório
das inspeções, depois de um ano de investigações.
Outros países também estão sob
a vigilância internacional. Informações
da imprensa indicam que o anúncio feito
pela Líbia, em dezembro de 2003, de renunciar
à aquisição de armas de destruição
em massa e de cooperar com as inspeções
das Nações Unidas em suas instalações
nucleares, se deram após meses de secretas
conversações com os governos de Londres
e Washington.
Entretanto, contrariamente ao
esperado, os Estados Unidos deram um passo atrás
ao iniciarem o desenvolvimento de novos
armamentos atômicos. Com esta decisão,
arrepios que não eram sentidos desde o fim
da Guerra
Fria, no início dos anos 90, voltam a inquietar
a comunidade internacional. As potências mundiais
daquela época, Estados Unidos e a então
União Soviética, viram-se em meio a
uma corrida armamentista que resultou na proliferação
de bombas nucleares. Grã-Bretanha, França,
China, Índia, Israel e Paquistão uniram-se
ao grupo de Estados possuidores de armas atômicas.
No momento, estas são estimadas
em mais de 28 mil em nível mundial.
Entre os numerosos acordos
de desarmamento, destaca-se o Tratado
de Não-Proliferação de Armas
Nucleares. Expedido em 1968, é o principal
compromisso internacional para prevenir que armas
nucleares e tecnologia armamentista se multipliquem.
Além disso, é o único tratado
multilateral legalmente vinculante e já foi
ratificado
pelo maior número de países. O cumprimento
do tratado é verificado através de inspeções
a cargo do Organismo
Internacional de Energia Atômica (OIEA).
Além de cuidar para que
material nuclear não seja utilizado com fins
militares, em mais de 900 instalações
civis, atualmente a OIEA é responsável
pela verificação
e monitoramento de atividades nucleares no Iraque,
sob mandato do Conselho
de Segurança das Nações Unidas.
Um acordo específico para a América
Latina é o Tratado
para a Proibição de Armas Nucleares
na América Latina e no Caribe, assinado
no México em 1967, no qual se destaca o uso
de energia nuclear para fins pacíficos, como
a geração de energia.
Estados Unidos e Rússia
assinaram o tratado de Redução
e Limitação de Armas Estratégicas
de Ataque (Tratado de Moscou), pelo qual as duas
partes devem reduzir e limitar armas nucleares de
modo que no final de 2012 o número agregado
delas não passe de 1,7 mil a 2,2 mil em cada
país. O Departamento de Estado norte-americano
conta com uma página
na Internet em que detalha sua estratégia
para o controle de armamento e segurança internacional.
O Carnegie
Endowment for International Peace oferece uma
extensa lista de referências sobre tratados,
reportagens e análises sobre armas nucleares.
Irã
assina Protocolo Adicional a Salvaguardas Nucleares
(Inglês)
Líbia
cooperou com inspetores nucleares das Nações
Unidas (Inglês)
Una
nova era de armas nucleares (Inglês)
Guerra
Fria (Inglês)
Tratado
de Não-Proliferação de Armas
Nucleares (Inglês)
Estoque
de armas nucleares em nível mundial (Inglês)
Tratado
para a Proibição de Armas Nucleares
na América Latina e no Caribe (Inglês)
Organismo Internacional
de Energia Atômica (OIEA) (Inglês)
Conselho
de Segurança das Nações Unidas.(Espanhol)
Redução
e Limitação de Armas Estratégicas
de Ataque (Inglês)
Escritório
de Não-Proliferação (Inglês)
Carnegie
Endowment for International Peace (Inglês)
Lixos eletrônicos
Montanhas de antigos lixos eletrônicos
acumulam-se em grande velocidade nos aterros sanitários
de todo o mundo. Uma nova lei do Estado norte-americano
da Califórnia visa a combater este fenômeno
através de um programa de reciclagem que começará
em julho deste ano. Nesta seção oferecemos
guias para navegar na Internet sobre este tema.
Pioneira em seu gênero,
a nova lei californiana SB20
estabelece que o consumidor pague no momento da compra
um valor entre US$ 6 e US$ 10 para cada produto eletrônico
que contenha metais pesados, tais como chumbo, mercúrio
e cádmio, entre outros. Os produtos cobertos
por essa lei são principalmente televisores
e computadores, com a exceção daqueles
cuja tela seja menor que quatro polegadas. Uma vez
cumprida sua vida útil, o consumidor poderá
entregá-los a centros
de reciclagem sem incorrer em gasto algum. Atualmente,
paga-se cerca de US$ 20 por aparelho para que seja
feita a reciclagem.
