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HONDURAS: Indígenas protegem tartarugas

TEGUCIGALPA.- Comunidades indígenas misquitas levam adiante a criação de um viveiro no nordeste de Honduras para conservar e proteger as tartarugas verde (Chelonia mydas), cabeçuda (Caretta caretta) e de couro (Dermochelys cariacea), em risco de extinção.

Plaplaya, na região de Mosquitia, de exótica beleza natural, é um dos locais onde mais habita esse tipo de tartaruga, vítima do saque de seus ninhos para consumo de ovos e dos acidentes com embarcações de pesca, entre outros flagelos.

Os misquitos iniciaram, há quatro meses, um processo de conscientização que culminou com a apresentação do projeto, disse ao Terramérica Hugo Galeano, do Programa de Pequenas Doações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Também haverá uma campanha educativa de oito meses em escolas e em 12 comunidades de Plaplaya, e prevê-se a criação de empregos de patrulheiros e vigilante na região onde andam as tartarugas.

 
 

ARGENTINA: Lã de vicunha ilesa

BUENOS AIRES.- Cientistas e pastores da Argentina demonstraram que se pode obter lã de vicunha (Lama Vicugna) silvestre, que chega a ser cotada em US$ 500 o quilo, com métodos que não prejudicam esses animais andinos.

A equipe capturou temporariamente 120 vicunhas, das quais 75 tiveram o pelo raspado, obtendo-se cerca de 250 gramas de lã por animal, na localidade de Cieneguillas, onde vivem 150 pessoas.

O Projeto Manejo Sustentável de Camélidos Silvestres Sul-Americanos é liderado pela bióloga Bibiana Vilá, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas. Junto com ela trabalharam cientistas e pastores integrantes da associação Os Pioneiros.

Vilá calcula que no período de dominação incaica havia 1,5 milhão de vicunhas no Peru, Bolívia e zonas do norte da Argentina e do Chile, mas a caça para comercializar sua lã as reduziu a dez mil exemplares em 1970, quando se decidiu protegê-las

 
 

GUATEMALA: Rede de promotores ambientais

GUATEMALA.- Fortalecer e coordenar o trabalho em redes regionais de promotores é uma das recomendações para combater os crimes ambientais no mundo, surgida na I Cúpula Mundial de Promotores, Procuradores Gerais e Ministros da Justiça, que aconteceu na Guatemala entre os dias 2 e 5 de fevereiro.

A cúpula também pediu garantias de independência do processo judicial, recursos suficientes e campanhas de educação ambiental, para o público em geral e autoridades e funcionários envolvidos na matéria. A questão do meio ambiente foi uma da sete discutidas no encontro, do qual participaram delegados de 75 países dos cinco continentes.

“Em matéria de coordenação internacional, isto deve ocorrer entre instituições de diferentes países, entre Estados para aplicar tratados internacionais, bem como entre os ministérios públicos (promotorias) na tarefa de perseguição penal”, afirmaram os participantes, na chamada Declaração de Antigua.

 
 

PERU: Grave contaminação por chumbo

LIMA.- Quatro bairros populares da cidade de El Callao, porto da capital peruana, apresentam grave contaminação com chumbo, considerada pela Organização Mundial da Saúde um dos maiores perigos ambientais urbanos, porque afeta o desenvolvimento neurológico da população infantil exposta.

O Peru é o quarto exportador mundial de chumbo e um dos países mais contaminados por esse mineral. Em algumas zonas de El Callao, o nível de chumbo no sangue de crianças quadruplica o nível máximo aceito, que é de dez milésimos de grama por decilitro, segundo o Ministério da Saúde.

A Comissão do Meio Ambiente do Congresso disse que nem todas as empresas que transportam ou armazenam chumbo tomam as precauções necessárias.

Segundo a congressista Elvira de la Puente, as duas empresas que em 2003 adotaram um sistema de transporte encapsulado do mineral não cumpriram seu compromisso de erradicar resíduos da contaminação que provocaram antes.

 
 

MÉXICO: Dejetos de camarão são bom alimento

MÉXICO.- Pesquisadores da Universidade Autônoma Metropolitana do México têm a fórmula para conseguir que os dejetos da produção de camarão (Palaemon serratus), que causam contaminação, se transformem em um valioso alimento para os peixes.

Os cientistas conseguiram transformar as partes do crustáceo que são jogadas no lixo em um nutriente de alto conteúdo protéico, após submetê-los a um processo de fermentação especial em seus laboratórios.

Os peixes alimentados com o chamado “hidrolizado de dejetos de camarão” apresentam melhor peso e desenvolvimento do que os que consomem outros produtos, informaram os pesquisadores.

No México não existe um manejo especial dos dejetos de camarão, cuja produção ronda as cem mil toneladas por ano, 40% da qual obtida em criadouros.
Com o procedimento proposto, o problema poderia ser resolvido e, além disso, se teria um alimento para peixes mais econômico e efetivo do que outros, afirmaram os pesquisadores.



* Fonte: Inter Press Service.


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