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ESTADOS UNIDOS: Insistem em resgatar o Hubble
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SÃO FRANCISO.- Cientistas encarregados do telescópio espacial Hubble tentam reverter a decisão da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) de cancelar missões espaciais de manutenção que estenderiam sua vida útil em quatro ou cinco anos.
“A Nasa deve considerar com muito cuidado sua decisão. Foi pedido um estudo independente que a avalie”, disse ao Terramérica Steven Beckwith, diretor do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, responsável por conduzir e coordenar as operações científicas do Hubble, um dos instrumentos mais valiosos da ciência moderna.
Ao anunciar sua decisão, no dia 16 de janeiro, a Nasa se referiu ao alto risco que correm os astronautas durante missões de manutenção. A equipe da nave Colúmbia, destruída em fevereiro de 2003, foi a última a visitar o telescópio, em 2002.
Segundo Beckwith, esta questão deveria ser avaliada junto com os astronautas.
“O desempenho do Hubble é extraordinário. Sem manutenção deixará de produzir ciência entre 2006 e 2007”, explicou Beckwith.
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GUATEMALA: Proteção de arrecifes
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GUATEMALA.- Autoridades ambientais da Guatemala e de Belize instalaram uma planta no Rio Sarstún para proteger a parte do Sistema de Arrecifes Mesoamericano (SAM) correspondente a esses dois países.
É a terceira planta protetora do SAM, que se estende da mexicana península de Yucatán até as ilhas da baía de Honduras, explicou ao Terramérica o biólogo Carlos Baldeti.
“O SAM inclui a segunda barreira de arrecifes maior do mundo, depois da Austrália.
Devido ao seu tamanho, composição de tipos de arrecifes e suntuosidade de corais, é o único no Hemisfério Ocidental”, acrescentou o biólogo.
“O sistema de arrecifes serve de local de reprodução e fonte de alimentação para mamíferos, répteis, peixes e invertebrados marinhos, bem como animais terrestres e várias espécies de aves”, explicou Baldeti.
Associadas aos arrecifes de corais do SAM há grandes extensões de mangues costeiros, lagunas, pastos marinhos e mangues prístinos, com espécies ameaçadas como vacas marinhas, crocodilos e jaguares.
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HONDURAS: Reflorestamento para salvar ecossistema
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TEGUCIGALPA.- Moradores e autoridades locais de Honduras iniciaram a plantação de 52 mil árvores para salvar o ecossistema em torno do central e turístico Lago de Yojoa, onde ficam 10% das espécies do país.
“Todos os dias vejo com tristeza como nosso lago se esgota. Neste inverno não conseguiu encher”, disse ao Terramérica Ubaldo Enamorado, do patronato Las Marías, na região de Santa Bárbara
“Se não fizermos nada, nosso lago vai morrer, e nós também”, comentou.
Comunidades da região participam da campanha de resgate, cuja meta é semear mais de um milhão de árvores. Isso levará pelo menos três anos, porque grande parte das bacias estão secas e muito desmatadas, disse ao Terramérica Jorge Betancourt, da Associação de Municípios do Lago de Yojoa.
Devido ao desmatamento, “as 13 principais fontes de água que o abastecem estão diminuindo seu volume de água aceleradamente”, explicou.
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NICARÁGUA: Cientistas encontram titânio
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MANÁGUA.- Uma jazida de cromo e titânio foi descoberta em uma região caribenha da Nicarágua, com reservas de aproximadamente 20 mil toneladas, segundo a Administração Nacional de Recursos Geológicos (ADGEO).
O titânio é um mineral raro, resistente a altas temperaturas e usado em coberturas de naves espaciais, motores de avião, mísseis, peças de computador, equipamentos elétricos e próteses dentárias.
O cromo serve, entre outras coisas, para fabricar ferramentas.
“É necessário realizar estudos geológicos em detalhe para definir se as reservas existentes na Nicarágua podem ser exploradas”, disse ao Terramérica Jorge Prendiz, diretor da ADGEO.
O metal foi encontrado 20 quilômetros ao sul da cidade mineira de Siuna, na Região Autônoma do Atlântico Norte, após um estudo de exploração iniciado por cientistas há três anos, explicou.
Também foram encontrados ouro, prata, ferro, magnetita e “um grande corpo” de carbonato de cálcio, usado para fabricar cimento.
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MÉXICO: Golfinhos fora de lugar
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MÉXICO.- O Fundo Internacional para a Proteção dos Animais e seu Hábitat acusou as autoridades mexicanas de agirem sem a rapidez necessária com relação à denúncia contra a importação de 28 golfinhos procedentes das Ilhas Salomão e seu envio para uma área onde não se deveria introduzir espécies alheias.
Passaram-se seis meses após a importação, que violou leis e acordos internacionais, e os golfinhos estão em mar aberto, apenas separados por uma rede de seus pares mexicanos, disse ao Terramérica Beatriz Bugeda, porta-voz do Fundo na América Latina.
Os cetáceos, de uma subespécie que não existe no México, foram importados pelo Parque Atlântica, local turístico perto do balneário de Cancún, em uma área protegida da costa caribenha.
“Fizemos a denúncia no ano passado à Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente do México, mas, estranhamente, demorou muito a sua investigação e a adoção de medidas, por isso pedimos rapidez e que não se deixe um antecedente de impunidade”, disse Bugeda.
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ARGENTINA: Advogados pelo meio ambiente
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BUENOS AIRES.- A Rede de Advogados para a Defesa do Meio Ambiente começará a funcionar em março na Argentina, para facilitar, promover e fortalecer o acesso à Justiça e o desenvolvimento de estratégias efetivas em causas de caráter ambiental.
A idéia da rede foi debatida no final de 2003 em um encontro convocado pelo Centro de Direitos Humanos e Meio Ambiente e pela Fundação Ambiente e Recursos Naturais, do qual participaram advogados com experiência em defesa do meio ambiente ou da saúde de pessoas afetadas por contaminação.
A rede, aberta à participação de organizações ambientalistas e humanitárias, dará consultas e atenderá denúncias de prejudicados individuais e comunitários, mas, antes de tudo, desenvolverá ferramentas de comunicação e intercâmbio para elaborar estratégias comuns.
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