O valor a ser pago será
reajustado em julho de 2005 e depois a cada dois anos,
para garantir que sejam cobertos os custos da reciclagem.
Estima-se
que, somente nos Estados Unidos, são vendidos
mais de 22 milhões de computadores por ano.
Com o constante desenvolvimento tecnológico,
a maioria deles fica obsoleta em pouco menos de dois
anos. Entre as maiores
preocupações em torno da disposição
de lixo eletrônico em aterros sanitários
estão o impacto no meio ambiente, pois seus
componentes químicos contaminam os solos e
podem se infiltrar até chegar às águas
subterrâneas.
Tampouco o processo de reciclagem
está livre de polêmica. Nos Estados Unidos,
a organização não-governamental
Silicon
Valley Toxics Coalition, denunciou que os equipamentos
fora de uso do fabricante de computadores Dell
Computers eram reciclados em uma prisão
por detentos sem o mínimo equipamento de proteção,
nem com garantias para o desenvolvimento de seu trabalho.
Relatórios
indicam que uma parte dos dejetos eletrônicos
é exportada para países em desenvolvimento,
como a China, onde trabalhadores estão expostos
aos metais pesados. Especialistas afirmam que os países
importadores, geralmente asiáticos, podem obter
uma renda significativa com o restauro de computadores
usados e desmonte de máquinas obsoletas, monitores
e cartões de circuitos para recuperar metais
como ouro e cobre. Esse tipo de comércio é
analisado por membros do Convênio
da Basiléia para evitar que países
desenvolvidos transfiram lixo considerado perigoso
para países em desenvolvimento.
Há vários esforços
no âmbito global para atender ao manejo e à
disposição final do lixo eletrônico,
entre eles os da União
Européia, que busca eliminar o uso de materiais
tóxicos específicos em artefatos eletrônicos
e proibir sua venda em 2007.
Na América Latina, o Brasil
conta com um programa,
desde meados de 2000, em que os fabricantes e importadores
de baterias contendo chumbo, cádmio ou mercúrio
são responsáveis pela coleta, armazenagem,
reutilização e reciclagem ou disposição
final ambientalmente amigável. Outros esforços
são as ecoetiquetas
para computadores, que leva em consideração
desde o desenho do equipamento até o uso de
materiais, consumo de energia e processo de fabricação.
Lei
“SB20” (Inglês)
Centros de
reciclagem (Inglês)
RMD
Technologies (Inglês)
Estratégias
corporativas para reciclagem de eletrônicos.
Uma história de dois sistemas. (Inglês)
e-Junk
Explosion (Inglês)
Silicon Valley Toxics
Coalition (Inglês)
Dell Computers (Inglês)
Ecoetiquetas
para computadores (Inglês)
Convênio
da Basiléia (Espanhol)
Convênio
da Basiléia (Português)
Amazônia
No coração da América
do Sul, a Amazônia se estende por mais de seis
milhões de quilômetros quadrados de vibrantes
ecossistemas. Seu palpitar vacila diante do desmatamento,
perda de espécies e exploração
de petróleo. Nesta seção oferecemos
um guia de navegação na Internet sobre
sua biodiversidade e seus problemas.
A Amazônia é a maior
floresta tropical do mundo em tamanho, com uma bacia
altamente diversa situada em sua maior parte no Brasil.
Estudos sobre sua origem
dão conta de que há cerca de 15 milhões
de anos, quando se estima foram formadas as cadeias
montanhosas dos Andes, o Rio Amazonas, centro de vida
da Amazônia, fluía em direção
oeste para o Oceano Pacífico.
Uma união de placas tectônicas
fechou esta saída mudando o entorno da bacia
e o fluxo do majestoso Rio, que agora flui para leste,
até desembocar no Oceano Atlântico.
O Rio
Amazonas, o mais extenso do mundo depois do Nilo,
leva em seu leito 16% de toda a água fluvial
do planeta.
Durante quatro meses por ano,
a Amazônia recebe chuvas torrenciais que, junto
com o degelo das geleiras andinas, elevam o nível
do Rio em mais de cem metros. Estima-se
que a cada segundo cerca de 200 litros de água
descem do sistema montanhoso.
Segundo a organização
ambientalista Rainforest
Action Network, as florestas tropicais cobrem
apenas 2% da área terrestre, mas abrigam entre
cinco e dez milhões de espécies de flora
e fauna. Das 250 mil espécies de plantas, 90
mil estão nestes ecossistemas. Calcula-se,
também, que são sete mil os compostos
médicos delas derivados.
O quinino,
extraído da casca da árvore quina (chinchona
spp), é uma das mais importantes plantas medicinais
da Amazônia, reconhecido mundialmente por sua
capacidade de curar a malária. Outros exemplos
se incluem no portal
agrário do Peru.
A relação entre
biotecnologia, com sua crescente importância
econômica, e os conhecimentos tradicionais deram
lugar a uma série de debates em torno da chamada
biopirataria, ou o aproveitamento por parte de laboratórios
e multinacionais de conhecimentos ancestrais sobre
o uso medicinal da flora.
Estudos
sobre o assunto analisam o problema à luz da
Convenção
sobre a Biodiversidade Biológica.
Em 1998, a Organização
Mundial da Propiedade Intelectual (Ompi), organismo
especializado das Nações Unidas, iniciou
a criação de um Grupo
de Trabalho sobre Biotecnología, integrado
por representantes do setor privado e dos governos
dos Estados-membros.
Outro dos desafios que a conservação
da floresta amazônica enfrenta é o desenvolvimento
econômico dos países em que está
presente. De acordo com informações
da imprensa, a América Latina fornece mais
petróleo aos Estados Unidos do que os países
do Oriente Médio. Na Colômbia e Bolívia,
projetos de exploração do ouro negro
estão em andamento. Segundo o Ministério
de Energia e Minas do Equador, diz a informação,
se a exploração na Amazônia equatoriana
seguir sua marcha, esse país, com uma das maiores
reservas de petróleo da região, poderia
contar com 26 bilhões de barris em potencial,
passando a ser rival do México e da Nigéria.
A prática madeireira é
outro tema em debate. Um estudo
do mercado brasileiro indica que 86% da madeira procedente
da Amazônia do Brasil é consumida nesse
país, enquanto 14% é exportada. Esse
estudo deu lugar a uma iniciativa
que tem por objetivo obter o certificado florestal
do Forest
Stewardship Council (FSC) de madeiras tropicais
para atender o mercado do Estado de São Paulo,
destino de 20% do total produzido.
Sites interativos
permitem explorar a Amazônia, aprender sobre
seus habitantes e algumas de suas atividades sustentáveis,
como o ecoturismo. A página da Internet do
Eco-Portal
oferece uma lista de fontes de informação
sobre a Amazônia.
Viagem
pela Amazônia (Inglês)
Portal
Agrário do Ministério da Agricultura
do Peru (Espanhol)
Rainforest
Action Network (Inglês)
O
Cartel da Biodiversidade (Espanhol)
Convenção
sobre a Biodiversidade Biológica (Espanhol,
Inglês e Francês)
Organização
Mundial da Propriedade Intelectual (Espanhol,
Inglês e Francês)
Buscando
Equilíbrio: Crescimento versus Cultura na Amazônia
(Inglês)
Ministério
de Energia e Minas do Equador (Espanhol)
Forest
Stewardship Council (Espanhol)
Amazônia
Interativa (Inglês)
Eco-Portal
(Inglês, Espanhol)
Produtos
da Biodiversidade Amazônica (Português)
Bolsa Amazônia
(Português, Inglês, Espanhol)
Amazônia
(Português)
Sistema
de Bases Compartilhadas de Dados Sobre a Amazônia
(Português)
Dez anos do TLCAN
Em meio a animados aplausos e
ferozes condenações, em 1º de janeiro
de 2004 o Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta) completará dez anos. Relegados
ao assento de trás, o meio ambiente e os direitos
trabalhistas acompanham sua trajetória como
temas acessórios. Nesta seção
apresentamos um guia de navegação na
Internet sobre o assunto.
O Nafta, por suas siglas em inglês,
é um acordo regional entre os governos do Canadá,
México e Estados Unidos para criar uma zona
de livre comércio que, se espera, abra fronteiras
em 2005. Entre outros, seus objetivos
centram-se em eliminar obstáculos ao comércio
e facilitar a circulação fronteiriça
de bens e serviços, respeitar a competição
leal, aumentar substancialmente as oportunidades de
investimento e proteger e fazer valer os direitos
de propriedade intelectual.
A primeira década do tratado
deixa um sabor agridoce. Uma análise
da não-governamental Food First assinala que
no México, por exemplo, enquanto relatórios
econômicos comemoram o crescimento das exportações,
mais de 80% destinadas aos Estados Unidos, o setor
camponês sofre os estragos da presença
dos subsidiados produtos agrícolas norte-americanos
contra os quais não pode competir. Nos Estados
Unidos, informações
da imprensa indicam que grandes empresas manufatureiras,
especialmente no setor têxtil, automotivo, eletrônico
e de computação, cortaram seus custos
de produção abrindo fábricas
no vizinho país do sul.
O mesmo relatório assinala
que o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos
registra perda de aproximadamente 500 mil empregos
devido à entrada em vigor do Nafta. Um estudo
sobre o processo de negociação mostra
que em 1990, quando os presidentes dos três
países-sócios acertaram negociar o tratado
de livre comércio, nenhum esperava que os aspectos
ambientais e trabalhistas se tornariam fundamentais
para a aprovação do mesmo. No final
desse ano, diz o estudo, um pequeno grupo de ativistas
ambientais, trabalhistas e de direitos do cidadão
iniciou uma campanha, dirigida ao Congresso norte-americano,
para que suas posições fossem incluídas
nas negociações.
Grupos ambientalistas como World
Wildlife Fund (WWF), National
Resources Defense Council (NRDC) e National
Wildlife Federation, acompanharam e deram apoio
ao processo de criação de um ente internacional
encarregado de velar pelo respeito ao meio ambiente,
com poder de sanção, embora não
do tipo comercial, consideração inadmissível
pelos governos mexicano e canadense. Por outro lado,
grupos ambientalistas de base como Sierra
Club, Friends of
the Earth, Greenpeace
e Public Citizen,
de direitos civis, negaram-se terminantemente ao processo
pedindo, entre outras coisas, que empresas norte-americanas
operando em outros países aderissem às
leis dos Estados Unidos.
O resultado último das
negociações foi a criação
em 1994 da Comissão
para a Cooperação Ambiental (CCA),
que funciona dentro dos termos do Acordo
de Cooperação Ambiental da América
do Norte (ACAAN) e atende temas ambientais de
preocupação comum e contribuir para
prevenir possíveis conflitos ambientais derivados
da relação comercial. Também
no mesmo ano se criou a Comissão
para a Cooperação Trabalhista, que
busca melhorar as condições de trabalho
e o nível da qualidade vida dos trabalhadores,
comprometendo-se a promover 11 Princípios
Trabalhistas. As duas comissões são
as primeiras a vincular os temas ambiental e trabalhista
a um tratado de comércio internacional.
Na primavera de 2004, um comitê
independente nomeado pelo Conselho da CCA, integrado
por ministros de meio ambiente ou seus equivalentes
de países participantes, avaliará a
operação e eficácia do ACAAN.
O site do Nafta inclui links com, entre outros, organizações
governamentais, regionais
e internacionais. A norte-americana Universidade
de Berkeley oferece ampla copilação
de artigos e estudos, com diferentes pontos de vista,
sobre o Nafta.
Tratado
de Livre Comércio da América do Norte
- Nafta (Espanhol)
Food
First - Instituto para Políticas de Alimentação
e Desenvolvimento (Inglês)
Negociações
do Nafta: Lições Políticas para
a Alca (Inglês)
Década
do Nafta traz perdas e ganhos (Inglês)
Dez
anos depois do Nafta: Como a globalização
afetou o México? (Inglês)
World Wildlife Fund -
WWF (Inglês)
National Resources Defense
Council - NRDC (Inglês)
National Wildlife Federation
(Inglês)
Sierra Club
(Inglês)
Friends of the Earth
(Inglês)
Greenpeace
(Inglês)
Public Citizen
(Inglês)
Acordo
de Livre Comércio da América do Norte
- Nafta (Português)
Geopolítica
Online: Blocos Econômicos - Nafta (Português)
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